Notícias

  • Demanda do consumidor por crédito cresce 5,3% em janeiro, diz Serasa

    19/02/2018




    ECONOMIA
    Karla Spotorno

    São Paulo - A quantidade de pessoas que buscou crédito em janeiro cresceu 5,3% ante dezembro. Em relação ao primeiro mês do ano passado, o avanço foi muito maior: 20,3%. É o que mostra levantamento da Serasa Experian divulgado nesta segunda-feira, 19.

    O aumento da procura por crédito em janeiro aconteceu em todas as classes de renda, segundo a pesquisa. Entre as diferentes faixas de remuneração, o maior crescimento porcentual aconteceu entre os que recebem mensalmente mais de R$ 10.000 (+6,4%).

    De acordo com os economistas da Serasa Experian, o "recuo das taxas de juros com a expansão da oferta de crédito ao consumidor, aliado à melhora gradual do mercado de trabalho e à queda da inadimplência", impulsionaram a busca do consumidor por algum tipo de empréstimo.

    A maior demanda foi observada em todas as regiões do País. No Centro-Oeste, a alta foi de 7,4% em relação a dezembro/17. No Sul, ficou em 6,3%. No Sudeste, o avanço foi de 6,0%. Já no Norte e Nordeste, o crescimento foi de 4,4% e de 1,9%, respectivamente.

    O Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito é construído a partir de uma amostra de CPFs, consultados mensalmente na base de dados da empresa.

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  • Aluguel residencial tem em janeiro maior alta desde fevereiro/2015, diz Fipezap

    16/02/2018




    ECONOMIA
    Circe Bonatelli

    São Paulo - Os aluguéis residenciais subiram 0,35% em janeiro na comparação com dezembro de 2017, considerando os valores médios de anúncios em 15 cidades. Essa foi a maior alta mensal registrada desde fevereiro de 2015, quando os aluguéis aumentaram 0,38%. Nos últimos 12 meses, os preços dos aluguéis ainda acumulam uma retração de 0,52%.

    Os dados fazem parte da pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) com base nos anúncios do site Zap Imóveis. O levantamento incorpora em seu cálculo apenas os novos contratos, sem considerar a correção dos aluguéis nos contratos vigentes.

    A maior parte das cidades monitoradas apresentou alta no preço de locação na passagem de dezembro para janeiro, com destaque para Florianópolis (1,34%), Curitiba (1,26%), Salvador (1,09%), Recife (0,99%) e São Paulo (0,63%).

    Já entre as cidades que registraram queda de preço no último mês estão: Belo Horizonte (-0,23%), Fortaleza (-0,19%) e Porto Alegre (-0,15%).

    Com o resultado de janeiro, o valor médio de locação no País atingiu o patamar de R$ 28,05 por metro quadrado. São Paulo tem o aluguel mais elevado do País, em R$ R$ 35,86/m2, seguido por Rio, com R$ 31,15/m2, Santos (SP), em R$ 28,83/m2 e Distrito Federal, com R$ 28,49/m2.

  • Relatório do TCU rejeita concessão de Temer

    16/02/2018




    ECONOMIA
    André Borges

    Brasília - A primeira concessão de rodovia prevista pelo governo Michel Temer para este ano deu origem a um conflito entre auditores do Tribunal de Contas da União (TCU) e integrantes da Secretaria Especial do Programa de Parcerias de Investimentos, comandada pelo ministro Moreira Franco. O impasse surgiu com um relatório da Corte de contas, que rejeitou a minuta do edital e os estudos para a concessão da chamada Rodovia de Integração do Sul (RIS), uma rota de 473 quilômetros que integra trechos das BR-101 no Rio Grande do Sul com mais três rodovias federais.

    O Estado teve acesso com exclusividade ao relatório, que ainda será submetido ao Ministério Público junto ao TCU e ao plenário da corte. Os auditores desqualificam o material apresentado pelo governo. A conclusão é de que o estudo "omitiu importantes investimentos" necessários para o trecho, apresentou "diversas inconsistências" e "assimetria de informações", além de favorecer a inclusão de aditivos contratuais após a realização do leilão, favorecendo a empresa com o aumento de tarifas de pedágio.

