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  • Rodovia privatizada tem R$ 30 bi em investimento parado

    23/07/2017




    ECONOMIA
    Alexa Salomão e Lu Aiko Otta

    São Paulo e Brasília - As concessionárias de rodovias federais amargam uma intrincada lista de problemas. Apesar de cada empresa ser um caso particular e muitas serem vítimas de suas próprias decisões equivocadas, especialistas em infraestrutura apontam dois traços em comum no imbróglio: a solução dos entraves depende do poder público e sua protelação custa caro - paralisa R$ 30,5 bilhões de investimentos na melhoria e expansão de estradas, segundo estimativa da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR).

    "É raro encontrar uma concessionária que não tenha alguma discussão relevante com órgãos públicos afetando decisões de investimentos", diz a advogada Letícia Queiroz, especializada em infraestrutura. Há indefinições contratuais por divergências entre órgãos públicos; morosidade do governo para tomar decisões; dificuldade para garantir crédito e até investigação na Operação Lava Jato.

    Sob a gestão de 21 concessionárias estão 10 mil km de estradas federais pedagiadas consideradas a espinha dorsal do sistema de transporte nacional. A BR-163, no Centro-Oeste, rota de escoamento de grãos; a Via-40, que liga Brasília à Minas Gerais; e as Auto Pistas Planalto Sul e Litoral Sul, trechos da BR-116 e da BR-101, no Paraná e Santa Catarina, são algumas delas.

    O Estado entrou em contado com todas e comprovou a diversidade de problemas regulatórios. "As dificuldades costumam variar de acordo com a etapa em que a concessão foi feita", diz Cláudio Frischtak, da Inter.B Consultoria Internacional de Negócios. A primeira etapa, por exemplo, ocorreu nos anos 1990 e termina nos próximos quatro anos. A preocupação é de que maneira a concessionária entrega a estrada, pois os contratos não preveem prorrogação. Algumas empresas, porém, alegam que há obras que não podem esperar, e se propõem a fazê-las em troca de um tempo a mais na concessão. Cerca de R$ 6 bilhões de investimentos dessa ordem foram engavetados porque o governo prefere relicitar.

    É o caso da CCR, na Nova Dutra, que liga Rio a São Paulo. A concessão termina em 2021, mas a empresa defende obras na via, incluindo a construção de uma nova subida da Serra das Araras para melhorar o trajeto que tem quase um milhão de usuários diários. A empresa promete R$ 3,5 bilhões em investimento, mas o governo diz que é preciso trocar o concessionário e modernizar os contratos.

    Gatilho. Nas concessões de segunda etapa, há temor em relação à reação do Tribunal de Contas da União (TCU), que tem questionado as obras liberadas pela Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT). Realizadas no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, previu poucas obras e, em troca, garantiu aos motoristas tarifas baixíssimas. Ficou célebre o pedágio de R$ 0,99 que saiu vencedor na disputa pela Fernão Dias, que liga Minas Gerais a São Paulo.

    Os contratos, porém, preveem que quando o fluxo de veículos atinge um determinado volume, é possível fazer obras de ampliação, recebendo aportes do governo ou ganhando permissão para elevar a tarifa. O dispositivo é conhecido como "gatilho de investimento".

    Empresas dessa etapa têm R$ 12 bilhões engatilhados para novas obras, mas não disparam R$ 1. "Enquanto o TCU não der ok à ANTT, nada anda", diz Cesar Borges, presidente da ABCR. As empresas também têm expectativa em relação ao resultado da segunda revisão quinquenal (a cada cinco anos) dos contratos.

    A situação é dramática na terceira etapa. Realizada no governo de Dilma Rousseff, a meta era induzir o crescimento, abrindo rotas. As empresas tinham de fazer duplicações mesmo sem demanda. Em troca, receberiam crédito, com taxas de juros subsidiadas do BNDES.

    O mercado diz que são as concessões da "tempestade perfeita", porque deu tudo errado. Afora o fato de o Brasil ter entrado na recessão, vencedores do leilão eram ligados a construtoras investigas na Lava Jato. O BNDES cortou o crédito. Descontando parte do que foi feito, estima-se que elas represem R$ 12, 5 bilhões em investimentos.

