Notícias

  • Demanda do consumidor por crédito cresce 5,3% em janeiro, diz Serasa

    19/02/2018




    ECONOMIA
    Karla Spotorno

    São Paulo - A quantidade de pessoas que buscou crédito em janeiro cresceu 5,3% ante dezembro. Em relação ao primeiro mês do ano passado, o avanço foi muito maior: 20,3%. É o que mostra levantamento da Serasa Experian divulgado nesta segunda-feira, 19.

    O aumento da procura por crédito em janeiro aconteceu em todas as classes de renda, segundo a pesquisa. Entre as diferentes faixas de remuneração, o maior crescimento porcentual aconteceu entre os que recebem mensalmente mais de R$ 10.000 (+6,4%).

    De acordo com os economistas da Serasa Experian, o "recuo das taxas de juros com a expansão da oferta de crédito ao consumidor, aliado à melhora gradual do mercado de trabalho e à queda da inadimplência", impulsionaram a busca do consumidor por algum tipo de empréstimo.

    A maior demanda foi observada em todas as regiões do País. No Centro-Oeste, a alta foi de 7,4% em relação a dezembro/17. No Sul, ficou em 6,3%. No Sudeste, o avanço foi de 6,0%. Já no Norte e Nordeste, o crescimento foi de 4,4% e de 1,9%, respectivamente.

    O Indicador Serasa Experian da Demanda do Consumidor por Crédito é construído a partir de uma amostra de CPFs, consultados mensalmente na base de dados da empresa.

Filtre Por

Buscar: OK
  • Saab tem queda a 517 milhões de coroas suecas no lucro líquido do 4º trimestre

    16/02/2018




    NOTICIA,


    Estocolmo - A companhia sueca Saab informou que seu lucro líquido recuou a 517 milhões de coroas suecas (US$ 65 milhões) no quarto trimestre de 2017, de 624 milhões de coroas suecas em igual período do ano anterior. Além disso, afirmou que prevê menos encomendas em sua unidade Dynamics, que vende armas para combate, sistemas de mísseis, torpedos e veículos submarinos não tripulados. Analistas ouvidos pela FactSet previam lucro líquido maior, de 815 milhões de coroas suecas. A empresa fabricante de sistemas de defesa e segurança aeroespacial teve vendas de 9,82 bilhões de coroas suecas no quarto trimestre, acima dos 9,02 bilhões de coroas suecas de igual período do ano anterior, ante expectativa dos analistas de 9,78 bilhões de coroas. A companhia disse que o interesse por seu caça Gripen foi "ótimo" em 2017 - ela fornecerá caças Gripen para a Força Aérea Brasileira. Informou ainda que o crescimento das vendas em 2018 estará em linha com sua meta de longo prazo de crescimento orgânico anual de 5%. A Saab anunciou dividendo de 5,50 coroas suecas, acima dos 5,25 do ano anterior. Fonte: Dow Jones Newswires.

  • IPC-S sobe 0,46% na 2ª quadrissemana de fevereiro ante 0,70% na anterior, diz FGV

    16/02/2018




    ECONOMIA
    Maria Regina Silva

    São Paulo - A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S) desacelerou de 0,70% na primeira leitura do mês para 0,46% na segunda quadrissemana, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na manhã desta sexta-feira, 16.

    De acordo com a FGV, cinco de oito classes de despesas que compõem o IPC-S registraram alívio em suas taxas, sendo que o destaque partiu do grupo Alimentação (de 1,15% para 0,47%).

    Além disso, os grupos Educação, Leitura e Recreação (2,12% para 1,46%), Vestuário (0,39% para -0,21%), Transportes (1,40% para 1,34%) e Despesas Diversas (0,20% para 0,18%) também ajudaram no processo de desaceleração do IPC-S, segundo a FGV.

    Já as variações dos grupos Habitação (-0,34% para -0,27%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,45% para 0,50%) apresentaram acréscimo ao IPC-S.

