Notícias

  • Produção industrial alemã decepciona e cai 1,4% em outubro

    07/12/2017




    ECONOMIA


    Frankfurt - A produção industrial da Alemanha caiu 1,4% em outubro ante setembro, no cálculo com ajustes sazonais, segundo dados publicados hoje pela agência de estatísticas do país, a Destatis. O resultado decepcionou analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam avanço de 0,7% do indicador.

    Apenas a produção manufatureira alemã registrou queda de 2% em outubro ante o mês anterior, enquanto o setor de construção mostrou contração de 1,3% no mesmo período.

    Na comparação anual, porém, a produção geral da indústria alemã aumentou 2,7% em outubro, também considerando-se ajustes, informou a Destatis. Fonte: Dow Jones Newswires.

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  • 'Governança dos fundos precisa ser aperfeiçoada', diz Fábio Coelho

    16/12/2017




    ECONOMIA
    Fernanda Guimarães

    São Paulo - Depois de mergulhar em uma grande crise de credibilidade, com alguns fundos de pensão virando alvo de investigações por suspeitas de operações fraudulentas e com os holofotes virados para a intervenção no Postalis, a fundação dos funcionários dos Correios, o setor está, no momento, na trilha para reconquistar sua credibilidade e retomar sua posição de protagonista de investimentos de longo prazo, como grandes investidores institucionais.

    A afirmação é de Fábio Coelho, diretor-superintendente da Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), órgão que regula o setor, que possui mais de R$ 837 bilhões em ativos. Segundo ele, que é servidor de carreira do Banco Central (BC), várias medidas já foram tomadas para aperfeiçoar a regulação do setor, e outras estão a caminho. E uma melhora já começa a ser observada, diz.

    O déficit das fundações, que era de R$ 77,6 bilhões no fim de junho, foi para R$ 65,6 bilhões ao fim de setembro. Por outro lado o superávit cresceu: de R$ 19,6 bilhões para R$ 23,4 bilhões.

    Como está a situação atual dos fundos de pensão?

    Eles estão passando por um processo de profissionalização e, na nossa visão, isso será base para o crescimento sustentável nos próximos anos. As medidas que estão sendo tomadas vão gerar frutos em um futuro próximo. O ano de 2017 já foi de inflexão, de retomada da rentabilidade dos fundos e redução dos déficits.

    Que medidas estão no radar da Previc?

    Teremos de enfrentar em 2018 a atualização dos mecanismos punitivos da previdência complementar. Hoje, as multas e punições são muito brandas, de no máximo R$ 40 mil, e nitidamente não têm condão para coibir determinados comportamentos. Também queremos focar em modernização das regras de governança dos fundos e atribuição dos órgãos de governança. Mas há ainda outras medidas no radar.

    Como se dará a retomada da credibilidade no setor?

    Primeiramente, precisamos estancar os casos mais gravosos, e isso já começa a trazer mais confiança. Para ter confiança, é preciso proteger os pagamentos dos aposentados, que estão em uma fase mais frágil da vida. Precisamos fortalecer todas as camadas de proteção. A governança dos fundos de pensão precisa ser aperfeiçoada. Entendemos que, quando se tem incentivos alinhados e medidas adequadas e com tudo somado, a credibilidade chegará aos fundos de pensão.

    Qual o alerta da Previc nesse contexto de taxa de juros na mínima histórica, já que os fundos mantêm elevada exposição em títulos públicos?

    Fizemos um relatório para alertar as fundações sobre um risco que pode se materializar em 2019. A queda de juros exigirá diversificação da carteira e nosso diagnóstico é de que muitos fundos estão atrasados nesse processo.

    Foi por esta razão que a Previc flexibilizou as regras para que as fundações possam investir no exterior?

    O Brasil é um dos últimos da lista em investimentos no exterior pelas fundações, com menos de 0,5% do total dos ativos. Aqui há uma concentração em investimentos locais, mas como a tendência é de que a taxa baixa de juros se mantenha, fizemos alguns ajustes para flexibilizar os investimentos.

    E como podemos olhar para o futuro dos fundos de pensão?

