Notícias

  • Rodovia privatizada tem R$ 30 bi em investimento parado

    23/07/2017




    ECONOMIA
    Alexa Salomão e Lu Aiko Otta

    São Paulo e Brasília - As concessionárias de rodovias federais amargam uma intrincada lista de problemas. Apesar de cada empresa ser um caso particular e muitas serem vítimas de suas próprias decisões equivocadas, especialistas em infraestrutura apontam dois traços em comum no imbróglio: a solução dos entraves depende do poder público e sua protelação custa caro - paralisa R$ 30,5 bilhões de investimentos na melhoria e expansão de estradas, segundo estimativa da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR).

    "É raro encontrar uma concessionária que não tenha alguma discussão relevante com órgãos públicos afetando decisões de investimentos", diz a advogada Letícia Queiroz, especializada em infraestrutura. Há indefinições contratuais por divergências entre órgãos públicos; morosidade do governo para tomar decisões; dificuldade para garantir crédito e até investigação na Operação Lava Jato.

    Sob a gestão de 21 concessionárias estão 10 mil km de estradas federais pedagiadas consideradas a espinha dorsal do sistema de transporte nacional. A BR-163, no Centro-Oeste, rota de escoamento de grãos; a Via-40, que liga Brasília à Minas Gerais; e as Auto Pistas Planalto Sul e Litoral Sul, trechos da BR-116 e da BR-101, no Paraná e Santa Catarina, são algumas delas.

    O Estado entrou em contado com todas e comprovou a diversidade de problemas regulatórios. "As dificuldades costumam variar de acordo com a etapa em que a concessão foi feita", diz Cláudio Frischtak, da Inter.B Consultoria Internacional de Negócios. A primeira etapa, por exemplo, ocorreu nos anos 1990 e termina nos próximos quatro anos. A preocupação é de que maneira a concessionária entrega a estrada, pois os contratos não preveem prorrogação. Algumas empresas, porém, alegam que há obras que não podem esperar, e se propõem a fazê-las em troca de um tempo a mais na concessão. Cerca de R$ 6 bilhões de investimentos dessa ordem foram engavetados porque o governo prefere relicitar.

    É o caso da CCR, na Nova Dutra, que liga Rio a São Paulo. A concessão termina em 2021, mas a empresa defende obras na via, incluindo a construção de uma nova subida da Serra das Araras para melhorar o trajeto que tem quase um milhão de usuários diários. A empresa promete R$ 3,5 bilhões em investimento, mas o governo diz que é preciso trocar o concessionário e modernizar os contratos.

    Gatilho. Nas concessões de segunda etapa, há temor em relação à reação do Tribunal de Contas da União (TCU), que tem questionado as obras liberadas pela Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT). Realizadas no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, previu poucas obras e, em troca, garantiu aos motoristas tarifas baixíssimas. Ficou célebre o pedágio de R$ 0,99 que saiu vencedor na disputa pela Fernão Dias, que liga Minas Gerais a São Paulo.

    Os contratos, porém, preveem que quando o fluxo de veículos atinge um determinado volume, é possível fazer obras de ampliação, recebendo aportes do governo ou ganhando permissão para elevar a tarifa. O dispositivo é conhecido como "gatilho de investimento".

    Empresas dessa etapa têm R$ 12 bilhões engatilhados para novas obras, mas não disparam R$ 1. "Enquanto o TCU não der ok à ANTT, nada anda", diz Cesar Borges, presidente da ABCR. As empresas também têm expectativa em relação ao resultado da segunda revisão quinquenal (a cada cinco anos) dos contratos.

    A situação é dramática na terceira etapa. Realizada no governo de Dilma Rousseff, a meta era induzir o crescimento, abrindo rotas. As empresas tinham de fazer duplicações mesmo sem demanda. Em troca, receberiam crédito, com taxas de juros subsidiadas do BNDES.

