Notícias

  • Presidente em exercício da Câmara diz que MP do Refis será votada na quarta-feira

    19/09/2017




    ECONOMIA
    Igor Gadelha e Daiene Cardoso

    Brasília - Presidente em exercício da Câmara, o deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG) afirmou nesta terça-feira, 19, que pautará para esta quarta-feira, 20, a votação no plenário da Casa da medida provisória (MP) que cria o novo Refis. O peemedebista disse que os líderes da base aliada ainda negociam os últimos pontos do texto, para que possa ir à votação. A proposta precisa ser aprovada na Câmara e no Senado e sancionada pelo presidente da República até 11 de outubro, quando perde a validade.

    Como mostrou o Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) na última quarta-feira, 13, acordo entre parlamentares e equipe econômica já estabeleceu em 70% o desconto máximo que contribuintes que aderirem ao Refis terão nas multas.

    O porcentual acordado é maior do que o previsto no texto original enviado pelo governo na MP, de 50%, e menor do que os 99% propostos pelo relator da MP, deputado Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG), em seu parecer sobre a matéria aprovada em comissão especial.

    Não é a primeira vez que o governo tem de ceder à pressão dos parlamentares, muitos deles devedores do Fisco, para afrouxar as condições de parcelamento dos débitos. Da outra vez, o governo foi obrigado a deixar o Refis perder a validade pelo tanto que foi desfigurado no Congresso. Desta vez, a previsão inicial era arrecadar R$ 13 bilhões, mas as mudanças feitas pelo relator derrubaram essa expectativa para R$ 420 milhões.

    Pelo acordo entre os parlamentares, o desconto máximo de 70% será para contribuintes que pagarem à vista o valor remanescente, após a entrada. Para aqueles que optarem pelo parcelamento, o acordo prevê descontos menores: de 50%, quando parcelarem a dívida em 145 meses e 25%, em 175 meses. No texto inicial da MP, os descontos no parcelamento eram de 40% nos dois prazos.

    Já nos juros que incidirão sobre as dívidas, parlamentares e governo acordaram em manter os porcentuais previstos no texto original da MP. O desconto máximo nos juros que incidem sobre as dívidas que os contribuintes poderão ter será de 90%, quando o pagamento for à vista, de 80%, quando for parcelado em 145 meses, e de 50%, no parcelamento de 175 meses.

    Em troca da negociação de juros e multas, parlamentares aceitaram manter em 25% o desconto máximo nos encargos legais, inclusive nos honorários, como previsto no texto original da MP. O relator e líderes criticavam o desconto menor nos encargos e honorários, cuja parcela da arrecadação vai para a Fazenda Nacional.

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  • Diretor do BNDES diz que valor de devolução ao Tesouro pode ser revisto

    18/09/2017




    ECONOMIA
    Altamiro Silva Junior

    São Paulo - O novo diretor de Planejamento e Crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Carlos da Costa, afirmou a jornalistas nesta segunda-feira, 18, que os R$ 180 bilhões que o governo quer que a instituição devolva ao Tesouro são um valor "salgado". "Se comprometer o investimento, vamos ter que encontrar uma saída alternativa. Se os R$ 180 bilhões colocarem em risco a missão do BNDES eles não serão R$ 180 bilhões."

    O presidente da instituição, Paulo Rabello de Castro, também havia criticado essa exigência do governo, ressaltando que é inviável e que é preciso que o BNDES fique com um caixa.

    O governo solicitou o pagamento de R$ 180 bilhões de uma dívida de R$ 450 bilhões do BNDES. Segundo Costa, o banco avalia neste momento qual valor seria viável devolver. Ele, porém, evitou falar em números para os jornalistas.

    Em palestra hoje na Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Costa defendeu que o BNDES continue a emprestar recursos para áreas importantes, como infraestrutura, inovação e para pequenas e médias empresas.

    Costa defendeu também os empréstimos com juros subsidiados concedidos pelo BNDES por meio da Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP). Não fosse esse crédito, a situação da economia hoje estaria muito pior, disse em sua palestra, ressaltando que o pouco de investimento que aconteceu no Brasil foi por conta dessa taxa menor.

