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  • Três anos depois de vender Grupo Multi, Carlos 'Wizard' já tem novo império

    16/04/2017




    ECONOMIA
    Cátia Luz

    São Paulo - Há três anos, Carlos "Wizard" Martins surpreendeu o mercado ao anunciar a venda, por quase R$ 2 bilhões, do Grupo Multi, dono das escolas de inglês Wizard e da rede profissionalizante Microlins, à britânica Pearson. A operação, a maior aquisição em educação já feita no País até então, chamou a atenção não só pelo seu tamanho, mas também pelo "desapego" do fundador ao se desfazer de 100% de um negócio que, de tanto se identificar, acabou incorporando ao próprio nome - o empresário passou a assinar Wizard, em 1989, por sugestão de uma franqueada.

    Hoje, Wizard está longe da tranquilidade que o título de bilionário pode trazer. Após uma série de aquisições, comanda, ao lado dos filhos - os gêmeos Lincoln e Charles - um grupo quase do mesmo tamanho da antiga companhia. "Em 2018, a gente atinge os R$ 2 bilhões em valor", informa.

    A Sforza, empresa de private equity e family office da família, reúne negócios de diversos segmentos. "O que temos é um modelo de gestão de franquias, desenvolvido por 25 anos pela Multi, que agora está sendo aplicado na alimentação saudável, nas escolas de futebol ou no sistema de fast-food", explica.

    Apetite. O retorno ao mercado veio antes do esperado. O empresário, que tinha decidido tirar um ano sabático após o acordo com a Pearson, interrompeu o período para fechar a compra da Mundo Verde. A rede de produtos naturais, que pertencia ao fundo americano Axxon e tinha 250 unidades no País, tem hoje 400 lojas e cresce num ritmo de dois dígitos ao ano.

    Em seguida, o grupo anunciou, em parceria com o jogador Ronaldo fenômeno, a criação de uma franquia de escolas de futebol. A Ronaldo Academy nasceu com a perspectiva de ter unidades no Brasil e nos Estados Unidos. Mas a maior expansão até agora veio da China, onde um grupo de investidores, estimulados pelo interesse do governo chinês em desenvolver o esporte no país, fechou contrato para a abertura de 30 escolas. Dez já estão em operação, em cidades como Pequim e Xangai.

    No Brasil, de 35 contratos fechados, 15 franquias já estão funcionando. Nos EUA, a primeira escola começou a operar em janeiro. "Em franquia, o produto final é praticamente um detalhe. As dinâmicas, seja de uma sapataria ou de uma varejo de alimentos, são bem parecidas. A favor do grupo, pesa realmente esse modelo de implementação, monitoramento e gestão dos negócios criado por eles", afirma Marcelo Cherto, consultor especializado em franquias.

    Para completar o portfólio em esportes, o grupo comprou, no fim de 2015, as marcas Topper e Rainha. "São duas grandes marcas, mas que estavam abandonadas e representavam menos de 10% da receita da Alpargatas", explica Wizard. A ideia do empresário é oferecer os produtos das marcas nas escolas.

    "Cada empresa tem uma vocação. Mundo Verde e Taco Bell (fast food inspirada em comida mexicana) são mais voltadas para a geração de dividendos. A BR Sports (holding que detém Topper e Rainha) é uma operação em que investimos no crescimento para capturar um valor maior mais para frente", diz Charles Martins, responsável pela avaliação de novos negócios da Sforza.

    Pré-pago. Embora a franquia seja encarada pela família como a vocação do grupo, é uma startup especializada na emissão de cartões pré-pagos que tem se destacado nos negócios da Sforza. Criada em 2012 com o nome de Vale Presente e voltada principalmente para os gift cards (cartões pré-pagos usados para presentear), a empresa, que agora se chama Hub Prepaid, acabou ampliando sua atuação e hoje atende varejistas e governo.

    A startup é responsável, por exemplo, pela lista de casamentos do Magazine Luiza e é o principal parceiro da Caixa Econômica Federal em alguns projetos, como o cartão Construcard (de financiamento para aquisição de material de construção) e o cartão BNDES (de crédito para empresas).

    A Hub Prepaid chegou a ser alvo do interesse da própria Caixa, que fechou um acordo em 2014 para comprar 49% da companhia. Mas o negócio não foi adiante. Segundo Charles Martins, há agora outras propostas de compra, de fundos de investimento e de bandeiras de cartão.