    O mercado diz que são as concessões da "tempestade perfeita", porque deu tudo errado. Afora o fato de o Brasil ter entrado na recessão, vencedores do leilão eram ligados a construtoras investigas na Lava Jato. O BNDES cortou o crédito. Descontando parte do que foi feito, estima-se que elas represem R$ 12, 5 bilhões em investimentos.

    A Galvão Engenharia, que levou a BR-153, é o caso extremo. Os acionistas foram presos, não recebeu um centavo do BNDES, não conseguiu nem construir praças da pedágio, mas já gastou R$ 220 milhões só na manutenção da estrada. "Podemos vender, devolver e até pedimos a caducidade, mas qualquer alternativa depende de definição legal que ainda não existe", diz Paulo Coutinho, presidente da concessionária. O governo organizou um grupo em busca de solução para essas empresas, mas ainda não chegou a uma definição.

    As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Filtre Por

Buscar: OK
  • Firjan critica aumento de impostos anunciado pelo governo

    20/07/2017




    ECONOMIA
    Mariana Sallowicz

    Rio - A Federação das Indústrias do Rio (Firjan) reforçou sua posição de que a saída para a crise fiscal "não passa por mais aumento de impostos, mas na adequação dos gastos públicos ao novo cenário econômico e na urgência da aprovação da reforma da Previdência". A área econômica do governo anunciou mais cedo nesta quinta-feira, 20, o aumento das alíquotas do PIS/Cofins sobre os combustíveis para tentar arrecadar R$ 10,4 bilhões a mais neste ano.

    Em nota, a Firjan destaca que o País precisa de reformas, e não de mais impostos. "Além de um teto para os gastos, o Brasil necessita de um teto para os impostos", diz a nota.

    Para a entidade empresarial fluminense, a história dos tributos PIS/Cofins não deixa dúvidas quanto a isso. "Criadas para financiar o regime de previdência e assistência social no Brasil, as duas contribuições arrecadavam R$ 107 bilhões no ano 2000, mais de quatro vezes o déficit da seguridade social à época (R$ 26 bilhões). Hoje, o déficit da seguridade social (R$ 259 bilhões) é muito superior à arrecadação destas contribuições (R$ 165 bilhões), apesar do PIS/Cofins ter sofrido um aumento de 54% acima da inflação no período", acrescenta na nota.

    A Firjan defende que o momento atual não é de onerar o custo do transporte e da produção para as indústrias. A entidade aponta que no Brasil e no Estado do Rio será registrado um novo recorde de fechamento de empresas em 2017.

    "No primeiro semestre foram fechadas 8.151 empresas no Estado do Rio, quase 40% acima do registrado no mesmo período em 2016. Na prática, isso significa que novos aumentos de impostos podem resultar em queda, e não em aumento da arrecadação, simplesmente porque o próprio fisco está expulsando os contribuintes da base de arrecadação tributária", completou o comunicado.

  • No País, rede de hotéis avança 15% em 5 anos

    20/07/2017




    ECONOMIA
    Daniela Amorin, Marcelo Dolzan

    Rio de Janeiro - A Copa do Mundo de 2014 e a Olimpíada do Rio aumentaram a oferta de hospedagem no País. Em cinco anos, cresceu 15% o número de estabelecimentos de hospedagem nas capitais brasileiras, e 15,4% o total de leitos. Os dados são da Pesquisa de Serviços de Hospedagem 2016, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

    Em 2016, a rede hoteleira estava maior em praticamente todas as capitais que sediaram jogos da Copa. A base de comparação era o ano de 2011, quando o País já se preparava para os megaeventos esportivos.

    Os avanços mais relevantes nos leitos disponíveis foram registrados em Brasília (44,7%), Rio de Janeiro (23%) e São Paulo (9,3%). Em 2009, quando o Brasil ganhou o direito de sediar os Jogos Olímpicos, o Rio se comprometeu a ter uma rede hoteleira com 40 mil quartos, praticamente o dobro do que possuía naquele ano - e atingiu a meta.

