Notícias

  • Inflação na zona do euro desacelera inesperadamente a 1,2% em abril

    03/05/2018




    ECONOMIA


    Londres - O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro subiu 1,2% na comparação anual de abril, perdendo força em relação ao aumento de 1,3% observado em março, segundo dados preliminares divulgados hoje pela agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat.

    A prévia de abril surpreendeu analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que previam aumento da taxa a 1,4%.

    O resultado também mostrou que a inflação na zona do euro se afastou mais da meta do Banco Central Europeu (BCE), que é de uma taxa ligeiramente inferior a 2,0%.

    Apenas o núcleo do CPI do bloco, que exclui os preços de energia e de alimentos, teve alta de 0,7% na comparação anual de abril, menor que o acréscimo de 0,9% previsto por analistas. Fonte: Dow Jones Newswires.

Filtre Por

Buscar: OK
  • 'Lado político é mais forte este ano', diz Juruna, da Força Sindical

    01/05/2018




    ECONOMIA
    Paula Reverbel

    São Paulo - Com forte enfoque nas eleições deste ano, o ato da Força Sindical do 1º de maio quer orientar as pessoas a não votarem em políticos que contribuíram para a aprovação da reforma trabalhista.

    "É mais forte (o componente político) este ano porque estamos com 13 milhões de desempregados", disse João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força Sindical. "O voto nulo e branco está muito alto agora e esse é o caminho errado", acrescentou.

    Para o dirigente sindical, a polarização da política deveria desaguar nas eleições e o eleitor tem que conhecer os candidatos que vão respeitar os direitos trabalhistas.

    São esperados no evento os presidenciáveis Aldo Rebelo (do Solidariedade, partido que nasceu a partir da Força Sindical), Manuela D'Ávila (PCdoB), Ciro Gomes (PDT) e Paulo Rabello de Castro (que deixou a presidência do BNDES para disputar o Planalto pelo PSC).

    O governador e candidato à reeleição Márcio França (PSB), o prefeito Bruno Covas (PSDB) e o pré-candidato do MDB ao governo paulista Paulo Skaf também devem participar do ato.

    "Tão importante quanto eleger políticos que vão defender o trabalhador é não reeleger quem votou contra a gente", disse Miguel Torres, presidente do sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo.

    Deputados federais também devem participar das comemorações.

  • Sem verba do imposto sindical, centrais encolhem eventos do 1º de maio

    01/05/2018




    ECONOMIA
    Cleide Silva

    - Na primeira comemoração do Dia do Trabalho após a entrada em vigor da nova legislação trabalhista, a festa encolheu, um efeito principalmente do fim da contribuição sindical obrigatória. O evento que tradicionalmente reúne o maior público na data, realizado pela Força Sindical em São Paulo, perdeu R$ 500 mil em investimento. Na festa anterior foram gastos R$ 2,5 milhões, valor que, na média, vinha sendo mantido havia alguns anos.

    "Os sindicatos, que também bancam parte da festa, estão sem condições financeiras", justificou o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna. Este ano, o número de carros a serem sorteados, um dos grandes atrativos do evento que já chegou a ter público de mais de 1 milhão de pessoas, também diminuiu, e haverá menos "estrelas" se apresentando no palco desta terça-feira, 1º.

    A Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB) também sentiu a mudança de cenário. Depois de ter feito uma festa grandiosa no Sambódromo de São Paulo no ano passado, com cantores como Emicida e Fernando & Sorocaba, a central não programou evento para esta terça-feira. "A ideia era repetir o formato (da comemoração), mas a reforma afetou nossa estrutura", disse Álvaro Egea, secretário-geral da CSB.

    A Central Única dos Trabalhadores (CUT), que costuma fazer atos mais modestos, vai focar seus eventos pelo Brasil na defesa da liberdade do ex-presidente Lula, condenado e preso na Operação Lava Jato. A central programou atos em diversas cidades - em São Paulo será na Praça da República, a partir das 12h. O principal ato deste ano será em Curitiba, onde Lula está preso desde 7 de abril (leia mais na página A9).

