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  • Chineses querem investir US$ 20 bi no Brasil

    19/03/2017




    ECONOMIA
    Renée Pereira, Mônica Scaramuzzo e André Borges

    São Paulo e Brasília - O Brasil em crise virou a grande oportunidade para os chineses ampliarem seus negócios no País. Sem medo de gastar e com forte apetite para o risco, eles planejam desembolsar neste ano mais US$ 20 bilhões na compra de ativos brasileiros - volume 68% superior ao de 2016, segundo a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC). O movimento tem sido tão forte que o País se transformou no segundo destino de investimentos chinês na área de infraestrutura no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

    Na lista de companhias que planejam desembarcar no País, de olho especialmente nos setores de energia, transportes e agronegócio, há nomes ainda desconhecidos dos brasileiros, como China Southern Power Grid, Huaneng, Huadian, Shanghai Eletric, SPIC e Guodian. "Há dezenas de empresas chinesas que passaram a olhar o País como oportunidade de investimentos e estão há meses prospectando o mercado brasileiro", diz Charles Tang, presidente da CCIBC.

    Enquanto essas companhias não chegam, outras chinesas estão mais avançadas na estratégia de expandir os negócios. A State Grid, por exemplo, liderou os investimentos no ano passado, com a compra da CPFL; a China Three Gorges arrematou hidrelétricas que pertenciam à estatal Cesp e comprou ativos da Duke Energy; a China Communications Construction Company (CCCC) adquiriu a construtora Concremat; e a Pengxin comprou participação na empresa agrícola Fiagril e na Belagrícola.

    Segundo levantamento das consultorias AT Kearney e Dealogic, de 2015 para cá, os chineses compraram 21 empresas brasileiras, que somaram US$ 21 bilhões. "Hoje, o Brasil é um país que está barato, por conta do cenário político e econômico. E isso é visto como uma grande oportunidade pelo investidor chinês", afirma o diretor para a área de infraestrutura da A.T. Kearney, Cláudio Gonçalves.

    O atual movimento dos asiáticos no Brasil tem sido considerado como a terceira onda de investimentos chineses. Na primeira, vieram grandes multinacionais, como a Baosteel, de olho no setor de mineração e aço. A empresa chegou a fazer parceria com a Vale para construir duas siderúrgicas no País, mas o projeto não prosperou. Em 2011, comprou uma pequena participação na Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, que aposta na exploração de nióbio.

    Na segunda onda de investimento chinês, apareceram companhias que tinham pouca ou quase nenhuma experiência no mercado externo, afirma o advogado do escritório Demarest, Mário Nogueira. Ele explica que, nesse segundo movimento, muitas empresas - incluindo o setor automobilístico - não se deram bem no Brasil, por não terem recebido orientação adequada de como funcionava o mercado nacional. "Dessa leva, algumas quebraram e outras tentam até hoje se desfazer de ativos."

    A onda atual também inclui empresas inexperientes no mercado internacional, mas gigantes na China, com muito dinheiro para gastar. E, desta vez, as companhias têm se cercado de assessores financeiros e jurídicos. "Tem cliente que montou escritório de representação e está há três anos estudando o mercado brasileiro. De tanto rodarem em busca de negócios, já conhecem mais o País do que eu", afirma Nogueira.

    Por ora, os escândalos revelados pela Operação Lava Jato envolvendo as maiores empreiteiras do Brasil estão longe de serem vistos como fator de preocupação econômica ou de instabilidade política pelos investidores chineses. Pelo contrário, têm ajudado, já que os preços dos ativos caíram.

    Nos próximos meses, vários negócios em andamento poderão ser concluídos. É o caso da Shanghai Electric, que estuda assumir projetos de transmissão da Eletrosul, cujos investimentos somam R$ 3,3 bilhões; a SPIC está na disputa pela compra da Hidrelétrica Santo Antônio; e a CCCC tem vários ativos na mira, de construtoras a ferrovias. Outra que fez aquisições em 2016 e não deve parar por aí é a Pengxin. A empresa negocia a compra de parte do banco Indusval, apurou o jornal O Estado de S. Paulo. Fontes afirmam que há ainda planos da Pengxin levantar um fundo de US$ 1 bilhão para investir em agricultura. Procurados, o banco não comentou o assunto e a Pengxin não retornou os pedidos de entrevista.

