Notícias

  • Inflação na zona do euro desacelera inesperadamente a 1,2% em abril

    03/05/2018




    ECONOMIA


    Londres - O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro subiu 1,2% na comparação anual de abril, perdendo força em relação ao aumento de 1,3% observado em março, segundo dados preliminares divulgados hoje pela agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat.

    A prévia de abril surpreendeu analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que previam aumento da taxa a 1,4%.

    O resultado também mostrou que a inflação na zona do euro se afastou mais da meta do Banco Central Europeu (BCE), que é de uma taxa ligeiramente inferior a 2,0%.

    Apenas o núcleo do CPI do bloco, que exclui os preços de energia e de alimentos, teve alta de 0,7% na comparação anual de abril, menor que o acréscimo de 0,9% previsto por analistas. Fonte: Dow Jones Newswires.

Filtre Por

Buscar: OK
  • Primeira fintech a abrir capital na B3, Banco Inter levanta R$ 722 milhões

    01/05/2018




    ECONOMIA
    Fernanda Guimarães e Cátia Luz

    - Em mais uma estreia da onda de aberturas de capital em 2018, o Banco Inter, da família Menin, dona da construtora mineira MRV, começou nessa segunda-feira, 30, a negociar seus papéis na B3. Ao levantar R$ 721,9 milhões na sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), a empresa foi considerada a primeira fintech a abrir o capital na bolsa brasileira.

    "Isso vai ajudar o setor bancário brasileiro e deverá, de quebra, atrair outras startups do setor financeiro a abrirem capital", afirmou, em cerimônia na B3, João Vitor Menin, presidente do Banco Inter e filho caçula de Rubens Menin, fundador da MRV.

    O banco - que tem como lema a gratuidade de abertura de contas, no pedido de cartão e nas transferências - estreou na bolsa valendo R$ 1,9 bilhão. A ação foi precificada em R$ 18,50, um pouco acima do piso do intervalo previsto (de R$ 18 a R$ 23), e a demanda ficou em 1,5 vez o total de papéis ofertados. Investidores brasileiros ficaram com 57% das ações.

    Da oferta primária, que somou R$ 541,463 milhões, os recursos serão utilizados para investimentos para "incrementar operações de crédito", investimentos em tecnologia, em marketing e expansão dos negócios por meio de aquisições estratégicas. Outros R$ 180,487 milhões referem-se à oferta secundária.

    No primeiro dia de negociação, o papel da companhia, que chegou a registrar alta de 16%, fechou estável.

    Escolha por Brasil

    Segundo João Vitor Menin, alguns bancos chegaram a sugerir que a instituição abrisse seu capital em uma bolsa estrangeira, já que nos Estados Unidos, por exemplo, há grande presença de empresas do setor de tecnologia e, por isso, esse acaba sendo o destino de muitas companhias do segmento. "Mas o banco é brasileiro, feito por brasileiros e, assim, é justo que a oferta inicial seja no Brasil", afirmou.

    De acordo o presidente da B3, Gilson Finkelsztain, há um mito no mercado brasileiro de que os IPOs de empresas de tecnologia precisam ser realizados fora do País. Segundo o executivo, existe no momento um esforço por parte da B3 para que as listagens dessas empresas sejam na bolsa local.

    Finkelsztain disse ainda que as companhias brasileiras que escolhem Nova York para abrirem seu capital acabam, depois da oferta, "esquecidas", porque viram apenas mais uma entre inúmeras empresas ali listadas. Neste ano, em janeiro, a empresa de meios de pagamento PagSeguro abriu seu capital na bolsa de Nova York, em uma oferta que girou mais de R$ 7 bilhões.

    Para Guilherme Horn, diretor executivo de inovação da consultoria Accenture, a abertura de capital do Inter mostra para as fintechs brasileiras que não necessariamente o caminho tem de ser o de abrir capital nos EUA. Além disso, para ele, o IPO da empresa mineira demonstra que o mercado acredita no modelo do banco digital e no seu valor para os acionistas. "Este valor para o investidor, com base em casos de sucesso internacionais, considera um custo de aquisição de clientes que pode chegar a um décimo do de um banco tradicional e um custo de servir que pode ser um terço do de um banco convencional", explica Horn.

