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  • Chineses querem investir US$ 20 bi no Brasil

    19/03/2017




    ECONOMIA
    Renée Pereira, Mônica Scaramuzzo e André Borges

    São Paulo e Brasília - O Brasil em crise virou a grande oportunidade para os chineses ampliarem seus negócios no País. Sem medo de gastar e com forte apetite para o risco, eles planejam desembolsar neste ano mais US$ 20 bilhões na compra de ativos brasileiros - volume 68% superior ao de 2016, segundo a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China (CCIBC). O movimento tem sido tão forte que o País se transformou no segundo destino de investimentos chinês na área de infraestrutura no mundo, atrás apenas dos Estados Unidos.

    Na lista de companhias que planejam desembarcar no País, de olho especialmente nos setores de energia, transportes e agronegócio, há nomes ainda desconhecidos dos brasileiros, como China Southern Power Grid, Huaneng, Huadian, Shanghai Eletric, SPIC e Guodian. "Há dezenas de empresas chinesas que passaram a olhar o País como oportunidade de investimentos e estão há meses prospectando o mercado brasileiro", diz Charles Tang, presidente da CCIBC.

    Enquanto essas companhias não chegam, outras chinesas estão mais avançadas na estratégia de expandir os negócios. A State Grid, por exemplo, liderou os investimentos no ano passado, com a compra da CPFL; a China Three Gorges arrematou hidrelétricas que pertenciam à estatal Cesp e comprou ativos da Duke Energy; a China Communications Construction Company (CCCC) adquiriu a construtora Concremat; e a Pengxin comprou participação na empresa agrícola Fiagril e na Belagrícola.

    Segundo levantamento das consultorias AT Kearney e Dealogic, de 2015 para cá, os chineses compraram 21 empresas brasileiras, que somaram US$ 21 bilhões. "Hoje, o Brasil é um país que está barato, por conta do cenário político e econômico. E isso é visto como uma grande oportunidade pelo investidor chinês", afirma o diretor para a área de infraestrutura da A.T. Kearney, Cláudio Gonçalves.

    O atual movimento dos asiáticos no Brasil tem sido considerado como a terceira onda de investimentos chineses. Na primeira, vieram grandes multinacionais, como a Baosteel, de olho no setor de mineração e aço. A empresa chegou a fazer parceria com a Vale para construir duas siderúrgicas no País, mas o projeto não prosperou. Em 2011, comprou uma pequena participação na Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração, que aposta na exploração de nióbio.

    Na segunda onda de investimento chinês, apareceram companhias que tinham pouca ou quase nenhuma experiência no mercado externo, afirma o advogado do escritório Demarest, Mário Nogueira. Ele explica que, nesse segundo movimento, muitas empresas - incluindo o setor automobilístico - não se deram bem no Brasil, por não terem recebido orientação adequada de como funcionava o mercado nacional. "Dessa leva, algumas quebraram e outras tentam até hoje se desfazer de ativos."

    A onda atual também inclui empresas inexperientes no mercado internacional, mas gigantes na China, com muito dinheiro para gastar. E, desta vez, as companhias têm se cercado de assessores financeiros e jurídicos. "Tem cliente que montou escritório de representação e está há três anos estudando o mercado brasileiro. De tanto rodarem em busca de negócios, já conhecem mais o País do que eu", afirma Nogueira.

    Por ora, os escândalos revelados pela Operação Lava Jato envolvendo as maiores empreiteiras do Brasil estão longe de serem vistos como fator de preocupação econômica ou de instabilidade política pelos investidores chineses. Pelo contrário, têm ajudado, já que os preços dos ativos caíram.

    Nos próximos meses, vários negócios em andamento poderão ser concluídos. É o caso da Shanghai Electric, que estuda assumir projetos de transmissão da Eletrosul, cujos investimentos somam R$ 3,3 bilhões; a SPIC está na disputa pela compra da Hidrelétrica Santo Antônio; e a CCCC tem vários ativos na mira, de construtoras a ferrovias. Outra que fez aquisições em 2016 e não deve parar por aí é a Pengxin. A empresa negocia a compra de parte do banco Indusval, apurou o jornal O Estado de S. Paulo. Fontes afirmam que há ainda planos da Pengxin levantar um fundo de US$ 1 bilhão para investir em agricultura. Procurados, o banco não comentou o assunto e a Pengxin não retornou os pedidos de entrevista.