    Os fundos em todo o mundo representam poupança de longo prazo, com grande potencial para ser mola propulsora da economia. Os fundos vão se fortalecer e se colocar como os protagonistas dos investidores institucionais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Ofertas de ações atingem o maior volume desde 2009

    16/12/2017




    NOTICIA,
    Fernanda Guimarães

    São Paulo - Após uma semana movimentada, com as companhias aproveitando a última janela para levantar recursos via bolsa de valores no ano, 2017 registrou cerca de R$ 43 bilhões em ofertas de ações, marcando o maior volume desde 2009. Exclui-se dessa conta, no entanto, a megacapitalização da Petrobras em 2010, que distorceu os números daquele ano. Um quarto desse volume foi garantido pelas aberturas de capital bilionárias do Carrefour Brasil, de R$ 4,9 bilhões e que saiu da gaveta em julho, e da BR Distribuidora, lançada nesta semana e que rendeu R$ 5 bilhões para o caixa da Petrobras - a estatal vendeu uma fatia de 30% da companhia. O ano para as ofertas de ações foi encerrado na quinta-feira, com a oferta pública inicial (IPO, em inglês) do Burger King Brasil, que obteve forte procura de investidores e movimentou R$ 2,2 bilhões. De todas as ofertas deste ano, apenas o Burger King conseguiu colocar a ação em seu IPO no topo da faixa indicativa de preço. Os destaques do ano nessas operações foram as vendas realizadas por fundos de private equity, que são aqueles que compram participações em empresa - casos de Burger King, Azul, Biotoscana e Camil, por exemplo. Auxílio global Para que esse volume pudesse ser atingido, a farta liquidez mundial ajudou, e grandes fundos estrangeiros começaram a recompor parte de suas carteiras, depois de manterem, por alguns anos, baixa exposição a ativos brasileiros. Pesou ainda a favor o fato de os investidores anteciparem a melhora da economia brasileira, depois de um longo período de recessão, diante de algumas sinalizações de retomada da atividade econômica e também em meio ao ciclo de queda de juros e baixa inflação, apesar do atraso das reformas prometidas para este ano e que foram empurradas para 2018. Do lado das empresas, o mercado de capitais passou a ser uma alternativa mais atrativa diante da maior dificuldade de acesso ao crédito bancário e, ainda, pela menor presença do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Embora o volume de R$ 43 bilhões seja expressivo, ainda mais se observado os últimos três anos - durante os quais a Bolsa foi palco de apenas três aberturas de capital -, os bancos de investimento chegaram a projetar que o movimento com as ofertas de ações neste ano pudesse chegar em R$ 50 bilhões. Esse número, contudo, foi frustrado devido ao fato de algumas empresas terem deixado suas ofertas para o início de 2018, como a Algar Telecom e Banrisul. Neoenergia, que definiria o valor de suas ações na última quinta-feira, também suspendeu a operação, em função da baixa demanda de investidores. Além disso, a oferta da BR, a maior deste ano, movimentou R$ 5 bilhões, quando poderia ter atingido R$ 7 bilhões - o preço da ação ficou no piso da faixa sugerida. Neste ano, a B3 foi palco de 26 ofertas de ações, sendo 10 IPOs e 16 ofertas subsequentes (follow ons). Além de BR, Carrefour e Burger King Brasil, as empresas Movida, Hermes Pardini, Azul, IBR Brasil Re, Omega e Camil estrearam na Bolsa. Já Eneva e Vulcabrás realizaram o chamado "re-IPO", como são conhecidas as ofertas daquelas empresas já listadas, mas que mal possuem liquidez no mercado e que reestreiam na Bolsa com uma nova emissão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Apoio de 'bancada de servidores' à reforma é dúvida

    16/12/2017




    ECONOMIA
    Neila Almeida e Victor Gomes - Especial para a AE; Colaboraram Carla Araújo, Felipe Frazão e Idiana Tomazelli

    Brasília - O governo confirmou que estuda abrandar a regra de transição da reforma da Previdência para servidores públicos que ingressaram antes de 2003, mas ainda não conta com o apoio da "bancada do funcionalismo" para aprovar o texto.