    Para o diretor do BNDES, a TJLP deveria hoje ser de 6,3%. O indicador será substituído pela Taxa de Longo Prazo (TLP), o novo referencial para os empréstimos do banco.

  • BNDES: Não pode reunião na calada da noite escolher presidente de empresa

    18/09/2017




    NOTICIA,
    Altamiro Silva Junior

    São Paulo - O novo diretor de Planejamento e Crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Carlos da Costa, afirmou que a JBS é um "caso excelente" para discutir a melhora da governança nas empresas brasileiras. "Não podemos ter reunião na calada da noite para escolher o presidente, não só na JBS", disse a jornalistas após fazer palestra em São Paulo. Costa disse que o BNDES está avaliando o caso e buscando uma saída que não penalize a empresa e seus acionistas, "mas que resgate o valor da companhia para os brasileiros". O presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, criticou o acordo que escolheu o novo presidente da JBS, José Batista Sobrinho, conhecido como Zé Mineiro, o fundador da empresa, também usando a expressão "calada da noite" sobre a reunião e criticou que a reunião foi convocada às pressas. Em nota nesta segunda-feira, 18, a JBS negou que tenha havido irregularidades na reunião.

  • BNDES aprova indicação de Cledorvino Belini para conselho da JBS

    18/09/2017




    NOTICIA,
    Vinicius Neder

    Rio - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou nesta segunda-feira, 18, que sua diretoria aprovou a indicação dos nomes de Cledorvino Belini e Roberto Penteado de Camargo Ticoulat para as vagas a que a instituição de fomento tem direito no conselho de administração do frigorífico JBS. Belini foi presidente da Fiat Chrysler para a América Latina e da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Mais cedo, o presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, havia confirmado ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, que o banco indicaria o nome de Belini. Ticoulat é vice-presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Os dois indicados substituirão Maurício Luchetti e Claudia de Azeredo Santos, "que renunciaram aos seus cargos e a quem o BNDES agradece por seu excelente trabalho na busca do melhor interesse da companhia como representantes do banco no conselho", diz uma nota divulgada pela instituição de fomento.

  • BCE prevê que inflação da zona do euro irá desacelerar para 0,9% no 1º trimestre

    18/09/2017




    ECONOMIA


    Londres - A taxa anual de inflação ao consumidor da zona do euro deverá desacelerar para 0,9% no primeiro trimestre de 2018, segundo relatório mensal divulgado hoje pelo Banco Central Europeu (BCE).

    Se confirmada, a previsão será um problema para o BCE, cuja meta de inflação é de taxa ligeiramente inferior a 2% e que se prepara para começar a retirar os gigantescos estímulos monetários de seu programa de relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês). Através do QE, o BCE pretende continuar comprando 60 bilhões de euros em ativos mensalmente até pelo menos dezembro.

    Dados publicados mais cedo pela Eurostat, a agência de estatísticas da União Europeia, confirmaram que a inflação anual da zona do euro ficou em 1,5% em agosto, ante 1,3% em julho.

    A projeção do BCE de queda na inflação reflete desdobramentos nos preços do petróleo e de alimentos, que são componentes importantes, mas voláteis. Ambos subiram com força no início de 2017, mas moderaram o ritmo desde então, o que pesará no resultado do começo de 2018.

    Recentemente, o presidente do BCE, Mario Draghi, sinalizou que a instituição deverá apresentar planos de retirar o programa de QE, avaliado em 2,3 trilhões de euros (US$ 2,74 trilhões), na reunião de política monetária de outubro. Fonte: Dow Jones Newswires.

  • Vendas crescem 3,8% na capital paulista na 1ª quinzena de setembro

    18/09/2017




    ECONOMIA
    Caio Rinaldi

    São Paulo - As vendas realizadas pelo comércio varejista na capital paulista apresentaram alta de 3,8% na primeira quinzena de setembro em relação ao mesmo período do ano anterior, aponta a Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Na mesma base de comparação, as compras a prazo registraram alta de 5,0%, enquanto os negócios à vista avançaram 2,6%.

