Notícias

  • Três anos depois de vender Grupo Multi, Carlos 'Wizard' já tem novo império

    16/04/2017




    ECONOMIA
    Cátia Luz

    São Paulo - Há três anos, Carlos "Wizard" Martins surpreendeu o mercado ao anunciar a venda, por quase R$ 2 bilhões, do Grupo Multi, dono das escolas de inglês Wizard e da rede profissionalizante Microlins, à britânica Pearson. A operação, a maior aquisição em educação já feita no País até então, chamou a atenção não só pelo seu tamanho, mas também pelo "desapego" do fundador ao se desfazer de 100% de um negócio que, de tanto se identificar, acabou incorporando ao próprio nome - o empresário passou a assinar Wizard, em 1989, por sugestão de uma franqueada.

    Hoje, Wizard está longe da tranquilidade que o título de bilionário pode trazer. Após uma série de aquisições, comanda, ao lado dos filhos - os gêmeos Lincoln e Charles - um grupo quase do mesmo tamanho da antiga companhia. "Em 2018, a gente atinge os R$ 2 bilhões em valor", informa.

    A Sforza, empresa de private equity e family office da família, reúne negócios de diversos segmentos. "O que temos é um modelo de gestão de franquias, desenvolvido por 25 anos pela Multi, que agora está sendo aplicado na alimentação saudável, nas escolas de futebol ou no sistema de fast-food", explica.

    Apetite. O retorno ao mercado veio antes do esperado. O empresário, que tinha decidido tirar um ano sabático após o acordo com a Pearson, interrompeu o período para fechar a compra da Mundo Verde. A rede de produtos naturais, que pertencia ao fundo americano Axxon e tinha 250 unidades no País, tem hoje 400 lojas e cresce num ritmo de dois dígitos ao ano.

    Em seguida, o grupo anunciou, em parceria com o jogador Ronaldo fenômeno, a criação de uma franquia de escolas de futebol. A Ronaldo Academy nasceu com a perspectiva de ter unidades no Brasil e nos Estados Unidos. Mas a maior expansão até agora veio da China, onde um grupo de investidores, estimulados pelo interesse do governo chinês em desenvolver o esporte no país, fechou contrato para a abertura de 30 escolas. Dez já estão em operação, em cidades como Pequim e Xangai.

    No Brasil, de 35 contratos fechados, 15 franquias já estão funcionando. Nos EUA, a primeira escola começou a operar em janeiro. "Em franquia, o produto final é praticamente um detalhe. As dinâmicas, seja de uma sapataria ou de uma varejo de alimentos, são bem parecidas. A favor do grupo, pesa realmente esse modelo de implementação, monitoramento e gestão dos negócios criado por eles", afirma Marcelo Cherto, consultor especializado em franquias.

    Para completar o portfólio em esportes, o grupo comprou, no fim de 2015, as marcas Topper e Rainha. "São duas grandes marcas, mas que estavam abandonadas e representavam menos de 10% da receita da Alpargatas", explica Wizard. A ideia do empresário é oferecer os produtos das marcas nas escolas.

    "Cada empresa tem uma vocação. Mundo Verde e Taco Bell (fast food inspirada em comida mexicana) são mais voltadas para a geração de dividendos. A BR Sports (holding que detém Topper e Rainha) é uma operação em que investimos no crescimento para capturar um valor maior mais para frente", diz Charles Martins, responsável pela avaliação de novos negócios da Sforza.

    Pré-pago. Embora a franquia seja encarada pela família como a vocação do grupo, é uma startup especializada na emissão de cartões pré-pagos que tem se destacado nos negócios da Sforza. Criada em 2012 com o nome de Vale Presente e voltada principalmente para os gift cards (cartões pré-pagos usados para presentear), a empresa, que agora se chama Hub Prepaid, acabou ampliando sua atuação e hoje atende varejistas e governo.