  • EDF tem lucro líquido maior em 2017, de 3,17 bilhões de euros

    16/02/2018




    NOTICIA,


    Paris - A EDF informou nesta sexta-feira que seu lucro líquido subiu a 3,17 bilhões de euros em 2017, de 2,85 bilhões de euros no ano anterior, impulsionado por ganhos de capital com a venda de ativos e por custos menores. As vendas da companhia francesa recuaram a 69,63 bilhões de euros, de 71,20 bilhões de euros em 2016, mas ficaram acima da expectativa de 67,78 bilhões de euros dos analistas ouvidos pela FactSet. O crescimento orgânico do lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações (Ebitda) para suas atividades de eletricidade e de hidrocarboneto atingiu 10% e 19,7%, respectivamente. A companhia estatal do setor energético ainda confirmou suas metas para 2018. Além disso, informou que reduziu sua dívida em 4,4 bilhões de euros em 2017 e que iniciou um plano "sem precedentes" para acelerar sua presença em energias renováveis, enquanto fortalece iniciativas comerciais. A EDF ainda propôs dividendo de 0,46 euro para 2017, sujeito à aprovação. Os acionistas terão ainda a opção de receber esse montante na forma de novas ações. Após o balanço, a ação da EDF subia 7,31% na Bolsa de Paris. Fonte: Dow Jones Newswires.

  • Mococa fecha fábrica sob protesto de produtores

    16/02/2018




    ECONOMIA
    Pablo Pereira

    São Paulo - A empresa de alimentos Mococa, produtora de laticínios, encerrou a operação da fábrica de leite UHT em Cerqueira César, no interior de São Paulo. A decisão, implementada na semana anterior ao carnaval, interrompeu a produção de cerca de 500 mil litros/dia do leite de caixinha. Pelo menos 157 trabalhadores foram demitidos. As informações foram confirmadas pelo Estado por Max Schaefer, diretor de administração e finanças da Mococa. "É uma decisão estratégica da empresa", afirmou Schaefer. Segundo o executivo, a Mococa negocia a venda da unidade de Cerqueira César, mas vai manter a operação da unidade do município de Mococa, local de nascimento da empresa, em 1919.

    "Nós estamos revendo o nosso mix de produtos e investindo em uma nova unidade para produção de achocolatados em Alagoas", disse o diretor da empresa. Desde o dia 6, a Mococa não faz a captação do leite nas propriedades fornecedoras na área de Cerqueira César. Fornecedores da região reclamam do encaminhamento da decisão de fechar a fábrica. "A Mococa fechou as portas e não avisou os produtores de leite. Isso é desrespeito", argumenta o produtor Tadeu Vilalta. Segundo ele, o leite "está sendo jogado fora porque a empresa deixou de fazer a coleta de um dia para o outro e não avisou os produtores". Nos últimos dias, fornecedores passaram a procurar outras empresas para vender a produção.

    Vilalta postou um protesto numa rede social criticando a interrupção da coleta. Para ele, a empresa deveria ter informado os fornecedores "com pelo menos 30 dias de antecedência". Ele acrescenta que "não se discute a decisão da empresa de fechar. Isso é uma decisão comercial deles". "Mas o produtor também não pode ser surpreendido sem aviso da decisão", argumenta.

    Segundo o produtor Paulo de Tharso Bittencourt, que produz cerca de 2 mil litros por dia e que até o dia 5 vendia para a empresa, a decisão da Mococa era esperada. Ele sustenta também que os fornecedores deveriam ter sido avisados para que pudessem buscar uma solução para a entrega. "Eu já estava vendo indícios disso", diz o advogado e produtor, lembrando que tem a receber da Mococa o fornecimento de janeiro e dos primeiros dias de fevereiro no valor de cerca de R$ 75 mil. "Eu não sei o que os outros produtores vão fazer; eu sei", afirmou, adiantando que vai à Justiça.

    Sem conflitos. A empresa diz que os parceiros foram avisados. "Nós avisamos os parceiros dentro do normal", respondeu Schaefer ao Estado. Segundo o diretor da empresa, a Mococa tem uma história de 99 anos e "não há histórico de conflito com fornecedores".

    Para o analista de mercado leiteiro Valter Galan, "a produção de leite é um bom negócio", mas o ano de 2017 foi difícil para os produtores. O preço médio do litro ao produtor no Estado de São Paulo, caiu de R$ 1,2321 em janeiro do ano passado para R$ 1,0709 no mês passado, segundo dados do Cepea/USP. "Isso dá uma redução de 13,1% no preço ao produtor", calcula Galan.