    As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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  • Estou muito seguro em prever duas altas de juros em 2017, diz Evans, do Fed

    29/03/2017




    ECONOMIA


    Frankfurt - O presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Chicago, Charles Evans, afirmou nesta quarta-feira que a porta está aberta para que a instituição acelere o ritmo de aperto monetário este ano, mas que está "bastante seguro" em prever mais duas altas em 2017.

    "Estamos agora em um ponto em que os fundamentos estão sólidos. Tenho bastante confiança de que outras duas elevações em 2017 são seguras", disse Evans,que vota nas reuniões deste ano, acrescentando que três altas podem ser possíveis caso haja mais confiança sobre a perspectiva da economia. Fonte: Dow Jones Newswires.

  • Faturamento da indústria de máquinas sobe 14,5% em fevereiro, diz Abimaq

    29/03/2017




    ECONOMIA
    Eduardo Laguna

    São Paulo - Balanço divulgado nesta quarta-feira, 29, pela Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), entidade que representa a indústria nacional de máquinas e equipamentos, mostra que o faturamento do setor subiu 14,5% na passagem de janeiro para fevereiro. Na comparação com o mesmo período de 2016, houve, porém, queda de 17% na receita.

    As fábricas de bens de capital mecânicos fecharam o segundo mês do ano com faturamento de R$ 4,86 bilhões, o que leva para R$ 9,11 bilhões o total faturado no primeiro bimestre, queda de 10,1%.

    O desempenho do mês reflete o recuo de 26,3%, na comparação anual, do consumo de máquinas no País, que somou R$ 6,12 bilhões em fevereiro. Na comparação mensal, a queda foi de 11,8%.

    Nos dois primeiros meses do ano, as compras de bens de capital, um termômetro dos investimentos das empresas nas linhas de produção, registraram queda de 22,4%, totalizando R$ 13,06 bilhões.

    Na comparação entre fevereiro deste ano e o mesmo período de 2016, as exportações do setor, de US$ 607,2 milhões, subiram 4,2%, enquanto as importações de máquinas no País encolheram 14%, chegando a US$ 887,7 milhões.

    O déficit comercial ficou, então, 37,5% menor do que o saldo negativo de um ano antes e 58,7% abaixo de janeiro, somando US$ 280,4 milhões em fevereiro.

    O balanço da Abimaq revela ainda que a utilização da capacidade instalada nas fábricas de máquinas brasileiras subiu 0,8% na passagem de janeiro para o mês passado.

    A ocupação no setor, no mesmo intervalo de tempo, ficou estável. A indústria de máquinas terminou o mês passado empregando 292,6 mil pessoas, 5,9% abaixo do total ocupado em fevereiro de 2016.

  • BM&FBovespa confirma nova chapa para compor conselho sem a presença de Edemir

    29/03/2017




    NOTICIA,
    Fernanda Guimarães

    São Paulo - A BM&FBovespa confirmou nesta quarta-feira, 29, os nomes que formarão a chapa para o Conselho de Administração da empresa, publicados na terça-feira, 28, pela Coluna do Broad. A chapa será submetida à apreciação dos acionistas e, conforme comunicado da Bolsa, os demais itens da pauta da Assembleia Geral Ordinária serão divulgados ao mercado no final desta quarta. Entre os nomes, também conforme antecipado pelo Coluna do Broad, não consta o do atual presidente da Bolsa, Edemir Pinto, que deixa o cargo no fim de abril. A Cetip tinha o direito de indicar dois membros, mas levou três assentos. Estão na chapa Edgar Ramos Silva, sócio da XP e atual presidente do conselho da depositária, José Lucas Ferreira de Melo e José Roberto Machado Filho (Santander), que também já fazem parte do colegiado da Cetip. Dos minoritários, está na chapa Florian Bartunek, da Constellation, e Guilherme Affonso Ferreira, hoje conselheiro da Petrobras e da gestora teorema. Pedro Parente, presidente da estatal petroleira, será reconduzido à presidência do Conselho. Saindo De saída do atual Conselho, que já teve a baixa do representante da Bolsa norte-americana CME no início do ano, está Claudio Haddad, presidente do Conselho Deliberativo do Insper, que ocupava a vice-presidência, posição que passou agora para Antonio Quintella, ex-presidente do Credit Suisse no Brasil e sócio do Canvas. Seguem no Conselho, além de Parente e Quintella, Denise Pauli Pavarina (Bradesco), Eduardo Mazzilli de Vassimon (Itaú), José de Menezes Berenguer Neto (JPMorgan), Laércio José de Lucena Cosentino (independente), Luiz Antonio de Sampaio Campos (independente), Luiz Fernando Figueiredo (independente) e Luiz Nelson Guedes de Carvalho (independente).

