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  • Caterpillar tem lucro líquido de US$ 1,67 bilhão no 1º TRI e supera expectativa

    24/04/2018




    NOTICIA,


    Nova York - A Caterpillar informou nesta terça-feira que teve lucro líquido de US$ 1,67 bilhão no primeiro trimestre, ou US$ 2,74 por ação, bem superior ao de US$ 192 milhões, ou US$ 0,32 por ação, de igual período do ano passado. Excluindo-se itens não recorrentes, o lucro ajustado por ação ficou em US$ 2,82, acima da previsão dos analistas ouvidos pela FactSet, de US$ 2,12. A receita da companhia cresceu 31% na comparação anual, de US$ 9,82 bilhões a US$ 12,86 bilhões no trimestre passado. O resultado também superou a expectativa, de US$ 11,98 bilhões. A Caterpillar ainda elevou sua previsão de lucro ajustado por ação em 2018, para entre US$ 10,25 e US$ 11,25. Anteriormente, projetava entre US$ 8,25 a US$ 9,25. Após os resultados positivos do balanço, a ação subia 4,36% no pré-mercado em Nova York, às 8h50 (de Brasília). Fonte: Dow Jones Newswires.

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  • Projetos pedem estabilidade para servidores de distribuidoras

    22/04/2018




    ECONOMIA
    Anne Warth

    Brasília - Com as distribuidoras da Eletrobras prestes a serem privatizadas, os funcionários dessas subsidiárias recorreram a parlamentares para não serem demitidos mesmo após o leilão que vai repassar as unidades para a iniciativa privada. Os servidores querem emplacar o benefício da estabilidade no texto da Medida Provisória que destrava a venda dessas companhias, prevista para ocorrer até 31 de julho.

    Alguns deputados pedem estabilidade, por cinco anos, para 70% dos empregados que estão nas distribuidoras hoje. Além disso, querem a manutenção de 90% dos cargos pelo mesmo período e a realocação dos funcionários em outras estatais.

    O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, se posicionou contra essas e outras emendas que "buscam impedir ou inviabilizar o processo de licitação para contratação de novo concessionário". Em ofício enviado ao deputado Júlio Lopes (PP-RJ), relator da MP, Rufino deixa claro que a situação das distribuidoras é insustentável no médio e longo prazo.

    O diretor afirma que essas empresas "estão entre as distribuidoras com pior qualidade". As companhias também têm os maiores níveis de perdas não técnicas, que incluem fraudes e furtos - os chamados "gatos" - e o nível de custos operacionais está entre os mais elevados. Isso "minou a capacidade de investimentos das distribuidoras" e gerou "vultosos prejuízos acumulados".

    Caso as distribuidoras não sejam licitadas até 31 de julho deste ano, elas serão liquidadas. Nesse caso, a Aneel vai licitar apenas as concessões, ou seja, o direito de explorar o serviço de distribuição de energia. Já as empresas, a quem se vinculam as dívidas e os empregados, perdem a razão social e serão extintas pela Eletrobras.

    Tarifaço

    No ofício, Rufino também se posiciona contra emendas que podem levar a aumentos tarifários para o consumidor. Uma emenda reajusta o preço do gás usado por térmicas do Programa Prioritário de Termoelétricas (PPT), cujos contratos foram fechados na época do racionamento de energia, em 2001. Isso aumentaria a conta para o consumidor em R$ 2,11 bilhões por ano. Para a Aneel, qualquer mudança nos contratos, firmados entre a Petrobras e empresas privadas como Enel, Neoenergia e EDF, devem ser acordados e bancados pelas próprias empresas.

    De acordo com o ofício, com esses mesmos recursos seria possível construir novas usinas eólicas, com potência de 400 MW, o que atenderia a 2,1 milhões de habitantes, população de Curitiba (PR).

    O deputado Júlio Lopes (PP-RJ) disse que o ofício de Rufino será levado em conta na conclusão do relatório da MP 814, previsto para ser apresentado nesta semana. Mas ele afirmou discordar de algumas das conclusões apresentadas pelo diretor-geral. Segundo ele, o custo do reajuste do gás fornecido pela Petrobras às termoelétricas é menor, de R$ 800 milhões.