    Hoje a empresa, avaliada em R$ 1 bilhão, representa 50% dos negócios do grupo, de acordo com o executivo. Wizard diz que a companhia movimentou R$ 2 bilhões em 2016 e vem dobrando de tamanho a cada ano.

    No mercado, há quem ache o valor atribuído à empresa otimista demais, mas ninguém nega o potencial do segmento. "Hoje, metade da população brasileira recebe seu salário em dinheiro. Com um nível ainda muito baixo de bancarização, há muito espaço para avanço de meios de pagamentos", afirma um concorrente.

    O setor de cartões tem atuado em três frentes: pessoas físicas (que compram o cartão para pagar diaristas ou a mesada do filho), empresas (principalmente as que têm mão de obra temporária, caso da construção civil) e governo.

    "A Hub Prepaid tem a vantagem competitiva de ter chegado antes no atendimento ao governo e o diferencial de ter uma estrutura verticalizada, o que dá mais eficiência à operação da empresa", diz uma fonte do mercado. No caso da empresa de Wizard, todo o processo - emissão e impressão dos cartões, administração financeira, autorização e processamento das transações - é feito dentro de casa, um edifício em Alphaville, com 200 funcionários e cara de banco.

    Hoje, segundo cálculos genéricos feitos por rivais, o mercado de pré-pagos deve movimentar por ano R$ 10 bilhões.

    Planos. Além da Hub Prepaid, a Sforza tem ainda a Orion, detentora da administração imobiliária do grupo, e uma participação na Logbrás, que investe em galpões logísticos. Com casa no Brasil e em Miami, e aulas diárias de mandarim, Wizard não tira os olhos de novos negócios. E admite a vontade de voltar ao setor de ensino - o prazo determinado pela cláusula de não competição, assinada com a Pearson, terminou no mês passado. "Eu sou um investidor. E acho que, no caso de educação, a oportunidade vai surgir sem eu precisar ir atrás", afirma. "Acho que vão bater à nossa porta, porque construímos uma reputação nesse setor."

    Questionado sobre a motivação de investir diante da crise que o País enfrenta, o fundador da Wizard diz que tem visão de médio e longo prazo e não pensa em governo. "A Wizard nasceu no mandato de José Sarney, com Plano Cruzado, inflação de 70% ao mês e moedas que mudavam a cada seis meses. Se fosse me preocupar com o governo, nunca teria começado." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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  • ABPA: Brasil recebe questionamento da China sobre dumping na exportação de frango

    18/08/2017




    ECONOMIA
    Camila Turtelli e Caio Rinaldi

    São Paulo - O presidente-executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, disse que o governo brasileiro recebeu na madrugada desta sexta-feira, 18, um questionamento da China sobre suposta prática de dumping na exportação de carne de frango ao país. Segundo Turra, o Brasil tem 20 dias para responder ao questionamento e mostrar que não exporta produto a preço inferior ao praticado no mercado interno.

    Após receber a resposta, os chineses podem ou não recorrer à Organização Mundial do Comércio (OMC). Turra, no entanto, acredita que esta questão deve ser resolvida de forma diplomática e rápida, sem causar prejuízos às exportações do Brasil para China - o terceiro maior destino do produto brasileiro. Foram 226,5 mil toneladas adquiridas no primeiro semestre deste ano. "Não acredito que a China venha a reduzir importações", afirmou o executivo.

    "Conversei há pouco com o Abrão Árabe (secretário de Comércio Exterior do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços) e fiz um apelo para que a conversa seja levada de forma diplomática", contou Turra. O governo brasileiro tem missão agendada para a China no início de setembro e o questionamento apresentado hoje deve entrar na agenda das discussões. O representante da indústria brasileira de aves e suínas rebateu a possibilidade de qualquer prática de dumping. Afirmou que o Brasil é competitivo e vende "a preços absolutamente justos". Mas reconheceu que questionamentos como o chinês podem acontecer. "A BRF teve de mandar milhões de documentos para África do Sul e terminamos vencedores no processo", afirmou sobre o processo aberto pelo país sul-africano contra o Brasil na OMC.

    O Ministério do Comércio da China disse, em nota publicada no site da pasta, estar investigando denúncias de dumping relacionadas à importação de frango do Brasil. Segundo o documento, empresas interessadas na apuração terão 20 dias para fornecer informações ao governo. A investigação pode durar um ano, com uma possível prorrogação até 18 de agosto de 2019. Ainda conforme o ministério chinês, entre 2013 e 2016 o frango brasileiro no mercado local correspondeu a mais de 50% da oferta chinesa.