    A reforma trabalhista deve ser o principal alvo das críticas econômicas dos sindicatos nos eventos de hoje. "Ao contrário do que prometiam seus defensores, a reforma não reduziu a insegurança jurídica, ao contrário, aumentou; também não está gerando empregos e nem modernizou as relações trabalhistas", afirma Egea, da CSB.

    Para Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), "a reforma é mentirosa e criminosa". A entidade este ano focou suas ações em um seminário sobre a indústria 4.0 e o emprego do futuro e em um debate com candidatos à presidência da República.

    Na opinião do pesquisador em economia do trabalho do Ibre/FGV, Tiago Barreira, porém, também há insegurança jurídica por parte das empresas diante de ações na Justiça promovida por sindicatos para manter o imposto sindical aprovado em assembleias. E ressalta que o fim da contribuição obrigatória também afeta os sindicatos patronais. "As entidades precisam buscar fontes alternativas de receita."

    Atrações

    No ano passado, a Força Sindical sorteou 17 modelos Hyundai HB20 (que no mercado custa R$ 44 mil) ao público que foi à Praça Campo de Bagatelle, na zona Norte de São Paulo. Nesta terça-feira, serão 15. O grandioso palco para receber artistas, políticos e sindicalistas está 20% menor. Entre os políticos, devem estar presentes o presidente do Câmara, Rodrigo Maia, o governador Márcio França e o prefeito Bruno Covas. Entre os cantores a se apresentar estarão Leonardo e a dupla Simone & Simaria.

    Juruna acredita em um público de 500 mil pessoas, ante as cerca de 700 mil em 2017. Em anos anteriores a Força chegou a atrair mais de 1 milhão de pessoas. Segundo ele, todos os candidatos à presidência foram convidados - "exceto Bolsonaro, pois o discurso dele não é bem vindo no meio dos trabalhadores". De acordo com Juruna, boa parte dos custos da festa é bancada por patrocinadores como a Caixa Econômica Federal e a montadora Hyundai. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • UE diz que mais prazo para negociar tarifas com EUA 'prolonga incerteza'

    01/05/2018




    ECONOMIA


    Washington - Os 30 dias adicionais para que os Estados Unidos e a União Europeia negociem as tarifas sobre aço e alumínio importados que o presidente Donald Trump quer impor apenas "prolongam a incerteza", segundo o próprio bloco.

    O adiamento do prazo ajuda os EUA a evitar uma potencial guerra comercial com aliados, enquanto o governo se prepara para negociações tensas com a China nesta semana. Mas a UE considerou a decisão ruim para os negócios por "prolongar a incerteza do mercado, que já está afetando as decisões das empresas".

    "Como parceiros de longa data e amigos dos EUA, nós não vamos negociar sob ameaça", disse a UE em nota nesta terça-feira.

    Ontem, o governo Trump disse ter chegado a um acordo com a Coreia do Sul sobre as importações de aço após discussões sobre a revisão de um tratado comercial. Também haveria chegado a um acordo em princípio com a Argentina, a Austrália e o Brasil.

    "Em todas essas negociações, o governo está focado em cotas que irão restringir as importações, prevenir o transbordo e proteger a segurança nacional", disse a Casa Branca.

    A Alemanha, maior exportador de aço para os EUA, disse que espera ser permanentemente isenta das tarifas.

    "Nem a UE nem os EUA podem ter interesse na escalada dessas tensões comerciais", disse uma porta-voz da chanceler Angela Merkel nesta terça-feira. Fonte: Associated Press.

  • Correios não poderão cobrar mais de 8% em serviço a empresas de e-commerce

    01/05/2018




    ECONOMIA
    Luiz Fernando Teixeira

    São Paulo - O juiz federal Leonardo Safi de Melo, da 21ª Vara Federal Cível de São Paulo, deferiu uma liminar que proíbe a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) de reajustar valores acima de 8% para empresas de comércio eletrônico. A decisão foi favorável à ABCOMM (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico), que alegou que a ECT aumentava os valores de forma abusiva.