    A startup é responsável, por exemplo, pela lista de casamentos do Magazine Luiza e é o principal parceiro da Caixa Econômica Federal em alguns projetos, como o cartão Construcard (de financiamento para aquisição de material de construção) e o cartão BNDES (de crédito para empresas).

    A Hub Prepaid chegou a ser alvo do interesse da própria Caixa, que fechou um acordo em 2014 para comprar 49% da companhia. Mas o negócio não foi adiante. Segundo Charles Martins, há agora outras propostas de compra, de fundos de investimento e de bandeiras de cartão.

    Hoje a empresa, avaliada em R$ 1 bilhão, representa 50% dos negócios do grupo, de acordo com o executivo. Wizard diz que a companhia movimentou R$ 2 bilhões em 2016 e vem dobrando de tamanho a cada ano.

    No mercado, há quem ache o valor atribuído à empresa otimista demais, mas ninguém nega o potencial do segmento. "Hoje, metade da população brasileira recebe seu salário em dinheiro. Com um nível ainda muito baixo de bancarização, há muito espaço para avanço de meios de pagamentos", afirma um concorrente.

    O setor de cartões tem atuado em três frentes: pessoas físicas (que compram o cartão para pagar diaristas ou a mesada do filho), empresas (principalmente as que têm mão de obra temporária, caso da construção civil) e governo.

    "A Hub Prepaid tem a vantagem competitiva de ter chegado antes no atendimento ao governo e o diferencial de ter uma estrutura verticalizada, o que dá mais eficiência à operação da empresa", diz uma fonte do mercado. No caso da empresa de Wizard, todo o processo - emissão e impressão dos cartões, administração financeira, autorização e processamento das transações - é feito dentro de casa, um edifício em Alphaville, com 200 funcionários e cara de banco.

    Hoje, segundo cálculos genéricos feitos por rivais, o mercado de pré-pagos deve movimentar por ano R$ 10 bilhões.

    Planos. Além da Hub Prepaid, a Sforza tem ainda a Orion, detentora da administração imobiliária do grupo, e uma participação na Logbrás, que investe em galpões logísticos. Com casa no Brasil e em Miami, e aulas diárias de mandarim, Wizard não tira os olhos de novos negócios. E admite a vontade de voltar ao setor de ensino - o prazo determinado pela cláusula de não competição, assinada com a Pearson, terminou no mês passado. "Eu sou um investidor. E acho que, no caso de educação, a oportunidade vai surgir sem eu precisar ir atrás", afirma. "Acho que vão bater à nossa porta, porque construímos uma reputação nesse setor."

    Questionado sobre a motivação de investir diante da crise que o País enfrenta, o fundador da Wizard diz que tem visão de médio e longo prazo e não pensa em governo. "A Wizard nasceu no mandato de José Sarney, com Plano Cruzado, inflação de 70% ao mês e moedas que mudavam a cada seis meses. Se fosse me preocupar com o governo, nunca teria começado." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Filtre Por

Buscar: OK
  • Caterpillar tem lucro líquido de US$ 1,67 bilhão no 1º TRI e supera expectativa

    24/04/2018




    NOTICIA,


    Nova York - A Caterpillar informou nesta terça-feira que teve lucro líquido de US$ 1,67 bilhão no primeiro trimestre, ou US$ 2,74 por ação, bem superior ao de US$ 192 milhões, ou US$ 0,32 por ação, de igual período do ano passado. Excluindo-se itens não recorrentes, o lucro ajustado por ação ficou em US$ 2,82, acima da previsão dos analistas ouvidos pela FactSet, de US$ 2,12. A receita da companhia cresceu 31% na comparação anual, de US$ 9,82 bilhões a US$ 12,86 bilhões no trimestre passado. O resultado também superou a expectativa, de US$ 11,98 bilhões. A Caterpillar ainda elevou sua previsão de lucro ajustado por ação em 2018, para entre US$ 10,25 e US$ 11,25. Anteriormente, projetava entre US$ 8,25 a US$ 9,25. Após os resultados positivos do balanço, a ação subia 4,36% no pré-mercado em Nova York, às 8h50 (de Brasília). Fonte: Dow Jones Newswires.