    As principais exportadoras de carne de frango do Brasil - a BRF, dona da Sadia e Perdigão, e a JBS, da marca Seara - foram procuradas pelo Broadcast Agro (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado), mas não quiseram se pronunciar. Ambas empresas disseram que o assunto será tratado por meio da ABPA.

  • BC ainda não vê mudança clara no crédito para pessoa jurídica

    18/08/2017




    ECONOMIA
    André Ítalo Rocha, enviado especial

    Porto Alegre - O chefe do Departamento Econômico do Banco Central (BC), Tulio Maciel, afirmou nesta sexta-feira, 18, que ainda não vê uma "mudança clara" na trajetória do crédito para pessoa jurídica. A concessão de crédito para empresas, segundo o BC, cai 7,3% no acumulado do ano até junho, enquanto para pessoa física há crescimento de 4,6%.

    De acordo com Maciel, para conseguir observar o avanço do crédito para pessoa jurídica, será preciso aguardar um crescimento "efetivo" da atividade econômica. "Na medida em que a economia for reagindo, haverá mais crédito para as empresas", disse o economista, que ressaltou que as quedas nesse segmento têm ficado menores.

    TLP

    O chefe do Departamento Econômico do Banco Central afirmou também que a Taxa de Longo Prazo (TLP), proposta pelo governo para substituir a Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), é uma "solução inteligente porque vai dar mais transparência aos custos das operações feitas pelo BNDES".

    "As operações trazem custos expressos na relação do Tesouro com o BNDES que encarecem o carregamento da dívida líquida do País, então a TLP é uma forma de tornar esses custos mais transparentes à sociedade", disse ele, acrescentando que a medida também dá um tratamento "mais igual" aos tomadores de crédito, não só no BNDES, mas em todo o sistema financeiro.

    Maciel lembrou ainda que a TLP foi pensada para entrar em vigor de forma gradativa, durante um período de cinco anos, e que por isso não haverá "impacto imediato" no sistema.

    Efeito positivo de safra

    O chefe do Departamento Econômico do BC afirmou que o impacto positivo que a produção agrícola teve sobre a economia brasileira no primeiro semestre tende a perder força no restante do ano. Segundo ele, "o efeito mais expressivo da expansão da safra agrícola já foi apropriado".

    O economista lembrou que o agronegócio tem sido um "motivador" da reação econômica no primeiro semestre, efeito que, segundo ele, se espalha por todas as regiões. Para o ano inteiro, acrescentou, a produção recorde que se espera para 2017 vai contribuir de "forma diferenciada" para a economia, com ênfase maior para as regiões produtores de soja e milho: Nordeste, Sul e Centro-Oeste.

    Ainda no lado da oferta da economia, Maciel disse que o avanço da produção industrial em 2017 tem sido impulsionado principalmente pela indústria automobilística, com números maiores em todas as regiões do País que produzem veículos.

    Tanto o agronegócio quanto a indústria automobilística, ao lado do minério, têm sido os principais catalisadores das exportações em 2017, disse Maciel. "O setor externo ajudou o PIB em 2016 e continua ajudando em 2017", afirmou o chefe do Departamento Econômico do BC, citando que o saldo da balança comercial, de janeiro a julho, é positivo em US$ 42,6 bilhões, contra US$ 28,6 bilhões em igual período do ano passado.

  • Empresário da indústria mostra pequeno aumento da confiança em agosto, diz CNI

    18/08/2017




    ECONOMIA
    Luci Ribeiro

    Brasília - A confiança do empresário da indústria, embora continue baixa, registrou ligeiro aumento em agosto, depois de dois meses de queda. É o que o revela a Confederação Nacional da Indústria (CNI). O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei) do mês, divulgado nesta sexta-feira, 18, pela entidade, atingiu 52,6 pontos, dois pontos acima do valor registrado em julho.

    "Mesmo com o aumento de agosto, o Icei permanece inferior à sua média histórica, de 54 pontos, mantendo-se em nível aquém do necessário para estimular o investimento industrial", mostra o estudo da CNI. Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem pontos e, quando estão acima dos 50 pontos, revelam confiança dos empresários.

    Pela pesquisa, o otimismo é maior entre os grandes empresários: neste segmento o Icei registrou 54,5 pontos em agosto e ficou acima da média histórica nacional. Nas médias indústrias, o Icei foi de 51,4 pontos e, nas pequenas, de 50 pontos.