    Dessa forma, as vendas realizadas pelos membros eram prejudicadas, pois "a maior parte das empresas de e-commerces depende dos Correios para a entrega das mercadorias adquiridas pelo público consumidor". A ECT "noticiou o aumento do custo dos referidos serviços de entrega, sobre os quais incidiria reajuste de 8% sobre os valores praticados, bem como a cobrança de taxa adicional de R$ 20,00 por objetos não quadrados e R$ 3,00 sobre remessas para locais considerados como sendo áreas de risco, a exemplo da região metropolitana do Rio de Janeiro".

    Como duas empresas associadas à autora (Mercado Livre e Netshoes) já haviam ingressado com ações individualmente, essa decisão liminar vale somente para as demais associadas.

    "Nesse ponto, defende a Autora que o aumento nos serviços de Sedex e PAC supera, em muito, o reajuste noticiado, chegando a índices superiores a 50% (cinquenta por cento) a depender da localidade, salientando-se que, em regiões metropolitanas, onde a Ré enfrenta certo nível de concorrência, o aumento registrado foi menor que em áreas mais remotas do território nacional, onde sua atuação é quase exclusiva. O custo extra de R$ 20,00 (vinte reais) decorrente do formato não quadrado dos objetos postados onera ainda mais os associados da Autora. A cobrança de R$ 3,00 (três) reais para envio de encomendas para áreas de risco demonstram transferência da responsabilidade do Poder Público para com a execução de políticas que garantam a segurança pública dos indivíduos e efetividade da prestação dos serviços dirigidos à sociedade", traz a decisão.

    Leonardo de Melo mencionou o Código de Defesa do Consumidor, que dispõe que é vedado ao fornecedor de serviços exigir do consumidor vantagem manifestamente excessiva, bem como elevar sem justa causa o preço de seu serviço.

    "Diante de tais destaques, vê-se, claramente, que o ordenamento jurídico não concede respaldo ao aumento dos preços nos patamares pretendidos pela ré, que sobrepuja a inflação acumulada no mesmo período, configurando-se aumento excessivo e abusivo, em franco prejuízo ao objeto social daqueles que se dedicam ao comércio eletrônico de bens e, por isso, dependem da Empresa Pública no desempenho de suas atividades", escreveu o magistrado.

    Defesa

    "Os Correios adotarão as medidas cabíveis quanto à decisão liminar proferida em favor dos associados da ABCOMM - Associação Brasileira de Comércio Eletrônico."

  • Merck registra queda no lucro do 1º tri, mas receita avança

    01/05/2018




    ECONOMIA


    Nova York - A Merck & Co. registrou lucro líquido de US$ 736 milhões (US$ 0,27 por ação) no primeiro trimestre, marcando queda em relação ao mesmo período do ano anterior, quando a empresa teve lucro de US$ 1,55 bilhão (US$ 0,56 por ação).

    O lucro ajustado por ação foi de US$ 1,05, acima da projeção do FactSet, que previa o número a US$ 1,00. A receita, no entanto, subiu para US$ 10,04 bilhões, abaixo da previsão de US$ 10,09 bilhões.

    Em balanço divulgado hoje, a Merck reduziu sua receita de 2018 para a faixa entre US$ 41,80 bilhões e US$ 43,00 bilhões e o lucro por ação para entre US$ 2,45 e US$ 2,57.

    Às 8h50, a ação da Merck & Co subia 0,05% no pré-mercado em Nova York. Fonte: Dow Jones Newswires.

  • Petróleo opera em queda, em meio a sinais de aumento da produção dos EUA

    01/05/2018




    ECONOMIA


    São Paulo, 01 - O petróleo opera em queda nesta terça-feira, em meio a sinais de aumento da produção e dos estoques americanos.

    Às 8h06, o petróleo Brent para julho, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), caía 0,72%, a US$ 74,15 por barril. Já o WTI para junho, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), caía 0,90%, a US$ 67,95.

    Ontem, o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos reportou aumento na produção diária, que chegou à média recorde de 10,264 milhões de barris por dia.