    "Eu não seria louco de propor um aumento tarifário em ano eleitoral. Só vamos apresentar aquilo que contribuir com a modicidade tarifária e a eficiência do setor. Claro que algumas áreas terão que ser oneradas e outras desoneradas", disse.

    Outras emendas repassam o custo do gasoduto Urucu-Manaus, mesmo no período em que ele não foi utilizado para geração de energia. O imbróglio chegou à Justiça e opôs Aneel e Eletrobras, que fechou os contratos com a Petrobras. Neste caso, o valor a ser repassado para o consumidor seria de R$ 2 bilhões por ano até 2030. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Distribuidoras da Eletrobrás pagam o triplo do salário da iniciativa privada

    22/04/2018




    ECONOMIA
    Anne Warth

    Brasília - Mesmo com prejuízo de R$ 4,2 bilhões em 2017, as distribuidoras da Eletrobras pagam salários médios quase três vezes maiores que os praticados pela iniciativa privada. De acordo com informações de laudos do BNDES, responsável pelo modelo de privatização das empresas, o salário médio dos funcionários é de R$ 11,7 mil.

    No caso das distribuidoras do Amazonas e de Roraima, a remuneração média é ainda maior. A Amazonas Energia, a que dá mais prejuízo, paga o maior salário médio, de R$ 15,5 mil. A distribuidora de Roraima, a mais ineficiente do Brasil, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), paga, em média, R$ 15 mil.

    O salário médio da Neonergia, uma das maiores concorrentes da Eletrobras no País, é de R$ 4,3 mil. Assim como a estatal, a Neoenergia atua nos setores de geração, transmissão e comercialização de energia. A empresa também é dona das distribuidoras Coelba, Celpe e Cosern, que atuam na Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte, respectivamente, e da Elektro, que atua em São Paulo e Mato Grosso do Sul.

    A privatização das distribuidoras da Eletrobras está sendo acompanhada como prévia das dificuldades que o governo terá para a venda da estatal. A União vai ter que adiar o leilão - inicialmente marcado para 21 de maio - porque o Tribunal de Contas da União (TCU) ainda não concluiu a análise do edital. Foi estipulado preço simbólico de R$ 50 mil para cada uma, mas os vencedores terão de fazer R$ 2,4 bilhões em investimentos imediatos nas concessões.

    Como o jornal O Estado de S. Paulo revelou na semana passada, as seis distribuidoras consumiram, em quase dois anos, R$ 3,750 bilhões em recursos dos consumidores, de acordo com a Aneel. Cada mês que as empresas permanecem sem ser privatizadas consome mais R$ 202 milhões. Juntas, elas empregam 6,3 mil trabalhadores, sendo a maior parte com ensino médio completo.

    O salário médio inclui remuneração fixa, variável, benefícios e extras, como adicional de periculosidade. A maioria dos empregados dessas distribuidoras ingressou por meio de concurso público.

    O coordenador do Coletivo Nacional dos Eletricitários (CNE), Fernando Pereira, diz que o salário médio das distribuidoras da Eletrobras é elevado devido à quantidade de engenheiros que atuam nas companhias. Além disso, segundo ele, empregados com salários mais altos entraram por meio de concursos públicos estaduais e incorporaram gratificações.

    Segundo ele, os salários iniciais pagos pelas distribuidoras não diferem tanto dos pagos por empresas privadas. O salário inicial nas distribuidoras da Eletrobras é de R$ 3 mil a R$ 3,5 mil enquanto nas distribuidoras privadas do Norte e Nordeste é de R$ 2 mil a R$ 3 mil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Guardia: Banco Mundial eleva capacidade de investir em países em desenvolvimento

    22/04/2018




    ECONOMIA
    Ricardo Leopoldo

    Washington - O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, destacou que o Grupo Banco Mundial terá mais capacidade para elevar os investimentos para países em desenvolvimento com a decisão do Board de governadores da instituição multilateral, que propôs o aumento de capital de US$ 13 bilhões, distribuídos em US$ 7,5 bilhões para o Banco Mundial e US$ 5,5 bilhões para a International Finance Corporation (IFC). Depois de aprovada, a elevação de capital deve passar a valer a partir deste ano. O funding do Grupo Banco Mundial hoje é próximo a US$ 60 bilhões.