    A Galvão Engenharia, que levou a BR-153, é o caso extremo. Os acionistas foram presos, não recebeu um centavo do BNDES, não conseguiu nem construir praças da pedágio, mas já gastou R$ 220 milhões só na manutenção da estrada. "Podemos vender, devolver e até pedimos a caducidade, mas qualquer alternativa depende de definição legal que ainda não existe", diz Paulo Coutinho, presidente da concessionária. O governo organizou um grupo em busca de solução para essas empresas, mas ainda não chegou a uma definição.

    As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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  • BCE mantém juros e reitera que pode estender estímulos monetários

    20/07/2017




    ECONOMIA
    Victor Rezende

    São Paulo - Como esperado, o Banco Central Europeu (BCE) manteve suas taxas de juros inalteradas após a reunião de política monetária desta quinta-feira. A principal taxa da instituição, a de refinanciamento, utilizada em empréstimos regulares, permaneceu na mínima histórica de 0% e a taxa de depósitos ficou inalterada em -0,40%. Com isso, os bancos comerciais continuarão pagando para deixar recursos depositados no BCE.

    "O Conselho do BCE espera que as taxas de juro permaneçam nos níveis atuais durante um período prolongado e para além do horizonte das compras líquidas de ativos", disse a instituição em seu comunicado.

    Além disso, o BCE afirmou que pretende que o seu programa de relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês), atualmente em 60 bilhões de euros mensais em bônus, prossiga até o final de dezembro "ao ajustamento sustentado da trajetória de inflação, compatível com o seu objetivo para a inflação". A instituição também manteve aberta a possibilidade de aumentar o volume do QE, "se as perspectivas passarem a ser menos favoráveis ou se as condições financeiras deixarem de ser consistentes com uma evolução".

    A partir das 9h30 (de Brasília), o presidente do BCE, Mario Draghi, fala em coletiva para comentar a decisão de hoje.

  • Com IPO, Abilio tem lucro com ações do Carrefour

    20/07/2017




    ECONOMIA
    Fernando Scheller

    - O Carrefour Brasil estreia nesta quinta-feira, 20, na B3 (nova denominação na Bolsa paulista) com as ações cotadas a R$ 15, valor mínimo da estimativa da varejista francesa, que esperava arrecadar até R$ 19 por papel. No entanto, para a Península, empresa de investimentos da família do empresário Abilio Diniz, o valor do IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês) foi considerado vantajoso, apurou a reportagem.

    Isso porque, ao pagar R$ 1,8 bilhão por 10% do braço local do Carrefour, em dezembro de 2014, o empresário pagou R$ 9,90 por papel. Ou seja: descontada a inflação do período, de quase 20%, o lucro da Península foi de cerca de 25%.

    Na definição de preço do IPO foram vendidas novas ações emitidas pela varejista e também papéis que pertenciam aos acionistas atuais, como a Península e o próprio grupo francês, que acabaram diluindo marginalmente sua participação.

    Na operação realizada na terça-feira, a empresa de investimentos da família Diniz vendeu parte das ações que detinha e, ao mesmo tempo, comprou novos papéis emitidos. Assim, entrou na operação com uma participação de 12% na operação brasileira do Carrefour e terminou o dia com uma fatia de 11,5%. Um acordo impedia o empresário de reduzir significativamente sua fatia no negócio, informou outra fonte.

    Segundo apurou a reportagem, a maior parte dos investidores que participou da aquisição de ações foi investidores brasileiros e norte-americanos, que concentraram aproximadamente 90% das compras. Os 10% restantes foram divididos entre investidores de Ásia e Europa.

    Desafios

    Embora o Carrefour seja o líder do varejo de alimentos no País, fontes de mercado afirmam que a vantagem competitiva que a companhia exibiu sobre o Grupo Pão de Açúcar diminuiu ao longo de 2016 até desaparecer por completo no início deste ano, aponta relatório do banco Brasil Plural. Este seria um dos motivos, de acordo com fontes, para que o preço inicial das ações do Carrefour não tenha sido mais alto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Petrobras aumenta preço da gasolina em 0,1% e do diesel em 2%

    20/07/2017




    NOTICIA,
    Luana Pavani

    São Paulo - A Petrobras elevará o preço da gasolina nas refinarias em 0,1% e o diesel em 2%. Os preços valem a partir desta sexta-feira, 21. A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho. Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores. Em vez de esperar um mês para ajustar seus preços, a Petrobras agora avalia todas as condições do mercado para se adaptar, o que pode acontecer diariamente. Além da concorrência, na decisão de revisão de preços, pesam as informações sobre o câmbio e as cotações internacionais.