  • Anglo American prevê forte queda no Ebitda devido a problemas no Brasil

    24/04/2018




    NOTICIA,


    Londres - A mineradora Anglo American previu hoje que seu Ebitda deverá ser entre US$ 300 milhões e US$ 400 milhões menor em 2018 do que o do ano passado, devido a vazamentos que exigirão trabalhos de reparo nas operações de minério de ferro da Minas-Rio, no Brasil. A empresa disse estar avançando com inspeções na Minas-Rio, que deverão durar 90 dias e serão seguidas por uma análise e reparos. Segundo a Anglo American, atividades na Minas-Rio serão retomadas quando os reparos forem concluídos e o mineroduto for testado. A Anglo American também informou que sua produção total registrou expansão anual de 4% no primeiro trimestre em base equivalente de cobre. Já a produção de minério de ferro na Minas-Rio teve queda de 30% na mesma comparação, a 3 milhões de toneladas. Por volta das 8h35 (de Brasília), a ação da Anglo American operava em baixa de 1% na Bolsa de Londres. Fonte: Dow Jones Newswires.

  • Confiança do consumidor medida pela FGV cai 2,6 pontos em abril ante março

    24/04/2018




    ECONOMIA
    Daniela Amorim

    Rio - A confiança do consumidor recuou 2,6 pontos em abril ante março, na série com ajuste sazonal, informou na manhã desta terça-feira, 24, a Fundação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) passou de 92,0 pontos em março para 89,4 pontos em abril.

    Em relação ao mesmo período do ano passado, o índice está 7,2 pontos superior. "A queda da confiança em abril é uma devolução de mais da metade da alta do mês anterior. Consumidores de todas as classes de rendas se sentem menos otimistas em relação à situação econômica nos próximos meses, influenciados, em parte, pela redução das suas expectativas sobre o mercado de trabalho", avaliou Viviane Seda Bittencourt, coordenadora da Sondagem do Consumidor no Instituto Brasileiro de Economia da FGV (Ibre/FGV), em nota oficial.

    Em abril, houve piora tanto das avaliações sobre o momento presente quanto das perspectivas para os próximos meses. O Índice de Situação Atual (ISA) caiu 2,3 pontos, para 76,3 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE) recuou 2,5 pontos, para 99,0 pontos.

    O componente que mede o otimismo com relação à economia nos meses seguintes teve o maior impacto sobre o ICC de abril, com queda de 7,3 pontos, ao passar de 118,0 para 110,7 pontos.

    O item que mede o grau de satisfação atual com a economia recuou 1,1 ponto, para 83,3 pontos, enquanto o componente que mede a situação financeira das famílias caiu 3,4 pontos, para 69,8 pontos.

    Entre as quatro faixas de renda pesquisadas, a única que não registrou piora na confiança foi a que recebe entre R$ 2.100,01 e R$ 4.800,00 mensais. As famílias com menor poder aquisitivo, que ganham até R$ 2.100,00 mensais, tiveram o pior resultado, uma queda de 14,1 pontos na confiança. Para esses consumidores houve piora da satisfação sobre a situação financeira no momento e redução do otimismo em relação à economia, às finanças pessoais, intenção de compra de bens duráveis e emprego.

    A Sondagem do Consumidor coletou informações de 1.612 domicílios em sete capitais, com entrevistas feitas entre os dias 2 e 18 de abril.

  • Decreto reabre crédito de R$ 162 mi em favor do BB para manutenção de imóveis

    24/04/2018




    ECONOMIA
    Luci Ribeiro

    Brasília - Um decreto presidencial publicado na edição desta terça-feira, 24, do Diário Oficial da União (DOU) reabre crédito especial de R$ 162 milhões em favor do Banco do Brasil (BB). O recurso será reaberto ao Orçamento de Investimento até o limite do saldo apurado em 31 de dezembro de 2017. Segundo o ato, o valor será aplicado em projetos de gestão e manutenção de imóveis do BB no Distrito Federal.

