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  • Rodovia privatizada tem R$ 30 bi em investimento parado

    23/07/2017




    ECONOMIA
    Alexa Salomão e Lu Aiko Otta

    São Paulo e Brasília - As concessionárias de rodovias federais amargam uma intrincada lista de problemas. Apesar de cada empresa ser um caso particular e muitas serem vítimas de suas próprias decisões equivocadas, especialistas em infraestrutura apontam dois traços em comum no imbróglio: a solução dos entraves depende do poder público e sua protelação custa caro - paralisa R$ 30,5 bilhões de investimentos na melhoria e expansão de estradas, segundo estimativa da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR).

    "É raro encontrar uma concessionária que não tenha alguma discussão relevante com órgãos públicos afetando decisões de investimentos", diz a advogada Letícia Queiroz, especializada em infraestrutura. Há indefinições contratuais por divergências entre órgãos públicos; morosidade do governo para tomar decisões; dificuldade para garantir crédito e até investigação na Operação Lava Jato.

    Sob a gestão de 21 concessionárias estão 10 mil km de estradas federais pedagiadas consideradas a espinha dorsal do sistema de transporte nacional. A BR-163, no Centro-Oeste, rota de escoamento de grãos; a Via-40, que liga Brasília à Minas Gerais; e as Auto Pistas Planalto Sul e Litoral Sul, trechos da BR-116 e da BR-101, no Paraná e Santa Catarina, são algumas delas.

    O Estado entrou em contado com todas e comprovou a diversidade de problemas regulatórios. "As dificuldades costumam variar de acordo com a etapa em que a concessão foi feita", diz Cláudio Frischtak, da Inter.B Consultoria Internacional de Negócios. A primeira etapa, por exemplo, ocorreu nos anos 1990 e termina nos próximos quatro anos. A preocupação é de que maneira a concessionária entrega a estrada, pois os contratos não preveem prorrogação. Algumas empresas, porém, alegam que há obras que não podem esperar, e se propõem a fazê-las em troca de um tempo a mais na concessão. Cerca de R$ 6 bilhões de investimentos dessa ordem foram engavetados porque o governo prefere relicitar.

    É o caso da CCR, na Nova Dutra, que liga Rio a São Paulo. A concessão termina em 2021, mas a empresa defende obras na via, incluindo a construção de uma nova subida da Serra das Araras para melhorar o trajeto que tem quase um milhão de usuários diários. A empresa promete R$ 3,5 bilhões em investimento, mas o governo diz que é preciso trocar o concessionário e modernizar os contratos.

    Gatilho. Nas concessões de segunda etapa, há temor em relação à reação do Tribunal de Contas da União (TCU), que tem questionado as obras liberadas pela Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT). Realizadas no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, previu poucas obras e, em troca, garantiu aos motoristas tarifas baixíssimas. Ficou célebre o pedágio de R$ 0,99 que saiu vencedor na disputa pela Fernão Dias, que liga Minas Gerais a São Paulo.

    Os contratos, porém, preveem que quando o fluxo de veículos atinge um determinado volume, é possível fazer obras de ampliação, recebendo aportes do governo ou ganhando permissão para elevar a tarifa. O dispositivo é conhecido como "gatilho de investimento".

    Empresas dessa etapa têm R$ 12 bilhões engatilhados para novas obras, mas não disparam R$ 1. "Enquanto o TCU não der ok à ANTT, nada anda", diz Cesar Borges, presidente da ABCR. As empresas também têm expectativa em relação ao resultado da segunda revisão quinquenal (a cada cinco anos) dos contratos.

    A situação é dramática na terceira etapa. Realizada no governo de Dilma Rousseff, a meta era induzir o crescimento, abrindo rotas. As empresas tinham de fazer duplicações mesmo sem demanda. Em troca, receberiam crédito, com taxas de juros subsidiadas do BNDES.