    Financeira

    Fundada há 24 anos sob o nome de Intermedium, a empresa começou como uma financeira especializada em financiamentos imobiliários. Em 2015, já sem ser controlada pela construtora, a instituição passou por um profundo processo de digitalização, comandado por João Vitor Menin, que marcou a mudança de nome da companhia.

    No fim de janeiro, o banco mineiro somava 435 mil correntistas, após fechar o ano passado com patrimônio líquido de R$ 390,6 milhões e uma carteira de empréstimos e adiantamentos a clientes de R$ 2,6 bilhões.

    A abertura de capital do Inter vem em um momento de otimismo na bolsa. As duas operadoras de saúde que abriram capital na semana passada, a cearense Hapvida e a NotreDame Intermédica, controlada pelo fundo Bain Capital, tiveram valorização de mais de 20% nos primeiros dias de pregão.

    Com um apetite dos investidores que superou em sete vezes a oferta de papéis, a Hapvida levantou R$ 3,4 bilhões. Já o IPO da NotreDame Intermédica movimentou R$ 2,7 bilhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Snap registra prejuízo de US$ 385,8 milhões no primeiro trimestre

    01/05/2018




    NOTICIA,
    Victor Rezende

    São Paulo - A Snap informou nesta terça-feira que registrou prejuízo de US$ 385,8 milhões no primeiro trimestre deste ano, o equivalente a US$ 0,30 por ação. Analistas consultados pela FactSet esperavam prejuízo por ação de US$ 0,29 no período. A receita da companhia, por sua vez, subiu 54% no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, para 230,7 milhões, ficando abaixo do esperado por analistas ouvidos pela FactSet, que projetavam avanço para US$ 243 milhões. Os anunciantes tendem a gastar mais no quarto trimestre do que no primeiro, mas analistas disseram que é incomum que a receita de uma empresa seja tão sazonal ainda no início como empresa de capital aberto. O Snapchat realtou que teve 191 milhões de usuários ativos diários no período entre janeiro e março e receita média por usuário de US$ 1,21, enquanto analistas previram 194,2 milhões de usuários no período e receita média por usuário de US$ 1,27. Com os resultados abaixo do esperado, a ação da Snap despencou no after hours em Nova York. Às 19h01 (de Brasília), o papel da companhia cedia 14,72%, a US$ 12,05.