    "No Rio de Janeiro, os eventos podem sim ter contribuído para um crescimento maior do que a média, porque ainda teve a Olimpíada em 2016", confirmou Luiz Andrés, analista da pesquisa no IBGE. "Brasília foi sede da Copa, mas pela questão política e por ser a capital do Brasil, a região tem uma capacidade maior de atrair eventos. O aumento no número de estabelecimentos foi menor, mas são hotéis com muitos quartos, muitos leitos."

    As únicas cidades-sede com recuo foram Curitiba, com 3,8% leitos a menos, e Natal, com redução de 4,7%. "Infelizmente não temos acompanhamento anual para saber se a oferta de hospedagem cresceu até a Copa e depois caiu", lamentou Andrés.

    Economia

    Além da preparação para a demanda por causa dos jogos, a hotelaria contou também com o estímulo do desenvolvimento econômico de algumas regiões, a despeito do ciclo de recessão atual.

    "Houve um aumento no número de estabelecimentos e leitos nas capitais como um todo, independentemente de estarem sediando jogos da Copa ou Olimpíada. Teve toda uma política de incentivo à criação e leitos, claro, mas foi também o próprio crescimento econômico que fez com que se demandasse uma oferta maior de hospedagem", observou Luiz Andrés.

    Entre as capitais com crescimento expressivo impulsionado pelo desenvolvimento local estão Palmas (53% a mais de leitos), Belém (com aumento de 58%), Campo Grande (45,3%) e Rio Branco (34,7%), entre outras. "Palmas deveria ter um crescimento limitado, mas foi o crescimento da cidade que provocou essa demanda por mais oferta de hospedagem", reforçou Andrés.

    Em 2016, o Brasil tinha 31.299 estabelecimentos de hospedagem, sendo 47,9% deles hotéis, 31,9%, pousadas, e 14,2%, motéis. As acomodações mais informais detinham menor participação. A maior parte da rede hoteleira do Brasil estava no Sudeste: com 41,8% dos estabelecimentos, 43,8% das unidades habitacionais e 43,1% dos leitos disponíveis. Em segundo lugar vinha o Nordeste, com 23,6% dos estabelecimentos, 21,7% das unidades habitacionais e 22,4% dos leitos.

    São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia concentraram a maior parte da oferta de hospedagem: 48,0% do total de estabelecimentos, 48,8% das unidades habitacionais e 48,7% dos leitos disponíveis.

    Em média, em 2016, o Brasil tinha 15 estabelecimentos, 491 unidades habitacionais e 1.168 leitos por 100 mil habitantes. A menor estrutura de hospedagem em relação à população encontra-se no Maranhão, com 8 estabelecimentos, 232 unidades habitacionais e 522 leitos por 100 mil habitantes.

    Rondônia tinha em 2016 maior proporção de hotéis

    A média nacional na oferta de hospedagem em 2016 foi de 32 unidades habitacionais e 77 leitos por estabelecimento de hospedagem. Rondônia tinha a maior proporção de hotéis em sua rede de hospedagem (73,9%), seguida por Mato Grosso (70,3%), Acre (69,1%) e Pará (68,9%). As pousadas predominavam em Alagoas (54,1%), Rio Grande do Norte (51,9%), Rio de Janeiro (50,5%) e Bahia (50,0%). Os motéis foram mais frequentes no Amapá (26,4%) Pernambuco (22,9%), Acre (21,8%) e Piauí (21,0%).

  • Fiesp mostra indignação com alta de impostos sobre combustíveis

    20/07/2017




    ECONOMIA
    Eduardo Laguna

    São Paulo - Ao comentar, em nota, o aumento das alíquotas de PIS/Cofins sobre combustíveis, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) manifestou indignação com a medida e comentou que a elevação da carga tributária vai agravar a crise num momento em que a economia dá sinais de recuperação.

    "Nesta semana, ficamos indignados com o anúncio da alta de impostos sobre os combustíveis", afirmou Skaf. Com questionamentos direcionados ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, o conteúdo da nota poupa de críticas o presidente Michel Temer (PMDB), aliado de Skaf.