    As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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  • Meirelles: não há discussão para reduzir idade mínima de aposentadoria de mulher

    23/06/2017




    ECONOMIA
    Francisco Carlos de Assis e Altamiro Silva Junior

    São Paulo - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta sexta-feira, 23, que não existe nenhum estudo ou discussão dentro do governo que vise à redução da idade mínima para a aposentadoria das mulheres. "Eu li isso hoje em algum lugar, mas não há essa discussão na agenda do governo", disse o ministro em rápida entrevista que aos jornalistas após ter participado no período da manhã em evento da Câmara Americana (Amcham).

    Meirelles disse, inclusive, que conversou nesta sexta com os secretários da pasta que cuidam mais de perto das questões relacionadas à reforma da Previdência e essa discussão não chegou a ele.

    Com relação ao impacto da crise política sobre a economia, o ministro voltou a afirmar que, na margem, ela exerce influência sobre o Produto Interno Bruto (PIB). No entanto, disse ele, esse impacto é passageiro e não altera a agenda do governo. Mas acrescentou que o quanto antes as reformas forem aprovadas, melhor será para a retomada do crescimento da economia.

  • FGV projeta IPC-S de junho que pode, se confirmado, ser o menor em 11 anos

    23/06/2017




    ECONOMIA
    Thaís Barcellos

    São Paulo - O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) na terceira quadrissemana de junho teve a primeira deflação (-0,12%) desde a primeira quadrissemana de agosto de 2013 (-0,02%), informou o coordenador do índice na Fundação Getulio Vargas, Paulo Picchetti. A queda foi inesperada para Picchetti, que estimava uma variação próxima a essa (-0,10) para o fechamento do mês. "Certamente, essa deflação será maior no fim de junho", afirma.

    Por isso, o economista revisou sua projeção para o IPC-S de junho para deflação de 0,30%, que, se confirmada, será o menor resultado para o indicador em 11 anos, já que no sexto mês de 2006 a variação foi de -0,40%.

    O índice de difusão - que mede o quão espalhada está a alta dos preços - ficou abaixo de 50%, em 49,71%, patamar que não alcançava desde julho de 2013, quando também ficou em 49,71%. Isso, segundo Picchetti, reforça o alívio generalizado nos preços, para além do choque favorável de alimentos, da queda de energia elétrica graças à adoção da bandeira verde no mês e do recuo dos combustíveis.

    "Esses fatores são os principais responsáveis pela expectativa de deflação no mês, mas sem esses itens, o índice ainda estaria em patamar muito baixo. Isso em termos de dinâmica de inflação é uma ótima notícia, mas tem um lado negativo, pois um dos principais motivos desse arrefecimento é a recessão."

    Em Alimentação (-0,39% para -0,57%), o economista destaca, no IPC-S da terceira quadrissemana, os declínios em batata inglesa, tomate, cebola, que subiram muito no início do ano, assim como de carne bovina (0,13% para -0,88%), que nesta época do ano costuma ter alta de preços por causa da entressafra do período de secas.

    Na avaliação de Picchetti, a queda na proteína animal se explica pela maior abundância de chuvas do que o normal, além da maior oferta de carne no mercado interno em função dos problemas que enfrenta a indústria brasileira desde a deflagração da Operação Carne Fraca, em março deste ano, que pode se intensificar com esse novo embargo dos Estados Unidos.

    Por outro lado, o feijão carioca (21,47% para 29,02%), item bastante consumido pelos brasileiros, continua subindo. "É um dos poucos produtos que está pressionando o índice para cima." Mas Picchetti avalia que essa elevação de preços não deve se intensificar, uma vez que, na ponta (pesquisas mais recentes) continua no mesmo patamar do que o apurado na medição divulgada nesta sexta-feira.

    A alface também está destoando do restante do grupo de hortaliças e legumes, que aprofundou a deflação de 5,34% para queda de 6,48%, e passou a subir na terceira quadrissemana (-2,94% para 2,07%). "Mas não preocupa, há vários outros itens desacelerando", reforça.

  • Não interessa fazer reforma que obrigue a fazer outra em 3 anos, diz Meirelles

    23/06/2017




    ECONOMIA
    Francisco Carlos de Assis e Altamiro Silva Junior

    São Paulo - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, declarou nesta sexta-feira, 23, que não vale a pena fazer uma reforma da Previdência que cria a necessidade de fazer outra reforma daqui a poucos anos. Ele reconheceu, porém, que dentro do quadro atual, de crise política, pode haver algumas mudanças. "Estamos discutindo isso", afirmou respondendo a pergunta da plateia em evento da Câmara Americana de Comércio (Amcham - Brasil) após fazer palestra que durou cerca de 40 minutos.