    Para hoje, há a expectativa pelos estoques calculados pelo American Petroleum Institute (API, uma associação de refinarias). "O mercado está esperando ver aumento de 1,25 milhão de barris em relação à semana passada", disseram analistas do ING Bank.

    Ao mesmo tempo, analistas pontuaram que o risco dos EUA retirarem o país do acordo nuclear com o Irã continua em alta, o que tem feito pressão contrária sobre os barris. Fonte: Dow Jones Newswires.

  • Itaú: inadimplência acima de 90 dias fica estável em 3,1% no 1º tri ante 4º tri

    01/05/2018




    NOTICIA,
    Aline Bronzati

    São Paulo - O índice de inadimplência do Itaú Unibanco, considerando atrasos acima de 90 dias, ficou estável em 3,1% ao final de março, mesmo indicador visto em dezembro. Ante igual período de 2017, foi vista melhora de 0,3 ponto porcentual, uma vez que o indicador estava em 3,4%. Enquanto na operação brasileira os calotes permaneceram estáveis no primeiro trimestre ante os três meses imediatamente anteriores, na América Latina foi identificada piora de 0,1 p.p. No cenário doméstico, conforme explica o banco em relatório que acompanha as suas demonstrações financeiras, tal resultado foi possível graças às reduções em pessoas físicas e micro, pequenas e médias empresas. A inadimplência da pessoa física, considerando atrasos acima de 90 dias, foi a 4,6% em março, contra 4,9% em dezembro. Na micro, pequena e média empresa, o indicador foi a 4,3%, ante 4,5%. Enquanto isso, na grande empresa, o índice de calote piorou de 1,0% ao final de dezembro para 1,8% ao término de março. O banco destaca, porém, que o melhor desempenho desses dois públicos foi compensado pelo aumento em grandes empresas, devido à exposição a um cliente específico, que no trimestre anterior estava em atraso entre 15 e 90 dias e que já estava adequadamente provisionado. "Na América Latina, o aumento no trimestre ocorreu principalmente na carteira comercial no Chile e de pessoas físicas na Colômbia", acrescenta o Itaú. A inadimplência de curto prazo do banco, que contempla operações em atraso de 15 a 90 dias, permaneceu estável a 2,7% ao final do primeiro trimestre ante os três meses anteriores. Também neste caso, houve melhora da operação Brasil e piora da carteira América Latina. Provisões As despesas com provisões para devedores duvidosos, as chamadas PDDs, do Itaú totalizaram R$ 4,111 bilhões de janeiro a março, queda de 8,3% ante os três meses anteriores, de R$ 4,483 bilhões. Em um ano, quando esses gastos estavam em R$ 5,392 bilhões, a queda chegou a 23,8%. Considerando a recuperação de créditos baixados como prejuízo, o resultado de créditos de liquidação duvidosa somou R$ 3,316 bilhões no primeiro trimestre, redução de 8,9% no comparativo trimestral e de 27,0% em um ano. Já o saldo de PDDs do Itaú atingiu R$ 36,661 bilhões de janeiro a março, queda de 1,74% ante os três meses anteriores, quando era de R$ 37,309 bilhões. Em um ano, quando estava em R$ 37,640 bilhões, a redução foi de quase R$ 1 bilhão. Por fim, o custo de crédito do banco foi a R$ 3,788 bilhões no primeiro trimestre, retração de 11,0% ante o trimestre anterior, quando marcou R$ 4,257 bilhões. Em um ano, quando estava em R$ 5,281 bilhões, a redução chegou a 28,3%. "Na comparação com o trimestre anterior, a redução do custo do crédito foi devido à redução de R$ 372 milhões da despesa de provisão para créditos de liquidação duvidosa, principalmente no banco de varejo no Brasil, em linha com a tendência de melhora da inadimplência observada no segmento, e na América Latina, devido à constituição de provisão pela exposição a grandes empresas no Chile ocorrida no trimestre anterior", explicou o Itaú, em relatório que acompanha suas demonstrações financeiras. O banco acrescentou que houve redução de R$ 92 milhões de impairment de títulos privados no segmento do atacado. Índice de Basileia O índice de Basileia do Itaú Unibanco, que mede quanto um banco pode emprestar sem comprometer o seu capital, encerrou março em 16,6%, recuo de 2,2 pontos porcentuais ante o término de dezembro, quando estava em 18,8%. Em um ano, também foi vista queda, uma vez que o indicador era de 18,1%. Neste caso, quanto maior o índice, melhor. O Itaú explica, no relatório, que a queda do indicador no comparativo trimestral reflete, principalmente, o efeito do pagamento de dividendos e juros sobre capital próprio referente aos resultados de 2017. O índice de Capital Principal do banco, ou seja, próprio dos acionistas, foi a 14,5% no primeiro trimestre, ante 16,2% nos últimos três meses do ano passado indicador considera o impacto de 0,6% de emissão do capital adicional nível I feita pelo banco e aprovada pelo Banco Central em 18 de abril. Se o Itaú aplicasse de imediato e integralmente as regras de Basileia III e considerasse o impacto do investimento na XP, seu índice de capital principal seria de 13,6%. Margem Financeira A margem financeira gerencial do Itaú Unibanco totalizou R$ 16,999 bilhões no primeiro trimestre, cifra 2,4% menor que a vista um ano antes, de R$ 17,415 bilhões. Ante os três meses imediatamente anteriores, quando atingiu R$ 16,941 bilhões, foi registrado incremento de 0,3%. Da cifra total, a margem financeira com clientes, que reflete as operações de crédito do banco, respondeu por R$ 15,261 bilhões de janeiro a março, queda de 1,6% ante os três meses anteriores e de 1,8% em um ano. "A redução da margem financeira com clientes no trimestre foi principalmente devido ao efeito negativo da menor quantidade de dias corridos no trimestre", justifica o banco, no relatório. O Itaú destaca ainda, no documento, "que o efeito negativo da queda do CDI em nossa margem de passivos e capital de giro próprio, além da redução dos spreads, foram compensados pelo efeito positivo do mix de produtos". Já a margem financeira com o mercado, que compreende basicamente as operações de tesouraria do banco, somou R$ 1,738 bilhão no primeiro trimestre, aumento de 20,9% ante o quarto trimestre e queda de 7,0% no comparativo anual. "O crescimento na margem financeira com o mercado no trimestre ocorreu principalmente em nossa carteira trading, beneficiada pela volatilidade no período, e pelo ganho de R$ 90 milhões com a venda de ações da B3", justifica a instituição.