    O mercado diz que são as concessões da "tempestade perfeita", porque deu tudo errado. Afora o fato de o Brasil ter entrado na recessão, vencedores do leilão eram ligados a construtoras investigas na Lava Jato. O BNDES cortou o crédito. Descontando parte do que foi feito, estima-se que elas represem R$ 12, 5 bilhões em investimentos.

    A Galvão Engenharia, que levou a BR-153, é o caso extremo. Os acionistas foram presos, não recebeu um centavo do BNDES, não conseguiu nem construir praças da pedágio, mas já gastou R$ 220 milhões só na manutenção da estrada. "Podemos vender, devolver e até pedimos a caducidade, mas qualquer alternativa depende de definição legal que ainda não existe", diz Paulo Coutinho, presidente da concessionária. O governo organizou um grupo em busca de solução para essas empresas, mas ainda não chegou a uma definição.

    As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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  • Estamos mantendo várias receitas de concessões no Orçamento, afirma Dyogo

    21/07/2017




    ECONOMIA
    Idiana Tomazelli e Eduardo Rodrigues

    Brasília - O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, afirmou nesta sexta-feira, 21, que o governo decidiu manter a previsão de receitas com concessões no Orçamento. A decisão foi tomada mesmo com o alerta feito pelo Tribunal de Contas da União (TCU) sobre o elevado risco de essas receitas não ocorrerem de fato em 2017.

    No relatório de avaliação de receitas e despesas do 2º bimestre, o governo contava com R$ 27,9 bilhões em concessões. Hoje, esse valor foi reduzido em R$ 2,2 bilhões por conta do atraso nas renegociações de outorgas de aeroportos já leiloados - mas mesmo esse dinheiro pode voltar à previsão de receitas em breve, após a resolução de um imbróglio jurídico, destacou o ministro.

    A maior parte desse dinheiro deve ser obtido com o leilão de usinas hidrelétricas, mas há também a previsão de arrecadar com a concessão de áreas de exploração de petróleo no pré-sal. Os certames estão previstos para o último trimestre do ano, e o próprio governo já admitiu em outras ocasiões que qualquer atraso nos trâmites legais pode arriscar a previsão de o dinheiro entrar no caixa da União ainda este ano.

    "Fizemos avaliação criteriosa dessas receitas e decidimos pela manutenção", disse nesta sexta o ministro. "O fato de essas receitas se realizarem próximo ao fim do ano não é motivo para retirá-las do Orçamento", acrescentou.

    Apesar disso, o ministro disse que qualquer alteração no cenário poderá ser incorporada nas projeções orçamentárias. Caso isso seja necessário, haveria potencialmente um novo rombo a ser coberto. Hoje, mesmo com a manutenção da previsão desses recursos, o governo precisou elevar tributos e cortar mais R$ 5,9 bilhões em despesas.

    "Essas receitas (com concessões) poderão e serão revistas tempestivamente a cada bimestre e, se houver qualquer mudança no cenário de risco de concessões, podem ser retiradas (do Orçamento)", alertou o Dyogo Oliveira.

  • 'Estamos atuando de forma muito alinhada e transparente', diz Dyogo Oliveira

    21/07/2017




    ECONOMIA
    Idiana Tomazelli e Eduardo Rodrigues

    Brasília - O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, defendeu a manutenção da projeção de crescimento de 0,5% adotada pelo governo no Orçamento de 2017. O Boletim Focus mais recente aponta previsão de 0,34% para o Produto Interno Bruto (PIB) este ano.

    "Há compreensão dos agentes de que estamos atuando de forma muito alinhada e transparente, inclusive adotando medidas não populares, mas que são necessárias", disse o ministro, em alusão ao aumento das alíquotas de PIS/Cofins sobre combustíveis.

    Segundo Oliveira, a diferença entre a projeção do governo e a do Focus "não é relevante". "É uma distância estatisticamente aceitável. Manter projeção de 0,5% não significa que estamos descolados do mercado", disse o ministro.

    Dyogo argumentou que os parâmetros adotados pela equipe econômica têm sido "muito bem aceitos" pelos agentes de mercado. Uma eventual redução na estimativa de crescimento teria impacto direto sobre a arrecadação do governo.