    "Na minha opinião, não nos interessa fazer uma reforma que nos obrigue a fazer outra em três anos", disse ele. "Minha proposta é para que façamos uma reforma sustentável", destacou o ministro.

    Meirelles descartou redução da carga tributária hoje no Brasil e afirmou que o governo vai conseguir cumprir a meta fiscal. "Hoje, como estamos, não há espaço para corte de impostos."

    Questionado sobre a crise política, Meirelles disse que a situação será resolvida em algum momento. "Há um rito judicial e legislativo claro."

    O ministro disse que a expectativa do governo é que o Congresso não vai aceitar as denúncias contra o presidente Michel Temer.

    "É normal que existam muitas preocupações, mas isto tenderá a ser resolvido", afirmou o ministro, ressaltando que as instituições no Brasil estão funcionando. "A crise política não vai ficar aqui por período prolongado."

  • Marfrig: EUA representam cerca de 2% do valor exportado por divisão Beef Brasil

    23/06/2017




    ECONOMIA
    Beth Moreira

    São Paulo - A Marfrig Global Foods informou que, em 2017, os Estados Unidos representaram cerca de 2% do volume exportado por sua divisão Beef Brasil, o que equivale a cerca de 1% da receita líquida total da divisão.

    Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa explica que o mercado norte-americano foi aberto para as importações brasileiras de carne in natura em agosto de 2016 e vem passando por ajustes naturais.

    Marfrig esclarece que essa suspensão não tem relação com um problema sanitário, e está confiante de que o governo brasileiro tomará todas as providências necessárias para a rápida e integral retomada das exportações da carne brasileira in natura para o mercado dos EUA.

    "A suspensão decretada pelo governo norte-americano não interfere nos demais mercados onde a companhia atua, que continua a exportar seus produtos para mais de 100 países e a abastecer normalmente a demanda doméstica brasileira", afirma. A Marfrig, destaca ainda, que continua atendendo o mercado dos EUA pela suas unidades do Uruguai.

    O secretário de Agricultura dos Estados Unidos, Sonny Perdue, anunciou na quinta, 22, a suspensão de todas as importações de carne bovina in natura do Brasil, por causa de "preocupações recorrentes" com a segurança do produto destinado ao mercado americano.

    A medida continuará em vigor até que o Ministério da Agricultura do Brasil adote ações "corretivas" para atender as exigências do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).

  • Meirelles: PIB potencial, com reformas, pode superar a marca de 3,5% ao ano

    23/06/2017




    ECONOMIA
    Francisco Carlos de Assis e Altamiro Silva Junior

    São Paulo - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, declarou em palestra na Câmara Americana de Comércio (Amcham - Brasil) que com as reformas aprovadas no Congresso, o Produto Interno Bruto (PIB) potencial do Brasil pode ter crescimento acima de 3,5% ao ano entre 2018 e 2027.

    Sem reformas, o PIB potencial do Brasil deve crescer bem menos, de 2,3% em média ao ano entre 2018 e 2027. "O governo está tomando as medidas necessárias para garantir a estabilidade da economia", disse ele, ressaltando no final de sua apresentação que o foco são as reformas.

    "As reformas estruturais vão aumentar a produtividade do País", completou.

    Reforma microeconômica

    Meirelles afirmou que o governo está trabalhando com "agenda extensa e intensa" de reformas microeconômicas, que vão melhorar o ambiente de negócios no país, contribuindo para a atração de investimentos e redução do "spread" bancário, com impacto positivo no crédito.

    Com estas microrreformas, o Brasil vai melhorar posições no ranking de facilidade de fazer negócios elaborado anualmente pelo Banco Central. "Estamos trabalhando em uma agenda extensa e intensa no âmbito da reforma microeconômica." O ministro citou que a Rússia, ao fazer uma série de mudanças, conseguiu dar um salto no ranking. "Não há dúvida que o Brasil tem condições de subir (no ranking)."

    Ao falar da atividade econômica, Meirelles ressaltou, mostrando números em gráficos durante sua apresentação, que o valor real dos salários subiu em abril após anos de quedas consecutivas. Além disso, as dívidas das empresas e das famílias finalmente começam a cair.

    Juros

    Meirelles observou que as taxas estão caindo e, finalmente, o spread bancário começa a refletir alívio da política monetária. O spread é a diferença entre o custo do banco ao tomar recursos e o de repasse aos tomadores de empréstimo.