  • Criador do WhatsApp vai deixar o Facebook

    01/05/2018




    NOTICIA,
    Bruno Capelas

    - O presidente executivo e cofundador do WhatsApp, Jan Koum, anunciou na tarde desta segunda-feira, 30, que está deixando o Facebook. Koum, que criou o WhatsApp com Brian Acton em 2009 e o vendeu ao Facebook por US$ 19 bilhões em 2014, permanecia à frente do aplicativo. Ele também vai deixar seu assento no conselho de administração da rede social. Em uma publicação em sua página na rede social, Koum disse que quer usar seu tempo livre para interesses fora da tecnologia - no entanto, uma reportagem do jornal americano The Washington Post alega que ele está deixando a empresa por discordar da postura do Facebook para tentar enfraquecer a proteção dos dados de usuários do WhatsApp e monetizar seus recursos. "Faz quase uma década que eu e o Brian começamos o WhatsApp e foi uma jornada incrível, mas é hora de ir em frente", disse Koum, em uma publicação em sua página na rede social. "Estou deixando a empresa em um momento em que as pessoas estão usando o WhatsApp de um jeito que eu não poderia imaginar." Koum não revelou em que data sairá da empresa, mas sua partida significa que nenhum dos criadores originais do aplicativo permanecerá à frente dele - Acton deixou o Facebook em novembro do ano passado. Em seu texto, o executivo disse que vai usar seu tempo livre para fazer coisas que gosta fora do mundo da tecnologia, como "colecionar Porsches e jogar frisbee". Mark Zuckerberg, presidente executivo do Facebook, comentou a publicação de Jan Koum. "Vou sentir falta de trabalhar com você e das coisas que me ensinou, incluindo o valor da criptografia e seu poder para retirar o poder de sistemas centralizados e colocá-lo na mão das pessoas", disse Zuckerberg. "Esses valores estarão sempre no coração do WhatsApp." O anúncio aconteceu ainda um dia antes da F8, conferência anual de desenvolvedores realizada pelo Facebook - o evento ocorre nesta terça-feira, 1º, e quarta-feira, 2, em San José, Califórnia. Após o anúncio da saída de Koum, as ações do Facebook começaram a cair na bolsa de valores, fechando o pregão de segunda-feira com baixa de 0,92%. Discordâncias Segundo a reportagem publicada pelo The Washington Post, Koum era um defensor da privacidade dos usuários no WhatsApp, algo que vinha sendo questionado pela direção do Facebook - hoje, apesar de ter 1,5 bilhão de usuários em todo o mundo (120 milhões deles no Brasil), o WhatsApp não fatura um centavo. Vale lembrar ainda que o WhatsApp foi a aquisição mais cara do Facebook em sua história. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Criador do WhatsApp vai deixar o Facebook