  • Apple apresenta lucro e receita recordes no trimestre encerrado em março

    01/05/2018




    NOTICIA,
    Victor Rezende

    São Paulo - A Apple apresentou lucro líquido de US$ 13,82 bilhões no período entre janeiro e março, o equivalente a US$ 2,73 por ação, enquanto o ganho registrado no mesmo período do ano anterior foi de US$ 11,03 bilhões, ou US$ 2,10 por ação. Com isso, o ganho por ação no trimestre foi recorde e registrou avanço de 30% na comparação entre os dois trimestres. Os resultados superaram a previsão de analistas consultados pela FactSet, que previam lucro líquido de US$ 2,69 por ação no segundo trimestre fiscal. As vendas também registraram avanço recorde, passando de US$ 52,89 bilhões no período entre janeiro e março de 2017 para US$ 61,14 bilhões neste ano, resultando em uma alta de 16%, com as vendas internacionais representando 65% da receita do trimestre. As vendas, no entanto, ficaram um pouco abaixo do esperado por analistas consultados pela FactSet, que previam vendas de US$ 61,2 bilhões. O resultado ficou dentro do previsto pela própria Apple, que esperava vendas entre US$ 60 bilhões e US$ 62 bilhões no segundo trimestre fiscal. A companhia anunciou que vendeu 52,2 milhões de iPhones entre janeiro e março, pouco abaixo das previsões de analistas, que esperavam 53 milhões de unidades vendidas do smartphone. O resultado mostrou avanço de 3% na comparação com as vendas do mesmo trimestre do ano anterior. Já a receita dos iPhones subiu de US$ 33,25 bilhões para US$ 38,03 bilhões, representando avanço de 14%. "Estamos entusiasmados em relatar nosso melhor trimestre de março, com um forte crescimento de receita em iPhones e serviços", disse o presidente-executivo (CEO) da Apple, Tim Cook. "Os clientes escolheram o iPhone X mais do que qualquer outro iPhone a cada semana no trimestre de março, assim como fizeram após seu lançamento no trimestre de dezembro", afirmou. A quantidade de iPads vendidos também subiu, passando de 8.922 unidades para 9.113 unidades, uma alta de 2%. A receita derivada da venda de iPads, por sua vez, apresentou avanço de 6%, ao subir de US$ 3,89 bilhões no segundo trimestre fiscal de 2017 para US$ 4,11 bilhões entre janeiro e março deste ano. Já a quantidade de Macs vendidos caiu 3%, passando de 4.199 unidades para 4.078 computadores, enquanto a receita desse segmento ficou estável em US$ 5,84 bilhões. A receita de serviços, que engloba o AppleCare, Apple Pay e outros, apresentou avanço de 31% na mesma base comparativa, passando de US$ 7,04 bilhões para US$ 9,19 bilhões. Já a receita de outros produtos, como os AirPods, Apple TV e Apple Watch, apresentou salto de 38%, subindo de US$ 2,87 bilhões entre janeiro e março de 2017 para US$ 3,95 bilhões no mesmo período deste ano. Recompra de ações Também nesta terça-feira, a Apple disse que vai gastar mais US$ 100 bilhões em recompras de ações, elevando o pagamento para os acionistas, já que as vendas de iPhones continuaram a mostrar um crescimento saudável, apesar de preocupações de analistas sobre a demanda. A companhia informou que seu conselho aprovou um aumento de 16% em seu dividendo trimestral, além do programa de recompra de ações. A empresa já pagou US$ 275 bilhões aos acionistas até março. A Apple não deu um cronograma para a implementação das novas recompras de ações, embora o diretor-financeiro (CFO) da companhia, Luca Maestri, tenha dito em uma entrevista que "a quantidade de recompras que estamos anunciando é tão grande que nos levará algum tempo para ser executada". De acordo com ele, "nosso plano é fazer as recompras em um ritmo acelerado". Mercado Com lucro acima do esperado e em nível recorde, a Apple viu suas ações subirem no after hours em Nova York. Às 19h01 (de Brasília), o papel da companhia subia 3,49%, a US$ 175,08. Mais cedo, com a expectativa pelos resultados, a ação da empresa fechou em alta de 2,32%.

  • Eletrobrás e Petrobrás assinam acordo de R$ 17 bilhões

    01/05/2018




    ECONOMIA
    Renné Pereira

    - Eletrobrás e Petrobrás assinaram nessa segunda-feira, 31, acordo que põe fim a uma disputa antiga de R$ 17 bilhões entre as estatais. O valor se refere à dívida que as distribuidoras da Eletrobrás tinham com a petroleira no fornecimento de óleo combustível e gás natural desde 2009. Como a maior parte da Região Norte não era interligada ao sistema nacional, quase toda energia elétrica produzida para abastecer a população vinha de térmicas movidas a esses combustíveis. Com a dificuldade financeira das distribuidoras, a dívida se avolumou nos últimos anos.

    A assinatura do acordo era essencial para dar andamento ao processo de desverticalização da Amazonas Energia e, consequentemente, à privatização das distribuidoras da Eletrobrás. As negociações se arrastaram por meses até a sexta-feira passada, 27, quando as duas empresas chegaram a um consenso. O documento com as novas condições foi assinado nessa segunda-feira entre ambas as partes.

    Dos R$ 17 bilhões, R$ 12,2 bilhões são créditos da Petrobrás e R$ 4,6 bilhões, da Petrobrás Distribuidora (BR). O acordo prevê a recomposição de garantias nos Contratos de Confissão de Dívida (CCDs) celebrados em 2014, cujo valor atualizado é de R$ 10,7 bilhões, os quais passarão a contar com uma nova estrutura de garantias. Além disso, foram feitos novos CCDs, de R$ 6,1 bilhões, que não haviam sido incluídos nos contratos de 2014, sendo que parte será paga em 36 meses.