    "Estamos detalhando linha por linha do Orçamento, sendo absolutamente transparentes. Não há diferença, estamos acompanhando projeções do mercado (para PIB). Não tenho notícia de nenhum agente de mercado criticando nossas projeções", afirmou o ministro.

    O ministro esclareceu que as emendas parlamentares também serão cortadas na proporção do novo contingenciamento de despesas. Ele garantiu que os gastos com Saúde não serão afetados e prometeu preservar os desembolsos com a Educação.

    "A Saúde não será objeto de contenção de gastos, até mesmo pela obrigação constitucional. A Educação também é área que procuraremos preservar", afirmou. "Na Saúde com certeza não haverá corte, porque já está se operando dentro do mínimo para a área", enfatizou.

    Após fazer um apelo para que o Congresso Nacional colabore com o governo não aprove medidas que reduzam a arrecadação esperada para 2017, Dyogo negou que o Parlamento seja responsável pelas frustrações nas receitas neste ano.

    "O Congresso tem colaborado enormemente com o governo, de maneira decisiva. O Congresso aprovou o Teto de Gastos, a Reforma Trabalhista, o resgate dos precatórios. O apelo que fiz foi em relação às mudanças no Refis", explicou.

    Impacto no IPCA

    Dyogo Oliveira estimou que o aumento do PIS/Cofins sobre os combustíveis deve ter um impacto entre 0,4 e 0,5 ponto porcentual no IPCA deste ano. O Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas atualizou nesta sexta a projeção do governo para a inflação para 3,7% em 2017, enquanto no último Boletim Focus - antes do aumento do imposto - os analistas ouvidos pelo Banco Central previam um IPCA de 3,38%.

    "A inflação do momento justamente abre espaço para a adoção dessas medidas (de aumento de imposto). Essa medida não compromete o cumprimento da meta de inflação", completou.

    Outros aumentos

    Depois de o governo anunciar o aumento até o limite máximo das alíquotas de PIS/Cofins para combustíveis, Dyogo Oliveira afastou a possibilidade de haver nova elevação de tributos "no momento". "Não estamos considerando (mais) aumento de imposto nesse momento. As medidas preparadas já constam no relatório", disse.

    Sobre a possibilidade de mudar a meta para acomodar um déficit maior que R$ 139 bilhões neste ano, caso haja mais frustração de receitas, o ministro disse apenas que não lhe cabe "conjecturar hipóteses para o futuro". "Prefiro considerar que receitas começarão a performar melhor. Conjectura só serve para criar ruído e não solucionar o problema", disse.

    O ministro ressaltou, porém, que a arrecadação é avaliada de forma criteriosa a cada bimestre. "Temos tomado as medidas necessárias a cada bimestre", disse.

    Dyogo Oliveira lembrou que o governo já reconheceu algumas baixas, como no caso das receitas esperadas com o programa de repatriação de recursos enviados ilegalmente ao exterior, que estão frustrando diante da baixa adesão. Até o momento, apenas R$ 900 milhões foram pagos pelos contribuintes que aderiram, segundo o governo. "Não poderíamos manter estimativa de receita de R$ 13 bilhões sendo que entrou menos de R$ 1 bilhão", disse o ministro.

    Agora, o governo espera apenas R$ 2,9 bilhões com a repatriação. "É bem verdade que continuamos dependendo do ritmo de adesões", reconheceu.

    No caso do Refis, o governo mantém o otimismo porque ainda há prazo maior de adesão, até 31 de agosto. Mesmo que o Congresso Nacional rejeite o texto com as mudanças do relator, deputado Newton Cardoso Jr. (PMDB-MG), ou o presidente Michel Temer seja orientado a vetar a legislação com as alterações, o entendimento do governo é que o prazo se encerra antes do prazo da MP.

    "O programa terá tido vigência plena no prazo da MP", disse Oliveira. "O Novo Refis ampliará adesões de R$ 200 bilhões para R$ 300 bilhões (em dívidas negociadas)", destacou o ministro.