  • FGV: IPC-S desacelera em 3 das 7 capitais avaliadas na 3ª quadrissemana de abril

    24/04/2018




    ECONOMIA
    Thaís Barcellos

    São Paulo - O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), calculado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), desacelerou em três das sete capitais pesquisadas na terceira quadrissemana de abril em relação à segunda leitura do mês, divulgou a instituição nesta terça-feira, 24. No geral, o IPC-S arrefeceu de 0,35% para 0,32% entre os dois períodos.

    Por região, o IPC-S apresentou decréscimo na taxa de variação de preços Belo Horizonte (0,38% para 0,35%), Rio de Janeiro (0,84% para 0,60%) e Porto Alegre (0,51% para 0,46%).

    Por outro lado, em quatro outras cidades o indicador registrou aceleração, segundo a FGV: Salvador (-0,22% para -0,12%), Brasília (0,19% para 0,22%), Recife (0,14% para 0,20%) e São Paulo (0,20% para 0,27%).

  • Odebrecht quer alguns dias para pagamento de dívida

    24/04/2018




    NOTICIA,
    Cynthia Decloedt, Aline Bronzati e Fernanda Guimarães

    - Na corrida contra o tempo para evitar uma inadimplência, a Odebrecht S.A. trabalha para postergar por alguns dias o pagamento de R$ 500 milhões em títulos emitidos no exterior, que vencem nesta quarta-feira, 26, e transformar o evento em uma situação, apenas, de ?calote formal?. No entanto, se não honrar seu compromisso - opção que pessoas próximas à companhia descartam - detentores de 25% dos títulos da dívida podem solicitar a antecipação de todos os pagamentos da Odebrecht Engenharia e Construção (OEC), além dos próprios bonds em questão. Circula, no entanto, uma interpretação de que a empresa pode ter 30 dias de carência (o chamado período de cura) para escapar do default, apesar de o contrato explicitar que, não havendo o pagamento do principal, uma situação real de calote está configurada e a dívida pode ser acelerada. Fontes ligadas à construtora garantem que, mesmo que o acordo não seja fechado até amanhã, a empresa vai fazer o pagamento. Os detentores dos títulos da OEC já estavam preparados para ficar sem o pagamento na tarde dessa segunda-feira, 23, já que o grupo não havia concluído a negociação de um empréstimo com bancos. Os bônus perpétuos da construtora Odebrecht, que têm maior liquidez, operaram ontem no exterior embutindo tal perspectiva. Não há negócios com os bônus que estão vencendo e é baixíssimo o volume de negócios há algum tempo. A Odebrecht ainda tenta convencer Banco do Brasil, Santander e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a abrir mão da preferência das ações da Braskem que foram dadas como garantias em outro empréstimo. Isso porque Bradesco e Itaú Unibanco concordaram em emprestar até R$ 2 bilhões em recursos novos para o grupo, desde que passassem a ter prioridade nesses papéis, que foram oferecidos como garantia. Segundo fontes, as conversas tiveram algum avanço no final da tarde dessa segunda-feira. Mas o Banco do Brasil mantém a premissa de que não vai enfraquecer suas garantias. Procurada, a Odebrecht S.A. afirmou que continua empenhada na negociação com os bancos de seu relacionamento. ?Por sua dimensão e pelo número de bancos envolvidos, trata-se de uma negociação complexa e demorada. Esta é uma operação de caráter estruturante para a Odebrecht e que ao mesmo tempo beneficiará todos os credores.? A Odebrecht Engenharia e Construção, por sua vez, informou também que continua a concentrar esforços para honrar seus compromissos de curto e longo prazos. Envolvida na Lava Jato, a empresa teve um baque nas receitas. A construtora, que era a segunda maior fonte de recursos do grupo, despencou. Em 2014, o estoque de projetos em carteira era de US$ 33,8 bilhões. Até setembro passado, havia recuado para US$ 14,4 bilhões. O aporte que vem sendo negociado com os bancos seria usado para quitar a dívida atual e dar fôlego para a empresa se estruturar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Odebrecht quer alguns dias para pagamento de dívida