  • Endividamento das famílias cai a 42% em janeiro e a 23,5% sem crédito imobiliário

    29/03/2017




    ECONOMIA
    Fernando Nakagawa e Eduardo Rodrigues

    Brasília - O endividamento das famílias brasileiras com o sistema financeiro passou de 42,1% em dezembro para 42,0% em janeiro de 2017, informou nesta quarta-feira, 29, o Banco Central. O dado consta da Nota de Crédito e traz os indicadores sempre após dois meses.

    O cálculo do BC leva em conta o total das dívidas dividido pela renda no período de 12 meses e incorpora os dados da Pesquisa Nacional de Amostragem Domiciliar (PNAD) contínua e da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), ambas do IBGE.

    Se forem descontadas as dívidas imobiliárias, o endividamento ficou em 23,5% da renda anual. Em dezembro do ano passado, estava em 23,6%.

    Já o comprometimento de renda das famílias com o Sistema Financeiro Nacional (SFN) foi de 21,6% para 21,7% de dezembro para janeiro. Descontados os empréstimos imobiliários, o comprometimento da renda foi de 19,1% para 19,2%.

  • Há preocupação em relação à postura dos europeus sobre carne, diz Maggi

    29/03/2017




    ECONOMIA
    Lu Aiko Otta

    Brasília - O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, disse nesta quarta-feira, 29, que "há preocupação por parte do governo brasileiro em relação à postura dos europeus" diante da carne nacional. Segundo o ministro, os europeus devem propor novas regras e controles do produto depois das irregularidades encontradas pela Operação Carne Fraca da Polícia Federal. "Precisamos entender o que eles estão propondo", comentou o ministro.

    Maggi disse que haverá uma nova reunião com os europeus na quinta e que ainda há muitas dúvidas por parte deles. "Os europeus querem ter certeza, por exemplo, que as irregularidades encontradas nos 21 frigoríficos não contaminaram as outras plantas autorizadas a exportar para a Europa". De acordo com o ministro, dos 21 frigoríficos investigados, seis exportam para o mundo inteiro e quatro exportaram para a Europa.

    O ministro informou que as fiscalizações continuam e que já foram recolhidas as amostras de todos os 21 frigoríficos. Do total, a análise de 12 frigoríficos já foi concluída e até agora, segundo Maggi, não foi encontrado nenhum problema que trouxesse risco à saúde humana. "Tudo que encontrarmos será comunicado ao consumidor".

    Maggi lembrou que seis frigoríficos foram interditados porque não cumpriram regras. Ele confirmou que, no mês de maio, deverá viajar para os principais mercados consumidores de carne brasileira, conforme antecipou na terça o Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. "Vamos dar explicações técnicas e políticas e reatar a confiança deles". A programação das viagens ainda não está fechada, mas abrange parte da Europa, Oriente Médio e Ásia.

  • Braskem inaugura fábrica de polímero nos EUA

    29/03/2017




    NOTICIA,
    Marcelle Gutierrez

    São Paulo - A Braskem inaugura nesta quarta-feira, 29, fábrica de polietileno de ultra-alto peso molecular (PEUAPM) em La Porte, no estado norte-americano do Texas. O PEUAPM será comercializado com a marca UTEC e foi desenvolvido com tecnologia da Braskem. As operações tiveram início em janeiro de 2017 e terá como foco clientes da América do Norte, Europa e Ásia. "Estamos felizes com a inauguração de hoje, que nos permitirá aumentar a nossa presença e compromisso em La Porte por meio de novas capacidades de produção do PEUAPM de última geração, o UTEC. A nova planta de UTEC foi bem executada e concluída com sucesso sem registrar nenhum incidente de segurança. Esperamos expandir o negócio UTEC para atender melhor os nossos clientes e desenvolver para eles novas aplicações de alto valor", destacou Christopher Gee, diretor Global de Negócios UTEC da Braskem, em nota enviada à imprensa. Segundo a empresa, a resina é oito vezes mais leve que o aço, dez vezes mais durável que o polietileno de alta densidade (PEAD) e atende setores como automotivo e de transporte, eletroeletrônicos, fibras e têxteis, industrial e de maquinário pesado, manuseio de materiais, óleo e gás, dutos e mineração, plásticos porosos, recreação, além de aplicações para o consumidor final.

