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  • FMI eleva previsão de crescimento do PIB brasileiro para 0,7% em 2017

    10/10/2017




    ECONOMIA
    Ricardo Leopoldo, enviado especial

    Washington - O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a previsão de crescimento para o Brasil de 2017, de 0,3%, feita em julho, para 0,7%, um dos maiores aumentos feitos pela instituição nas projeções macroeconômicas para diversas nações nos últimos três meses. O FMI também subiu a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) do País para 2018, de 1,3% para 1,5%.

    Os indicadores foram divulgados no documento Perspectiva Econômica Mundial, cujo título é "Buscando crescimento sustentável: recuperação de curto prazo, desafios de longo prazo".

    Em abril, o relatório projetou uma expansão do PIB de 0,2% para 2017 e um incremento de 1,7% para o próximo ano. Contudo, em julho o Fundo reduziu a previsão relativa a 2018 para 1,3%.

    Na avaliação do Fundo, o Brasil está em processo de recuperação de uma das mais profundas recessões enfrentadas pelo País e estima que no quarto trimestre deste ano o Produto Interno Bruto apresentará uma alta de 1,9% em termos anualizados, ante o mesmo trimestre de 2016, superior ao 1,5% previstos em julho.

    Para o período entre outubro e dezembro de 2018, o PIB deve avançar 1,8% em comparação aos mesmos três meses de 2017, também na mesma base de comparação anualizada, pouco acima da estimativa de 1,7% feita há três meses.

    "No Brasil, forte desempenho das exportações e redução do ritmo de contração da demanda doméstica permitiram a economia a retornar ao crescimento no primeiro trimestre de 2017, depois de oito trimestres de declínio", apontou o FMI.

    Segundo o Fundo, uma elevação da produção de grãos e reforço do consumo, que contou com a colaboração da retirada de recursos de contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), levaram a uma alta da projeção do PIB de 2017 de 0,5 ponto porcentual em relação à previsão divulgada pelo relatório Perspectiva Econômica Mundial de abril, quando estimou alta de 0,2% para este ano.

    Mas o FMI destaca que a continuidade de fracos investimentos e elevação de incertezas na área política e de medidas econômicas fizeram com que a instituição multilateral ainda mantenha a previsão do PIB para o próximo ano 0,2 ponto porcentual abaixo do estimado em abril.

    No entanto, o Fundo Monetário Internacional destaca que mudanças estruturais nas contas públicas ajudarão a fortalecer o crescimento do País alguns anos à frente. "A gradual recuperação de confiança - com a implementação ao longo do tempo de reformas fundamentais para assegurar a sustentabilidade fiscal - é projetada para elevar o crescimento para 2% no médio prazo."

    De acordo com o FMI, a inflação no Brasil está baixando mais rápido do que o previsto pela instituição em abril, devido a efeitos mais fortes provocados pelo hiato do produto, apreciação da moeda e favoráveis choques de ofertas de alimentos que reduziram os preços de tais mercadorias. O FMI projeta que o IPCA deverá subir 3,7% em 2017, abaixo dos 4,4% previstos há seis meses. Tal redução da estimativa está sendo influenciada pelo "alto excesso de capacidade na economia depois de dois anos de recessão."

    Para 2018, o Fundo Monetário Internacional também diminuiu sua estimativa para inflação, pois prevê agora uma alta de 4,0%, inferior aos 4,3% divulgados no documento Perspectiva Econômica Mundial de abril. Segundo a instituição, a desinflação tem sido mais rápida do que o esperado no Brasil, o que também ocorreu na Índia e Rússia, e permitiu que o Banco Central adotasse um ciclo de redução de juros.

    Quanto ao déficit de transações correntes, o FMI elevou levemente suas projeções para este ano e para o próximo. Tal resultado negativo das contas internacionais do País, como proporção do PIB, subiu de 1,3% para 1,4% em 2017. E para 2018, o número aumentou de 1,7% para 1,8%.