    24/04/2018




    ECONOMIA
    Cynthia Decloedt, Aline Bronzati e Fernanda Guimarães

    - Na corrida contra o tempo para evitar uma inadimplência, a Odebrecht S.A. trabalha para postergar por alguns dias o pagamento de R$ 500 milhões em títulos emitidos no exterior, que vencem nesta quarta-feira, 26, e transformar o evento em uma situação, apenas, de "calote formal". No entanto, se não honrar seu compromisso - opção que pessoas próximas à companhia descartam - detentores de 25% dos títulos da dívida podem solicitar a antecipação de todos os pagamentos da Odebrecht Engenharia e Construção (OEC), além dos próprios bonds em questão.

    Circula, no entanto, uma interpretação de que a empresa pode ter 30 dias de carência (o chamado período de cura) para escapar do default, apesar de o contrato explicitar que, não havendo o pagamento do principal, uma situação real de calote está configurada e a dívida pode ser acelerada. Fontes ligadas à construtora garantem que, mesmo que o acordo não seja fechado até amanhã, a empresa vai fazer o pagamento.

    Os detentores dos títulos da OEC já estavam preparados para ficar sem o pagamento na tarde dessa segunda-feira, 23, já que o grupo não havia concluído a negociação de um empréstimo com bancos. Os bônus perpétuos da construtora Odebrecht, que têm maior liquidez, operaram ontem no exterior embutindo tal perspectiva. Não há negócios com os bônus que estão vencendo e é baixíssimo o volume de negócios há algum tempo.

    A Odebrecht ainda tenta convencer Banco do Brasil, Santander e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) a abrir mão da preferência das ações da Braskem que foram dadas como garantias em outro empréstimo. Isso porque Bradesco e Itaú Unibanco concordaram em emprestar até R$ 2 bilhões em recursos novos para o grupo, desde que passassem a ter prioridade nesses papéis, que foram oferecidos como garantia. Segundo fontes, as conversas tiveram algum avanço no final da tarde dessa segunda-feira. Mas o Banco do Brasil mantém a premissa de que não vai enfraquecer suas garantias.

    Procurada, a Odebrecht S.A. afirmou que continua empenhada na negociação com os bancos de seu relacionamento. "Por sua dimensão e pelo número de bancos envolvidos, trata-se de uma negociação complexa e demorada. Esta é uma operação de caráter estruturante para a Odebrecht e que ao mesmo tempo beneficiará todos os credores." A Odebrecht Engenharia e Construção, por sua vez, informou também que continua a concentrar esforços para honrar seus compromissos de curto e longo prazos.

    Envolvida na Lava Jato, a empresa teve um baque nas receitas. A construtora, que era a segunda maior fonte de recursos do grupo, despencou. Em 2014, o estoque de projetos em carteira era de US$ 33,8 bilhões. Até setembro passado, havia recuado para US$ 14,4 bilhões.

    O aporte que vem sendo negociado com os bancos seria usado para quitar a dívida atual e dar fôlego para a empresa se estruturar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Escritórios têm baixa nos preços de venda e locação em março, aponta Fipezap

    24/04/2018




    ECONOMIA
    Circe Bonatelli

    São Paulo - O mercado de salas e conjuntos comerciais teve queda nos preços anunciados de venda e locação em março, de acordo com pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) em parceria com o site Zap que monitora quatro capitais brasileiras.

    O preço médio anunciado de venda dos imóveis comerciais caiu 0,06% em março, revertendo alta de 0,21% registrada em fevereiro. Nos últimos 12 meses, o setor acumula uma retração de 2,29%.

    No mês, a pesquisa registrou queda em três das quatro capitais monitoradas: Belo Horizonte (-0,15%, para R$ 7.549/m2), São Paulo (-0,16%, para R$ 10.048/m2) e Porto Alegre (R$ 7.825/m2). Já no Rio de Janeiro houve alta de 0,33%, para R$ 10.674/m2.