  • Localiza atinge 151,750 mil carros em sua frota ao final do 1º semestre de 2017

    20/07/2017




    NOTICIA,
    Marcelle Gutierrez

    São Paulo - A Localiza atingiu 151,750 mil carros em sua frota ao final do primeiro semestre de 2017. O grupo é formado por veículos das divisões de aluguel de carros, aluguel de frotas, além da frota dos franqueados Localiza. Este número não inclui os carros da "Hertz Brasil". O balanço da Localiza do segundo trimestre de 2017 está previsto para ser divulgado nesta quinta-feira, 20, após o fechamento do mercado.

  • Prumo assina contrato definitivo com GranEnergia para a criação da Dome

    20/07/2017




    NOTICIA,
    Luana Pavani

    - A Prumo Logística assinou contrato definitivo para parceria de sua subsidiária Prumo Serviços e Navegação (PSN) com a GranEnergia Navegação, criando a Dome, de serviços para a indústria de óleo e gás. A parceria havia sido anunciada em outubro do ano passado. A participação de cada empresa é de 50% e se dará inicialmente por meio de um consórcio, depois por uma sociedade de propósito específico. A Dome se instalará no Terminal 2 do Porto do Açu, ocupando inicialmente uma área de 47 mil m?, sendo 17 mil m? com estruturas já construídas, como prédios administrativos, oficinas, galpões, entre outros, informa a Prumo em nota.

  • Produção da Vale bate recorde e sobe quase 6% em um ano

    20/07/2017




    NOTICIA,
    Fernanda Guimarães

    São Paulo - A produção de minério de ferro da Vale no segundo trimestre do ano somou 91,849 milhões de toneladas, aumentou de 5,8% ante o mesmo intervalo do ano anterior, informou nesta quinta-feira, 20, a companhia em seu relatório de produção. Em relação aos três primeiros meses do ano o crescimento registrado foi de 6,6%. Com esse desempenho, a maior fabricante de minério de ferro do mundo bateu seu recorde de produção para um segundo trimestre. O crescimento na relação anual é explicado pelo aumento da produção em seu projeto S11D, que teve início do final do ano passado. A Vale destaca que reduzirá ao longo do segundo semestre deste ano a produção de produtos de alta sílica em algumas de suas minas no Sistema Sul, em uma quantidade anualizada de 19 milhões de toneladas. Em conjunto, a companhia irá limitar a qualidade de sílica a 5% de seu produto, que vem sendo bem aceito no exterior, o Brazilian Blend Fines (BRBF). Com esse ajuste, a mineradora informa que sua produção em 2017 ficará no limite inferior da faixa prevista para o ano, de 360 milhões de toneladas a 380 milhões de toneladas, o que está, segundo a empresa, "em linha com a estratégia atual de maximização de margem". Apesar disso, a Vale reafirmou hoje sua meta de longo prazo de produção anual de 400 milhões de toneladas. Do total da produção da Vale no segundo trimestre do ano 41,494 milhões de toneladas vieram no Sistema Norte, representando aumento de 13,7% na relação anual e de 15,3% na trimestral. O Sistema Sudeste produziu no mesmo período 27,450 milhões de toneladas, aumento de 9,1% ante o segundo trimestre de 2016, mas queda de 2,5% ante o primeiro trimestre deste ano. Por fim, o Sistema Sul foi responsável pela produção de 22,318 milhões de toneladas de minério de ferro, queda de 9,2% no comparativo anual e aumento de 3,8% na trimestral. Pelotas A produção de pelotas da Vale no intervalo de abril a junho somou 12,215 milhões de toneladas, aumento de 21,4% na relação anual, porém recuo de 1,7% ante os três meses imediatamente anteriores. A Vale destacou ainda que seus embarques de minério de ferro e pelotas do Brasil e Argentina somaram 81,6 milhões de toneladas de abril a junho deste ano, 4,4 milhões de toneladas a mais do que no mesmo período de 2016, por conta, principalmente, da maior produção do Sistema Norte e Sudeste. Já os volumes blindados (misturados) na Ásia somaram 14,8 milhões de toneladas, 3,7 milhões de toneladas a mais do que no mesmo período do ano passado. A Vale explica que esse aumento é "resultado da estratégia atual de trazer maior flexibilidade à cadeia integrada de valor". O volume de estoques offshore também cresceu, para 28% no segundo trimestre deste ano, já que a companhia tem trabalhado para deslocar estoque para mais perto de se seus clientes. A expectativa, segundo o documento, é de que esses estoques atinjam em torno de 30% do total do inventário da companhia até o fim deste ano. "As atividades de blending offshore requerem o incremento dos estoques offshore e, consequentemente, leva temporariamente a menores volumes de venda, quando comparados aos embarques do Brasil", explica a Vale em seu relatório de produção. Por fim, o teor médio do minério de ferro no segundo trimestre do ano foi de 63,8%, em linha ao observado no trimestre anterior. (Fernanda Guimarães - Fernanda.guimaraes@estadao.com) Níquel A produção de níquel da Vale no segundo trimestre deste ano caiu 16,1% na relação anual para 65,9 mil de toneladas. Ante os três primeiros meses do ano a produção recuou 7,8%. A queda do volume, destaca a companhia, ocorreu por conta da reconstrução de um de seus fornos preparando para a transição de se operar em um único forno em Sudbury e a parada programada de manutenção na mesma unidade. A produção de cobre, por sua vez, somou 102,7 mil toneladas de abril a junho deste ano, queda de 4,4% em relação ao observado no mesmo intervalo de 2016 e retração de 5,8% ante o primeiro trimestre. A queda da produção também ocorreu pela menor produção em Subbury, por conta das paradas para manutenção nas plantas e nas minas. Por fim, a produção de carvão em Moçambique chegou a 3,037 milhões de toneladas, aumento de 142,8% na relação anual e de 24,8% na trimestral. Com esse volume, a Vale marca um recorde de produção para um trimestre.