    Deputados que têm como base os servidores públicos e que se posicionaram contra o texto atual da reforma da Previdência dizem que precisam analisar a mudança que está sendo negociada com o governo para saberem se vão mudar os votos. O Congresso tem hoje duas frentes parlamentares em defesa do funcionalismo, uma com 201 e outra com 238 deputados.

    O deputado Rogério Rosso (PSD-DF) disse que é "nobre" por parte do governo fazer essa negociação, mas que ainda vai se reunir com as entidades dos servidores públicos para ter certeza de que as mudanças propostas contemplarão, de fato, os servidores. "Não podemos aceitar a estigmatização dos servidores públicos, como se eles fossem os culpados pelos problemas da Previdência."

    O deputado reconheceu que pode mudar de posicionamento se realmente houver um entendimento entre servidores e governo. "Posso mudar o voto, mas se eu tiver de escolher, fico com os servidores e contra a proposta."

    Joaquim Passarinho (PSD-PA) vai na mesma linha. Para ele, os problemas da atual proposta são a falta de uma regra de transição para quem entrou no serviço público antes de 2003 e a mudança nas pensões. Já o deputado Arnaldo Faria de Sá é mais cético: "Eu só avalio depois de ver o novo texto. O governo está cheio de más intenções."

    Jony Marcos (PRB-SE) e Major Olímpio (SD-SP) se dizem muito sensíveis às demandas dos funcionários públicos. Ressalvam que, mesmo se o governo criar a regra de transição, votarão contra a PEC. "Eu não estou à venda. É uma estratégia podre de satanizar o funcionário público, como se ele tivesse privilégios, como se a culpa fosse dele", disse Olímpio.

    Na sexta, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse que a flexibilização da reforma da Previdência para abrandar as regras para servidores que ingressaram antes de 2003 é de fato uma concessão e que não é o que a equipe econômica gostaria, mas que faz parte do processo de debate. "Gostaríamos de votar o texto tal qual apresentado, mas a discussão no Congresso gera negociação", disse, após cerimônia de posse de Carlos Marun como ministro da Secretaria de Governo.

    Pelo texto aprovado na comissão especial em maio, esses servidores precisariam cumprir as idades mínimas definitivas (65 anos para homens e 62 anos para mulheres) para manterem o direito a receber como aposentadoria o último salário e os mesmos reajustes dos funcionários da ativa. Caso contrário, poderiam se aposentar antes, conforme a regra de transição, mas sem os benefícios da integralidade e da paridade. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Petros vende por R$ 4,5 bilhões fatia na Itaúsa para Fundação Zerrenner