    "Ministro, aumentar imposto não vai resolver a crise; pelo contrário, irá agravá-la bem no momento em que a atividade econômica já dá sinais de retomada, com impactos positivos na arrecadação em junho", assinala o presidente da Fiesp. "Aumento de imposto recai sobre a sociedade, que já está sufocada, com 14 milhões de desempregados, falta de crédito e sem condições gerais de consumo", acrescenta.

    A Fiesp tem uma campanha contra alta dos impostos que ficou marcada pela instalação de um pato inflável gigante em frente à sede da entidade na Avenida Paulista, inclusive durante os protestos pelo impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Hoje, após a confirmação de que o governo Temer vai aumentar imposto na tentativa de reduzir o rombo das contas públicas, Skaf disse que a entidade patronal mantém suas bandeiras, "independentemente de governos".

    "Somos contra o aumento de impostos porque acreditamos que isso é prejudicial para o conjunto da sociedade. Não cansaremos de repetir: Chega de Pagar o Pato. Diga não ao aumento de impostos! Ontem, hoje e sempre."

  • Com arrecadação menor, governo apela para aumento de imposto

    20/07/2017




    ECONOMIA
    Adriana Fernandes; Tânia Monteiro

    Brasília - O presidente Michel Temer decidiu aumentar impostos para fechar as contas deste ano, apesar da crise política e de sua baixa popularidade. O governo já bateu o martelo pela elevação da alíquota do PIS/Cofins que incide sobre combustíveis e não depende do aval do Congresso. A medida pode entrar em vigor imediatamente por meio de um decreto.

    Nos cálculos da área técnica do governo, cada R$ 0,01 de aumento na alíquota do PIS/Cofins sobre a gasolina resulta em uma arrecadação anual de R$ 440 milhões. No caso do diesel, a receita é de R$ 530 milhões.

    A decisão sobre o aumento do imposto veio com a identificação de um buraco de aproximadamente R$ 10 bilhões para garantir o cumprimento da meta estipulada este ano em R$ 139 bilhões. Segundo fontes, boa parte desse buraco terá de ser coberta por meio da elevação da carga tributária. Ao longo do dia, o governo chegou a cogitar a possibilidade de aumentar outro tributo. As alternativas seriam a alíquota de IOF sobre o câmbio ou operações de crédito e a elevação da Cide sobre combustíveis. No fim da noite, fontes afirmaram que o aumento do IOF estava descartado. A decisão será anunciada hoje pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

    Além da queda na arrecadação, o governo foi obrigado a incluir despesas como o risco de calote do Fies, financiamento estudantil, que antes não entravam na contabilidade oficial.

    Embora tenha dito diversas vezes não ter intenção de elevar tributos, a avaliação no Planalto é de que, como as receitas previstas pela área econômica não se confirmaram, um aumento de R$ 0,10 no preço do litro da gasolina não teria grande impacto no bolso do consumidor e ainda ajudaria as contas públicas. O impacto dessa elevação do imposto na inflação seria amenizado porque a gasolina tem sofrido seguidas reduções de preço.

    Fontes do governo reconheceram que elevar o tributo é uma medida difícil, mas pior seria não cumprir a meta.

    A área técnica da Fazenda também trabalhava com a possibilidade de ainda ter de fazer um novo corte de despesas do Orçamento, embora pequeno, e trabalhava para evitar esse caminho. Com o corte de R$ 39 bilhões, atualmente em vigor, ministérios e órgãos enfrentam dificuldade em manter a máquina funcionando. Além disso, os técnicos buscavam receitas extras, mas esbarravam na necessidade de ter de dar explicações ao Tribunal de Contas da União (TCU).

    Como uma elevação do PIS é imediata, e a da Cide exige 90 dias para entrar em vigor, o governo pode optar em fazer movimento conjugado: aumenta o PIS temporariamente até a tributação da Cide entrar em vigor - estratégia que já foi adotada.