  • Produção da Vale bate recorde e sobe quase 6% em um ano

    20/07/2017




    ECONOMIA
    Fernanda Guimarães

    São Paulo - A produção de minério de ferro da Vale no segundo trimestre do ano somou 91,849 milhões de toneladas, aumentou de 5,8% ante o mesmo intervalo do ano anterior, informou nesta quinta-feira, 20, a companhia em seu relatório de produção. Em relação aos três primeiros meses do ano o crescimento registrado foi de 6,6%. Com esse desempenho, a maior fabricante de minério de ferro do mundo bateu seu recorde de produção para um segundo trimestre.

    O crescimento na relação anual é explicado pelo aumento da produção em seu projeto S11D, que teve início do final do ano passado.

    A Vale destaca que reduzirá ao longo do segundo semestre deste ano a produção de produtos de alta sílica em algumas de suas minas no Sistema Sul, em uma quantidade anualizada de 19 milhões de toneladas. Em conjunto, a companhia irá limitar a qualidade de sílica a 5% de seu produto, que vem sendo bem aceito no exterior, o Brazilian Blend Fines (BRBF).

    Com esse ajuste, a mineradora informa que sua produção em 2017 ficará no limite inferior da faixa prevista para o ano, de 360 milhões de toneladas a 380 milhões de toneladas, o que está, segundo a empresa, "em linha com a estratégia atual de maximização de margem".

    Apesar disso, a Vale reafirmou hoje sua meta de longo prazo de produção anual de 400 milhões de toneladas.

    Do total da produção da Vale no segundo trimestre do ano 41,494 milhões de toneladas vieram no Sistema Norte, representando aumento de 13,7% na relação anual e de 15,3% na trimestral. O Sistema Sudeste produziu no mesmo período 27,450 milhões de toneladas, aumento de 9,1% ante o segundo trimestre de 2016, mas queda de 2,5% ante o primeiro trimestre deste ano. Por fim, o Sistema Sul foi responsável pela produção de 22,318 milhões de toneladas de minério de ferro, queda de 9,2% no comparativo anual e aumento de 3,8% na trimestral.

    Pelotas

    A produção de pelotas da Vale no intervalo de abril a junho somou 12,215 milhões de toneladas, aumento de 21,4% na relação anual, porém recuo de 1,7% ante os três meses imediatamente anteriores.