    Fiscal

    O FMI ressalta que reformas fiscais, sobretudo a da Previdência Social, são essenciais para o bom desempenho do nível de atividade no longo prazo. "No Brasil, atacar despesas insustentáveis, através inclusive da reforma da Previdência Social, tem importância de primeira ordem para restaurar nível de confiança mais forte e promover expansão sustentável de investimentos privados", destaca. "Para uma recuperação da economia mais rápida do que o esperado, mais ajustes fiscais antes do previsto pelo Orçamento poderiam ser justificados."

    De acordo com o Fundo Monetário Internacional, os esforços do Poder Executivo para tornar projetos de infraestrutura mais atraentes para o setor privado, com "melhora de padrões de governança e desenho de programas" podem ajudar a aliviar gargalos relevantes de oferta e atender a elevação recente da demanda.

    O FMI destacou que vários países emergentes têm espaço para melhorar o clima de negócios e investimentos e citou o Brasil entre eles. "Ações decisivas para fortalecer a governança e o estado de direito ajudariam a controlar a corrupção, intensificando a confiança empresarial e oferecendo um reforço em investimentos para alguns países (por exemplo, Brasil, México, Peru)."

    O Fundo também aponta que o Brasil, China e Índia podem elevar a produtividade da economia, "com a redução de tarifas e barreiras não tarifárias do comércio internacional".

    Cenário global

    O FMI também elevou levemente as projeções para o crescimento mundial para 2017 e 2018, a primeira revisão para cima em seis meses para os dois anos, devido a um cenário pouco mais favorável para o nível de atividade global, como aponta o documento Perspectiva Econômica Mundial. Segundo o FMI, a previsão para o PIB mundial para este ano agora é de 3,6%, acima de 3,5% anunciada pela instituição multilateral em abril e em julho. Para o próximo ano, a estimativa passou para 3,7%, superior aos 3,6% divulgados também nos dois documentos anteriores.

    "A melhora da atividade global que começou em 2016 ganhou força na primeira metade de 2017, refletindo crescimento da demanda doméstica mais firme em economias avançadas e na China e melhora do desempenho em outras grandes economias de mercados emergentes", destacou o FMI. "A contínua recuperação dos investimentos globais estimulou a tornar mais forte a atividade industrial."

    Segundo o FMI, o volume do comércio internacional de mercadorias e serviços deve aumentar 4,2% em 2017, acima dos 4% estimados pela instituição em julho. Para o próximo ano, este indicador deve subir 4,0%, marca pouco superior aos 3,9% previstos há três meses.

    O Fundo Monetário Internacional também elevou as projeções de crescimento dos Estados Unidos para 2017, de 2,1% estimados em julho para 2,2% agora. Para 2018, o PIB americano deverá avançar 2,3%, marca 0,2 ponto porcentual maior que os 2,1% projetados na revisão do documento há um trimestre. "Nos EUA, a fraqueza do consumo no primeiro trimestre foi temporária, com investimentos de empresas continuando a fortalecer, em parte refletindo uma recuperação do setor de energia."

    Segundo o FMI, a China deve crescer 6,8% neste ano e 6,5% em 2018, números superiores aos respectivos 6,7% e 6,4% projetados há três meses. De acordo com o Fundo, a melhora da estimativa para 2017 está relacionada ao desempenho da economia "melhor do que o esperado no primeiro semestre", situação motivada por medidas para incentivar o nível de atividade e reformas para elevar a oferta.

    Para o próximo ano, há a expectativa de que as autoridades do governo de Pequim "manterão políticas expansionistas, especialmente com elevados investimentos públicos, para atingir a meta de dobrar o crescimento real entre 2010 e 2020."