    16/12/2017




    NOTICIA,
    Mônica Scaramuzzo

    São Paulo - A Fundação Antônio Helena Zerrenner, que administra o patrimônio da família fundadora da cervejaria Antarctica - que se fundiu com a Brahma, dando origem à Ambev -, anunciou na sexta-feira, 15, a compra de 15,31% das ações ordinárias da Itaúsa, holding de investimentos do grupo Itaú Unibanco, por R$ 4,519 bilhões. A fatia adquirida pertencia a Petros (fundo de pensão da Petrobras), que saiu totalmente do negócio. A operação foi realizada via leilão na B3 (antiga BM&FBovespa). Ao jornal O Estado de S. Paulo, Edson De Marchi, diretor executivo da fundação, disse que a entidade passa a deter assento no conselho da Itaúsa, que neste ano anunciou a compra da Alpargatas. A fundação também é uma das maiores acionistas da Ambev, com 10,2% das ações ordinárias da gigante de bebidas. De Marchi afirmou que a fundação, que tem R$ 37 bilhões sob gestão, já tinha interesse em ter participação na Itaúsa há pelo menos sete anos. Nos últimos anos, a Zerrenner começou a comprar ações ordinárias e preferenciais do banco Itaú. Para concretizar a operação anunciada na sexta-feira, a fundação vendeu entre quinta-feira e a sexta os papéis do banco para se posicionar no novo negócio. Ao mesmo tempo, o Itaú recomprou suas próprias ações colocadas à venda pela entidade. Em comunicado ao mercado, a Petros informou que vendeu todas as suas ações da Itaúsa. Foram negociadas 431,172 milhões de ações, que representam 5,76% do capital total da holding de investimento do Itaú. As ações foram vendidas em leilão a R$ 10,50, valor 13% maior do que a cotação média do papel nos últimos 12 meses. O fundo de pensão da Petrobras adquiriu fatia relevante na Itaúsa em novembro de 2010 - o Petros montou posição ao comprar a participação que pertencia ao grupo Camargo Corrêa, por US$ 1,6 bilhão à época. Diversificação Segundo De Marchi, a compra dos papéis da Itaúsa representa um processo de diversificação da fundação Zerrenner, que tinha boa parte de seu patrimônio posicionado nos papéis da Ambev. A entidade também tem assento no conselho da cervejeira. "Resolvemos investir na Itaúsa, que consideramos uma empresa sólida e referência em governança." Expansão A holding de investimento do Itaú Unibanco está em um momento de diversificação de seus negócios. A Itaúsa voltou às manchetes ao comprar, em julho, a fatia que a J&F - holding da família Batista, dona da JBS - detinha na Alpargatas, proprietária de marcas como Osklen e Havaianas. Desde o ano passado, a Itaúsa já vinha sinalizando ao mercado sua intenção de ter fazer aquisições. Em 2016, a companhia chegou a analisar uma possível transação com a BR Distribuidora, da Petrobras - o negócio acabou não indo adiante, e a empresa de distribuição de combustíveis da Petrobras decidiu abrir seu capital, em operação que foi concluída nesta semana. Além do investimento no Itaú Unibanco e na Alpargatas, a Itaúsa também tem participação na Duratex (fabricante de painéis de madeira, metais e louças), na NTS (transportadora de gás natural) e na Elekeiroz (especialidades químicas). Fundação A Fundação Zerrenner foi criada em 1936, após a morte de Helena Zerrenner, única herdeira da fortuna do marido, Antonio, que falecera três anos antes. O imigrante alemão Zerrenner havia sido um dos primeiros donos da Antarctica, fundada no fim do século 19. A companhia cresceu nas primeiras décadas do século 20, deixando milionário o casal, que não teve filhos. Dedicada ao setor de educação, a Fundação Zerrenner é patrocinadora dos planos de assistência médica e das bolsas de estudos oferecidos a funcionários e aposentados da Ambev. A instituição também afirma manter projetos gratuitos de ensino fundamental, médio e profissionalizante, por meio de uma estrutura própria. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Odebrecht faz ofensiva para pagar dívida

    16/12/2017




    NOTICIA,
    Renata Agostini

    São Paulo - Com dívidas de cerca de R$ 1,2 bilhão a vencer no ano que vem e sem poder contar com a controladora, que enfrenta crise financeira, a construtora Odebrecht anunciou a investidores iniciativas para tentar aumentar o dinheiro em caixa no curto prazo e afastar a necessidade de renegociar o vencimento de débitos com credores internacionais em 2018. Entre as medidas, estão a venda de ativos e de créditos a receber por obras - dinheiro de clientes. As iniciativas somam-se às negociações com o BNDES para que o banco libere pagamentos de obras realizadas em Angola. No total, a Odebrecht espera levantar quase R$ 1,2 bilhão nos próximos 18 meses. O esforço decorre da deterioração do caixa da empreiteira. Ao fim de setembro, havia cerca de R$ 2,3 bilhões segundo o câmbio atual (US$ 700 milhões), de acordo com relatório da Odebrecht divulgado a investidores e ao qual o Estado teve avesso. O valor seria suficiente para fazer frente às dívidas de curto prazo. O problema é que, há dois anos, a empresa só gasta o que tem em caixa, custeando a operação ou financiando sua controladora. De junho a setembro, foram consumidos R$ 900 milhões, mostra o relatório. A empreiteira segue sofrendo efeitos da grave crise de reputação decorrente da delação de seus executivos, que confessaram ter participado de um esquema bilionário de pagamento de propina no Brasil e no exterior. As receitas no doze meses findos em setembro ficaram em R$ 14 bilhões (US$ 4,3 bilhões), queda de 60% ante período imediatamente anterior. O lucro minguou na mesma proporção. Incerteza O dinheiro que entra, portanto, não tem sido suficiente para compensar os gastos. E há ainda acordos a serem fechados com autoridades de outros países. É incerto o quanto eles acrescentarão à dívida, que hoje já é bilionária. Ao fim de setembro, a construtora devia quase R$ 11 bilhões, incluindo títulos emitidos no exterior garantidos pela empreiteira. As contas preocupam analistas de mercado. Em seu último relatório, publicado em setembro, a agência de risco Fitch descrevia como ?um desafio? para a Odebrecht honrar o pagamento de R$ 500 milhões em títulos que vencem já em abril. A cúpula da empresa compartilha da apreensão, segundo uma fonte próxima à companhia. Para evitar a necessidade de renegociação, a empreiteira precisa fechar muitos contratos em pouco tempo, afirma. Por essa razão, a Odebrecht vem se lançando de forma agressiva em licitações. De outubro para cá conseguiu obras de R$ 5,6 bilhões (US$ 1,7 bilhão) em Angola. Fechou ainda um contrato privado de R$ 600 milhões (US$ 180 milhões) no Brasil, o primeiro conquistado no País desde a prisão de Marcelo Odebrecht, em junho de 2015. Aos investidores, a Odebrecht afirmou que aguarda o resultado de 12 licitações no Brasil, em Moçambique e na República Dominicana, cujos contratos somam R$ 3 bilhões. A empresa faz prognóstico otimista para a carteira de obras em 2018. Em seus cálculos, serão adicionados mais de R$ 10 bilhões em projetos. Há alvos no Brasil e no exterior. A maior parte no setor privado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Para evitar fraudes, fundos de pensão terão regras similares às de bancos