    A Eletrobrás se comprometeu a assumir cerca de R$ 11 bilhões do valor total, por intermédio de Instrumentos de Assunção de Dívida (IADs), que contam com garantias reais oferecidas pela estatal, condicionados à efetiva privatização das distribuidoras. Os outros R$ 6 bilhões são das distribuidoras.

    Uma parcela de R$ 3 bilhões referente ao gás natural fornecido pela Petrobrás para a Amazonas Energia, no Estado do Amazonas, não foi incluída nas negociações e continua em discussão. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Lucro líquido recorrente do Itaú Unibanco soma R$ 6,419 bi no 1º trimestre

    01/05/2018




    NOTICIA,
    Aline Bronzati

    São Paulo - O Itaú Unibanco divulgou nesta terça-feira, 1, lucro líquido recorrente de R$ 6,419 bilhões no primeiro trimestre deste ano, expansão de 3,93% em relação ao mesmo período de 2017, quando os ganhos foram de R$ 6,176 bilhões. Na comparação com os três meses imediatamente anteriores (R$ 6,280 bilhões), o resultado foi 2,21% maior. O lucro do banco nos três primeiros meses do ano foi influenciado, conforme explica o Itaú em relatório que acompanha as suas demonstrações financeiras, por menores gastos com calotes no Brasil e no Chile e ainda despesas mais baixas com pessoal e administrativas. Foi compensado, em parte, por uma menor margem financeira com clientes, impactada pela menor quantidade de dias corridos no trimestre. O Itaú informa que a partir do primeiro trimestre de 2018 passou a apresentar as operações de varejo do Citibank no Brasil linha a linha em sua demonstração de resultado gerencial. A carteira de crédito total ajustada da instituição atingiu R$ 601,1 bilhões ao final de março, alta de 0,2% ante dezembro, quando somou R$ 600,1 bilhões. Em um ano, quando o saldo era de R$ 587,0 bilhões, foi visto aumento de 2,4%. "Temos observado uma contínua e gradual recuperação da atividade econômica, que tem levado ao aumento da confiança de consumidores e empresários, notadamente no segmento de micro, pequenas e médias empresas. Esse aumento de confiança tem naturalmente aumentado a demanda por crédito. No primeiro trimestre de 2018, concedemos 31% mais créditos para pessoas físicas e 27% mais créditos para micro, pequenas e médias empresas em relação ao mesmo período de 2017", afirma Candido Bracher, presidente executivo do Itaú Unibanco, em nota à imprensa. Os ativos totais do Itaú somaram R$ 1,524 trilhão no primeiro trimestre, aumento de 2,1% ante os três meses anteriores, quando eram de R$ 1,504 trilhão. Na comparação com o mesmo intervalo do ano passado, quando estavam em R$ 1,413 trilhão, houve elevação de 7,9%. Seu patrimônio líquido foi a R$ 118,511 bilhões de janeiro a março, expansão de 3,1% em 12 meses e queda de 6,6% na comparação com os três meses anteriores. O retorno recorrente sobre o patrimônio líquido médio anualizado (ROE) do Itaú alcançou 22,2% ao final do primeiro trimestre, contra 21,6% nos três meses anteriores e 22,0% há um ano. Resultado líquido e recorrente O Itaú publicou ainda lucro líquido de R$ 6,280 bilhões no primeiro trimestre, aumento de 3,77% em relação ao mesmo intervalo do ano passado, quando foi de R$ 6,052 bilhões. Em comparação com o quarto trimestre, de R$ 5,821 bilhões, teve incremento de 7,88%. As principais diferenças entre o lucro líquido e o resultado recorrente no primeiro trimestre, conforme explica o banco em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras, foram, dentre outros motivos, R$ 146 milhões em amortização de ágio, ajuste no valor de ativos para adequação ao provável valor de realização, relacionados à tecnologia.

  • Ato de 1º de maio em SP é marcado por protestos contra prisão de Lula

    01/05/2018




    ECONOMIA
    Cecília do Lago

    São Paulo - O ato estadual do 1º de maio promovido por importantes centrais sindicais foi marcado por protestos contra a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e críticas à reforma trabalhista aprovada em 2017.