    Segundo o analista, a tendência de queda nos preços já começa a se inverter com um movimento de retomada em janeiro na relação atacado/varejo. Para ele, a retomada deve se refletir em fevereiro valor do litro pago ao produtor. Galan explica que o mercado brasileiro de leite crescia entre 3% e 4% até 2015, mas o ano passado foi de queda. No País, segundo dados de Cepea/USP, a o preço médio ao produtor caiu de R$ 1,2152, em março de 2017, para R$ 0,9832 em janeiro último. O consumo nacional está em torno de 172 litros por pessoa ao ano, somados todos os produtor da cadeia de laticínio. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Risco Brasil registra queda após estresse

    16/02/2018




    ECONOMIA
    O Estado de S. Paulo

    São Paulo - O Risco Brasil medido pelo Credit Default Swap (CDS), um derivativo que protege contra calote da dívida soberana, chegou a 155,88 pontos ontem, queda de nove pontos ante o fechamento de anteontem (164,19). No dia 13, o papel era negociado a 170,99, de acordo com as cotações da Markit. Com o estresse das bolsas em Nova York no começo do mês, o CDS do Brasil chegou a superar os 180 pontos, o maior valor desde outubro do ano passado. Nos últimos dias, vem engatando trajetória de queda. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • ANTT aprova minuta de edital de subconcessão da Ferrovia Norte-Sul

    16/02/2018




    ECONOMIA
    Anne Warth

    Brasília - A diretoria da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) aprovou nesta sexta-feira, 16, a minuta do edital, o plano de outorga e o contrato de subconcessão de um trecho da Ferrovia Norte-Sul, atualmente nas mãos da estatal Valec. A subconcessão será realizada por meio de um leilão, e vencerá a disputa aquele que oferecer o maior valor de outorga. A decisão será publicada na próxima semana no Diário Oficial da União.

    A previsão da ANTT é que o edital seja publicado no segundo trimestre deste ano. Em tese, o leilão pode ser realizado no segundo semestre. Antes, ele precisa ser aprovado pelo Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil. Além disso, é necessário passar pelo crivo do Tribunal de Contas da União (TCU), que não tem prazo para concluir a análise.

    A subconcessão diz respeito a dois trechos da Ferrovia Norte-Sul, que serão licitados em conjunto, para uma só empresa. Um deles é o Tramo Central, entre Porto Nacional (TO) e Anápolis (GO), com 100% da infraestrutura construída. O outro fica entre Ouro Verde de Goiás (GO) e Estrela D'Oeste (SP), com mais de 90% da construção concluída. Juntos, eles somam 1.537 quilômetros de extensão.

    A construção da Norte-Sul começou em 1987. O traçado inicial tinha extensão de 1,5 mil quilômetros entre Açailândia (MA) e Anápolis (GO), mas o projeto foi ampliado e previa a construção de trechos ao norte e ao sul do País. O trecho de 720 km da Norte-Sul entre Açailândia e Palmas (TO) já é operado pela Vale.

  • Governo, MP; TCU discutem fatura única em leniência

    16/02/2018




    ECONOMIA
    Renata Agostini

    São Paulo - O Ministério Público Federal (MPF) e o governo iniciarão conversas para elaborar uma metodologia única para o cálculo da fatura a ser cobrada de empresas corruptoras que buscam acordos de leniência. Participarão MPF e técnicos do Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU), da Advocacia-Geral da União e do Tribunal de Contas da União (TCU).

    A primeira reunião ocorrerá já no mês que vem ou, no mais tardar, em abril, disse ao Estado a subprocuradora-geral da República Mônica Nicida Garcia, coordenadora da 5.ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF, dedicada ao combate à corrupção. Será mais um passo na construção de um roteiro único para negociação de leniências.

    O Estado mostrou nesta quinta-feira, 15, que já há entendimento para tocar os acordos em conjunto. Ele inclui conduzir conversas com as empresas, como as pegas na Lava Jato, em parceria e assinar "acordos-espelho" ao final - um firmado por MPF e outro idêntico, por AGU e CGU.

    Avançar na criação de uma fórmula que possa ser usada por todos para estabelecer o dano ao erário é considerado fundamental até para dar conforto ao TCU no momento de analisar as leniências, disse Mônica. Pelo entendimento entre os órgãos, o acordo assinado por AGU e CGU passará pelo crivo do tribunal, que poderá cobrar valores adicionais caso identifique mais tarde dano maior que o especificado na leniência.