    Já sobre a necessidade de reformas, sobretudo a da Previdência, Meirelles reforçou o discurso que vem fazendo, que o Brasil é um "ponto fora da curva mundial", com a população aposentando mais cedo que em outros países.

  • Confiança do consumidor brasileiro fica estável em junho, aponta CNI

    23/06/2017




    ECONOMIA
    Lorenna Rodrigues

    Brasília - Depois da queda registrada em maio, a confiança do consumidor brasileiro ficou estável neste mês, com alguns componentes como expectativa para renda pessoal e inflação começando a dar sinais de melhora.

    De acordo com pesquisa feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor ficou em 100,5 pontos em junho, ante 100,6 em maio e 101 pontos em junho de 2016. O indicador está 7,4% abaixo da média histórica. "A confiança do consumidor se mantém estável em patamar baixo, sendo incapaz de estimular uma recuperação do consumo suficientemente forte para impulsionar a atividade industrial", observa a entidade.

    Houve crescimento na expectativa para a renda pessoal nos próximos seis meses, de 2,1% em relação a maio. Na comparação com junho do ano passado, porém, o indicador apresentou queda de 0,8%. Também foi registrada uma leve melhora nas expectativas para a inflação no próximo semestre, de 0,6% em relação a maio. O índice ficou estável na análise anual.

    As projeções para o desemprego ficaram praticamente estáveis em relação a maio (-0,1%) e melhoraram 0,8% ante junho de 2016. Os outros componentes da pesquisa, no entanto, apresentaram piora. A expectativa de compras de bens de maior valor caiu 1% na comparação mensal e 0,5% na anual. Já as projeções para o endividamento pioraram 0,9% em relação a maio e 2% ante junho do ano passado. A confiança em relação à situação financeira também caiu, 0,3% ante maio e 0,1% na comparação com junho de 2016.

    "Há uma preocupação acima da média com os preços, o emprego e a situação financeira. Com isso, a confiança continua muito baixa", afirma o economista da CNI Marcelo Azevedo. A pesquisa foi realizada em 143 municípios, entre os dias 8 e 12 de junho.

  • PMI composto dos EUA cai a 53,0 na leitura preliminar de junho

    23/06/2017




    ECONOMIA
    Victor Rezende

    São Paulo - O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto dos EUA, que mede a atividade nos setores industrial e de serviços, caiu de 53,6 em maio para 53,0 em junho, atingindo o menor nível em três meses, segundo dados preliminares publicados hoje pela IHS Markit. Apesar da queda, a leitura acima de 50,0 indica que a atividade econômica americana continua se expandindo.

    Apenas o PMI do setor de serviços dos EUA recuou de 53,6 em maio para 53,0 em junho, abaixo do esperado por analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que previam queda menor, para 53,5.

    Já no setor industrial dos EUA, o PMI caiu de 52,7 em maio para 52,1 em junho, tocando o menor nível em nove meses. Neste caso, a projeção do mercado era de ligeira alta, a 53,0.

  • Saques de contas inativas do FGTS injetam R$ 7,2 bi no varejo, diz CNC

    23/06/2017




    ECONOMIA
    Vinicius Neder

    Rio - Os recursos das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) fechadas até dezembro de 2015, sacados após medida de estímulo do governo Michel Temer, provocaram, em março e abril, um impacto positivo de R$ 7,2 bilhões nas vendas do comércio varejista brasileiro, segundo levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgado nesta sexta-feira, 23.

    O valor injetado no varejo corresponde a 43% do montante sacado, que somou R$ 16,6 bilhões, segundo a CNC informou, conforme dados da Caixa Econômica Federal. O valor corresponde ainda a 6,2% das vendas nos segmentos do varejo impactados, mostra o levantamento.

    Em abril, foram sacados R$ 11,1 bilhões das contas inativas do FGTS. Segundo a CNC, o valor é o dobro dos R$ 5,5 bilhões retirados em março. Com isso, a maior parte (R$ 4,56 bilhões) do valor injetado no varejo ficou em abril.

    De acordo com a CNC, três segmentos do varejo - do total de sete impactados positivamente - concentraram o uso dos recursos sacados: vestuário e calçados (R$ 2,9 bilhões), hiper e supermercados (R$ 2 bilhões) e móveis e eletrodomésticos (R$ 802,5 milhões). Os três segmentos responderam por 80% do valor direcionado ao varejo.