    "Avançar o pacote proposto de política irá prover um caminho para atingir nossos ambiciosos objetivos globais", apontou Guardia, em declaração na 97ª Reunião do Comitê de Desenvolvimento do Grupo Banco Mundial, feita em nome do Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Haiti, Panamá, Filipinas, Suriname e Trinidad e Tobago. "Um Grupo Banco Mundial mais forte contribuirá para nossa coletiva busca de crescimento maior, sustentável e inclusivo", apontou.

    O ministro destacou que um importante dever do Banco Mundial é apoiar países para criar e implementar reformas estruturais que elevarão a atuação do setor privado na economia, e fomentar investimentos em infraestrutura.

    "Cerca de US$ 2,5 trilhões são investidos por ano no mundo em transportes, energia, água, sistemas de telecomunicações", apontou Guardia. Segundo ele, este montante continua insuficiente para as necessidades globais nestes segmentos, o que resulta em menor crescimento econômico e provisão de serviços essenciais para o público, sobretudo para os cidadãos mais pobres. "Desta forma, uma particular atenção deve ser dedicada para países de renda média, pois neles residem 70% dos pobres e 71% dos refugiados do mundo", ressaltou.

    Para Guardia, é fundamental elevar as metas do Banco Mundial para mobilizar recursos privados para apoiar projetos de infraestrutura. Segundo ele, os governos têm restrições orçamentárias para alocar capitais para aplicar nesta área, mas, ao mesmo tempo, investidores institucionais e financeiros possuem perto de US$ 120 trilhões em ativos que poderiam, ao menos parcialmente, apoiar tais projetos para ampliação de Formação Bruta de Capital Fixo.

    "Atrair investimentos privados é essencial para entregar a infraestrutura mais necessária com a qualidade mais adequada dentro do cronograma para 2030", apontou o ministro da Fazenda. Ele considerou como oportunos os mecanismos desenvolvidos pelo Grupo Banco Mundial para viabilizar a aproximação em projetos neste segmento entre os setores público e privado.

    Contudo, ele destacou que tal processo requer melhorar processos de preparação de projetos, padrões de contratos e de instrumentos financeiros, além da necessidade de mitigar riscos. Segundo Guardia, "deve ser uma alta prioridade da nossa agenda de desenvolvimento" maximizar o fluxo de financiamentos, com normas regulatórias e mecanismos para redução de riscos, a fim de promover a eficiência de mercados.

    O diretor executivo do Banco Mundial, Otaviano Canuto, destacou ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, que a proposta de aumento de capital da instituição e do IFC, no total de US$ 13 bilhões, é "uma demonstração de força do multilateralismo." Na reunião de abril do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial foi reforçada a defesa da atuação dos países em conjunto para continuar o bom ritmo de crescimento mundial, com destaque para a defesa do livre comércio, ao mesmo tempo que ocorreram manifestações contrárias ao protecionismo.

  • ?Não há perigo de uma ação eleitoreira?, diz Colnago

    21/04/2018




    ECONOMIA
    Adriana Fernandes e Idiana Tomazelli

    Brasília - Defensor da liberação irrestrita do dinheiro do PIS/Pasep, o ministro do Planejamento, Esteves Colnago, disse que não há risco de o governo fazer uma "ação eleitoreira" para a economia deslanchar. Em entrevista ao Estadão/Broadcast, ele explica como a equipe econômica tentará tirar do papel o uso do FGTS como garantia a empréstimos consignados - o que pode destravar R$ 18 bilhões em crédito novo.

    A recuperação está mais lenta do que sonhava a equipe econômica. O governo passou a apoiar a liberação total do PIS/Pasep. Há uma preocupação de que seja uma ação eleitoreira...

    Não tem o menor perigo de a gente caminhar para uma ação eleitoreira como em anos anteriores. O que estamos fazendo é dar uma possibilidade de as pessoas terem acesso a uma poupança que é delas.

    Isso pode ajudar no consumo?

    Pode. Imaginamos que um pedaço considerável será utilizado para o pagamento de dívida. Agora, isso não muda a trajetória.

    Há críticas de que o governo está estimulando o consumo e não os investimentos. Como o sr. vê isso?