    A legislação permite que, no curso das negociações, sejam dados descontos na multa aplicada, mas o prejuízo causado ao Estado tem de ser reparado integralmente. Ocorre que muitos dos casos sobre os quais os órgãos se debruçam hoje derivam de investigações da Lava Jato e são extremamente complexos, disse Mônica. Daí a dificuldade de se chegar ao valor do dano.

    "O grande nó agora são os valores a serem cobrados. O Ministério Público fixa inicialmente um valor, mas outros órgãos discordam e enxergam dano ao erário maior", disse Mônica. Segundo ela, o debate é natural, já que o MPF vê a leniência como instrumento de investigação e não só de reparação. Mônica afirmou que as empresas sempre souberam que, ao fechar acordo com o MPF, não teriam quitação total. Ela disse, porém, que elas têm razão em pedir segurança jurídica nas leniências e maior clareza sobre a fatura a pagar. Conversas para se chegar a uma metodologia vão nesse sentido, disse.

    Orientação. A iniciativa faz parte das atividades da comissão criada para assessorar a 5.ª Câmara em assuntos de leniência. Com cerca de 30 procuradores, o grupo foi responsável pela produção de um estudo e uma nota técnica em 2017 sobre procedimentos para se firmar leniências. Um dos documentos feitos, a Orientação n.º 7, já fazia menção a acordos lavrados em "instrumentos independentes" no caso de negociações em parceria com outros órgãos.

    A ministra Grace Mendonça, da AGU, disse que a leniência deve ser política de Estado e que ela só terá plena eficácia com envolvimento de todas as instituições. "A perspectiva de trabalho conjunto que vem sendo construída nos dá novo ânimo. As empresas pagam o que devem à sociedade, firmam política de integridade séria e voltam a contratar com o Poder Público em novas bases", afirmou. CGU e TCU não deram entrevista. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • 'O mais humilde não foi convencido sobre a reforma'

    16/02/2018




    ECONOMIA
    Altamiro Silva Junior e Maria Regina Silva

    São Paulo - A reforma da Previdência deveria ser aprovada agora, mesmo que de forma desidratada, avalia o economista Antônio Delfim Netto. Uma eventual aprovação, mesmo que apenas da idade mínima para a aposentadoria, seria uma "batalha a menos" para o novo governante do País e reforçaria o poder do atual governo para fazer outras reformas, como a tributária. Porém, o ex-ministro admite que está mais difícil ver a reforma passar no Congresso em 2018, uma vez que os parlamentares já extraíram todos os benefícios que podiam do atual presidente. Para ele, não há plano B e, sem reforma, a conta já não fecha no próximo governo. A seguir, os principais trechos da entrevista:

    Na sua avaliação, a reforma da Previdência será aprovada?

    Está mais difícil de passar. Os (parlamentares) já extraíram do governo os benefícios que podiam e sabem que o próximo presidente não terá maioria e portanto poderão extrair mais vantagens. Se passar, vai ser um negócio tão leve que não vai resolver e quando chegar em 2020 o País terá problema. Porém, seria melhor se passasse agora, pois reforçaria o poder do governo para fazer outras reformas. Mas se for muito leve, o próximo presidente terá de fazer outra.

    Aprovar a idade mínima já seria importante?

    Seria importante, mas não para efeito imediato. Porém, seria uma batalha a menos para o próximo presidente. Temer está usando sua habilidade política para fazer algumas reformas que nunca ninguém fez. Em 30 meses, ele mudou a cara do Brasil. Toda essa crítica fanática que existe (ao presidente) é produto de incompreensão. O Brasil hoje é relativamente inadministrável.

    Se a reforma da Previdência é tida como essencial, por que há tanta dificuldade em aprová-la?

    A coisa mais elementar era que os partidos que querem se eleger, digamos o PSDB, apoiassem a reforma imediatamente, para pôr nas costas do Temer. Mas eles são absolutamente incapazes. Se o PT acha que o Lula pode ser eleito, a melhor coisa seria apoiar a reforma. No dia 1.º de janeiro, Temer vai embora. O que ele está fazendo não é pra ele, é para o próximo presidente.