    De acordo com a CNI, a recuperação da confiança em agosto se deu tanto pela avaliação dos empresários sobre as condições atuais quanto pela avaliação das expectativas futuras para o desempenho das empresas e da economia.

    O índice de expectativas para os próximos seis meses passou de 53,8 pontos em julho para 55,8 pontos em agosto. Já o índice que avalia as condições atuais subiu de 44,2 pontos para 46,5 pontos.

    "Embora ainda esteja abaixo da linha divisória - sinal de piora na percepção dos empresários quanto às condições correntes dos negócios -, esse patamar não era atingido desde dezembro de 2013, quando o índice de condições atuais registrou 46,8 pontos", destaca a pesquisa.

    Esta edição da Icei foi feita entre 1º e 10 de agosto com 3.014 empresas, das quais 1.203 de pequeno porte, 1.154 médias e 657 de grande porte.

  • Ataques na Espanha levam companhias a permitir que passageiros remarquem voos

    18/08/2017




    NOTICIA,


    Londres - Companhias aéreas oferecem a passageiros com voos para Barcelona flexibilidade para remarcar voos, após os ataques terroristas ocorridos na cidade e também na cidade catalã de Cambrils. A Espanha é um dos destinos mais populares no verão e um dos países mais beneficiados neste ano com a entrada de viajantes que desistiram de destinos em crise, no Oriente Médio e no norte da África, segundo executivos do setor. As companhias aéreas ampliaram os voos para atender à demanda por viagens à Espanha e a outros países, como Portugal e Grécia, lotados com turistas que antes iam a destinos como Tunísia, Egito e Turquia, que tiveram a reputação abalada pelo terrorismo e por distúrbios políticos. A força do dólar ante o euro também tornou a Espanha um destino popular para os americanos. O Estado Islâmico reivindicou a autoria do ataque em Barcelona, que deixou 13 mortos. O ataque em Cambrils deixou uma mulher morta, disseram autoridades nesta sexta-feira. A companhia aérea de baixo custo Vueling, unidade do International Consolidated Airlines Group sediada em Barcelona, anunciou que daria flexibilidade para algumas reservas, após o incidente terrorista. A British Airways disse que estava fazendo o mesmo. Ao mesmo tempo, Vueling, easyJet e Ryanair informaram que todos seus voos operavam como previsto. As notícias da Espanha pressionavam, porém, as ações de companhias aéreas do continente. Fonte: Dow Jones Newswires.

  • Atividade econômica no Nordeste avança 2,8% no trimestre até maio, diz BC

    18/08/2017




    ECONOMIA
    André Ítalo Rocha (enviado especial) e Fabrício de Castro

    Porto Alegre e Brasília - A atividade econômica da região Nordeste subiu 2,8% no trimestre encerrado em maio ante os três meses concluídos em fevereiro, informou nesta sexta-feira, 18, o Banco Central (BC) por meio do Boletim Regional. Segundo a instituição, o crescimento foi impulsionado pela produção agrícola e vendas no varejo.

    O BC deu ênfase maior à recuperação expressiva da safra agrícola, que deverá crescer 91% em 2017, segundo de acordo com o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) de junho do IBGE, com destaque para o aumento na colheita de soja.

    Quanto ao varejo, o BC explica no relatório que os resultados foram impulsionados pelos desembolsos extraordinários do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), pelo aumento moderado do crédito às famílias e pela evolução benigna do salário real.

    O BC ressaltou ainda que a indústria da região registrou estabilidade no trimestre encerrado em maio, com aumentos na fabricação de veículos, reboques e carrocerias e bebidas; e recuos nas atividades de metalurgia e têxtil.

    Norte

    No mesmo boletim do Banco Central, consta que a atividade econômica da região Norte subiu 0,9% no trimestre até maio, ante os três meses finalizados em fevereiro, quando havia avançado 0,6%.

    De acordo com o BC, destacaram-se na região os efeitos positivos da safra agrícola favorável e da continuidade da tendência de recuperação das vendas no varejo, com desdobramentos benéficos sobre a confiança dos agentes econômicos. Conforme o BC, as vendas do comércio ampliado no Norte cresceram 2,7% no trimestre finalizado em maio, em relação ao terminado em fevereiro, e o índice Intenção de Consumo das Famílias (ICF) aumentou 2,8 pontos, para 76,6 pontos, no segundo trimestre.