    Na realidade, o governo está estimulando os investimentos. Tem um conjunto muito grande de concessões, de projetos do PPI (Programa de Parceria de Investimentos). Estamos tentando empreender um conjunto muito grande de marcos regulatórios. O governo está buscando manter o cenário que o Brasil nunca teve de taxas de juros muito baixas para as nossas realidades. Temos uma estabilidade cambial razoável. Estamos ali dentro de um range de variação cambial razoável. Você não tem mais aquelas estilingadas para cima.

    Por enquanto, né?

    Depende muito do cenário internacional.

    E da eleição?

    O cenário está conturbado já há um bom tempo e está precificado. Mas o mercado está tendo um bom comportamento. Ele reage mais quando tem um coisa externa do que interna. O governo vem se esforçando para criar um ambiente para que haja investimento. Agora, saímos de uma recessão muito forte. Temos uma capacidade ociosa elevada e a ser ocupada, e os investimentos demandam tempo para se realizarem. Uma coisa não compete com a outra.

    Há frustração com a recuperação mais lenta?

    A grande frustração seria não ter crescimento. O crescimento é muito bom. Se crescermos sistematicamente em torno de 2,5% é fantástico. O ruim é crescer 2%, 3%, 4% e 5% e pum, cair durante dois, três anos. É melhor crescer de forma consistente e não necessariamente numa magnitude tão elevada, mas crescer sempre.

    Vem aí mais alguma bondade?

    O que podíamos tentar colocar em prática é o consignado privado. O consignado foi o único que não conseguiu deslanchar. Ele gira num volume baixo que em grande parte deve ser com empregado de empresa estatal, que tem uma estabilidade maior e os bancos se sentem confortáveis. Como o banco não tem segurança em relação à estabilidade (do trabalhador privado), ele tem maior dificuldade de fazer o empréstimo. O banco tem uma segurança porque a pessoa tende a continuar nesse emprego e com o salário. Hoje os bancos não têm essa dinâmica de reservar os 10% e apartar esses 10% para serem usados em caso de inadimplência. Essa dinâmica de comunicação de todos os agentes bancários acessarem e terem a informação de quanto ela tem de crédito.

    Qual seria o impacto?

    O consignado hoje movimenta R$ 18,5 bilhões, mas os tomadores são, na grande maioria, empregados de empresas estatais. Estimativas iniciais apontam para mais R$ 18 bilhões com essa regulamentação que vai permitir o uso do FGTS como garantia.

    Essa demora em destravar o FGTS como garantia do consignado é reflexo de alguma resistência na Caixa?

    O jurídico da Caixa demorou a amadurecer para falar que consegue reservar esses 10% que a lei dispõe sem ferir outros dispositivos legais. E também teve uma construção dos próprios bancos. Como um banco que está emprestando lá na ponta, que não é a Caixa, se comunica com a Caixa, operadora do FGTS, para falar "bloqueia esses 10%"? E como a Caixa responde "olha, não posso bloquear porque outro banco já pegou"? Tem toda uma comunicação. O banco precisa ter segurança de que o dinheiro não vai ser pego por outro banco e que não vai ser sacado por outros motivos.

    Há críticas às declarações da equipe econômica de que o fiscal de 2018 está resolvido, mesmo sem a venda da Eletrobrás este ano. O fiscal está resolvido?

    Está não. Obviamente, temos uma preocupação muito grande com o fiscal, e isso permanece. Estamos buscando aprovar Eletrobrás, não só pelo fiscal mas principalmente pelo que a Eletrobrás pode ser se ela tiver acionista com capacidade de investir nela, e a União não tem. Estamos discutindo cessão onerosa (das áreas de exploração do pré-sal) com muita boa vontade porque ela pode ser uma senhora ajuda não só para este ano, mas eventualmente para os próximos exercícios, dependendo da modelagem. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Projeto que limita salário será retomado

    21/04/2018




    ECONOMIA
    Adriana Fernandes e Idiana Tomazelli

    Brasília - Entre as medidas estudadas pela equipe econômica para tentar evitar o descumprimento do teto de gastos (regra que limita o crescimento das despesas à variação da inflação) em 2019, uma das principais é resgatar o projeto de reestruturação das carreiras do funcionalismo, segundo o ministro do Planejamento, Esteves Colnago. O objetivo desse projeto é reduzir os salários iniciais dos servidores do Executivo.