    O estudo correlaciona o efeito da injeção de recurso com o desempenho geral dos segmentos do varejo. O ramo de vestuário e calçados, por exemplo, teve altas nas vendas de 11,6% e 10,7%, respectivamente, em março e abril, ante iguais meses de 2016. "Esse ritmo de vendas não era percebido por esse ramo do varejo desde os primeiros meses de 2010 (+11,9%)", diz a nota divulgada pela CNC.

    Já no segmento de hiper e supermercados, a alta de 3,5% nas vendas em abril ante abril de 2016 foi a maior nesse tipo de comparação para os últimos três anos. No ramo de móveis e eletrodomésticos, a queda de 0,1% nas vendas em abril sobre igual mês do ano passado não impediu que o bimestre março-abril tivesse o melhor resultado em três anos.

    Em nota, o economista da CNC Fabio Bentes pondera que, apesar do efeito positivo dos saques do FGTS, "a recuperação parcial do varejo ao longo do ano se insere em um quadro mais amplo de desaceleração dos preços e melhoria nas condições de crédito". Além disso, "a consolidação do setor como um todo depende do crescimento geral da atividade econômica e seus reflexos positivos sobre as condições do mercado de trabalho".

  • Vendas de moradias novas sobem 2,9% em maio ante abril nos EUA, a 610 mil

    23/06/2017




    ECONOMIA


    Washington - As vendas de moradias novas nos Estados Unidos cresceram 2,9% em maio, para a taxa anualizada sazonalmente ajustada de 610 mil, informou nesta sexta-feira o Departamento do Comércio. Economistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam 590 mil.

    O dado é mais um sinal de demanda forte e estoques mais apertados no mercado imobiliário do país. As leituras dele têm oscilado neste ano, mas em um intervalo mais longo parecem estar ganhando força. Na comparação anual, as vendas de novas casas avançaram 8,9% em maio e até agora neste ano a alta na comparação com igual período de 2016 é de 12,2%.

    No ritmo atual de vendas, levaria 5,3 meses para ser zerada a oferta de novas casas no mercado. O preço mediano de venda de uma casa nova negociada em maio foi de US$ 345.800, no patamar mais alto já registrado na série desde 1963. O preço médio de vendas também ficou no maior patamar, em US$ 406,400. Fonte: Dow Jones Newswires.

  • CCEE: geração de energia cresce 0,2% em junho até dia 20; consumo fica estável

    23/06/2017




    ECONOMIA
    Márcio Rodrigues

    São Paulo - A geração de energia elétrica em junho até o dia 20 teve crescimento de 0,2% ante igual período de 2016, enquanto o consumo ficou estável em igual intervalo. Segundo dados preliminares de medição coletados divulgados pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o consumo de energia no Sistema Interligado Nacional (SIN) somou 57.944 MW médios entre os dias 1º e 20 deste mês, montante muito próximo aos 57.934 MW médios registrados no ano passado.

    Houve queda de 4,8% no consumo do Ambiente de Contratação Regulado - ACR (cativo), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, montante influenciado pela migração de consumidores para o mercado livre. Desconsiderando esse efeito, o consumo no período teria aumentado 1,8%. Já no Ambiente de Contratação Livre (ACL), no qual consumidores compram energia diretamente dos fornecedores, o consumo com as novas cargas vindas do mercado cativo cresceu 16,7%, número que apresentaria retração de 1,9% sem o movimento de migração.

    Entre os ramos da indústria avaliados pela CCEE, incluindo dados de autoprodutores, varejistas, consumidores livres e especiais, os maiores índices de aumento no consumo de energia no período pertencem aos segmentos de comércio (104,3%); serviços (85,3%); e telecomunicações (79,2%), variações analisadas sob o efeito da migração para o mercado livre.

    A geração de energia no Sistema Integrado Nacional (SIN) ao longo de junho apresentou aumento de 0,2%, a 60.792 MW médios, de 60.643 MW médios no mesmo período do ano passado. A produção das térmicas teve queda de 5,8%, devido, principalmente, à diminuição das usinas a reação exotérmica (-78,2%) e a carvão mineral (-36%). As usinas eólicas (35,2%) produziram montante superior e as usinas hidráulicas (incluindo as PCHs) tiveram queda de 0,7% em relação ao entregue em 2016.

    O InfoMercado Semanal Dinâmico também apresenta estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia - MRE gerem, em junho, o equivalente a 80,48% de suas garantias físicas, ou 43.391 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, o porcentual foi quase o mesmo (79,48%).