    "Por outro lado, ocorreram retrações nas atividades industrial - a produção da indústria recuou, na margem, 4,0% no trimestre finalizado em maio - e no setor de serviços, bem como desaquecimento no mercado de trabalho", pontuou o BC.

    Centro-Oeste

    A atividade econômica da região Centro-Oeste avançou 0,3% no trimestre até maio, ante os três meses finalizados em fevereiro, quando havia subido 1,1%, conforme informação do Boletim Regional do Banco Central.

    No documento, o BC informou que, "apesar de mostrar-se menos vigorosa do que no período encerrado em fevereiro, a evolução da economia da região ratifica a perspectiva de estabilização da atividade após dois anos de declínio".

    De acordo com o BC, "em cenário de relativa estabilidade das vendas do comércio e da produção industrial, o movimento de recuperação, ainda que modesta, da economia da região foi sustentado pelo desempenho da construção civil e da agricultura, com destaque para as colheitas de soja e milho".

  • Fitch eleva rating da Anglo American para BBB-, grau de investimento

    18/08/2017




    ECONOMIA
    Sergio Caldas

    São Paulo - A agência de classificação de risco Fitch elevou hoje o rating de longo prazo da Anglo American de BB+ para BBB-, que equivale ao primeiro grau de investimento. A perspectiva do rating é estável.

    Segundo a Fitch, a elevação reflete a melhora do perfil financeiro da Anglo, após a divulgação de resultados melhores do que o esperado e medidas tomadas pela mineradora para fortalecer seu balanço.

    A Fitch explica que a Anglo usou o fluxo de caixa livre gerado pela recuperação dos preços de commodities e, em menor escala, recursos da venda de ativos não estratégicos, para reduzir sua alavancagem. No fim de junho, a dívida bruta da mineradora somava US$ 13,6 bilhões, ante US$ 19,8 bilhões no final de 2015, detalhou a agência.

    No último dia 7, a S&P também revisou para cima seu rating para a Anglo, igualmente de BB+ para BBB-.

  • Abecs: juro do crédito rotativo cai mais de 60% em 5 meses e vai a 192% ao ano

    18/08/2017




    ECONOMIA
    Aline Bronzati

    São Paulo - O juro médio do crédito rotativo já diminuiu em 60,5% desde a adoção da nova modalidade, que limitou o uso da linha em no máximo 30 dias, em abril último. A informação é da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). Na primeira semana de agosto, o juro chegou a 9,3% ao mês, equivalente a 192% ao ano, contra taxa de 15,9% a.m. na primeira semana de março (486,1% a.a.).

    O juro médio da primeira semana de agosto é o menor registrado até o momento e o primeiro em que o indicador anual fica abaixo da casa de 200%. Considerando cada mês fechado, foi registrada retração em todos os períodos após a implementação da nova regra do rotativo: março (15,5% a.m.), abril (11,9% a.m.), maio (10,7% a.m.), junho (10,4% a.m.) e julho (10,2% a.m.).

    O levantamento da Abecs, associação que representa o setor de cartões, considera informações das seis principais instituições financeiras do País. A entidade passou a acompanhar e a divulgar os juros praticados pelos cartões desde março.

  • Atividade econômica no Sudeste cresce 0,2% no trimestre até maio, diz BC

    18/08/2017




    ECONOMIA
    André Ítalo Rocha (enviado especial) e Fabrício de Castro

    Porto Alegre e Brasília - A atividade econômica da região Sudeste cresceu 0,2% nos três meses encerrados em maio ante o trimestre imediatamente anterior, informou nesta sexta-feira, 18, o Banco Central (BC) por meio de seu Boletim Regional, que considera dados dessazonalizados. Segundo o relatório, os números reforçam cenário de acomodação da economia da região no acumulado do ano, com perspectivas de recuperação gradual nos próximos trimestres.

    O desempenho próximo de zero, segundo a instituição, é explicado pela influência de fatores negativos e positivos no período. De um lado, o consumo recuou no trimestre até maio, em meio a uma "interrupção da trajetória de melhora consistente e gradual dos indicadores de confiança dos agentes". Do outro, ressalta o BC, houve melhora nos indicadores de mercado de trabalho e crédito.

    O relatório destacou ainda que a produção industrial da região Sudeste teve queda de 0,3% nos três meses encerrados em maio, após ter sustentado trajetória de expansão desde janeiro.

    Sul

    Segundo o mesmo boletim do BC, a atividade econômica da região Sul avançou 0,4% no trimestre até maio, ante os três meses finalizados em fevereiro, quando havia avançado 2,8%.