    A proposta foi apresentada em agosto do ano passado, mas não avançou por conta da forte resistência dos servidores públicos, que atuam para sepultar a ideia. A intenção do governo é limitar os salários iniciais a R$ 5 mil e aumentar o número de "degraus" a serem percorridos pelo funcionário até atingir o topo da carreira.

    A retomada da proposta deve abrir uma nova frente de batalha do governo com os servidores, que podem ter também o reajuste nos salários programado para 2019 adiado para 2020. "É uma reforma de longo prazo. Se você pensar ao longo do tempo, essa é a segunda grande medida que vai permitir ter alguma economia e, principalmente, voltar a contratar com alguma racionalidade", defendeu Colnago.

    Servidores que ingressam hoje em carreiras de elite, como auditor fiscal da Receita Federal, delegado da Polícia Federal ou advogado da AGU, começam com salário mensal superior a R$ 20 mil.

    A reestruturação é uma das medidas que a área econômica quer aprovar para abrir espaço no teto de gastos para viabilizar outras despesas, como investimentos. Despesas obrigatórias, como salários e benefícios previdenciários, têm crescido acima da inflação, o que reduz os valores disponíveis para gastar em custeio e investimento.

    A reforma nas carreiras inclui apenas servidores do Executivo, já que iniciativas que tratem de salários do Legislativo, do Judiciário e do Ministério Público são de competência dos próprios poderes. A economia acumulada com a medida chegaria a R$ 18,6 bilhões em cinco anos a partir da aprovação e a R$ 154,1 bilhões em 15 anos, de acordo com as estimativas originais do governo.

    Foco. Segundo o ministro, outras medidas que podem abrir espaço no orçamento em 2019 também terão de ser trabalhadas ainda este ano. Uma delas é o fim da desoneração da folha de pagamentos para alguns setores, cuja proposta original pode gerar economia de R$ 16 bilhões nas despesas previstas para o ano que vem. O projeto já está na Câmara dos Deputados e o relator, deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), pretende contemplar mais segmentos para manter o benefício - reduzindo, portanto, o impacto da medida.

    Outra iniciativa, segundo Colnago, será a revisão de auxílios sociais para identificar os que são pagos irregularmente. "A ideia é que os programas sociais passem a ter revisões mensais", disse. O governo está reunindo todas as suas bases de dados para permitir o acesso mais rápido às informações e aprimorar essa avaliação. "Isso dentro do governo é uma minirrevolução."

    O ministro alertou que será muito difícil para o próximo presidente conseguir gerenciar o orçamento sem essas medidas e o adiamento do reajuste dos servidores de 2019 para 2020. Ele evitou, porém, fazer uma avaliação sobre o que pode ocorrer se nada for aprovado. "Aí tem de perguntar para o próximo presidente. O que nos cabe é fazer as projeções mais conservadoras possíveis, que é o que a gente vem fazendo, e buscar soluções", disse. "As cartas estão aí." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Governo diz que terá de adiar reajuste de servidor para fechar contas em 2019

    21/04/2018




    ECONOMIA
    Adriana Fernandes e Idiana Tomazelli

    Brasília - Para tentar impedir a paralisação da máquina administrativa e dos investimentos públicos no ano que vem, o governo vai ter de postergar para 2020 o reajuste dos servidores públicos previsto para 2019. Com isso, cerca de 370 mil servidores de 23 categorias, como professores, militares, auditores da Receita e peritos do INSS, ficariam com os salários congelados. A expectativa, segundo o ministro do Planejamento, Esteves Colnago, é que essa postergação gere uma economia de cerca de R$ 5 bilhões.

    A medida seria necessária porque o reajuste escalonado negociado pelo governo em 2016, época de inflação mais alta, está em descompasso com a realidade de agora. Mesmo com o IPCA rodando abaixo dos 3% ao ano, o reajuste previsto para 2019 é de até 6,31%. O porcentual garante ganho real do poder de compra dos servidores à custa de outros gastos que precisarão ser cortados para que o teto de gastos (regra que limita o crescimento das despesas à variação da inflação) não estoure.