    Locação

    O preço médio anunciado de aluguel das salas e conjuntos comerciais diminuiu 0,44% em março, aprofundando a queda de 0,22% registrada em fevereiro. No acumulado dos últimos 12 meses, a baixa atingiu 3,78%.

    No mês, todas as cidades tiveram recuo nos preços de locação: São Paulo (-0,01%, para R$ 43,47/m2), Porto Alegre (-0,28%, para R$ 31,18/m2), Belo Horizonte (-0,42%, para R$ 30,39/m2) e Rio de Janeiro (-1,45%, para R$ 40,64/m2).

  • Lotex atrai interesse de 4 grupos estrangeiros

    24/04/2018




    ECONOMIA
    Altamiro Silva Junior

    - O novo secretário de Acompanhamento Fiscal, Energia e Loteria do Ministério da Fazenda, Alexandre Manoel Angelo da Silva, disse nessa segunda-feira, 23, ao ?Estadão/Broadcast? que as quatro maiores empresas de loteria do mundo - IGT, Scientific Games, Tactics e Intralot - já demonstraram ao governo a intenção de participar da operação de venda da Loteria Instantânea Exclusiva (Lotex), que tem leilão marcado para 14 de junho na B3 (a bolsa de valores de SP).

    Pelos parâmetros do edital de venda, as empresas nacionais não atendem aos requisitos mínimos, segundo Manoel. Por isso, um cenário possível para a venda é a associação de uma estrangeira com uma das empresas locais, que atualmente produzem, imprimem ou comercializam os bilhetes. As empresas do exterior devem vir principalmente de EUA, Europa e Austrália.

    Operadores de loteria da Ásia chegaram a procurar o governo na primeira fase dos road shows, que foram em Londres e Las Vegas, antes da publicação do edital, disse o secretário. Nos road shows feitos após o edital, que saiu no início deste mês, elas ainda não procuraram, como já fizeram as norte-americanas e europeias. Manoel conta que as companhias dos EUA e Europa chegaram a dar sugestões na consulta pública do processo de venda.

    A venda da Lotex, com outorga mínima de R$ 542 milhões, pode mais que dobrar o tamanho do mercado de loterias no Brasil, disse o secretário. Hoje esse setor representa 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) e a projeção é que essa participação pode chegar a 0,5% em cinco anos. Manoel ressalta que o governo tem o monopólio do setor de loteria instantânea (as raspadinhas) desde 1962 e a venda da Lotex deve estimular a competição.

    Este mercado movimenta cerca de US$ 300 bilhões por ano no mundo e é dominado por "três ou quatro" grandes operadores, que respondem por 80% do setor, segundo o secretário. No Brasil, gira entre US$ 3 bilhões a US$ 4 bilhões.

    Sem a Caixa

    O secretário participou nessa segunda em São Paulo do 5.º Brazilian Gaming Congress - Driving Consensus for Legislative Progress in 2019. No mesmo evento, o chefe do Departamento de Privatização do BNDES, Guilherme Albuquerque, ressaltou que a Caixa não poderá participar do leilão.

    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) já fez duas reuniões com potenciais interessados na Lotex. A última ocorreu no Rio de Janeiro, dia 17. Na semana anterior, havia sido em São Paulo. Pelas conversas com os investidores, Albuquerque afirma que o governo "tem convicção que o leilão em junho terá sucesso relevante".

    "Esse mercado tem grande potencial de crescimento" disse o executivo do BNDES, ressaltando que o gasto per capita no Brasil com loterias é de US$ 18, enquanto no mundo é de US$ 40. "O Brasil é um dos maiores mercados inexplorados de loteria instantânea no mundo."