    16/12/2017




    ECONOMIA
    Murilo Rodrigues Alves

    Brasília - O órgão responsável pela fiscalização dos fundos de pensão, a Previc, vai divulgar na segunda-feira um pacote de novas regras de supervisão para evitar que irregularidades causem prejuízos a funcionários, aposentados e empresas que participam dos planos de aposentadoria complementar.

    Entre as medidas está a suspensão provisória de diretores e conselheiros antes mesmo de uma intervenção no fundo. Se a Previc considerar que a administração está sendo feita de forma irresponsável, ela pode, em última análise, transferir o plano para outro fundo. O órgão regulador também ficará em cima para ter certeza que as gestores estão cientes dos riscos ao fazer as aplicações ou se estão fazendo aportes considerados inadequados ou incompatíveis com a estrutura do fundo.

    O setor acumula neste ano até setembro um rombo de R$ 65,6 bilhões (esse é o montante que faltaria se todos os benefícios tivessem de ser pagos hoje). Há dois meses, o Postalis, fundo de pensão dos trabalhadores dos Correios, foi alvo de uma intervenção da Previc. Os fundos de pensão ligados a empresas públicas estão na mira do Ministério Público Federal, que apura fraudes na aplicação dos recursos dessas fundações, entre elas o Postalis.

    Com as medidas que serão anunciadas na segunda-feira, a Previc quer aproximar a regulação aplicada aos fundos de pensão da que é direcionada aos bancos. "Nosso diagnóstico foi de que a regulação foi, de certa forma, permissiva por muito tempo, e distante das melhores práticas. Precisamos fechar esse ?gap? regulatório e modernizá-lo", afirma Fábio Coelho.

    Além das normas prudenciais, a Previc também trabalha numa revisão das multas que são aplicadas a dirigentes e conselheiros por infrações como gestão fraudulenta. Hoje, a punição máxima é de R$ 40 mil por infração por pessoa. A ideia é aumentar esse valor. O número não está fechado, mas a intenção é se espelhar em outros órgãos reguladores que aumentaram recentemente o valor das penalidades.

    O BC subiu para até R$ 2 bilhões, ou 0,5% das receitas de serviços e de produtos do ano anterior (o que for maior) - antes era de R$ 250 mil. A CVM aumentou de R$ 500 mil para R$ 50 milhões. O aumento no rigor do BC e da CVM precisou do aval do Congresso. No caso da Previc, basta um decreto do presidente da República.