    O PIS/Cofins do etanol também pode ser elevado. O preço do açúcar em Nova York disparou ontem e um dos motivos apontados por analistas foi a possibilidade do aumento maior para o tributo que incide sobre a gasolina, o que garante a competitividade do etanol frente à gasolina. O setor ontem esperava uma alta de 11% no PIS da gasolina. A alíquota de R$ 0,67 iria para R$ 0,75. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Revisão de acordo Brasil-Argentina limita tributação de dividendo e juro

    20/07/2017




    ECONOMIA
    Carla Araújo, enviada especial

    Mendoza - A assinatura do protocolo que alterará o acordo entre Brasil e Argentina para evitar a dupla tributação e prevenir a evasão em impostos sobre a renda foi discutida nesta quinta-feira, 20, em Mendoza, na Argentina, em reuniões como parte da 50ª Cúpula do Mercosul.

    De acordo com nota da Receita Federal e do Ministério da Fazenda, o protocolo do novo acordo prevê o estabelecimento de limites, antes inexistentes, "à tributação na fonte de dividendos, juros, royalties e serviços técnicos e de assistência técnica". Há ainda atualização do artigo específico que trata do "intercâmbio de informações entre as respectivas administrações tributárias, conforme os padrões internacionalmente aceitos para dispositivos desta natureza".

    Há também atualização do artigo sobre os métodos para evitar a dupla tributação, substituindo, no caso da Argentina, o método de isenção pelo método de crédito, já utilizado pelo lado brasileiro, e a inclusão de artigo "de amplo alcance objetivando o combate à elisão fiscal e ao uso abusivo do acordo".

    Além da inclusão desses dispositivos, segundo a nota, o protocolo inclui também outras recomendações assumidas por ambos os países frente ao G20 e a OCDE. O protocolo negociado visa modernizar o acordo vigente para tentar favorecer os investimentos recíprocos entre os países. Entre as alterações presentes no texto estão ainda a inclusão dos dispositivos que compõem os padrões mínimos do Projeto BEPS, desenvolvido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), com apoio do G-20, para o combate às estratégias internacionais de erosão de bases tributáveis.

    O Brasil foi representado pelo secretário de assuntos internacionais do Ministério da Fazenda, Marcello Estevão.

    Assinatura

    A previsão é que o acordo seja assinado amanhã por volta das 11h45. O acordo para evitar a dupla tributação entre os países vizinhos foi firmada em 17 de maio de 1980. Em 2006, Brasil e Argentina iniciaram a negociação de um protocolo para alterar o texto vigente, procedimento que não avançou. A retomada das negociações no início deste ano partiu por iniciativa do lado argentino e o Brasil concordou que era preciso rever outros pontos do tratado.

  • Impostômetro atingirá R$ 1,2 trilhão nesta sexta-feira, diz ACSP

    20/07/2017




    ECONOMIA
    Caio Rinaldi

    São Paulo - O recolhimento de impostos, taxas e contribuições pagos pelos brasileiros atingirá, por volta das 10h30 de sexta-feira, 21, a marca de R$ 1,2 trilhão, conforme o Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Neste ano, a marca será atingida com 20 dias de antecedência em relação a 2016, quando o registro ocorreu no dia 10 de agosto.

    Nesta quinta-feira, 20, o governo federal anunciou o aumento da alíquota de PIS e Cofins sobre combustíveis. "O governo tem que repensar as medidas em razão do aumento arrecadatório (quando olhamos para 2016) e dos sinais de retomada da economia. Assim, agora é um momento totalmente inoportuno para pensar em elevar tributos. O governo precisa fazer um controle eficiente dos gastos públicos e pensar em primeiro lugar na superação da população frente aos problemas financeiros trazidos pela recessão", diz o presidente da ACSP, Alencar Burti.