    O documento, que traz 34 determinações de mudanças no edital e condiciona sua aprovação a uma nova avaliação pelo TCU, critica ainda a elaboração dos estudos técnicos pela Triunfo Participações e Investimentos (TPI), dona da concessionária Concepa, que já atua em trecho da BR-290, rodovia que integra a nova concessão.

    Estudos. A TPI foi a única empresa a realizar estudos para o leilão da Rodovia de Integração do Sul (RIS), por meio de um contrato de Procedimento de Manifestação de Interesse Público (PMI), modelo que repassa da União para a iniciativa privada os estudos de concessões.

    Na elaboração do relatório, os auditores tiveram acesso a documentos apreendidos pela Polícia Federal na Operação "Cancela Livre", deflagrada em agosto de 2017 e que investigava possíveis fraudes e desvio de recursos públicos pela empresa durante em obras da BR-290.

    Segundo a análise técnica, diversos documentos apreendidos faziam menção aos estudos elaborados pela Triunfo para a nova concessão, com omissão de obras que, após a realização do leilão, poderiam ser incluídas no contrato por meio de aditivos, sem licitação.

    O levantamento alerta que "é sabida a necessidade de execução de obras e investimentos no segmento mais crítico da concessão, como revelam as evidências apresentadas", mas destaca que, "apesar disso, os estudos de viabilidade encaminhados pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) optaram por omitir completamente estes investimentos."

    O processo da Rodovia de Integração do Sul é relatado pelo ministro Bruno Dantas, que não comenta o assunto. Dantas tem adotado postura moderada em relação às análises técnicas dos auditores. Procurada, a Triunfo informou que só participará do leilão da rodovia "se as condições estabelecidas no edital forem condizentes com sua política de investimento". A empresa afirmou que os estudos "seguiram todos os requisitos do edital". A ANTT informou que recebeu o relatório, mas que ainda não há manifestação da corte sobre o assunto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Montadoras desafiam acordo com a Argentina

    16/02/2018




    ECONOMIA
    André Ítalo Rocha e Cleide Silva

    São Paulo - O esforço da Argentina para reduzir a entrada de carros brasileiros tem se mostrado em vão. A importação de veículos do Brasil feita pelas montadoras instaladas no país vizinho - que tem ajudado as fabricantes locais a ampliarem a produção - permanece acima dos limites estabelecidos em acordo comercial entre os dois países, o que pode resultar em multas.

    O descumprimento da regra ocorre mesmo após o governo argentino ter anunciado, sete meses atrás, que exigiria das montadoras responsáveis pelo excesso o depósito de garantias equivalentes às multas que, se confirmadas, deverão ser pagas após o fim do acordo, em 2020.

    Pelo acordo, para cada US$ 1 que a Argentina exporta para o mercado brasileiro em veículos e autopeças, o Brasil pode exportar US$ 1,5 para lá. É o que os dois governos chamam de "flex". Essa proporção, no entanto, chegou a US$ 1,85 em 2016 e a US$ 2,34 no ano passado. Mesmo após o alerta do presidente Mauricio Macri, de pedir garantias do pagamento de eventuais multas, a balança manteve o desequilíbrio. De julho de 2017 a janeiro deste ano o flex ficou em US$ 2,19.

    A explicação é que, nesse período, enquanto o Brasil começava a se recuperar da pior crise de sua história - que derrubou as vendas de carros à metade, - a Argentina seguia com seu mercado a todo vapor, com vendas de 883 mil unidades no ano passado, 22,5% a mais que em 2016. Boa parte da demanda foi atendida pelos carros fabricados no Brasil, pois a produção ficou estável, em 472 mil unidades, segundo a associação das montadoras argentinas (Adefa). Talvez seja isso que tenha colocado Macri em alerta. O Brasil, por outro lado, aumentou sua produção em 25% no ano passado, e as exportações cresceram 46,5%, para 762 mil unidades, mais da metade destinada ao país vizinho.

    "Tudo indica que o Brasil, embora deva manter suas exportações em alta, também vai importar mais este ano, especialmente o setor automotivo, em razão da recuperação econômica", diz José Augusto de Castro, presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB).