    O FMI também elevou as projeções de crescimento na zona do euro e Japão e destacou que na primeira metade deste ano a expansão de ambos foi causada em boa medida pelo "mais forte consumo privado, investimento e demanda externa." O Fundo estima que a zona do euro avançará 2,1% em 2017 e 1,9% no próximo ano, marcas superiores a 1,9% e 1,7%, respectivamente, previstos em julho. No caso do Japão, a projeção para este ano é de 1,5%, acima de 1,3% divulgado há três meses, e de 0,7% para 2018, pouco maior que 0,6% anunciado em julho.

    Segundo o Fundo Monetário Internacional, os mercados emergentes em geral continuam apresentando movimentos de recuperação, o que deve levar esta categoria de países a crescer 4,6% neste ano, mesma marca prevista em julho, e 4,9% em 2018, acima dos 4,8% previstos pelo documento Perspectiva Econômica Mundial há três meses. Tal cenário é explicado pela melhora do desempenho da atividade na China e de outros grandes países, como o Brasil e Rússia.

    Fatores

    As projeções macroeconômicas realizadas pelo FMI para diversos países consideram vários fatores fiscais e monetários.

    No caso dos EUA, como o FMI avalia que a política fiscal será "amplamente neutra em 2017 e é projetada para apertar em 2018", a política monetária deve ser "moderadamente mais acomodatícia do que era esperado antes", dadas previsões de demanda mais fracas e menor pressão inflacionária. Para o Fundo, os juros no país devem ficar estáveis entre 1,0% e 1,25% até o fim de 2017 e devem "subir 75 pontos-base em 2018, alcançando uma taxa de equilíbrio de longo prazo levemente menor que 3% em 2020."

    Segundo o Fundo, as previsões para política monetária na zona do euro e Japão assumem que tais políticas continuarão muito acomodatícias. "As taxas (de juros) são avaliadas que permanecerão negativas na zona do euro durante 2018 e perto de zero no Japão no horizonte de previsão."

    Em relação à política fiscal, o FMI projeta que a influência para a economia global terá um peso neutro em 2017 e 2018. Neste ano, a gestão das contas públicas deverá estimular o nível de atividade no Canadá, Alemanha, Itália e Coreia do Sul, atuará de forma neutra nos Estados Unidos e Japão e será apertada na Espanha. Para 2018, as previsões do Fundo consideram moderada redução de gastos oficiais em economias avançadas, com destaque para o Japão, Reino Unido e em menor intensidade nos EUA.

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  • Inflação na zona do euro desacelera inesperadamente a 1,2% em abril

    03/05/2018




    ECONOMIA


    Londres - O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro subiu 1,2% na comparação anual de abril, perdendo força em relação ao aumento de 1,3% observado em março, segundo dados preliminares divulgados hoje pela agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat.

    A prévia de abril surpreendeu analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que previam aumento da taxa a 1,4%.

    O resultado também mostrou que a inflação na zona do euro se afastou mais da meta do Banco Central Europeu (BCE), que é de uma taxa ligeiramente inferior a 2,0%.

    Apenas o núcleo do CPI do bloco, que exclui os preços de energia e de alimentos, teve alta de 0,7% na comparação anual de abril, menor que o acréscimo de 0,9% previsto por analistas. Fonte: Dow Jones Newswires.

  • IPC-Fipe cai 0,03% em abril e acumula inflação de 0,02% no 1º quadrimestre

    03/05/2018




    ECONOMIA
    Sergio Caldas

    São Paulo - O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, caiu 0,03% em abril, depois de ficar estável em março e registrar baixa de 0,02% na terceira quadrissemana do mês passado, segundo dados publicados hoje pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

    O resultado de abril ficou dentro de dez estimativas colhidas pelo Projeções Broadcast, que iam de deflação de 0,05% a inflação de 0,04%, mas abaixo da mediana, de +0,01%.

    No primeiro quadrimestre do ano, o IPC-Fipe teve ligeira alta de 0,02%. No período de 12 meses até abril, o índice acumulou inflação de 1,29%.