    A principal palavra de ordem na praça da República, no centro da capital paulista, foi "Lula Livre". A ação foi organizada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), União Geral dos Trabalhadores (UGT), Intersindical, Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) e Nova Central Sindical de Trabalhadores (NCST).

    A CUT iniciou seu comício puxando uma vaia contra o ex-prefeito João Doria, Bruno Covas e o ex-governador Geraldo Alckmin. Para os militantes, eles são os responsáveis pela tragédia do prédio do Largo do Paissandu. Manuela D'Ávila passou rapidamente pelo evento antes de ir para Curitiba e, ao falar sobre o incêndio, manifestou sua revolta contra o Estado e a cobertura da imprensa sobre o caso. Mais cedo, João Doria afirmou que o prédio tinha sido ocupado por uma "facção criminosa".

    Nos discursos ao longo do dia, os participantes reforçaram a necessidade de se criar uma frente ampla de esquerda. Não há estimativa do número de participantes, mas o evento teve adesão menor que a esperado. Não houve registro de tensão no ato.

    Durante o dia, houve apresentações de artistas como Liniker e os Caramelows, do cantor paraibano Chico César, da rapper Preta Rara e da sambista Leci Brandão, além do grupo Mistura Popular e do compositor e intérprete de samba enredo André Ricardo.

  • Presidenciáveis divergem sobre reforma trabalhista em ato da Força Sindical

    01/05/2018




    ECONOMIA
    Paula Reverbel

    São Paulo - A comemoração do 1º de maio da Força Sindical em São Paulo deu espaço para três presidenciáveis de diferentes posições do espectro político: Aldo Rebelo - do Solidariedade, partido que nasceu a partir da Força Sindical e integra a base do governo Michel Temer -, Manuela D'Ávila (PCdoB, de oposição) e Paulo Rabello de Castro (que deixou a presidência do BNDES para disputar o Planalto pelo PSC).

    Enquanto Aldo e Manuela criticaram a reforma trabalhista por causa da perda de direitos, Rabello de Castro seguiu a linha de que a recessão econômica foi a grande vilã dos trabalhadores.

    "Eu sou professor de economia do trabalho, formado pelos maiores professores da Universidade de Chicago. Hoje é a recessão que faz o desemprego, a perda do direito. A precarização realizada por essa meia reforma, essa meia sola, ela apenas acentuou as características da recessão", disse o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) à reportagem.

    Ele adotou uma posição crítica ao governo Temer. "Os últimos dados de diminuição, até acentuada, da carteira de trabalho assinada, você verifica o quanto que houve uma precarização da relação. A gente saiu de uma realidade complexa que é o contrato de trabalho dos anos 1940 e fomos para uma relação de precariedade sem pensar um minuto nas consequências do que podia acontecer. Que é bem a cara do governo que eu conheci", acrescentou.

    Perguntado se acreditava que a perda de direitos trabalhistas contribui para a recessão, Rabello de Castro disse que não tinha relação. "Direito trabalhista é a moldura de uma relação sadia de trabalho. Não existe direito trabalhista em uma moldura sem quadro. Agora não temos o quadro, porque o quadro não é de emprego, é de desemprego", argumentou.

    A visão do presidenciável é oposta da maioria dos presentes no evento. Aldo Rebelo afirmou que a defesa dos direitos sociais é uma questão de princípios para sua legenda. "Mas o Solidariedade é um partido aberto, conversa com todo mundo", afirmou.

    Perguntado se sua legenda vai passar a fazer oposição ao governo por conta da reforma trabalhista, o presidenciável respondeu que não, mas que a relação com o Planalto é de conflito. "O Solidariedade tem sido muito crítico ao governo. Foi crítico na questão trabalhista, foi crítico na questão da Previdência, foi crítico na questão sindical, na reforma sindical. Então a relação com o governo tem sido também uma relação de conflito", concluiu.

    Única presidenciável de oposição presente, Manuela disse que há um esforço para que o 1º de Maio desse ano seja mais politizado que os anteriores devido à reforma trabalhista e à prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Ele é o primeiro operário presidente do Brasil. Isso aumenta a responsabilidade para que os atos sejam mais politizados", disse à reportagem, a caminho do ato da CUT.