    01/05/2018




    ECONOMIA
    Bruno Capelas

    - O presidente executivo e cofundador do WhatsApp, Jan Koum, anunciou na tarde desta segunda-feira, 30, que está deixando o Facebook. Koum, que criou o WhatsApp com Brian Acton em 2009 e o vendeu ao Facebook por US$ 19 bilhões em 2014, permanecia à frente do aplicativo. Ele também vai deixar seu assento no conselho de administração da rede social.

    Em uma publicação em sua página na rede social, Koum disse que quer usar seu tempo livre para interesses fora da tecnologia - no entanto, uma reportagem do jornal americano The Washington Post alega que ele está deixando a empresa por discordar da postura do Facebook para tentar enfraquecer a proteção dos dados de usuários do WhatsApp e monetizar seus recursos.

    "Faz quase uma década que eu e o Brian começamos o WhatsApp e foi uma jornada incrível, mas é hora de ir em frente", disse Koum, em uma publicação em sua página na rede social. "Estou deixando a empresa em um momento em que as pessoas estão usando o WhatsApp de um jeito que eu não poderia imaginar."

    Koum não revelou em que data sairá da empresa, mas sua partida significa que nenhum dos criadores originais do aplicativo permanecerá à frente dele - Acton deixou o Facebook em novembro do ano passado.

    Em seu texto, o executivo disse que vai usar seu tempo livre para fazer coisas que gosta fora do mundo da tecnologia, como "colecionar Porsches e jogar frisbee".

    Mark Zuckerberg, presidente executivo do Facebook, comentou a publicação de Jan Koum. "Vou sentir falta de trabalhar com você e das coisas que me ensinou, incluindo o valor da criptografia e seu poder para retirar o poder de sistemas centralizados e colocá-lo na mão das pessoas", disse Zuckerberg. "Esses valores estarão sempre no coração do WhatsApp."

    O anúncio aconteceu ainda um dia antes da F8, conferência anual de desenvolvedores realizada pelo Facebook - o evento ocorre nesta terça-feira, 1º, e quarta-feira, 2, em San José, Califórnia.

    Após o anúncio da saída de Koum, as ações do Facebook começaram a cair na bolsa de valores, fechando o pregão de segunda-feira com baixa de 0,92%.

    Discordâncias

    Segundo a reportagem publicada pelo The Washington Post, Koum era um defensor da privacidade dos usuários no WhatsApp, algo que vinha sendo questionado pela direção do Facebook - hoje, apesar de ter 1,5 bilhão de usuários em todo o mundo (120 milhões deles no Brasil), o WhatsApp não fatura um centavo. Vale lembrar ainda que o WhatsApp foi a aquisição mais cara do Facebook em sua história. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Primeira fintech a abrir capital na B3, Banco Inter levanta R$ 722 mil