    A Vale destacou ainda que seus embarques de minério de ferro e pelotas do Brasil e Argentina somaram 81,6 milhões de toneladas de abril a junho deste ano, 4,4 milhões de toneladas a mais do que no mesmo período de 2016, por conta, principalmente, da maior produção do Sistema Norte e Sudeste.

    Já os volumes blindados (misturados) na Ásia somaram 14,8 milhões de toneladas, 3,7 milhões de toneladas a mais do que no mesmo período do ano passado. A Vale explica que esse aumento é "resultado da estratégia atual de trazer maior flexibilidade à cadeia integrada de valor". O volume de estoques offshore também cresceu, para 28% no segundo trimestre deste ano, já que a companhia tem trabalhado para deslocar estoque para mais perto de se seus clientes. A expectativa, segundo o documento, é de que esses estoques atinjam em torno de 30% do total do inventário da companhia até o fim deste ano.

    "As atividades de blending offshore requerem o incremento dos estoques offshore e, consequentemente, leva temporariamente a menores volumes de venda, quando comparados aos embarques do Brasil", explica a Vale em seu relatório de produção.

    Por fim, o teor médio do minério de ferro no segundo trimestre do ano foi de 63,8%, em linha ao observado no trimestre anterior. (Fernanda Guimarães - Fernanda.guimaraes@estadao.com)

    Níquel

    A produção de níquel da Vale no segundo trimestre deste ano caiu 16,1% na relação anual para 65,9 mil de toneladas. Ante os três primeiros meses do ano a produção recuou 7,8%.

    A queda do volume, destaca a companhia, ocorreu por conta da reconstrução de um de seus fornos preparando para a transição de se operar em um único forno em Sudbury e a parada programada de manutenção na mesma unidade.

    A produção de cobre, por sua vez, somou 102,7 mil toneladas de abril a junho deste ano, queda de 4,4% em relação ao observado no mesmo intervalo de 2016 e retração de 5,8% ante o primeiro trimestre. A queda da produção também ocorreu pela menor produção em Subbury, por conta das paradas para manutenção nas plantas e nas minas.

    Por fim, a produção de carvão em Moçambique chegou a 3,037 milhões de toneladas, aumento de 142,8% na relação anual e de 24,8% na trimestral. Com esse volume, a Vale marca um recorde de produção para um trimestre.

  • País faz concessões à UE por setor de carne

    20/07/2017




    ECONOMIA
    Jamil Chade

    Genebra - O governo brasileiro ofereceu uma maior abertura de seu mercado agrícola para alguns produtos europeus, o que foi interpretado como uma forma de amenizar as críticas de Bruxelas ao setor da carne nacional e chegar a um entendimento para impedir novos bloqueios no setor pecuário.

    Há dez anos, os europeus vêm insistindo para que o Brasil aceite a importação de determinados produtos agrícolas. Uma lista preliminar apontava para o interesse em expandir bens como frutas, alguns cortes de carnes e, principalmente, produtos do setor lácteo.

    Num primeiro gesto, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, enviou uma carta ao comissário de Saúde da União Europeia, Vytenis Andriukatis, informando a decisão do Brasil de atualizar a lista de produtos de origem animal que o governo autorizaria a importação da Europa. O governo também facilitou as exigências sanitárias aos bens exportados pelos europeus ao Brasil. Até agora, para cada planta que quisesse vender ao mercado brasileiro, uma missão de fiscais tinha de ser enviada para a Europa para examinar as condições de produção e certificar a venda.

    Pela nova proposta, essa exigência será flexibilizada. Se uma das plantas daquele país já estiver habilitada, as demais indústrias do mesmo setor interessadas em vender ganhariam automaticamente o direito de entrar no mercado brasileiro, sem o envio de uma nova missão de fiscais brasileiros para a Europa. O novo exportador vai precisar apenas solicitar às autoridades europeias que o adicionem à listagem geral.

    Mercado

    No ano passado, a Europa vendeu para o mercado brasileiro ¤ 1,7 bilhão em produtos agrícolas e alimentos. Mas Bruxelas quer expandir esse mercado. Ao fim de 2016, o Brasil tinha exportado cerca de ¤ 14 bilhões em produtos agrícolas para a Europa. Neste ano, até junho, o Ministério da Agricultura informou que os europeus exportaram para o mercado brasileiro US$ 1,1 bilhão em alimentos.