    O governo já havia tentado adiar, via medida provisória, o reajuste dos servidores de 2018 para 2019, mas enfrentou fortes resistências dos parlamentares. A MP acabou sendo suspensa no apagar das luzes de 2017 pelo Supremo Tribunal Federal, por meio de uma liminar, e perdeu validade no início de abril. Agora, a avaliação do ministro é que, mesmo se a nova medida for rejeitada pelo Congresso atual, o ambiente será melhor no ano que vem, dando capacidade ao novo presidente para aprovar a proposta.

    "Poderia ser projeto de lei ou medida provisória. Seria a mesma tentativa que a gente fez agora, mas talvez num outro cenário, com presidente eleito", disse Colnago. O ministro reconheceu que a proposta enfrentará a resistência dos servidores públicos, mas ressaltou que ela é necessária para garantir espaço para os investimentos dentro do teto de gastos.

    Essa é uma das medidas que são necessárias porque o governo precisa abrir espaço para aumentar as despesas discricionárias, aquelas sobre as quais tem margem de controle, incluindo obras e outros investimentos, no Orçamento do ano que vem. O cenário de paralisação na máquina pública está no radar porque o espaço que a equipe econômica tem para gastar livremente em 2019 será menor que o necessário para manter os serviços à população.

    O presidente do Fórum Nacional Permanente de Carreiras Típicas de Estado (Fonacate), Rudinei Marques, disse, porém, que os servidores públicos têm sido "surpreendidos por medidas unilaterais da administração" e pediu diálogo com o governo. "Se vierem mais medidas arbitrárias, só temos uma resposta, que é trabalhar contra", afirmou.

  • Neoenergia eleva proposta para compra da Eletropaulo

    21/04/2018




    ECONOMIA
    Renée Pereira

    São Paulo - A Neoenergia, controlada pela espanhola Iberdrola, elevou a oferta para comprar a Eletropaulo. Ontem, depois da reunião do Conselho de Administração, a empresa anunciou que o preço anterior de R$ 25,51, feito na terça-feira, foi aumentado para R$ 29,4 por ação. O valor é 5% superior à proposta feita pela italiana Enel, de R$ 28.

    O contra-ataque da Neoenergia ocorreu um dia depois de a Enel melhorar as condições de sua oferta. Na quinta-feira, a empresa elevou de R$ 1 bilhão para R$ 1,5 bilhão o aumento de capital que fará caso vença a disputa pela distribuidora paulista - hoje a maior da América Latina. Atualmente a italiana controla três distribuidoras no Rio de Janeiro, Ceará e Goiás. A Neoenergia detém a concessão de quatro concessionárias Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte e São Paulo.

    Com a forte competição travada nos últimos dias, as ações da concessionária terminaram a semana com alta de 31,77%, cotada em R$ 28,99. A primeira proposta pela compra da Eletropaulo, de R$ 19 por ação, foi feita pela Enel, no fim de março. Mas a mineira Energisa, que controla nove distribuidoras no País, elevou o patamar das negociações ao fazer uma oferta vinculante - prática pouco usual no Brasil. Segundo fontes, o preço de R$ 19,38 foi considerado baixo, mas mudou o ambiente das negociações.

    Após o movimento da empresa nacional, a Neoenergia fez sua primeira proposta, de R$ 25,51 por ação, superada no mesmo dia por nova oferta da Enel, de R$ 28. Por ora, ninguém no mercado descarta que novos lances possam ser dados nos próximos dias para ficar com a Eletropaulo.

    Interesse. Segundo especialistas, os atrativos da distribuidora são muitos. O presidente da consultoria Thymos Energia, João Carlos Mello, destaca que a área atendida pela empresa tem elevado consumo e inadimplência baixa. Além disso, a base de ativos (usada para a revisão tarifária) é baixa por causa da falta de investimentos. "O novo dono vai entrar, fazer vários investimentos e elevar a tarifa, hoje uma das menores do País", explica o executivo.

    A Eletropaulo, cujos principais acionistas são a americana AES e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), tem cerca de 18 milhões de clientes em 24 municípios de São Paulo e fatura R$ 21 bilhões.

  • Banco Mundial aprova aumento de capital de US$ 13 bilhões

    21/04/2018




    ECONOMIA
    Letícia Fucuchima

    São Paulo - O Comitê de Desenvolvimento do Banco Mundial aprovou hoje um aumento de capital de US$ 13 bilhões para a instituição. Na avaliação do presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, a ação demonstra "confiança renovada na cooperação global".