  • Ex-funcionárias do frigorífico Peccin denunciaram irregularidades à PF

    29/03/2017




    ECONOMIA
    Luiz Vassallo Julia Affonso, Mateus Coutinho e Ricardo Brandt

    São Paulo - Três ex-funcionárias do frigorífico Peccin, alvo da Operação Carne Fraca, relataram à Polícia Federal, em fevereiro de 2015, que a empresa praticava "fraudes na formulação de produtos", como o uso de "carnes sem rotulagem", "acondicionadas sem refrigeração" e "estragadas" para a produção de alimentos.

    As funcionárias afirmaram terem sido coagidas a mentir a agentes públicos sobre a composição dos produtos produzidos pelo Peccin e levantaram suspeitas sobre um possível conluio entre o laboratório responsável pela análise da carne e donos do frigorífico. Relataram ainda que os donos da empresa pagavam propinas a agentes públicos para que fossem permitidas irregularidades na produção de alimentos.

    A Operação Carne Fraca teve como ponto de partida o depoimento de Daniel Gouvêa Teixeira, fiscal que foi afastado do cargo após pedir a suspensão das atividades do frigorífico Peccin, do Paraná. De acordo com as investigações, a retirada do fiscal teria sido negociada, mediante propinas, entre a então chefe do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Animal, Maria do Rocio, e os donos da empresa, Nair e Idair Piccin.

    O caso do afastamento do delator da Carne Fraca foi assistido, de dentro do Peccin, pelas ex-funcionárias Daiane Marcela Maciel, Joyce Igarashi Camilo, e Vanessa Letícia Charneski, que compareceram, em fevereiro de 2015 ao departamento de Polícia Federal do Paraná, para denunciar fraudes na produção de carnes e propinas pagas a agentes de fiscalização que antecederam e substituíram Daniel Gouvêa Teixeira nas vistorias do frigorífico.

    Ex-auxiliar de inspeção do Peccin entre 2013 e 2014, Daiane Marcela Maciel relatou ao delegado da Polícia Federal Maurício Moscardi Grillo que "diversas vezes presenciou fraudes na formulação de produtos da empresa, bem como carnes sem rotulagem, carnes acondicionadas sem refrigeração, utilização de carnes estragadas para composição de salsicha, linguiça".

    Ela ainda disse que a empresa substituía carne por produtos mais baratos, sem a mesma qualidade, para vender a preços mais baixos. Ainda contou à Polícia Federal que o Peccin comprou carne estragada e usou ácido sórbico para "maquiar" o estado do produto.

    A ex-funcionária do frigorífico denunciou também que Nair Piccin, dona da empresa, pedia que "não passasse para o fiscal Daniel Teixeira as irregularidades que presenciava dentro da empresa Peccin Agroindustrial".

    De acordo com a decisão judicial que deflagrou a Operação Carne Fraca, Daiene Marcela Maciel "ouviu, ainda, o irmão do dono da empresa, Normélio Peccin, incomodado com a fiscalização desenvolvida por Daniel Teixeira, dizer que 'colocaria uma bala na cabeça desse vagabundo'".

    Joyce Igarashi Camilo, que foi responsável técnica pelo controle de qualidade do Peccin, também contou à Polícia Federal que "tinha certeza" da participação do laboratório Laboran, responsável pela análise das amostras de carne, nas fraudes. Segundo a depoente, a empresa, certa vez, pediu à dona do Peccin para enviar outra amostra do produto, porque a anterior, enviada pelo frigorífico, "não tinha preenchido requisitos técnicos exigidos".

    Os depoimentos ainda dão conta de que o laboratório "corrigia alguns valores quando não atendia os requisitos técnicos". Joyce Igarashi, segundo as investigações, foi demitida do frigorífico em 2014 após um funcionário do Ministério da Agricultura ter acesso a e-mails em que ela denunciava irregularidades envolvendo o Peccin ao fiscal Daniel Teixeira.

    Já a ex-funcionária Venessa Letícia Charneski afirmou à PF ter sido demitida após denunciar ao fiscal Daniel Teixeira as irregularidades cometidas no frigorífico. Ela relatou ter recebido ameaças da dona do frigorífico, Nair Peccin, para que não delatasse os esquemas de propina e a adulteração da carne produzida pela empresa. A ex-funcionária chegou a gravar conversas nas quais o dono, Idair Peccin, disse que "daria um jeito" em Daniel Teixeira, em acordo com a superior do fiscal, Maria do Rocio.