    01/05/2018




    NOTICIA,
    Fernanda Guimarães e Cátia Luz

    - Em mais uma estreia da onda de aberturas de capital em 2018, o Banco Inter, da família Menin, dona da construtora mineira MRV, começou nessa segunda-feira, 30, a negociar seus papéis na B3. Ao levantar R$ 721,9 milhões na sua oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), a empresa foi considerada a primeira fintech a abrir o capital na bolsa brasileira. "Isso vai ajudar o setor bancário brasileiro e deverá, de quebra, atrair outras startups do setor financeiro a abrirem capital", afirmou, em cerimônia na B3, João Vitor Menin, presidente do Banco Inter e filho caçula de Rubens Menin, fundador da MRV. O banco - que tem como lema a gratuidade de abertura de contas, no pedido de cartão e nas transferências - estreou na bolsa valendo R$ 1,9 bilhão. A ação foi precificada em R$ 18,50, um pouco acima do piso do intervalo previsto (de R$ 18 a R$ 23), e a demanda ficou em 1,5 vez o total de papéis ofertados. Investidores brasileiros ficaram com 57% das ações. Da oferta primária, que somou R$ 541,463 milhões, os recursos serão utilizados para investimentos para "incrementar operações de crédito", investimentos em tecnologia, em marketing e expansão dos negócios por meio de aquisições estratégicas. Outros R$ 180,487 milhões referem-se à oferta secundária. No primeiro dia de negociação, o papel da companhia, que chegou a registrar alta de 16%, fechou estável. Escolha por Brasil Segundo João Vitor Menin, alguns bancos chegaram a sugerir que a instituição abrisse seu capital em uma bolsa estrangeira, já que nos Estados Unidos, por exemplo, há grande presença de empresas do setor de tecnologia e, por isso, esse acaba sendo o destino de muitas companhias do segmento. "Mas o banco é brasileiro, feito por brasileiros e, assim, é justo que a oferta inicial seja no Brasil", afirmou. De acordo o presidente da B3, Gilson Finkelsztain, há um mito no mercado brasileiro de que os IPOs de empresas de tecnologia precisam ser realizados fora do País. Segundo o executivo, existe no momento um esforço por parte da B3 para que as listagens dessas empresas sejam na bolsa local. Finkelsztain disse ainda que as companhias brasileiras que escolhem Nova York para abrirem seu capital acabam, depois da oferta, "esquecidas", porque viram apenas mais uma entre inúmeras empresas ali listadas. Neste ano, em janeiro, a empresa de meios de pagamento PagSeguro abriu seu capital na bolsa de Nova York, em uma oferta que girou mais de R$ 7 bilhões. Para Guilherme Horn, diretor executivo de inovação da consultoria Accenture, a abertura de capital do Inter mostra para as fintechs brasileiras que não necessariamente o caminho tem de ser o de abrir capital nos EUA. Além disso, para ele, o IPO da empresa mineira demonstra que o mercado acredita no modelo do banco digital e no seu valor para os acionistas. "Este valor para o investidor, com base em casos de sucesso internacionais, considera um custo de aquisição de clientes que pode chegar a um décimo do de um banco tradicional e um custo de servir que pode ser um terço do de um banco convencional", explica Horn. Financeira Fundada há 24 anos sob o nome de Intermedium, a empresa começou como uma financeira especializada em financiamentos imobiliários. Em 2015, já sem ser controlada pela construtora, a instituição passou por um profundo processo de digitalização, comandado por João Vitor Menin, que marcou a mudança de nome da companhia. No fim de janeiro, o banco mineiro somava 435 mil correntistas, após fechar o ano passado com patrimônio líquido de R$ 390,6 milhões e uma carteira de empréstimos e adiantamentos a clientes de R$ 2,6 bilhões. A abertura de capital do Inter vem em um momento de otimismo na bolsa. As duas operadoras de saúde que abriram capital na semana passada, a cearense Hapvida e a NotreDame Intermédica, controlada pelo fundo Bain Capital, tiveram valorização de mais de 20% nos primeiros dias de pregão. Com um apetite dos investidores que superou em sete vezes a oferta de papéis, a Hapvida levantou R$ 3,4 bilhões. Já o IPO da NotreDame Intermédica movimentou R$ 2,7 bilhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.