    Para o economista, a alta de preços dos combustíveis deve refletir no "encarecimento do transporte de mercadorias e passageiros". Além disso, Burti avalia que "dificilmente" o comerciante não repassará a alta ao consumidor, o que tornará mais lenta a recuperação da economia.

    Uma alternativa para o aumento de impostos, entende Burti, seria a intensificação da queda dos juros, que teria o poder de estimular o consumo, contribuindo para a recuperação da atividade econômica e, consequentemente, da arrecadação tributária.

  • Presidente do BoJ sugere que agressivos estímulos monetários serão mantidos

    20/07/2017




    ECONOMIA


    Tóquio - O presidente do Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês), Haruhiko Kuroda, sugeriu hoje que o BC japonês deverá manter sua agressiva política de estímulos monetários inalterada, a menos que o ímpeto de aumento dos preços seja revertido.

    "Decidimos manter a atual política monetária porque o ímpeto em direção à inflação de 2% continua firme", disse Kuroda durante coletiva de imprensa que se seguiu ao fim da reunião de política monetária do BoJ.

    No começo da madrugada, o BC japonês não fez ajustes em sua política, mas reduziu suas projeções de inflação para os próximos anos.

    Segundo o BC japonês, a inflação agora só deverá atingir sua meta de 2% em março de 2020, um ano depois do que se calculava anteriormente. A revisão da projeção foi a sexta do BoJ sob comando de Kuroda.

    De qualquer forma, por enquanto, Kuroda disse não ver necessidade de relaxamento adicional da política a essa altura.

    "Podemos manter, ou até fortalecer, o ímpeto dos preços mantendo a atual configuração da política", justificou Kuroda.

    Em relatório trimestral, o BoJ projetou que o núcleo da inflação ao consumidor, que exclui os preços de alimentos, deverá subir 1,1% no ano fiscal que se encerra em março de 2018, ante uma previsão anterior de alta de 1,4%.

    De acordo com Kuroda, o avanço nos preços tem sido fraco em parte porque as empresas no Japão vêm tentando absorver o aumento nos custos da mão de obra com ganhos de produtividade, em vez de reajustes nos preços de produtos.

    Kuroda afirmou, porém, que embora a atual política seja considerada adequada, isso não significa que o BoJ não poderá considerar um eventual relaxamento ainda maior das condições monetárias.

    Ainda na coletiva, Kuroda comentou também que o BoJ melhorou em um grau sua avaliação da economia japonesa, que se expande "de forma moderada". Fonte: Dow Jones Newswires.

  • Localiza tem lucro líquido de R$ 129,3 milhões no 2º trimestre, alta de 31,9%

    20/07/2017




    NOTICIA,
    Wagner Gomes

    São Paulo - A Localiza encerrou o segundo trimestre de 2017 com lucro líquido de R$ 129,3 milhões, uma alta de 31,9% em relação ao apurado no mesmo intervalo de 2016. No semestre, o lucro líquido chegou a R$ 249,5 milhões, o que representa alta de 24,1% ante o mesmo período do ano passado. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado, por sua vez, totalizou R$ 298,7 milhões entre abril e junho de 2017, uma alta de 27,5% na comparação com o segundo trimestre de 2016. No segundo trimestre deste ano, a receita líquida consolidada apresentou crescimento de 39,7% quando comparada ao mesmo período do ano passado, para R$ 1,345 bilhão. As receitas líquidas de aluguel apresentaram crescimento de 17,6%, sendo 21,2% na Divisão de Aluguel de Carros e 10,6% na Divisão de Gestão de Frotas. A receita líquida do Seminovos entre abril e junho cresceu 62,8% quando comparada ao segundo trimestre de 2016, devido à expansão de 46,0% no volume de vendas e de 11,5% no preço médio dos carros vendidos.