    Nair e Idair Peccin tiveram decretada prisão preventiva na Operação Carne Fraca. Eles são investigados por pagar propinas a fiscais para fazer vista grossa à carne adulterada produzida pelo frigorífico.

    Defesas

    "A Peccin Agro Industrial Ltda. vem a público comunicar, em razão da operação Carne Fraca, da Polícia Federal, realizada (no) dia 17 de março, sua grande surpresa, consternação e forte repúdio as falsas alegações que culminaram com a prisão preventiva de seus diretores, esclarecendo o seguinte:

    1. A Peccin Agro Industrial Ltda. tem amplo interesse em contribuir com as investigações, em busca da verdade, estando inteiramente à disposição das autoridades policiais para prestar quaisquer esclarecimentos que se façam necessários;

    2. A Peccin Agro Industrial Ltda. declara que está confiante de que os órgãos competentes saberão discernir a efetiva veracidade dos fatos que ora se alegam, ainda, conclama pela paciência e serenidade da sociedade para o esclarecimento dos fatos verdadeiros;

    3. Por isso a Peccin Agro Industrial Ltda. lamenta a divulgação precipitada de inverdades sobre o seu sistema de produção, sendo que as informações repassadas ao grande público foram no afã de justificar os motivos da operação "Carne Fraca", modificando os fatos e comprometendo a verdade.

    4. Por fim a Peccin Agro Industrial Ltda., esclarece que não tem qualquer vínculo comercial ou societário com a Peccin S/A, indústria gaúcha de doces e chocolates.

    Gustavo Sartor, advogado de Maria do Rocio Nascimento, informou que "em razão do sigilo do Inquérito Policial não irá se manifestar."

    O laboratório Laboran foi contatado pela reportagem, mas ainda respondeu até a publicação desta matéria. O espaço está aberto para sua manifestação.

  • Fazenda confirma que adotará medidas de aumento de receitas para cumprir meta

    29/03/2017




    ECONOMIA
    Adriana Fernandes

    Brasília - Faltando poucas horas para o anúncio de medidas de alta dos tributos, o Ministério da Fazenda confirmou que terá que adotar medidas de aumento da receitas para garantir o cumprimento da meta fiscal deste ano e cobrir o rombo de R$ 58,1 bilhões do Orçamento. Estudo da Secretaria de Acompanhamento Econômico (Seae), divulgado na manhã desta quarta-feira, 29, prepara o terreno para explicar em detalhes a necessidade da elevação da carga tributária diante do pouco espaço para cortes das despesas.

    No estudo, a Seae antecipa que "não há como o governo federal cortar R$ 58,1 bilhões de despesas em 2017, sem prejudicar despesas importantes para o funcionamento do Estado, a exemplo do investimento em penitenciárias e de gastos para o funcionamento da Polícia Federal e combate à fome". A Fazenda argumenta que um contingenciamento muito grande levaria a atrasos de pagamentos e ou afetaria a qualidade de oferta dos serviços públicos, com impactos sobretudo nas áreas de saúde e educação.

    Segundo o estudo, 93% da despesa primária não é passível de corte. "Assim, o cumprimento da meta de R$ 139 bilhões este ano exigirá medidas de aumento de receita."

    Conforme antecipou o Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado), o estudo mostra que o conjunto de gastos passíveis de contingenciamento é de R$ 96 bilhões para um total de R$ 1,326 trilhão de despesa primária aprovada na Lei Orçamentária de 2017. "Em outras palavras, apenas 7% da despesa primária aprovada pode ser contingenciada", diz o estudo da Seae.

    Pelos cálculos da secretaria, caso fosse praticado um corte do tamanho da insuficiência orçamentária existente para o cumprimento da meta fiscal, ou seja, se fossem cortadas R$ 58,1 bilhões de despesas, seriam eliminadas 61% de todas as despesas discricionárias do governo. Na prática, adverte o Ministério da Fazenda, esse montante significaria a impossibilidade de o governo federal terminar o ano fiscal sem comprometer despesas importantes nas áreas de saúde e educação.