    Em abril, migraram para deflação ou perderam força os segmentos de Habitação (de 0,11% em março para -0,13% no mês passado), Alimentação (de 0,04% para -0,10%), Transportes (de 0,10% para 0,05%) e Vestuário (de 0,35% para 0,15%).

    Por outro lado, subiram com maior intensidade ou reduziram deflação as categorias Saúde (de 0,46% para 0,91%), Educação (de 0,02% para 0,11%) e Despesas Pessoais (de -0,79% para -0,27%).

    Veja abaixo como ficaram os itens que compõem o IPC-Fipe em abril:

    - Habitação: -0,13%

    - Alimentação: -0,10%

    - Transportes: 0,05%

    - Despesas Pessoais: -0,27%

    - Saúde: 0,91%

    - Vestuário: 0,15%

    - Educação: 0,11%

    - Índice Geral: -0,03%

  • Inflação na Turquia atinge maior nível em 2018

    03/05/2018




    ECONOMIA


    Istambul - A taxa anual de inflação ao consumidor na Turquia acelerou de 10,23% em março para 10,85% em abril, atingindo o maior nível em 2018, segundo dados publicados hoje pela agência de estatísticas do país. O resultado superou a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam taxa de 10,4%.

    Apenas em abril, o índice de preços ao consumidor da Turquia subiu 1,87% ante março. A projeção era de alta de 0,99%, variação registrada em março ante fevereiro.

    Em reação ao indicador, a lira turca atingiu nova mínima histórica frente à moeda dos EUA nesta quinta-feira, chegando a ser negociada a 4,2294 liras por dólar. Às 4h45 (de Brasília), o dólar subia de forma mais contida, a 4,1958 liras.

    No começo da semana, o Banco Central da Turquia elevou sua previsão de inflação para este ano, de 7,9% para 8,4%, mas manteve a de 2019, em 6,5%. Fonte: Dow Jones Newswires.

  • No Twitter, Trump diz que EUA buscam condições iguais no comércio com a China

    03/05/2018




    ECONOMIA
    Sergio Caldas

    São Paulo - O presidente dos EUA, Donald Trump, tuitou na madrugada desta quinta-feira que espera manter boas relações com a China.

    "Nossa grande equipe financeira está na China para negociar condições equitativas no comércio! Espero me encontrar com o presidente (chinês) Xi Jinping num futuro não muito distante. Sempre teremos um bom (ótimo) relacionamento!", afirmou Trump em sua conta oficial no Twitter.

    Uma delegação de autoridades dos EUA, incluindo Wilbur Ross (Secretário do Comércio) e Steven Mnuchin (Secretário do Tesouro), chegou hoje à China para tentar superar desavenças comerciais entre os dois países. No mês passado, as duas maiores economias do mundo ameaçaram tarifar bilhões de dólares em importações uma da outra.

  • Fortalecimento do dólar pressiona economia de países emergentes

    03/05/2018




    ECONOMIA
    ANA PAULA RAGAZZI, ALTAMIRO SILVA JUNIOR, DOUGLAS GAVRAS e LUCIANA DYNIEWICZ

    São Paulo - O fortalecimento do dólar nos últimos meses começa a levantar preocupações em relação aos impactos nas economias de países emergentes, mais sensíveis ao humor do mercado global. Para analistas, países como Argentina, Turquia, Rússia e também o Brasil podem ser os mais afetados pelo movimento.

    São esses os países onde o dólar mais vem se valorizando, no rastro da expectativa de um aumento maior dos juros nos Estados Unidos, por conta do aquecimento da economia - o que torna o mercado americano mais atrativo para os investidores. No Brasil, o dólar atingiu na última quarta-feira, 02, R$ 3,5518, o maior valor desde junho de 2016, o que levou o Banco Central a se decidir pela intervenção no mercado de câmbio.