    A indústria dos fundos de pensão é composta por 302 entidades, que administram 1.105 planos de benefícios. São 7,2 milhões de associados, entre participantes que estão na ativa, dependentes e assistidos. Hoje, dez planos concentram quase 90% do déficit de todo o sistema. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Engie leva lote 1, com deságio de 34,80%, em leilão de transmissão

    15/12/2017




    ECONOMIA
    Luciana Collet e Leticia Fucuchima

    São Paulo - O Consórcio Engie Brasil, formado por subsidiárias da empresa, venceu a disputa pelo lote 1 do leilão de transmissão que acontece nesta sexta-feira, 15, na sede da B3, em São Paulo. A empresa ofereceu R$ 231,175 milhões de receita anual permitida (RAP), o que corresponde a um deságio de 34,8% em relação à RAP máxima de R$ 355.407.320,00.

    Com isso, a Engie ingressa efetivamente no segmento de transmissão, conquistando sua primeira concessão. A geradora já havia disputado lotes no leilão anterior, mas não foi bem sucedida.

    O lance da Engie superou outros três propostas: os indianos da Sterlite, que ofereceram R$ 244,3 milhões (deságio de 31,25%), o consórcio Campos Gerais, formado por Cteep e Copel, com lance de R$ 263 milhões, deságio de 26% e o Consórcio Olympus IV (formado por Alupar e Apollo), com R$ 378 milhões, com deságio de 1,99%. Outros dois proponentes se cadastraram para disputar o lote mas não apresentaram ofertas.

    O lote 1 é composto pelas linhas de transmissão de 525 kV entre Ivaiporã - Ponta Grossa (somando 338 quilômetros) e entre Ponta Grossa - Bateias (somando 200 quilômetros); linhas de transmissão de 230 kV entre Ponta Grossa - São Mateus do Sul (93 quilômetros), Ponta Grossa - Ponta Grossa Sul (31 quilômetros), Areia - Guarapuava Oeste (68 quilômetros), Irati Norte - Ponta Grossa (64 quilômetros), União da Vitória Norte - São Mateus do Sul (103 quilômetros), Areia - União da Vitória Norte (53 quilômetros); além das subestações Ponta Grossa, Castro Norte, Guarapuava Oeste, Irati Norte e União da Vitória Norte e das interligações entre esses ativos, todos localizados no Paraná.

    As instalações devem consumir R$ 2,017 bilhões em investimentos e devem entrar em operação em março de 2023.

  • Filhos de pais com melhores salários têm mais chances de manter renda, diz IBGE

    15/12/2017




    ECONOMIA
    Vinicius Neder

    Rio - Filhos de pais que têm os empregos de maior remuneração ("dirigentes em geral" e "profissionais das ciências e das artes") têm 13,7 vezes mais chances de ter uma ocupação no mesmo estrato de renda, se comparado à probabilidade de ascensão dos indivíduos cujos pais trabalhavam nos empregos de menor remuneração, como trabalhadores agrícolas e vendedores do comércio. O cruzamento de dados está na Síntese de Indicadores Sociais, divulgada nesta sexta-feira, 15, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Os dados são de 2014, coletados no Suplemento de Mobilidade Sócio-Ocupacional da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), também do IBGE. O novo estudo feito pelo órgão mostra como a falta de mobilidade social mantém as desigualdades socioeconômicas de geração para geração.

    "Idealmente, numa sociedade meritocrática, você não teria a influência da condição socioeconômica dos pais na ocupação das pessoas", afirmou Betina Fresneda, analista da Coordenação de População e Indicadores Sociais do IBGE.

    "Sociedades extremamente desiguais vão apresentar uma estrutura de estratificação social extremamente rígidas", completou a pesquisadora.

    A mesma imobilidade do mercado de trabalho, levando em conta os empregos, ocorre com a educação - quanto maior o nível de instrução dos pais, maior o porcentual de filhos com ensino superior completo.

    Pelos dados de 2014, apenas 4,6% dos filhos cujos pais não tinham instrução conseguiram se formar na faculdade. Já entre os filhos de pais com curso superior, 69,6% conseguem atingir o mesmo grau de instrução.