    De acordo com a Seae, se forem retiradas as despesas passíveis de contingenciamento dos ministérios da Saúde e Educação, todas as demais despesas de custeio somariam R$ 36 bilhões - valor inferior aos R$ 58,1 bilhões necessários para o cumprimento da meta fiscal. "Infelizmente, o Brasil ainda tem, segundo o Banco Mundial, um dos orçamentos mais rígidos do mundo e, assim, uma redução rápida da despesa primária por decisão unilateral do Poder Executivo por meio de um contingenciamento de R$ 58,1 bilhões é impossível", justifica a Seae, ressaltando a importância das reformas, como a da Previdência, para a queda das despesas em relação ao Produto Interno Bruto (PIB). Pelos dados do governo, as despesas em 2017 terão um crescimento nominal de 6,7% ante a despesa paga de 2016.

    Perda de arrecadação

    Na tentativa de justificar medidas de alta de tributos, o estudo da Seae do Ministério da Fazenda aponta que o governo federal perdeu 1,9 ponto porcentual do PIB de arrecadação entre 2011 e 2016. Segundo a Fazenda, não há como cumprir a meta fiscal de déficit de R$ 139 bilhões sem medidas de aumento de receitas.

    Mesmo com "algum" aumento de tributos, diz a Fazenda, a arrecadação líquida de transferências constitucionais do governo federal continuará inferior à média dos últimos três anos (17,5% do PIB) e muito inferior ao valor de 2011, quando alcançou 18,9% do PIB.

    Segundo a Seae, a queda da arrecadação é fruto de desonerações, expansão de regimes especiais de tributação e efeito da recessão na arrecadação. O cálculo, porém, não leva em conta as receitas obtidas no ano passado com o programa de repatriação de recursos não declarados ao exterior.

    "O esforço da administração atual é promover um ajuste fiscal pelo lado da despesa com reformas estruturais, como o teto do gasto, e agora com a reforma da previdência. Essas duas reformas farão com que, ao longo dos próximos anos, a despesa primária seja decrescente como porcentagem do PIB e que aumentos de arrecadação, provenientes da recuperação da economia, não sejam repassados, automaticamente, para novas despesas", ressalta a Seae.

    De acordo com a Fazenda, a forte queda já observada na inflação, o índice de correção das despesas do governo federal para 2018 será ainda menor, o que exigirá redução de despesas obrigatórias.

    A Fazenda admite, porém, que a carga tributária, no Brasil é elevada e muito acima da média da América Latina.

  • Podem investir no Brasil, ele está sendo colocado nos trilhos, diz Temer

    29/03/2017




    ECONOMIA
    Thaís Barcellos e Elizabeth Lopes

    São Paulo - O presidente Michel Temer fez uma ampla exposição favorável do País durante seu discurso na abertura do 10º Brazil Conference do BofA Merril Lynch nesta quarta-feira, 29, em que citou vitórias do seu governo e conclamou investidores a investirem no Brasil. "Aos investidores digo que podem investir. Estamos colocando o País nos trilhos. A quem vier depois de mim, os trilhos já estão colocados. Que os investidores do Brasil e do exterior saibam que todas essas medidas de responsabilidade fiscal e social colocarão o Brasil no rumo certo", afirmou na capital paulista.

    Temer, contudo, fez uma ressalva em seu discurso favorável quando mencionou que há necessidade de um certo contingenciamento nas contas públicas "ou de outro gravame qualquer", mas ponderou que essas medidas serão transitórias. "Economia não decolou por inteiro", disse.

    Há a expectativa do anúncio do corte efetivo no orçamento de 2017 e de outras medidas que serão necessárias, como impostos, para cobrir o rombo identificado de R$ 58 bilhões, para além do déficit já previsto de R$ 139 bilhões.

    Com bastante tempo dedicado à defesa da Reforma da Previdência, que já passou por mudanças devido a resistências no Congresso e que na terça foi criticada pelo líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (AL), Temer afirmou que a proposta visa a equilibrar as finanças públicas. "Poderíamos deixar para o futuro, mas as estatísticas mostram que, se não houver reforma, em 2024 só haverá verba para pagar o funcionalismo público e a previdência. Se não fizermos agora, daqui a três anos teremos que fazer as revisões nas aposentadorias, senão em sete anos, paralisamos o País."

    O presidente ainda criticou "informações inverídicas" em torno da proposta, como a de que o trabalhador precisará trabalhar 49 anos para se aposentar, e disse que a idade mínima de 65 anos é similar à maioria dos países. Temer ainda reconheceu que há pontos em que pode haver negociação, como a questão da previdência rural.