    Em declaração mais cedo, o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, indicou que a administração Trump tinha passado a apoiar a ampliação de capital do Banco. "Há reformas que eles estão fazendo que nós acreditamos que são significativas junto com o pedido de aumento de capital", disse.

    A fala de Mnuchin revelou uma mudança de postura por parte do governo norte-americano, que vinha se mostrando cético em relação a instituições multilaterais. Os EUA são o único país com poder de veto sobre qualquer mudança na estrutura do Banco Mundial, de forma que o aumento de capital não se concretizaria sem o apoio de Washington.

    Em parte, essa mudança de reflete o desejo, por parte do governo norte-americano, de que o Banco Mundial faça um contrapeso maior ao financiamento chinês, que tem crescido rapidamente.

  • Após 4 anos, Eudora amplia aposta no varejo e volta a abrir lojas

    21/04/2018




    ECONOMIA
    Fernando Scheller

    São Paulo - Depois de quatro anos focada principalmente na venda direta, a marca Eudora, projeto pioneiro de diversificação de marcas do Grupo Boticário, vai voltar a aumentar a aposta no varejo. Hoje presente em shopping centers apenas em pequenos quiosques, a Eudora voltará a ter lojas pelo Brasil. Segundo Daniel Knopfholz, diretor executivo da Eudora, serão entre cinco e seis lojas até dezembro - a primeira delas já foi inaugurada em Belo Horizonte. O investimento da marca neste ano será de cerca de R$ 100 milhões, diz o executivo.

    A Eudora foi o projeto pioneiro de transformar o Grupo Boticário em uma companhia multimarcas. Criada em 2011 para bater de frente com a Natura no setor de vendas diretas, a marca inicialmente tinha um posicionamento semelhante ao da americana Victoria?s Secret, com produtos e comunicação carregando no apelo sexy.

    Desde então, a estratégia de marketing foi totalmente revisada, assim como parte do portfólio ofertado. A Eudora chegou a ter cerca de 15 lojas no início da década - o projeto original de varejo primeiro foi reformulado e, posteriormente, encerrado. Segundo Knopfholz, à frente do negócio desde 2014, a marca está pronta para se estabelecer em uma orientação multicanal - o porta a porta continuará a ser o foco principal, mas e-commerce, lojas físicas e venda em farmácias também estarão contemplados.

    Apesar de ter enfrentado percalços desde sua criação, a Eudora tem um papel fundamental dentro do Grupo Boticário, afirma o especialista em varejo Alberto Serrentino, da consultoria Varese. O especialista ressalta que a empresa foi, por exemplo, um grande laboratório para que o grupo aprendesse a atuar em vendas diretas - um segmento que sempre foi dominado no Brasil pelas rivais Natura e Avon.

    Embora a Eudora não tenha se tornando a gigante que se esperava em seu lançamento, os aprendizados que ela trouxe, diz Serrentino, foram úteis para a estratégia da marca O Boticário, que hoje tem fatia relevante de sua receita concentrada no setor - cerca de um terço do total, segundo uma fonte do mercado de cosméticos. Procurado, o grupo não quis comentar a informação.

    No ano passado, o Grupo Boticário faturou R$ 12,7 bilhões, alta de 7,5% em relação a 2016. Após a Eudora, a estratégia multimarcas da companhia incluiu projetos como Quem Disse, Berenice? (rede de maquiagem dedicada ao público jovem) e The Beauty Box (lojas que vendem produtos do grupo e também itens importados). No mês passado, a companhia entrou na briga pelas vendas para a classe C, ao comprar a paulista Vult, vendida tanto em quiosques próprios quanto em distribuidoras de cosméticos de todo o País.

    Expansão. Com a ampliação do investimento em marketing e o novo desenho de lojas, Knopfholz, da Eudora, espera poder acelerar a abertura de unidades a partir do ano que vem. Para Serrentino, da Varese, o Grupo Boticário tem mostrado capacidade de criar novos projetos dentro do mundo dos cosméticos - por meio de testes iniciais, tem conseguido ganhar escala com algumas das apostas, como a implantação da venda direta para O Boticário ou a Quem Disse, Berenice? A Eudora, agora, tenta novamente buscar o crescimento.