    Mesmo com esse cenário, a Argentina começou a notificar neste mês as montadoras que deverão fazer o depósito de garantia da multa por ter extrapolado o flex. Das empresas brasileiras que exportam para o país, somente a Fiat confirmou que sua subsidiária está nesse grupo.

    As montadoras argentinas terão de depositar o equivalente a 24,5% do valor excedente importado. Segundo analistas, por se tratar de empresas do mesmo grupo, é possível que as marcas instaladas no Brasil possam colaborar com eventuais multas. Não foi divulgado, por enquanto, valores e prazos para o depósito das garantias.

    Pressão. O Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic) reforçou ontem que a aferição das cotas é prevista para ocorrer no fim do acordo e que o governo entende que, com a retomada do crescimento da economia brasileira, a tendência é de aumento das importações de produtos argentinos, reduzindo a pressão existente hoje.

    "Acreditamos que, em 2020, o índice estará dentro do acordado, com aumento do comércio bilateral, com consequente incremento da integração produtiva", avalia o secretário de Desenvolvimento e Competitividade Industrial do Mdic, Igor Calvet.

    Na opinião do presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale, a proporção do flex não deverá subir mais, uma vez que o mercado brasileiro voltou a crescer. "A tendência é que o flex se estabilize, para depois voltar a cair", diz. Megale lembra que o acordo prevê que o flex suba de 1,5 para 1,7 a partir de julho de 2019, o que facilitará o equilíbrio comercial entre os dois países.

    As montadoras têm anunciado investimentos na Argentina para produzir modelos que terão o Brasil como importante cliente, outra medida que ajudará o setor a cumprir o acordo. A Fiat investiu US$ 500 milhões para produzir o sedã Cronos, apresentado na semana passada. A Volkswagen fará aporte de US$ 650 milhões para a produção um utilitário esportivo e a GM vai investir US$ 500 milhões em "um carro global de alto valor agregado"./COLABOROU LORENNA RODRIGUES. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Para secretário argentino, acordo é equilibrado

    16/02/2018




    ECONOMIA
    Márcio Resende, Especial para o Estado

    Buenos Aires - Para o secretário da Indústria argentino, Martín Etchegoyen, o acordo assinado em 2016 pelos dois países é equilibrado para ambas as partes. "O acordo permite maior previsibilidade nas regras do jogo e incentiva maiores investimentos com geração de emprego para ambos os países porque aumenta o horizonte que antes era de apenas um ano", diz.

    Etchegoyen defende a aplicação do instrumento de garantia, previsto no acordo. "O seguro de depósito é simplesmente uma garantia específica que se pede às montadoras há anos. Quando o acordo automotivo era anual, essa garantia era só por esse período. Atualmente, o prazo vai até junho de 2020."

    O depósito de garantias equivale ao que o Brasil deveria ter importado da Argentina para compensar a diferença a mais do que a Argentina comprou do Brasil nesse setor. É uma espécie de pagamento antecipado de exportações que terão de acontecer mais adiante para cumprir com o acordo automotivo. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Marun: Declaramos guerra ao banditismo e seguimos por votos pela Previdência

    16/02/2018




    ECONOMIA
    Carla Araújo

    Brasília - Apontado como o mais otimista no governo e também um dos integrantes da "tropa de choque" de defesa do governo do presidente Michel Temer, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, divulgou mais uma nota nesta sexta-feira, 16, para tentar minimizar o entendimento de que, com o decreto da intervenção na segurança do Rio, o governo desistiu da aprovação da reforma da Previdência. "Declaramos guerra ao banditismo. Ao mesmo tempo em que continuamos buscando os votos para a necessária aprovação da reforma da Previdência, iniciamos uma luta sem tréguas contra os facínoras que nos humilham, ousam controlar nossos presídios, nossas fronteiras e parte do nosso território e, além disto, nos matam", escreveu. "O governo tem duas prioridades e eu tenho fé de que seremos vitoriosos em ambas", completou o ministro.

    O governo ainda não tinha os 308 votos necessários para a aprovação da reforma da previdência e a expectativa era de que a discussão da matéria começasse na semana que vem na Câmara. Com o decreto de intervenção na segurança do Rio, assinado hoje pelo presidente Michel Temer, e já protocolado na Câmara, no entanto, a matéria já foi retirada de pauta.