  • Ministério do Trabalho aguarda resultado expressivo para Caged de novembro

    15/12/2017




    ECONOMIA
    Francisco Carlos de Assis

    São Paulo - Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de novembro serão divulgados no próximo dia 20 e a expectativa é de um resultado expressivo, segundo o secretário-executivo do Ministério do Trabalho, Helton Yomura. "Depositamos muita esperança de que no dia 20 de dezembro, quando serão divulgados dados do Caged de novembro, tenhamos um resultado muito expressivo", afirmou ele, que substituiu na manhã desta sexta-feira, 15, o titular da pasta, Ronaldo Nogueira, em evento da FecomercioSP na capital paulista.

    "Botamos muita fé de que esse Natal será muito bom para o comércio e para o consumidor", acrescentou Yomura.

    O secretário-executivo fez menção à recuperação da economia e disse que só em São Paulo foram criados em outubro 11,3 mil postos de trabalho. No acumulado de 12 meses, já são 124 mil postos, de acordo com ele, vindos dos comércio, serviços e indústria de transformação.

    Ainda segundo Yomura, o Ministério do Trabalho tem adotado tecnologias contra fraudes e só este ano já foram cancelados 52.000 requerimentos de seguro desemprego por fraudes. "Isso representa uma economia de R$ 650 milhões. Esperamos que no próximo ano tenhamos mais queda do seguro-desemprego não só por fraudes, mas pelo aumento do emprego."

    O ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, cancelou a participação no evento da FecomercioSP por problemas de saúde na família.

  • BR poderá competir em igualdade de condição e superar distribuidoras, diz Parente

    15/12/2017




    NOTICIA,
    Fernanda Guimarães

    São Paulo - Com a abertura de capital da BR Distribuidora, a companhia terá total autonomia de gestão e poderá competir, com igualdade de condições, e superar as demais distribuidoras, disse o presidente da Petrobras, Pedro Parente, em cerimônia de comemoração da oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da BR, que rendeu à petroleira cerca de R$ 5 bilhões, o maior IPO desde 2013 na bolsa brasileira. A ação da BR foi precificada em R$ 15, no piso da faixa indicativa de preço, que ia até R$ 19. A demanda dos investidores superou a oferta em cerca de três vezes, apurou o Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. A ação ON subia 2,87%, a R$ 15,43. Um dos atrativos, na visão de investidores, foi exatamente o desconto em relação à Ultrapar, dona das marcas Ipiranga, calculado em cerca de 35%. Com esse dinheiro em caixa, visto que a oferta foi secundária e a Petrobras vendeu cerca de 30% da BR, Parente reafirmou a meta da empresa de concluir seu plano de desinvestir US$ 21 bilhões no biênio de 2017 e 2018. Parente citou a melhoria em toda a estrutura de governança da BR, que foi listada no Novo Mercado, segmento de mais elevadas práticas de governança corporativa da B3. "É essencial que a empresa mantenha as suas boas práticas de governança corporativa", disse. O executivo afirmou que a BR melhorará sua gestão, de forma ética e também atenta à rentabilidade. Ele disse ainda que a meta da estatal é de que todas as duas subsidiárias e coligadas estejam enquadraras nas melhores práticas de governança corporativa. O presidente da BR, Ivan de Sá, destacou que a governança da companhia hoje supera a exigida pelo Novo Mercado e que a equipe está engajada para entregar rentabilidade, indo além do que já tem como compromisso. "Haverá um grande esforço para entrega de resultados", disse. O presidente da B3, Gilson Finkelsztain, disse que a oferta da BR traz a atenção para a Bolsa e para o mercado de ações no Brasil. A operação, segundo ele, marca a bolsa como uma plataforma para obtenção de recursos pelas companhias. "A nova fase da BR fica agora evidente com a operação", avaliou, acrescentando que o futuro das empresas passará pela Bolsa. O executivo disse, porém, que "Brasília precisa entender a importância do mercado de capitais". O clima na estreia da BR era de festa, com os principais executivos da Petrobras, BR e B3 vestidos de frentistas. O antigo pregão da Bolsa também estava cheio e decorado, incluindo com um loja "BR Mania". O ano de 2017 foi o mais aquecido para IPOs na Bolsa brasileira, com um movimento de cerca de R$ 40 bilhões, o maior volume desde 2009.