    O governo ainda ressaltou que já têm atuado para reduzir o volume de renúncias fiscais, como no caso da MP da reoneração da folha de pagamento. "Outras medidas nessa área poderiam ser adotadas, mas isso não está sendo apresentado no momento", ponderou Oliveira.

    Shutdown

    Dyogo Oliveira, disse, ainda que ninguém no governo está considerando o risco de um "shutdown" da máquina pública, diante do aperto orçamentário. "Não estamos falando em shutdown, temos atuado para viabilizar a continuidade de serviços para não prejudicar a população", afirmou.

    O ministro disse que o governo vai trabalhar para remanejar recursos de forma a garantir os serviços essenciais. Ponderou, contudo, que é inconstitucional o governo reter o empenho de emendas que são obrigatórias para garantir outras despesas.

    "Emendas são gastos previstos na Constituição. Isso (reter) é inconstitucional, fora do regramento", explicou. O ministro esclareceu ainda que as emendas podem sofrer bloqueio proporcional ao corte no Orçamento - mas não é possível reter o empenho de mais do que isso para liberar outros gastos.

    Os gastos com emendas têm sido o centro de uma polêmica uma vez que o presidente Michel Temer teria usado esses recursos para conquistar apoio no Congresso Nacional para barrar a denúncia que pesa contra o peemedebista.

    Dyogo Oliveira defendeu esse tipo de gasto, que, segundo ele, beneficia a população. "Emendas parlamentares são usadas para gastos importantes e em locais remotos do País. É preciso haver esclarecimento à população, não são recursos atirados à lata do lixo. São gastos previstos na Constituição. O governo não está aumentando despesas para atender emendas, elas são obrigatórias", disse.

    "A população não seria beneficiada (por retenção de emendas), poderia faltar água a uma região. O governo federal às vezes não consegue detectar necessidades da população em determinada região remota", reconheceu o ministro.

  • CVM fecha acordo para extinguir processo contra executivos da Rossi Residencial

    21/07/2017




    NOTICIA,
    Mariana Durão

    Rio - A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) fechou um termo de compromisso no valor total de R$ 1,35 milhão para extinguir, sem julgamento, um processo sancionador contra sete executivos da Rossi Residencial. O grupo era acusado de cometer irregularidades nas demonstrações financeiras da companhia relativas aos exercícios encerrados em 31 de dezembro de 2009, 2010 e 2011 e aos formulários de informações trimestrais (ITRs) relativos ao primeiro e segundo trimestres dos mesmos anos. O acordo envolveu Palmarino Frizzo Neto (ex-diretor Jurídico da Rossi), Heitor Cantergiani (ex-diretor Superintendente), Cassio Elias Audi (ex-diretor Financeiro e de Relações com Investidores), Renato Gamba Rocha Diniz (diretor de Engenharia), Rodrigo Moraes Martins (diretor Comercial), Leonardo Nogueira Diniz (diretor Superintendente) e Rodrigo Ferreira Medeiros da Silva (ex-diretor Financeiro e de Relações com Investidores). Em janeiro de 2012 a Rossi reapresentou os resultados financeiros daqueles anos. A Rossi alegou ajustes nas práticas contábeis que vinham sendo adotadas, uma vez que implicavam em reconhecimento mais acelerado da receita nas entidades que contribuíam com os terrenos do que naquelas responsáveis pelas incorporações, sem guardar relação com a essência econômica da transação. Os ajustes ocorreram em função de contratos de consórcio cujo objeto era a construção de imóvel para venda de unidades imobiliárias. As cláusulas estabeleciam que a sociedade responsável pela entrega do terreno ao consórcio seria remunerada pela venda das unidades imobiliárias e não do terreno. No entanto, como o terreno e a incorporação estavam associados à venda de uma unidade imobiliária, o reconhecimento da receita deveria ser realizado à medida que a construção das unidades avançasse. Embora os relatórios dos auditores independentes tenham apontado, desde 2010, diversas deficiências nos controles internos da Rossi, os Formulários de Referência da Rossi de 2011 e de 2012 divulgaram a inexistência de recomendações dos auditores a respeito. A Superintendência de Normas Contábeis e de Auditoria (SNC) da CVM concluiu na época que tanto o terreno quanto a incorporação estavam associados à venda de uma unidade imobiliária. Assim, o reconhecimento da receita deveria ser realizado à medida que a construção da unidade imobiliária avançasse. Além disso, o reconhecimento das receitas não foi feito à medida que a construção da unidade imobiliária avançava e as receitas associadas ao contrato de construção não foram reconhecidas tomando como referência o estágio de execução. Segundo a área técnica da CVM, a prática contábil anteriormente adotada não representava a essência econômica da transação, pois usualmente levava a um reconhecimento mais acelerado de suas receitas nas entidades que contribuíram com os terrenos do que o reconhecimento nas entidades responsáveis pelas incorporações. Em 2016 a CVM rejeitou uma primeira proposta de termo de compromisso de R$ 700 mil por considerar que deveria julgar o caso, para orientar as práticas dos administradores de companhias abertas. Dessa vez, entretanto, considerou a substancial majoração dos valores propostos e o fato de, no entendimento da Procuradoria Federal Especializada (PFE), não haver óbice à celebração do acordo. Para o diretor Pablo Renteria a nova proposta é adequada para surtir efeito paradigmático junto ao mercado, desestimulando a prática de condutas dessa natureza.