    Sobre os pontos positivos, o presidente citou a queda da inflação durante seu governo, que saiu do patamar de 10% para os atuais 4,8%. Houve também menção à trajetória de flexibilização da Selic, pois, segundo ele, as projeções mostram que a taxa deve chegar a um dígito. "Não quero falar muito disso, porque diz respeito ao Banco Central (BC), mas isso é fruto de um governo que dialoga e do governo que tem responsabilidade fiscal, sem ela não teríamos a credibilidade que o País está reconquistando", reforçou.

    A credibilidade, segundo ele, pode ser atestada com a elevação da perspectiva do rating soberano do Brasil de negativa para neutra pela Moody's. Temer ainda mencionou que o País pode reconquistar o grau de investimento em breve. Além disso, os leilões recentes de aeroportos e portos tiveram, na visão de Temer, "ágios estupendos".

    Outro ponto citado pelo presidente como indicativo de que o País está se recuperando foi a criação de 35 mil vagas de trabalho em março, conforme os dados do Caged. Na questão de responsabilidade social, Temer citou a revalorização do Bolsa Família e a retomada das obras do Minha Casa Minha Vida. Segundo ele, há previsão orçamentária para a construção de mais 600 mil casas esse ano.

    Apoio do Congresso

    Em um momento em que enfrenta resistências no Congresso, o presidente Michel Temer destacou a importância do diálogo, especialmente com os parlamentares, para o bom andamento de governo. Na terça, nove senadores do PMDB assinaram uma carta contra a sanção do projeto de terceirização aprovado na Câmara e Renan Calheiros chamou a reforma da Previdência de exagerada.

    Durante seu discurso, Temer afirmou que em sua administração há diálogo pleno com o parlamento, o que era uma demanda no governo anterior. Com isso, o presidente citou diversas medidas que foram aprovadas devido ao apoio do Congresso e estão ajudando na saída da recessão, como a PEC do Teto, a Reforma do Ensino Médio, a Lei das Estatais.

    Em relação à Lei das Estatais, Temer disse que o projeto estava parado há muito tempo e a aprovação já gerou grandes resultados positivos, como a valorização de cerca de 145% das ações da Petrobras, além dos papeis do Banco do Brasil e da Eletrobras.

    Sobre a PEC do Teto, o presidente lembrou que a medida precisou de um quórum especial no Congresso e mesmo assim foi aprovada em um curto prazo. Temer ainda criticou a oposição, que, segundo ele, dizia que sua administração ia acabar com os gastos públicos com saúde e educação. "No orçamento deste ano, aumentamos essas despesas em R$ 10 milhões."

    O peemedebista ainda avaliou que a modernização das leis trabalhistas também logo deve ser aprovada. "Temos absoluta convicção de que aprovaremos essa 3ª reforma para o País." Mais uma vez, Temer ressaltou ao diálogo ao dizer que o ministro do Trabalho Ronaldo Nogueira conseguiu um acordo entre empregados e empregados em torno da reforma trabalhista, no qual o principal ponto é regulamentar a questão do acordado sobre o legislado.

    Após o evento, Temer retornou para Brasília, conforme sua assessoria.

  • Estoques de petróleo nos EUA sobem 867 mil barris na semana

    29/03/2017




    ECONOMIA
    Niviane Magalhães, com informações da Dow Jones Newswires

    São Paulo - Os estoques de petróleo dos Estados Unidos tiveram alta de 867 mil barris na semana encerrada em 24 de março, para 533,977 milhões de barris, informou o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) nesta quarta-feira. Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal estimavam avanço maior, de 1,0 milhão de barris.

    Já os estoques de gasolina tiveram queda de 3,747 milhões de barris, para 239,721 milhões de barris, ante expectativa dos economistas de queda um pouco menor, de 1,9 milhão de barris. Os estoques de destilados caíram 2,483 milhões de barris, para 152,91 milhões de barris. A previsão era de baixa menor, de 1,0 milhão de barris. Os estoques de petróleo em Cushing recuaram 220 mil barris, para 67,731 milhões de barris.

    A taxa de utilização da capacidade das refinarias dos EUA subiu de 87,4% uma semana antes para 89,3% na semana até o dia 24 de março. Nesse caso, a previsão dos analistas era de alta menor, para 87,7%.

    A produção de petróleo dos EUA subiu a 9,147 milhões de barris na semana anterior, de 9,129 milhões de barris.