    O que faltou ao governo para conseguir aprovar a reforma da Previdência?

    O governo foi incapaz de transmitir a ideia de que a reforma não atinge o mais humilde. Faltou esclarecimento. Há dois terços de pessoas que se aposentam por contribuição e um terço por tempo de serviço. De forma que o mais pobre já se aposenta com 65 anos. Existe uma apropriação do poder pela alta burocracia do governo, que não quer perder o privilégio. O Legislativo tem as mais altas médias de salário. Há profunda injustiça distributiva. O governo foi incapaz de transmitir isso para a sociedade.

    Haveria um plano B caso a reforma da Previdência não seja aprovada este ano?

    Não tem plano B. A reforma originalmente proposta pelo governo resolveria o problema. É muito bem estudada. A burocracia que produziu a reforma vai ser toda atingida. O objetivo fundamental da lei é que todos se aposentem pela mesma lei e que tenham como limite superior o INSS. Uma coisa é segura, a demografia não perdoa, o Brasil está envelhecendo muito rapidamente. Hoje tem cerca de um aposentado para cada cinco trabalhadores. Em 2050, será um aposentado para cada dois trabalhadores. O sistema é insustentável. É um absurdo imaginar que o brasileiro se aposente com 100% do salário da atividade. Em outros países é ao redor de 50%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Vendas no varejo britânico sobem apenas 0,1% em janeiro

    16/02/2018




    ECONOMIA


    Londres - As vendas no varejo do Reino Unido tiveram leve alta de 0,1% em janeiro ante dezembro, segundo dados publicados hoje pelo Escritório Nacional de Estatísticas (ONS, na sigla em inglês).

    O resultado do mês passado ficou bem abaixo da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam avanço de 0,6%, mas indicou recuperação em relação a dezembro, quando as vendas sofreram queda de 1,4% ante novembro.

    Na comparação anual, o setor varejista britânico vendeu 1,6% mais em janeiro. A projeção do mercado, no entanto, era de aumento de 2,5%. Fonte: Dow Jones Newswires.

  • 'Auditores não são papas', reage secretário

    16/02/2018




    ECONOMIA
    André Borges

    Brasília - A avaliação dos auditores do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre os estudos e a minuta de edital da Rodovia de Integração do Sul (RIS) causou revolta no Palácio do Planalto. O secretário de coordenação de projetos da Secretaria Especial do PPI, Tarcísio Gomes de Freitas, disse que o governo irá contestar frontalmente a avaliação.

    "Há uma invasão clara de atuação do poder concedente. Não vamos permitir que o tribunal tome decisões por nós e que seja o Poder Executivo. Temos que combater a infantilização da gestão. Temos que esperar o TCU decidir tudo? Isso não vai acontecer."

    Freitas acusou a equipe técnica do Tribunal de levantar suspeitas sem apresentar provas do que julga estar irregular. "Esse relatório causou muita revolta aqui dentro. Os auditores do TCU não são os 'papas' do universo. Tem muito absurdo nesse relatório, que faz insinuações e não apresenta evidências. Vamos rechaçar. Estamos seguros do que colocamos lá e vamos nisso até o fim", disse.

    Claramente irritado, Freitas disse que tem conversado com todas as áreas técnicas do tribunal, mas só encontra dificuldades com a unidade ligada às concessões rodoviárias.

    Ele reconheceu, no entanto, que o governo deixou de usar o modelo de Procedimento de Manifestação de Interesse Público (PMI) para contratação de estudos, limitando-se a tocar quatro concessões de rodovias que já estavam em andamento por meio desse modelo de concessão.

    "Não estamos mais fazendo PMI. Temos um contrato com o Banco Mundial, que contrata empresas especializadas para fazer os estudos. O grande problema da PMI é que as empresas podem omitir informações. Mas esse modelo é uma decisão que o outro governo tomou lá atrás, em 2015."

    No caso da Rodovia de Integração do Sul, disse, esses ajustes resultaram numa redução de R$ 3,8 bilhões, entre custos de investimento e operação da rodovia, impactando numa redução de R$ 2 na tarifa de pedágio pretendida.

    A licitação ocorreria em meados de junho, contrariando o cronograma oficial, que previa a oferta do trecho ainda no primeiro trimestre deste ano. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.