    "Os emergentes acabam mesmo sentindo mais os movimentos do exterior. Quando os Estados Unidos 'espirram', os mercados emergentes 'ficam gripados'", diz David Beker, chefe de economia e estratégia do Bank of America Merrill Lynch no Brasil. "No caso brasileiro, a gente acaba buscando explicações internas para dimensionar o impacto, mas o principal fator de valorização do dólar hoje é mesmo externo."

    O caso mais complicado, para analistas, é o da Argentina onde o dólar se valorizou 32,78% ante o peso nos últimos 12 meses. O economista Martín Redrado, ex-presidente do Banco Central argentino, credita 40% da corrida cambial a fatores externos e 60% a internos. Além da perspectiva de elevação da taxa de juros nos EUA - com a inflação se aproximando da meta de 2% -, questões domésticas, como os déficits fiscal e em conta-corrente e a inflação alta, desencadearam a desvalorização, diz. "É provável que o Banco Central volte a subir juros."

    Um relatório do Instituto Internacional de Finanças (IIF), formado pelos 500 maiores bancos do mundo e com sede em Washington, aponta que Argentina e Turquia são exatamente os emergentes "para se observar" neste momento, por conta dos déficits elevados.

    A instituição alertou que a economia mundial passa por um período de mudanças e que o risco para emergentes aumenta. Em geral, esses países têm maior dependência de financiamento externo, que fica mais caro e mais difícil com os investidores preferindo buscar a segurança do mercado americano.

    Transição

    O Brasil é o quarto país em que o dólar mais se valorizou nos últimos 12 meses, segundo um levantamento da consultoria Economática, feito a partir de uma cesta de 25 moedas. Durante o período, o dólar só se valorizou mais que o real na comparação com o peso argentino, a lira turca e o rublo.

    Para o ex-diretor do BC Alexandre Schwartsman, há vulnerabilidades no Brasil que ajudam o real a perder valor, entre elas a própria transição política e a incerteza acerca das reformas. "É um processo global que também tem repercussão local. Não dá para descartar uma depreciação adicional, gerada internamente, quando a ficha cair de que a chance de um candidato reformista se eleger é baixa."

    A perspectiva de um ambiente de real desvalorizado, por um lado ajuda nas exportações, mas também prejudica as importações e pressiona preços. Se a volatilidade aumenta, o planejamento das empresas que exportam e compram do exterior também fica prejudicado.

    Para o economista-chefe da Modalmais, Alvaro Bandeira, a situação do Brasil, contudo, é menos preocupante que a de outros emergentes, pelas reservas internacionais altas. "Elas são um colchão, apesar de ainda termos problemas fiscais que pressionam." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Otimismo de empresários de supermercados cresce a 36% em março, diz Apas

    02/05/2018




    ECONOMIA
    Dayanne Sousa

    São Paulo - A confiança voltou a subir entre empresários do setor de supermercados, conforme medição da Associação Paulista de Supermercados (Apas). Segundo pesquisa, 36% dos empresários se diziam otimistas em março, um aumento de 4,5 pontos porcentuais na comparação com fevereiro. A maioria, 42% dos empresários, diz ter uma posição de neutralidade, mas esse indicador recuou 2 pontos desde fevereiro.

    A Apas chama atenção para o fato de que tem aumentado a confiança dos empresários com relação à possibilidade de criação de novas vagas de emprego no setor no futuro.

    Em março, 43% dos empresários se diziam otimistas com relação às expectativas futuras para empregos em seu negócio. Em fevereiro, essa parcela era de apenas 11%.

    Páscoa

    A melhora na confiança vem na esteira de resultados positivos do setor na Páscoa, evento que ocorreu ainda em março.

    Os resultados de vendas para o período ficaram dentro da expectativa da Apas e cresceram 4% em relação a 2017.

    A entidade destacou que houve menos encomendas de ovos de Páscoa de grande tamanho e mais pedidos de outros tipos de chocolates e ovos menores.