  • Mesmo com reforma fora da pauta, metalúrgicos do ABC mantêm greve na segunda

    16/02/2018




    ECONOMIA
    Renato Jakitas

    São Paulo - Mesmo após a retirada da PEC da reforma da Previdência da pauta da Câmara da próxima semana - medida obrigatória, após o decreto de intervenção no Rio de Janeiro -, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC decidiu manter a greve da categoria marcada para a próxima segunda-feira, 19.

    A paralisação foi aprovada pela categoria no dia 7 de fevereiro, assim que o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, definiu o dia 19 para o início das discussões do texto da reforma, com votação prevista a partir do dia 20.

    Nesta sexta-feira, 16, porém, um assessor da Casa Civil entregou na Câmara dos Deputados a mensagem presidencial informando da publicação do decreto de intervenção federal na segurança pública do Estado do Rio de Janeiro. Com isso, o decreto passa a tramitar oficialmente na Câmara e a PEC da reforma previdenciária precisou ser retirada da pauta. A Constituição não pode ser emendada na vigência de uma intervenção federal.

    Segundo os metalúrgicos do ABC, o "risco da reforma persiste" e a mobilização se mantém, principalmente após o presidente Michel Temer afirmar que, quando a reforma da Previdência estiver pronta para ser votada no Congresso, ele pretende cessar a intervenção.

    Segundo o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, a orientação é "para os trabalhadores não irem às fábricas na próxima segunda-feira". "Vamos mostrar a resistência da classe trabalhadora e impedir a aprovação dessa reforma", afirmou o dirigente sindical. "Temos de dar o recado de que essa proposta não interessa aos trabalhadores e não pode ser feita por um governo sem nenhuma legitimidade. Não vamos permitir esse desmonte", acrescentou.

    CUT

    A Central Única dos Trabalhadores (CUT) também emitiu uma nota mantendo a mobilização pelo País. "A nossa luta é para enterrar de vez a reforma", afirma, em nota, o presidente da CUT, Vagner Freitas.

    Ônibus e Metrô

    Já para o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, conhecido como Juruna, a decisão do governo de intervir no Rio de Janeiro, tirando a reforma da pauta da Câmara, desmobiliza os trabalhadores. "Eu acho que (a reforma da Previdência) já era. Agora o movimento perde toda a força", afirma. "Os motoristas de ônibus e os metroviários não estão falando mais em greve", ele destaca.

    Bancos

    O Sindicato dos Bancários de São Paulo, que havia aderido à greve, está reunido nesta sexta-feira, 16, para definir se a categoria vai ou não cruzar os braços na próxima segunda.

  • Renault tem forte alta no lucro de 2017, a 5,11 bilhões de euros

    16/02/2018




    NOTICIA,


    Paris - A Renault divulgou hoje que obteve lucro líquido de 5,11 bilhões de euros (US$ 6,38 bilhões) em 2017, bem maior que o ganho de 3,42 bilhões de euros apurado no ano anterior. A montadora francesa atribuiu o forte resultado a um maior volume de vendas, a ganhos de participação de mercado em todas as regiões que opera e a um benefício extraordinário relacionado à reforma tributária dos EUA, através de sua fatia na japonesa Nissan. A receita da Renault cresceu 15% no ano passado, a 58,77 bilhões de euros, enquanto suas vendas aumentaram 8,5%, a 3,8 milhões de veículos. Como se previa, a fatia na Nissan teve contribuição significativa no balanço de 2017, representando 2,79 bilhões de euros do lucro operacional do grupo, sendo que 1,02 bilhão de euros foram gerados pelas mudanças na legislação tributária dos EUA, aprovadas em dezembro, informou a Renault. Fonte: Dow Jones Newswires.

  • Eunício: Temer não pode suspender decreto de intervenção por reforma

    16/02/2018




    ECONOMIA
    Renan Truffi e Julia Lindner

    Brasília - O presidente do Congresso, senador Eunício Oliveira (MDB-CE), defendeu nesta sexta-feira, 16, que o presidente da República precisa extinguir o decreto de intervenção federal no Rio de Janeiro, caso o Congresso necessite aprovar alguma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) até 31 de dezembro. Na avaliação do emedebista, não é possível apenas "suspender" o decreto para que a Reforma da Previdência possa ser colocada em votação, por exemplo.