    "É um bom resultado porque setembro costuma ser um mês fraco para o varejo, por não contar com data comercial e ter feriado, que são fatores que prejudicam o setor na cidade. Mesmo assim, houve um crescimento generalizado", explicou em nota o presidente da ACSP, Alencar Burti. "A economia caminha para uma recuperação consistente, segundo os dados mais atuais, mas é preciso cautela por conta do quadro de incerteza política".

    A Associação atribuiu o bom desempenho do comércio paulistano nos 15 primeiros dias de setembro ao alívio inflacionário e à recuperação da massa salarial, assim como à melhora do crédito e queda dos juros, aliados ao alongamento dos prazos. Também foi lembrada a fraca base de comparação, já que, no mesmo período de 2016, o resultado havia sido negativo em 5,3%.

    Já na comparação com a primeira quinzena de agosto, foi apurada uma queda de 4,5% nos 15 primeiros dias de setembro. "O sistema a prazo cresceu 6,7%, por conta da queda dos juros e do aumento salarial", relatou a ACSP. "Na contramão, as vendas à vista recuaram 15,6% em função da base forte de comparação, visto que o Dia dos Pais em agosto incentivou a procura por presentes de menor valor comprados à vista". Outro fator que pesou no resultado, explicou a Associação, foi o fato de a primeira quinzena de setembro ter contado com um dia útil a menos.

  • China aumenta repressão ao comércio de bitcoins

    18/09/2017




    ECONOMIA


    Pequim - As autoridades chinesas estão se movendo em direção a uma ampla repressão ao comércio de bitcoins, testando a resiliência da moeda virtual, bem como a ideia de sua natureza descentralizada protegê-la das interferências governamentais.

    Os reguladores chineses decidiram implementar uma proibição abrangente de canais para a compra ou venda da moeda virtual na China, que vai além dos planos para encerrar as trocas de bitcoins comerciais, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto.

    Funcionários comunicaram a mensagem a vários executivos da indústria em uma reunião a portas fechadas em Pequim na sexta-feira, de acordo com as pessoas que estavam presentes na reunião. Até a semana passada, muitos empresários no comércio de bitcoin na China pensaram que as autoridades do país poderiam encerrar apenas atividades comerciais, tolerando plataformas de bitcoin peer-to-peer ou over-the-counter, que permitem que compradores e vendedores se encontrem e façam as trocas diretamente. Fonte: Dow Jones Newswires.

  • Inflação anual na zona do euro acelera para 1,5% em agosto e confirma prévia

    18/09/2017




    ECONOMIA


    Londres - O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da zona do euro subiu 1,5% na comparação anual de agosto, ganhando força em relação ao aumento de 1,3% verificado em julho, segundo dados finais divulgados hoje pela agência de estatísticas da União Europeia, a Eurostat.

    O resultado de agosto confirmou estimativa preliminar e veio em linha com a expectativa de analistas consultados pela Dow Jones Newswires.

    A leitura final também mostrou que a inflação na zona do euro se aproximou um pouco mais da meta do Banco Central Europeu (BCE), que é de uma taxa ligeiramente inferior a 2,0%.

    Em relação a julho, o CPI da região avançou 0,3% em agosto, também em linha com a projeção do mercado.

    Apenas o núcleo do CPI do bloco, que exclui os preços de energia e de alimentos, registrou alta de 0,3% em agosto ante o mês anterior e subiu 1,2% na comparação anual. Fonte: Dow Jones Newswires.