  • EUA decidem aplicar sobretaxa a aço e alumínio do Brasil ou cotas de importação

    02/05/2018




    ECONOMIA
    Luci Ribeiro e Sandra Manfrini

    Brasília - Os ministros da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge, e das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira, distribuíram nesta quarta-feira, 2, nota à imprensa para esclarecer os termos das restrições impostas pelos Estados Unidos às importações de aço e alumínio no Brasil. De acordo com o documento, as autoridades norte-americanas informaram, no último dia 30, que decidiram interromper o processo de negociação que vinha ocorrendo entre os dois países e resolveram aplicar, imediatamente em relação ao Brasil, as sobretaxas que estavam temporariamente suspensas ou, de forma alternativa e sem possibilidade de negociação adicional, cotas restritivas unilaterais.

    Em março, os Estados Unidos anunciaram que iriam aplicar uma sobretaxa de 25% sobre as importações de aço e de 10% sobre o alumínio. Desde então, o Brasil vinha tentando um acordo com o governo norte-americano para evitar as sobretaxas aos produtos do País.

    O principal argumento era de que 80% do aço exportado para os EUA é semiacabado, ou seja, insumo para a indústria local. Com o fim das negociações, restaram ao País apenas duas opções: sobretaxa ou cota.

    "Diante da decisão anunciada pelos EUA, os representantes do setor de alumínio indicaram que a alternativa menos prejudicial a seus interesses seria suportar as sobretaxas de 10% inicialmente previstas. Já os representantes do setor do aço indicaram que a imposição de quotas seria menos restritiva em relação à tarifa de 25%", informa a nota dos dois ministérios.

    No nota, os ministros lamentam que o processo negociador com os EUA tenha sido interrompido e reiteram que o País segue aberto a construir soluções razoáveis para ambas as partes. Marcos Jorge e Aloysio Nunes também reafirmam "convicção de que eventuais medidas restritivas não seriam necessárias e não se justificariam sob nenhuma ótica".

    Além disso, ressaltam que "quaisquer medidas restritivas que venham a ser adotadas serão de responsabilidade exclusiva do governo dos EUA. Não houve ou haverá participação do governo ou do setor produtivo brasileiros no desenho e implementação de eventuais restrições às exportações brasileiras".

    Veja abaixo a íntegra da nota:

    "Nota à imprensa dos ministros da Indústria, Comércio Exterior e Serviços e das Relações Exteriores - restrições americanas às exportações de aço e alumínio

    No dia 30 de abril, o governo dos Estados Unidos informou ter chegado a acordo preliminar no que diz respeito às restrições às importações de aço e alumínio provenientes do Brasil.

    2. Desde o início das investigações do Departamento de Comércio dos EUA, no primeiro semestre de 2017, o governo brasileiro, em coordenação com o setor produtivo nacional, buscou evitar a aplicação das medidas restritivas às exportações do Brasil. Além do permanente trabalho realizado pela Embaixada em Washington, houve envolvimento de diversas outras autoridades brasileiras, inclusive dos ministros Aloysio Nunes Ferreira e Marcos Jorge. Foram realizadas sucessivas reuniões e gestões com representantes norte-americanos do Executivo, do Congresso e do setor privado. Esse processo teve como consequência a inclusão do Brasil, em 23 de março, no grupo dos países em relação aos quais foi suspensa, provisoriamente, o início da aplicação de sobretaxas de 25% às importações de aço e de 10% às importações de alumínio, para dar espaço a negociações que resultassem em exclusão global das medidas para os produtos brasileiros.

    3. Em todas as ocasiões, esclareceu-se ao governo americano e a outros atores relevantes naquele país que os produtos do Brasil não causam ameaça à segurança nacional dos EUA. Ao contrário, as indústrias de ambos os países são integradas e se complementam. Cerca de 80% das exportações brasileiras de aço são de produtos semiacabados, utilizados como insumo pela indústria siderúrgica norte-americana.