  • Documento de Mercosul sobre Venezuela não deve ter ultimato, diz Aloysio

    21/07/2017




    ECONOMIA
    Carla Araújo, enviada especial

    Mendoza - O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, afirmou nesta sexta-feira, 21, que o documento que será assinado pelos presidentes dos países membros do Mercosul sobre a Venezuela ainda será debatido nas reuniões que ocorrerão nesta sexta e que a ideia não é fazer um ultimato ao país.

    "Não há ultimato. É um apelo a que haja uma negociação séria mediante a suspensão das visões arbitrárias, do processo constituinte, afirmou o ministro pela manhã, na saída do hotel junto com a comitiva do presidente Michel Temer para participar da 50ª Reunião de Cúpula do Mercosul, que começará daqui a pouco.

    O Mercosul iniciou a aplicação ao país do Protocolo de Ushuaia em abril passado, numa reunião de chanceleres ocorrida na Argentina logo após a Corte Suprema haver assumido os poderes da Assembleia Nacional. Naquele encontro, ficou acertado que seria dado o passo seguinte, que seria fazer consultas à Venezuela. No entanto, elas não foram realizadas.

    O Brasil passa a ocupar nesta sexta-feira por seis meses a presidência do Mercosul e pretende agilizar os preparativos para aplicar a cláusula democrática contra a Venezuela diante do avanço da proposta de realização da assembleia constituinte, da dura repressão às manifestações da oposição e do crescimento do número de presos políticos.

    A Venezuela está com seus direitos de sócia do Mercosul suspensos desde dezembro do ano passado, porque não adotou normas básicas do bloco, como a Tarifa Externa Comum (TEC) em suas importações, por exemplo. Nesse caso, a motivação foi principalmente econômica.

  • Ponto crucial do Mercosul é fortalecer compromisso democrático, diz Temer

    21/07/2017




    ECONOMIA
    Carla Araújo, enviada especial a Mendoza

    Mendoza - O presidente Michel Temer afirmou nesta sexta-feira, 21, durante discurso da 50ª Cúpula do Mercosul, que a situação na Venezuela está sendo acompanhada e que um ponto crucial do resgate da essência do Mercosul é o fortalecimento do compromisso democrático do bloco. "O Mercosul não se esgota em sua dimensão econômico-comercial, por mais relevante que ela seja. O Mercosul também diz respeito a valores. Diz respeito ao apego de nossos povos à separação e à harmonia entre os Poderes; à liberdade plena de opinião e de imprensa; às garantias individuais; aos direitos humanos em sua totalidade. Diz respeito ao apego inegociável que temos, em uma palavra, à democracia", disse Temer em Mendoza (Argentina) .