  • CNI: aumento de imposto prejudicará ainda mais as empresas

    20/07/2017




    ECONOMIA
    Fernando Nakagawa

    Brasília - O aumento de impostos anunciado nesta quinta-feira, 20, pelo governo Michel Temer prejudicará ainda mais as empresas que já sofrem com a recessão econômica. O alerta é do presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson de Andrade. "A elevação dos tributos drena recursos do setor privado para o setor público. Provoca o aumento dos custos das empresas e reduz o poder de compra das famílias, o que prejudica o crescimento da economia", afirma o presidente da entidade em nota à imprensa.

    A CNI - que apoia a agenda de reformas do governo Temer - critica a decisão anunciada nesta tarde com a lembrança de que a carga tributária brasileira já está próxima a 33% do Produto Interno Bruto (PIB) e é a mais alta entre economias emergentes. A nota lembra ainda que o fim de algumas desonerações de impostos fez, na prática, com que a carga tributária da indústria já tivesse subido previamente nos últimos meses.

    A Confederação defende que o "equilíbrio das contas públicas deve ser perseguido pela contenção dos gastos e não pelo aumento dos impostos". "Essa é uma tarefa de todos, do governo, do Congresso e da sociedade", cita o presidente da entidade.

  • Concorrência por pré-sal de Campos deve engordar caixa da união

    20/07/2017




    ECONOMIA
    Fernanda Nunes

    Rio - A 14ª Rodada de Licitações de áreas para exploração de petróleo e gás natural, que o governo vai realizar em setembro, contará com um bloco de pré-sal na Bacia de Campos que o governo de Dilma Rousseff retirou do último leilão, em 2015, para entregá-lo no futuro à Petrobras. Em crise e de olho no bônus que será pago pelas petroleiras ainda em dezembro deste ano, o governo conta com a concorrência pela área para engordar o caixa do Tesouro no curto prazo.

    "O que chama atenção é a extensão e proeminência" do bloco, que possui características similares às de descobertas na Bacia de Santos, segundo o geólogo da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) Ronan Ávila. Em seminário técnico para apresentar as características das áreas que serão ofertadas 14ª Rodada, ele informou que a expectativa da agência é que haja 16 bilhões de barris de óleo nos dez blocos que serão oferecidos na Bacia de Campos, o que equivale a cerca de 3 bilhões de barris recuperáveis.

    Na Bacia de Campos, serão leiloados dois setores, que juntos reúnem os dez blocos. Entre eles, a principal aposta está concentrada no setor SC-AP3, com destaque para o bloco 346, que possui a "estrutura mais proeminente" da região, de acordo com Ávila. Foi exatamente essa área que a ex-presidente Dilma mandou resguardar para a Petrobras por considerá-la muito promissora, segundo fonte do governo.

    Inicialmente, os técnicos do governo, ainda no governo Dilma, avaliaram que havia na região um único grande reservatório. Hoje, a percepção é que o setor SC-AP3 é formado por um conjunto de acumulações de menor porte. O esperado é que a área tenha potencial semelhante ao do campo de Carcará, localizado no pré-sal Bacia de Santos, cuja operação foi recentemente vendida pela Petrobras à norueguesa Statoil. Carcará é considerada uma das principais descobertas já feitas pela Petrobras no pré-sal, porém, em dimensões menores do que as áreas de Libra e Lula, também na Bacia de Santos.

    Além dos blocos da Bacia de Campos, executivos de grandes petroleiras ouvidos pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, declararam interesse em áreas das bacias de Santos, Espírito Santo e Sergipe-Alagoas, todas em águas profundas. Durante o seminário técnico da 14ª Rodada, outro geólogo da ANP, Ildeson Prates Bastos, afirmou que a agência não descarta a existência de reservatórios de pré-sal na Bacia de Santos, embora esse não tenha sido foco de estudo.

    Para o conjunto de 76 blocos oferecidos em Santos há projeção de 22 bilhões de barris de óleo in place, dos quais 20% recuperáveis. No seminário, o geólogo da ANP destacou um grupo de blocos de águas rasas vizinhos e com características semelhantes às do campo de Baúna, um dos 20 maiores produtores na região de pós-sal.