    4. As empresas brasileiras vêm fazendo grandes investimentos nos EUA e já são responsáveis por parcela relevante da produção e dos empregos no setor siderúrgico americano. Ao mesmo tempo, o Brasil é o maior importador de carvão siderúrgico dos Estados Unidos (cerca de US$ 1 bilhão, em 2017), principalmente destinado à produção brasileira de aço exportado àquele país.

    5. Indicou-se que, no caso do alumínio, as exportações brasileiras são muito reduzidas. E foi salientado que, nos últimos anos, os EUA vêm obtendo superávit no comércio de alumínio com o Brasil. Além disso, recordou-se que as indústrias nos dois países são complementares, uma vez que o Brasil fornece matéria-prima para os EUA nesse setor.

    6. Foi explicado, também, que, dadas as características de integração vertical da produção brasileira, os custos logísticos e as medidas de defesa comercial adotadas pelo Brasil, não há risco de que o país sirva como plataforma de "triangulação" de produtos de aço e de alumínio de outros países para o mercado americano.

    7. Em termos gerais, argumentou-se que eventuais medidas restringiriam as condições de acesso ao mercado dos Estados Unidos e causariam prejuízos às exportações brasileiras de alumínio e aço, com impacto negativo nos fluxos bilaterais de comércio, amplamente favoráveis aos Estados Unidos em cerca de US$ 250 bilhões nos últimos dez anos.

    8. No entanto, no dia 26 de abril, as autoridades norte-americanas informaram decisão de interromper o processo negociador e de aplicar, imediatamente em relação ao Brasil, as sobretaxas que estavam temporariamente suspensas ou, de forma alternativa e sem possibilidade de negociação adicional, quotas restritivas unilaterais.

    9. Diante da decisão anunciada pelos EUA, os representantes do setor de alumínio indicaram que a alternativa menos prejudicial a seus interesses seria suportar as sobretaxas de 10% inicialmente previstas. Já os representantes do setor do aço indicaram que a imposição de quotas seria menos restritiva em relação à tarifa de 25%.

    10. Cabe ressaltar que quaisquer medidas restritivas que venham a ser adotadas serão de responsabilidade exclusiva do governo dos EUA. Não houve ou haverá participação do governo ou do setor produtivo brasileiros no desenho e implementação de eventuais restrições às exportações brasileiras.

    11. O governo brasileiro lamenta que o processo negociador tenha sido interrompido e reitera seguir aberto a construir soluções razoáveis para ambas as partes. Ademais, reitera sua convicção de que eventuais medidas restritivas não seriam necessárias e não se justificariam sob nenhuma ótica. Está convencido, ademais, de que, além do impacto negativo sobre as exportações brasileiras e sobre o comércio bilateral, seriam prejudiciais à integração dos setores produtivos dos dois países e a setores da economia dos EUA que utilizam insumos de qualidade provenientes do Brasil.

    12. O governo brasileiro mantém a expectativa de que os EUA não prossigam com a aplicação de restrições, preservando os fluxos atuais do comércio bilateral nos setores de aço e alumínio. Em todo caso, seguirá disposto a adotar, nos âmbitos bilateral e multilateral, todas as ações necessárias para preservar seus direitos e interesses.

    Ministro Marcos Jorge e ministro Aloysio Nunes Ferreira"

  • Pentágono pede para lojas em bases militares removerem celulares da Huawei e ZTE