    O diretor do Departamento Econômico do Itamaraty, Pedro Miguel da Costa e Silva, confirmou a iniciativa. "Enviamos na semana passada uma série de autorizações para facilitar a entrada de produtos agrícolas ao Brasil", afirmou. "Isso tem um valor econômico importante e atendemos a pedidos dos europeus justamente na área sanitária", explicou. Costa e Silva, porém, garante que a autorização não tem relação direta com a crise da carne. "São coisas diferentes", garantiu.

    À reportagem, a Comissão Europeia confirmou que recebeu a carta e que, neste momento, avalia seu conteúdo. Mas fontes em Bruxelas confirmaram que a iniciativa foi recebida de forma positiva e interpretada como um sinal de que o Brasil quer reciprocidade no mercado de carnes, hoje sob tensão depois da Operação Carne Fraca. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • FGV: confiança da indústria sobe 1,2 ponto em julho ante junho, diz prévia

    20/07/2017




    ECONOMIA
    Daniela Amorim

    Rio - O Índice de Confiança da Indústria (ICI) apurado na prévia da sondagem de julho teve avanço de 1,2 ponto em relação ao resultado fechado de junho, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV). Se confirmado, o indicador alcançou 90,7 pontos. Apesar do avanço, a alta seria insuficiente para recuperar a perda de 2,8 pontos na confiança ocorrida no mês anterior, ressaltou a FGV, em nota.

    No resultado preliminar de julho, o Índice da Situação Atual (ISA) subiu 1,4 ponto, para 88,4 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) cresceu 1,2 ponto, para 93,3 pontos.

    O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) da indústria indicou um aumento de 0,7 ponto porcentual na prévia de julho ante o fechamento de junho, de 74,2% para 74,9%.

    A prévia dos resultados da Sondagem da Indústria abrange a consulta a 788 empresas entre os dias 3 e 18 de julho. O resultado final da pesquisa será divulgado no próximo dia 27.

  • PF apura fraude em fabricante de cigarros

    20/07/2017




    ECONOMIA
    Rene Moreira

    - Uma operação desencadeada pela Polícia Federal, a partir da cidade de Varginha (MG), apura fraude de mais de R$ 2 bilhões na produção de cigarros. A ação foi realizada ontem, em parceria com a Receita Federal e o Ministério Público Federal, e cumpriu, ao todo, 20 mandados de busca e apreensão e quatro de prisão.

    Denominada Ex Fumo, a operação teve como objetivo principal reprimir a produção ilegal de cigarros e a sonegação fiscal. Cerca de 180 servidores públicos federais participaram da ação que foi desencadeada nos estados de Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

    De acordo com a Polícia Federal, as investigações identificaram um grupo econômico com atuação há mais de uma década no setor cigarreiro do País. As empresas envolvidas já teriam se apropriado de R$ 2,3 bilhões graças aos tributos sonegados ao longo dos anos.

    O delegado Alexsander Castro de Oliveira disse que a fábrica ficava em Cajamar, na Grande São Paulo, mas tinha muitos representantes e distribuía os produtos para todo o Brasil. "Como não pagavam impostos, eles concorriam com os cigarros do Paraguai", afirmou.

    De acordo com Oliveira, o esquema no Brasil funcionava de duas formas. Uma delas era fraudando o sistema da Receita Federal de contagem dos cigarros. Com isso, o grupo conseguia produzir muito mais do que era autorizado pelos órgãos competentes. O outro meio era assumir algumas dívidas tributárias e pagá-las com títulos podres da dívida pública.

    Fechada

    A produção em Cajamar foi paralisada ontem pela Polícia Federal. "Era o maior fabricante do Brasil de cigarro de segunda linha", explicou o delegado. O ganho foi bilionário porque esse tipo de mercadoria tem elevada tributação.

    O maço do cigarro tem preço mínimo de R$ 5, mas, desse total, R$ 4 são tributos e deveriam ser recolhidos aos cofres públicos. A sonegação ocorreu com a ajuda de um expert em fraudes tributárias que foi contratado pela empresa, cujo nome ainda não foi revelado.

    Os envolvidos serão investigados pelos crimes de associação criminosa, falsificação de papéis públicos e sonegação fiscal, podendo ser condenados cada um a até 12 anos de prisão.

    Procurada, a defesa da empresa informou que ainda não tem informação do teor da acusação e que somente se manifestará após se inteirar sobre todo o processo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.