    "Enquanto perdurar o decreto, nenhuma emenda à Constituição poderá ser aprovada em nenhuma das duas casas. O decreto tem um prazo até dia 31 de dezembro, quem assina a intervenção é o presidente da República. A partir da aprovação no Congresso, nenhuma mudança na Constituição acontecerá. O presidente não pode suspender, ele tem que extinguir o decreto", disse. "Se depois ele novamente decretar intervenção, o rito é o mesmo", complementou.

    Oliveira explicou que a intervenção foi decidida, no Conselho da República ontem, após um "apelo" do governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (MDB-RJ). Ele afirmou também que, quando chegar no Senado, o decreto tramitará em regime de urgência e, portanto, terá celeridade. "Se o decreto for aprovado na Câmara, pautarei no Senado como primeiro item da pauta".

    O emedebista disse ainda que, como presidente do Senado, será o responsável por designar um relator para a matéria e já indicou que irá escolher algum parlamentar favorável à medida. Além disso, a matéria pode ser aprovada por maioria simples em votação simbólica. Cinco oradores a favor e contra podem se inscrever durante a discussão em plenário. "Se algum líder pedir verificação nominal, a matéria será votada no painel", complementou.

  • Sem medidas fiscais, outros Estados vão precisar de intervenção, diz economista

    16/02/2018




    ECONOMIA
    Eduardo Rodrigues

    Brasília - Após a Reforma da Previdência ter sido retirada da pauta da Câmara dos Deputados em decorrência do decreto de intervenção na segurança pública do Estado do Rio de Janeiro, o economista Raul Velloso avaliou que a medida extrema tomada pelo governo federal só reforça a necessidade urgente de medidas para sanear as finanças dos governos estaduais. Para ele, as mudanças no regime previdenciário têm ainda chance de serem aprovadas mesmo com a intervenção.

    "O ministro da Defesa, Raul Jungmann, já esclareceu que a intervenção poderá ser suspensa para a votação da Previdência, se houver possibilidade de aprovação. A janela de oportunidade é até o fim deste mês e as negociações continuam normalmente", avaliou o economista.

    Velloso disse discordar da tese de que o governo teria optado pela intervenção para não precisar admitir a derrota da Reforma da Previdência - já que nenhuma mudança na Constituição pode ser votada enquanto durar a medida. "A situação no Rio é grave demais para se usar esse tipo de subterfúgio. Além disso, os militares não entrariam nesse tipo de 'jogo'", acrescentou.

    O economista apontou que a crise na segurança pública do Rio de Janeiro decorre da situação de calamidade financeira do Estado, que não é o único ente da Federação que passa por dificuldades fiscais. "São duas crises ocorrendo em paralelo. Se a questão financeira não for equacionada, outros Estados vão acabar precisando de intervenção na área de segurança também", alertou.

    Velloso é o idealizador do projeto que cria fundos de pensão estaduais para tentar aliviar o rombo das aposentadorias dos servidores públicos nos Estados. Os governadores trabalham para encontrar um consenso em torno do texto, que tramitaria lado a lado com a Reforma da Previdência.

    Na próxima segunda-feira, 19, à tarde, haverá uma reunião entre governadores - incluindo o do Rio, Luiz Fernando Pezão - e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), para debater o encaminhamento do projeto dos fundos. "Estamos tentando apressar a discussão porque não temos muito tempo. A ideia é bater o martelo sobre a proposta na segunda para levá-la o quanto antes às lideranças partidárias no Congresso", concluiu Velloso.

  • Air France-KLM reverte lucro e tem perda de 977 milhões de euros no 4º trimestre

    16/02/2018




    NOTICIA,


    Paris - A Air France-KLM divulgou hoje que teve prejuízo líquido de 977 milhões de euros no quarto trimestre de 2017, revertendo lucro de 362 milhões de euros obtido em igual período do ano anterior. A companhia aérea franco-holandesa atribuiu o fraco resultado a despesas relacionadas a planos de pensão, no valor de 1,43 bilhão de euros. Já a receita da Air France-KLM teve expansão anual de 2,4% entre outubro e dezembro, a 6,23 bilhões de euros. Fonte: Dow Jones Newswires.