    Na prática, a concessão da Lotex representa a retirada do negócio de loteria instantânea das mãos da Caixa. O banco público, no entanto, manterá as demais modalidades lotéricas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Ajuste na lei trabalhista fica em 2º plano

    24/04/2018




    ECONOMIA
    Fernando Nakagawa e Carla Araújo

    Brasília - Sem qualquer mobilização do Congresso Nacional, a medida provisória que alterava pontos da reforma trabalhista caducou nessa segunda-feira, 23. Com isso, volta a valer, por exemplo, o que a nova legislação determina para itens como o trabalho insalubre de grávidas e lactantes. A lei, que entrou em vigor em novembro, não impede que elas trabalhem sujeitas à insalubridade. Governistas dizem que o Palácio do Planalto estaria estudando ajustes, mas a percepção é de que mudanças mais amplas nas regras devem ficar em segundo plano com a agenda eleitoral.

    Fonte que acompanha o tema disse ao Estadão/Broadcast que a área jurídica do governo estuda se e como pode fazer eventual ajuste. O tema foi debatido em reunião do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, com assessores jurídicos e representantes do Congresso nessa segunda à noite. Por enquanto, prevalece o entendimento de que é preciso um projeto de lei para alterar os pontos que já foram incorporados à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

    Ao contrário da medida provisória, que entra em vigor imediatamente após a publicação, o projeto de lei tem de passar por análise e votação do Congresso. Por isso, a tendência, segundo Padilha informou ao Estado após o encontro, é que o governo opte por um ajuste pontual que independa de aval do Legislativo. Segundo ele, deve ser editado um decreto para regulamentar o trabalho intermitente. Porém, não há prazo para que isso ocorra. A alternativa do decreto foi informada também em nota pelo Ministério do Trabalho. A pasta também citou a possibilidade de editar portaria ou normativo próprio.

    O texto que caducou nessa segunda foi fruto de acordo político entre Executivo e Senado. Para aprovar a reforma mais rapidamente e sem alteração, o governo prometeu ajustar pontos reclamados por senadores, inclusive da base governista, em uma MP. Esses tópicos davam mais proteção ao trabalhador. A pressa do Planalto era para concentrar forças na tramitação da reforma da Previdência. A MP foi editada, mas empacou no Congresso.

    O fiador do acordo para a reforma foi o líder do governo no Senado, Romero Jucá (MDB-RR), que nessa segunda lavou as mãos e culpou a Câmara pelo desfecho. "O compromisso do governo foi feito ao enviar a MP, mas, por disputas políticas, o projeto não tramitou na Câmara", disse em nota. Segundo ele, o governo "analisa o que fará com a MP" e, ao prometer "fazer o que for necessário para que haja complementação da reforma", não descarta decreto ou até nova MP.

    A tramitação de qualquer iniciativa que requer aprovação do Congresso exige compromisso político dos parlamentares. E essa é uma hipótese que parece distante, pois o projeto teria de ser votado pelo mesmo parlamento que ignorou a MP. O relator da reforma na Câmara, Rogério Marinho (PSDB-RN), diz que "não há clima" para aprovar medida desse tipo no Congresso. Ele defende que as novas regras vigorem "em sua plenitude" e que a sociedade espere "um ou dois anos" para avaliar se é necessário ajustar pontos da lei.

    Se não houver reação do Executivo ou Legislativo, a Justiça do Trabalho deve voltar a ganhar protagonismo no esclarecimento de trechos da nova lei que já são questionados no mundo jurídico e foram esclarecidos na MP que caducou. Um dos artigos deixava claro que a reforma se aplicava na integralidade a todos os contratos, novos ou antigos. Caso o Executivo e Legislativo não cheguem a um entendimento, especialistas dizem que a opinião da Justiça voltará a exercer papel importante.

    "A reforma tentou diminuir a litigiosidade, mas acho que infelizmente o meio político cometeu um erro e o litígio pode voltar a crescer. Se trechos não forem esclarecidos por lei, a jurisprudência voltará a ditar o entendimento", diz o ex-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 4.ª Região, Flávio Sirangelo. Para ele, o cenário reforça o protagonismo do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que já estuda o tema e deve se posicionar sobre pontos da reforma. (Colaboraram Julia Lindner e Renan Truffi). As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.