  • BNDES tomará providências para obter posicionamento da CVM sobre JBS

    18/09/2017




    NOTICIA,
    Vinicius Neder e Mariana Durão

    Rio - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) vai recorrer à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) para obter um posicionamento em relação às divergências com os controladores do frigorífico JBS. A disputa societária entre o banco e a família Batista subiu de tom após o conselho de administração da JBS, em reunião realizada no sábado, 16, escolher o fundador da empresa, José Batista Sobrinho, para terminar o mandato de CEO no lugar de Wesley Batista, preso semana passada. "O presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, esclarece que solicitou à Área Jurídica do banco que mantenha as providências necessárias para obter uma posição da Câmara Arbitral ou da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre as divergências da instituição com a companhia", diz uma nota divulgada nesta segunda-feira, 18, pelo BNDES. Mais cedo, Rabello disse ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado, que o banco seguiria a decisão de sábado do conselho de administração da JBS e estudava a possibilidade de recorrer novamente à CVM para esclarecer a questão do conflito de interesses que haveria caso os controladores da JBS votassem na assembleia geral extraordinária de acionistas (AGE) solicitada pelo BNDES. Para Rabello, a indicação de José Batista Sobrinho como CEO confirmou o conflito de interesses. "A CVM é quem pode arbitrar. É preciso que a CVM se manifeste, com uma decisão regulatória, no sentindo de esclarecer a aplicação da Lei 6.404/76 (Lei das S.A.)", diz Rabello, na nota. Dias antes da data marcada para a AGE, em 1º de setembro, o colegiado da CVM decidiu que o conflito de interesses alegado pelo BNDES não justificava o adiamento da reunião de acionistas. Por isso, o banco, que tem participação de 21,3% na JBS, recorreu à Justiça para impedir os controladores da empresa de votarem na AGE. Diante do impedimento, os donos do JBS conseguiram, também pela via jurídica, adiar a reunião por 15 dias, levando a disputa para a arbitragem - o assunto deverá ser discutido em uma Câmara Arbitral da B3. Procurada, por meio de sua assessoria de imprensa, a CVM informou que, "até o presente momento", a autarquia "não recebeu pedido" novo do BNDES sobre o caso com a JBS. Na nota, o BNDES reforçou que quer melhorar a governança do frigorífico. "Queremos, exigimos e vamos conseguir melhor governança nessa companhia porque existe dinheiro do Brasil e de todos os brasileiros nela", diz outro trecho, também atribuído a Rabello. O BNDES informou ainda que, em suas declarações, o presidente do banco "não questiona o mérito do voto da conselheira indicada pelo banco na reunião do conselho que aprovou a escolha do novo presidente da JBS no último sábado". O voto de Claudia de Azeredo Santos, única representante do BNDES no conselho da JBS (a outra cadeira está vaga), deu quórum e tornou a reunião legal. "Ela atua com o devido grau de independência prescrito pelas melhores práticas de governança", diz a nota, repetindo as críticas às circunstâncias em que a reunião foi realizada, "na calada da noite", como disse Rabello ao Broadcast mais cedo. Na nota, o BNDES reforçou ainda a "sua defesa de que a JBS tome iniciativas para apurar as responsabilidades por prejuízos causados à empresa por administradores, ex-administradores e controladores envolvidos em atos ilícitos por eles já confessados" e voltou a defender "a profissionalização da gestão da companhia".

  • Venda cambial de bancos na China tem forte queda em agosto

    18/09/2017




    ECONOMIA


    Pequim - Os bancos da China venderam US$ 3,8 bilhões líquidos em moedas estrangeiras em agosto, o que representa apenas uma fração dos US$ 15,5 bilhões de julho, segundo dados da Administração Estatal de Câmbio (Safe, na sigla em inglês).

    Os números são consistentes com outros indicadores que mostram a diminuição da pressão da saída de capitais da China nos últimos meses, destacou a Safe. Fonte: Dow Jones Newswires.

  • Preço de moradias na China sobe em ritmo mais fraco em agosto

    18/09/2017




    ECONOMIA


    Pequim - Os preços de moradias na China subiram em ritmo mais fraco em agosto do que no mês anterior, sinalizando uma desaceleração no setor imobiliário da segunda maior economia do mundo.

    O valor médio de novas moradias em 70 cidades chinesas aumentou 0,2% em agosto ante julho, excluindo-se projetos de habitação subsidiados pelo governo, segundo cálculos do The Wall Street Journal baseados em dados do Escritório Nacional de Estatísticas do país. Em julho, o preço médio havia avançado 0,5% em relação a junho.

    Na comparação anual, o preço médio das moradias também cresceu com menos força em agosto, ao registrar alta de 8,2%, ante ganho de 9,3% em julho. Fonte: Dow Jones Newswires.