    Ela e Aldo Rebelo também vão participar da celebração unificada da CUT e da Força Sindical em Curitiba. A organização da festa da Força Sindical disse que a presença de outro candidato ao Planalto, Ciro Gomes (PDT), era esperada, mas ele não compareceu. Procurada, sua assessoria de imprensa afirmou que ele cumpre agenda fechada e que nunca confirmou sua participação no ato.

    O governador e candidato à reeleição Márcio França (PSB) cancelou sua presença devido ao incêndio no centro de São Paulo. Pelo mesmo motivo, o prefeito o Bruno Covas (PSDB) deixou o evento antes de subir no palco. O pré-candidato do MDB ao governo paulista Paulo Skaf também era esperado, mas não foi.

  • Dia do Trabalho reúne 2 mil em ato pró Lula na PF em Curitiba

    01/05/2018




    ECONOMIA
    Ricardo Brandt, enviado especial

    Curitiba - Cerca de 2 mil pessoas, segundo a Polícia Militar, fizeram o maior ato em defesa da liberdade de Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado na Operação Lava Jato, desde que ele foi encarcerado na sede da Polícia Federal, em Curitiba - há 24 dias. Sindicalistas, petistas, integrantes do MST e apoiadores e simpatizantes lotaram as ruas do acesso principal da polícia desde a manhã desta terça-feira, 1.

    Desde a tarde de ontem, 37 ônibus com sindicalistas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e do interior do Paraná chegaram em Curitiba para o primeiro ato unificado das sete maiores centrais sindicais no Dia do Trabalho - CUT, Força Sindical, CTB, NCST, UGT, CSB e Intersindical.

    Logo cedo, um dos sindicalistas que viajou para Curitiba caminhou até a sede da PF, onde um grupo de menos de 100 pessoas ainda permanece acampado, a cerca de um quilômetro do prédio onde Lula está preso, em vigília. Todos os dias, o grupo se concentra em uma encruzilhada de acesso ao portão principal da polícia, onde fica montada toda estrutura operacional do acampamento (como ponto de donativos, setor de comunicação, organização etc). É nesse ponto em que são feitos os atos, os discursos e os tradicionais gritos de saudação matinais: "Bom dia, presidente Lula" - hoje repetido sete vezes em coro e megafones.

    Com o ato de 1.º de Maio, foram pelo menos quatro "Bom dias" ao presidente, muitos discursos de políticos que passaram pelo local, um ato ecumênico, cantorias, gritos de guerra em apoio a Lula e por sua liberdade e muitos xingamentos ao juiz federal Sérgio Moro, titular da Lava Jato, à juíza Carolina Moura Lebbos, responsável pela execução da pena do ex-presidente, aos procuradores e "à mídia golpista".

    O ex-governador da Bahia, amigo e um dos possíveis nomes de plano B do PT para substituir Lula na corrida eleitoral ao Planalto, passou pelo local, onde discursou. "Não temos plano B, nem C, X, Y ou Z. Nosso plano é Lula livre, Lula candidato e Lula presidente", repetiu Wagner, aos manifestantes.

    Wagner enalteceu os "40 milhões de pessoas" que Lula tirou da extrema pobreza e falou do momento único do ato. "Nós veremos um movimento como nunca tenhamos visto. Esse 1.º de Maio tem a cara daquele que levantou a classe operária à partir das greves do ABC."

    Passaram ainda pelo ato o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad, outro nome cotado para ser o candidato do PT na disputa presidencial, a senadora Gleisi Hoffmann, presidente do partido, e outros políticos. O ato que conta com a participação das Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo foi organizado para ser o maior evento do Dia do Trabalho. Durante a semana os organizadores falaram em reunir 25 mil pessoas na capital paranaense.

    Para Haddad, Lula seria eleito se pudesse disputar o cargo de presidente. Mesmo inelegível pela Lei da Ficha Limpa, ele pode registrar sua candidatura até 15 de agosto. "Por que privar o trabalhador do direito de escolher? Se as pessoas tivessem direito, elas votariam no Lula presidente", discursou.