    02/05/2018




    NOTICIA,


    Washington - O Pentágono está tentando deter a venda de telefones fabricados pela Huawei Technologies e ZTE Corp. nas lojas de varejo em bases militares americanas em todo o mundo, citando possíveis ameaças à segurança que eles dizem que os aparelhos poderiam representar. A medida intensifica um aperto que o governo Trump colocou nos dois fabricantes chineses de equipamentos de telecomunicações e celulares. Autoridades de Washington disseram que Pequim pode ordenar que os fabricantes chineses invadam produtos que eles fazem para espionar ou desabilitar as comunicações. A Huawei e a ZTE disseram que isso nunca aconteceria. "Dispositivos da Huawei e da ZTE podem representar um risco inaceitável para o pessoal, para as informações e missão do departamento", disse o major do Exército Dave Eastburn, porta-voz do Pentágono em um comunicado. Eastburn disse que o Pentágono não pode ditar se as tropas devem comprar os telefones em outro lugar, para uso pessoal. Mas ele disse que eles "deveriam estar atentos aos riscos de segurança representados pelo uso" dos dispositivos. O Pentágono também está avaliando se uma assessoria militar em relação à compra ou uso dos dispositivos é necessária, disse ele. Fonte: Dow Jones Newswires.

  • Varejo deve crescer perto de 6% em março, abril e maio ante 2017, diz Ibevar

    02/05/2018




    ECONOMIA
    Dayanne Sousa

    São Paulo - O varejo ampliado deve registrar crescimento de 6% em março na comparação com igual mês de 2017, conforme projeção do Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo e Mercado de Consumo (Ibevar). O ritmo de expansão deve ser parecido para os meses seguintes, chegando a 6,13% em abril e 5,35% em maio, de acordo com o estudo.

    As vendas de móveis e eletrodomésticos devem ser um destaque no varejo brasileiro nos próximos meses, conforme o Ibevar. Para março, a expectativa é que essa categoria cresça 8,9% ante o mesmo mês de 2017, com crescimentos de 2,5% e 4% nos dois meses seguintes.

    O Ibevar considerou no estudo que renda real continua em expansão, o emprego segue em recuperação e as condições de crédito estão melhores, com juros mais baixos e prazos alongados. A avaliação é de que as variáveis que sustentam o consumo vêm apresentando comportamento positivo, muito embora o Ibevar destaque que a melhora no varejo ainda é considerada pequena.

    No setor de hipermercados e supermercados, a expectativa é de crescimento de 1,1% em março, seguida de uma aceleração nos meses seguintes: 4,8% em abril e 4,4% em maio.

    Já para o setor de tecidos, vestuário e calçados as expectativas ainda são de queda nas vendas, conforme o Ibevar, de 3,2% em março ante igual mês de 2017. Em abril e maio, ha ainda perspectiva de queda de 4,1% e 6,2%, respectivamente.

  • Emprego na indústria cai 0,2% em março ante fevereiro, revela CNI

    02/05/2018




    ECONOMIA
    Eduardo Rodrigues

    Brasília - O emprego na interrompeu a recuperação em março, após cinco meses seguidos de alta, de acordo com dados de março divulgados nesta quarta-feira, 2, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). As vagas de trabalho no setor caíram 0,2% em relação a fevereiro, já descontados os efeitos de calendário.

    Ainda assim, o nível de emprego da indústria brasileira em março foi 0,5% superior ao registrado no mesmo mês de 2017. Considerando o período de janeiro a março de 2018, o emprego na indústria também foi 0,5% maior que o acumulado no mesmo período do ano passado.

    Apesar da piora no emprego em março, a massa salarial real dos trabalhadores da indústria cresceu 0,8% em relação a fevereiro. "É o terceiro aumento consecutivo do índice, período no qual a massa salarial aumentou 2,5%", destacou a CNI.

    Na comparação com março de 2017, a massa de salários paga na indústria aumentou 2,7%. Considerando o período de janeiro a março de 2018, houve um acréscimo de 1,5% na massa salarial em relação aos três primeiros meses do ano passado.

    Menos emprego com maior massa salarial significa que o rendimento médio dos trabalhadores do setor aumentou em março, e a alta foi 2,0% em relação a fevereiro. A renda média dos funcionários das fábricas em março foi 2,2% maior que a do mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, o rendimento médio cresceu 1,0% ante o mesmo período de 2017.