    De acordo com o BC, "a evolução recente da economia do Sul foi favorecida, na margem, pelo desempenho da produção agrícola, que repercutiu a apropriação das safras de verão". Também contribuiu para o desempenho mais um resultado positivo do volume de vendas do comércio, que, "evidenciando o impacto das melhores condições de crédito e do aumento real da massa de rendimentos, aumentou 5,3% no trimestre encerrado em maio, após alta de 4,1% no finalizado em fevereiro".

    O BC informou ainda que, "pelo lado da oferta, a produção industrial vem apresentando flutuações na margem e, nesse contexto, recuou 1,0% no trimestre finalizado em maio, após crescer 3,4% no trimestre até fevereiro".

    Os números citados pelo BC estão livres da influência sazonal e têm como base a Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF) do IBGE.

  • Goldman Sachs amplia crédito do Nubank

    18/08/2017




    NOTICIA,
    Matheus Mans

    São Paulo - A startup brasileira Nubank, que oferece um cartão de crédito controlado por aplicativo, anunciou ontem que o banco norte-americano Goldman Sachs, em conjunto com o fundo de investimento Fortress Investment Group, ampliaram a linha de crédito da empresa para R$ 455 milhões. O novo valor disponível para a companhia representa o terceiro aumento desde o acordo original do Nubank com o Goldman Sachs, de R$ 200 milhões, anunciado em abril de 2016. "Basicamente, linha de crédito é um valor que o Goldman Sachs coloca à disposição do Nubank", afirmou o diretor financeiro do empresa, Gabriel Silva, em entrevista ao Estado. "Com esse dinheiro, pagamos os lojistas enquanto aguardamos os clientes pagarem a fatura referente às compras realizadas naquele mês." Segundo Silva, a novidade é um indicativo de que o Nubank está se fortalecendo no mercado brasileiro - ainda que a mudança não altere a experiência do cliente final. "O novo valor da linha de crédito que o Goldman Sachs colocou à disposição do Nubank nos dá um conforto maior para nossa estrutura de capital de crédito e, principalmente, nos dá mais espaço para criar novos planos de crescimento", afirma Silva. Até hoje, o Nubank diz que mais de 8 milhões de brasileiros já pediram o cartão de crédito Nubank - a empresa não revela o número de clientes ativos. A fila de espera pelo cartão é de mais de 500 mil pessoas. A startup brasileira já levantou quase US$ 180 milhões em cinco rodadas de investimento, lideradas por fundos como Sequoia Capital, Tiger Global, Founders Fund, Kaszek Ventures, QED Investors e DST Global. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Goldman Sachs amplia crédito do Nubank

    18/08/2017




    ECONOMIA
    Matheus Mans

    São Paulo - A startup brasileira Nubank, que oferece um cartão de crédito controlado por aplicativo, anunciou ontem que o banco norte-americano Goldman Sachs, em conjunto com o fundo de investimento Fortress Investment Group, ampliaram a linha de crédito da empresa para R$ 455 milhões.

    O novo valor disponível para a companhia representa o terceiro aumento desde o acordo original do Nubank com o Goldman Sachs, de R$ 200 milhões, anunciado em abril de 2016.

    "Basicamente, linha de crédito é um valor que o Goldman Sachs coloca à disposição do Nubank", afirmou o diretor financeiro do empresa, Gabriel Silva, em entrevista ao Estado. "Com esse dinheiro, pagamos os lojistas enquanto aguardamos os clientes pagarem a fatura referente às compras realizadas naquele mês."

    Segundo Silva, a novidade é um indicativo de que o Nubank está se fortalecendo no mercado brasileiro - ainda que a mudança não altere a experiência do cliente final.

    "O novo valor da linha de crédito que o Goldman Sachs colocou à disposição do Nubank nos dá um conforto maior para nossa estrutura de capital de crédito e, principalmente, nos dá mais espaço para criar novos planos de crescimento", afirma Silva.

    Até hoje, o Nubank diz que mais de 8 milhões de brasileiros já pediram o cartão de crédito Nubank - a empresa não revela o número de clientes ativos. A fila de espera pelo cartão é de mais de 500 mil pessoas.

    A startup brasileira já levantou quase US$ 180 milhões em cinco rodadas de investimento, lideradas por fundos como Sequoia Capital, Tiger Global, Founders Fund, Kaszek Ventures, QED Investors e DST Global. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.