    Os dois falaram em ato do Dia do Trabalho em Curitiba, em frente ao prédio da Polícia Federal, onde Lula está preso desde o dia 7 de abril. A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) e o presidente do diretório do PT no Paraná, Dr. Rosinha, também participam da manifestação.

    Na pesquisa Datafolha mais recente, de 15 de abril, Wagner teve 1% das intenções de voto no 1º turno. Outra alternativa petista, o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad alcançou 2%. O ex-presidente Lula continuava na frente com até 31% das intenções de voto.

    Por volta das 12h, o grupo se dispersou e seguiu - parte de ônibus, parte em caminhada - até a Praça Santos Andrade, na região central de Curitiba, onde ocorre nesta tarde o evento do Dia do Trabalho. O primeiro ato unificado dos sindicatos, tem como bandeira a "Defesa dos Direitos e por Lula Livre".

  • EUA dizem que conversas com a UE sobre tarifas do aço foram 'muito produtivas'

    01/05/2018




    ECONOMIA
    Victor Rezende

    São Paulo - O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Wilbur Ross, afirmou nesta terça-feira que autoridades americanas têm tido conversas "muito produtivas" com a União Europeia relacionadas às tarifas sobre as importações dos EUA de aço e alumínio. De acordo com ele, as discussões irão continuar no próximo mês, já que o presidente dos EUA, Donald Trump, deu o prazo de 1º de junho para que um acordo entre Washington e Bruxelas seja firmado em torno da questão comercial.

    Durante evento em Beverly Hills, na Califórnia, Ross comentou que, na semana passada, autoridades americanas tiveram "boas discussões" sobre o assunto com o presidente da França, Emmanuel Macron, e com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel. Os dois visitaram a Casa Branca na semana passada e trataram sobre as tarifas com Trump.

    Sobre os acordos em princípio firmados com Brasil, Argentina e Austrália sobre a questão do aço, Ross não deu detalhes, mas disse que há "diversos mecanismos" que podem ser utilizados ao se firmar um pacto, e não apenas o uso de quotas.

    Em relação à viagem que fará sobre a China, Ross também não deu detalhes, mas afirmou que a discussão sobre o déficit comercial de Washington com Pequim e o roubo de propriedade intelectual americana estarão na pauta de discussões.

  • Incêndio em SP dá nota de tristeza e luto neste 1º de maio, diz Aldo Rebelo

    01/05/2018




    ECONOMIA
    Altamiro Silva Junior

    São Paulo - O pré-candidato à presidência pelo Solidariedade, Aldo Rebelo, disse a jornalistas nesta terça-feira, 1, que o desabamento de um prédio hoje no centro de São Paulo dá "uma nota de tristeza e luto" ao feriado de 1º de maio. O ex-ministro criticou ainda as reformas do governo de Michel Temer, especialmente a trabalhista.

    "Hoje aqui na cidade de são Paulo temos nota triste", disse ele antes de fazer discurso em evento organizado pela Força Sindical. "O 1º de maio é mais um dia de protestos que de celebração", afirmou já no discurso, ressaltando que o Brasil tem 13 milhões de desempregados e agora registra aumento da desigualdade social, incluindo em São Paulo.

    Para Rebelo, o único caminho para enfrentar a crise fiscal e da Previdência no Brasil é o País voltar a crescer de forma mais intensa. Rebelo criticou as reformas do governo de Michel Temer e ressaltou que o feriado do dia do trabalhador é um período para a defesa dos "direitos e conquistas" dos empregados. "Gerar emprego é uma obrigação moral, administrativa e política", afirmou.

    "É preciso que em um país democrático haja equilíbrio entre os desiguais. A reforma trabalhista do governo retirou toda a renda e forma de financiamento dos sindicatos e não mexeu na dos empresários", disse o ex-ministro, defendendo que é preciso que haja meios para que os trabalhadores possam se organizar e defender seus direitos.

    Rebelo foi um dos três pré-candidatos que participaram do evento da Força Sindical na capital paulista hoje. Os outros dois foram Manuela D'Ávila, pelo PCdoB, e o ex-presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Paulo Rabello de Castro, pelo PSC.