    Serrentino destaca que o Grupo Boticário tem forte geração de caixa e, por isso, pode se dar ao luxo de testar novos caminhos e buscar inovação. "Quando a aposta se mostra acertada, eles têm capacidade de ganhar escala rapidamente." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • É hora de criar amortecedores, segundo Guardia

    21/04/2018




    ECONOMIA
    Rolf Kuntz, enviado especial

    Washington - Conflitos comerciais e turbulências financeiras são riscos visíveis no horizonte e podem comprometer o crescimento global, destaca o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, na declaração preparada para a reunião, na manhã deste sábado, do Comitê Monetário e Financeiro do Fundo Monetário Internacional (FMI). Formado por 24 ministros de todos os continentes, o comitê representa os 189 países-membros e se manifesta no fim de cada reunião geral do Fundo como um grande conselho político.

    Guardia endossa em sua declaração a dupla advertência repetida durante a semana por diretores do FMI. "A integração internacional do comércio, um dos motores principais do crescimento, tem facilitado a convergência do desenvolvimento em todo o mundo", observa o ministro. "Protecionismo", acrescentou, "não é a forma de cuidar de possíveis subprodutos indesejáveis dessa integração".

    Sem citar pessoas ou países, essa manifestação é mais uma referência à tensão gerada com as medidas protecionistas prometidas em março pelo presidente Donald Trump. Depois do anúncio de tarifas sobre importações de aço e alumínio de várias procedências, vieram ameaças de barreiras mais amplas ao ingresso de grande número de produtos chineses.

    Endossando também o diagnóstico e a recomendação do FMI, o ministro defende a implantação de políticas destinadas a "apoiar as pessoas afetadas pela inovação tecnológica e pelo comércio", enquanto se faz a transição para um "novo equilíbrio com mais oportunidades para todos".

    Guardia acentua, igualmente, o risco associado a "fragilidades" financeiras decorrentes do prolongado período de juros muito baixos. Traduzindo: juros baixos durante muitos anos deram espaço a operações de risco, a uma grande valorização de ativos e a enorme endividamento privado e público. O temor, agora, é da eclosão de dificuldades, se o aperto monetário no mundo rico se tornar de repente muito forte.

    O aumento de juros nos Estados Unidos, também conhecido como "normalização monetária", vem sendo conduzido com muito cuidado pelo Federal Reserve, o banco central americano. Mas há o perigo, se a inflação se acentuar de forma inesperada, de um aperto mais forte que o previsto. O presidente do Banco Central do Brasil, Ilan Goldfajn, admite o risco, mas o classifica como pouco provável. Além disso, observa, o Fed tem comunicado seus planos com muita clareza e dificilmente alguém será surpreendido.

    Recomendação. Guardia apoia a recomendação de aproveitar a boa fase da economia global para avançar na consolidação das contas públicas e na recomposição de amortecedores fiscais. Esses amortecedores são folgas financeiras para os governos poderem atuar em caso de problemas inesperados. É preciso agir, havia dito na quinta-feira a diretora-gerente do FMI, Christine Lagarde, "enquanto está aberta a janela de oportunidade". Ela ainda recorreu a um discurso mais popular, lembrando a conveniência de consertar o telhado enquanto o céu está azul (em Washington, de fato, estava cinzento e chuvoso, como reconheceu Lagarde, mas isso mudaria no dia seguinte).

    Guardia abre caminho, com a referência à recomposição de amortecedores fiscais, para mencionar o esforço de ajuste das contas públicas no Brasil. Esse esforço, explica o ministro, é ancorado pelo limite constitucional ao gasto público e pela meta de resultado primário (o saldo orçamentário calculado sem a despesa com juros): "Apesar do progresso conseguido até agora, reformas devem prosseguir para manter o ambiente de inflação baixa e juros baixos, assim como a recuperação econômica. A agenda imediata inclui reformas para melhorar o sistema tributário (referência ao projeto de simplificação do PIS-Cofins) e o ambiente de negócios.

    Grande parte da agenda fica para o próximo governo, mas esse detalhe fica fora da declaração. Mas o fato é bem conhecido no FMI. A tarefa mais urgente do governante eleito no fim deste ano é avançar na consolidação fiscal, comentou ontem à tarde o diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental, Alejandro Werner. Isso inclui, segundo ele, conseguir a aprovação da reforma da Previdência.