    Segundo Temer, coexistem hoje na região governos de diferentes inclinações políticas e "é natural e saudável que seja assim". "O fundamental é que haja respeito mútuo e que sejamos capazes de convergir em função de objetivos básicos. E, é claro, que se observe o primado do Estado democrático de Direito", afirmou.

    "Nessa perspectiva, é com grande preocupação que acompanhamos a situação na Venezuela. Somos profundamente sensíveis à deterioração do quadro político-institucional, às carências sociais que, nesse país amigo, ganham contornos de crise humanitária", disse Temer.

    O presidente destacou ainda que já não há mais espaço, na América do Sul, "para prisões arbitrárias, para medidas de repressão política, para atitudes e atos incompatíveis com os preceitos democráticos. Já não há mais espaço para governos indiferentes à própria sorte de seu povo".

    "No Brasil continuaremos ao lado do povo da Venezuela pelo restabelecimento irrestrito das liberdades em seu país. Estamos - e continuaremos - prontos e dispostos a unir nossa voz àquela de nossos vizinhos que reclamam a volta da democracia."

    Temer, que assumirá nesta sexta, por seis meses, a presidência do bloco, disse ainda que essa é a postura do Mercosul em seu conjunto. "Nossos chanceleres reconheceram formalmente a ruptura da ordem democrática na Venezuela. Nossa mensagem é clara: conquistamos a democracia, em nossa região, com grande sacrifício, e não nos calaremos, não nos omitiremos frente a eventuais retrocessos".

    Ao fim da reunião os presidentes dos países membros do Mercosul assinarão um documento para retificar a preocupação com a Venezuela. ()

    Vocação original

    Temer afirmou que a presidência argentina do bloco foi das mais produtivas dos últimos temos e que convergindo em visões e em propósitos, os Estados fundadores do Mercosul estão resgatando a vocação original do bloco. "A vocação para o livre mercado, para a democracia, para os direitos humanos. O Mercosul é o que fazemos dele. Revitalizar o Mercosul tem sido possível porque vivemos, em cada um de nossos países, momentos modernizadores", disse o presidente brasileiro.

    Temer disse ainda que no Brasil "rejeitamos as soluções mágicas, que não se sustentam no tempo" e que seu governo opta pelo caminho do diálogo e da responsabilidade com o Congresso e a sociedade. "Responsabilidade no trato da coisa pública inclusive, e isto é fundamental, no trato das contas públicas".

    O brasileiro disse ainda que continuará o trabalho feito pelo colega Mauricio Macri e que a presidência brasileira se orientará por essas marcas do diálogo e da responsabilidade. "Essas são nossas respostas aos desafios que enfrentamos internamente. Essas são nossas respostas aos desafios de um mundo onde persistem tendências desagregadoras", afirmou.

    Ao comentar o surgimento do bloco, Temer lembrou que a ideia inicial era justamente os países levarem adiante uma ampla agenda de transformações. "Deixávamos para trás regimes autoritários, buscávamos construir economias mais abertas e competitivas. E entendemos que, juntos, poderíamos fazer mais e melhor", disse.

    "A História não se repete, e as circunstâncias, hoje, são diferentes, mas o ímpeto de andarmos para frente de mãos dadas, com coragem e sem ilusões, volta a mover-nos. E os resultados se fazem sentir, completou.

    Segundo Temer, ao retomar o rumo de sua origem, o Mercosul conseguiu nos últimos meses desbloquear canais de entendimento e vencer obstáculos "ao processo decisório". Na sua avaliação, já houve resultados concretos.

    O presidente ressaltou a assinatura do Protocolo de Cooperação e Facilitação de Investimentos do Mercosul e disse que o acordo amplia a segurança jurídica e facilita os investimentos entre os países. "É contribuição adicional para nossa meta de criar mais crescimento, mais empregos, mais renda".

    Segundo ele, durante reunião do G-20, na Alemanha, Macri sugeriu que fossem utilizados os consulados para que os governos conseguissem trabalhar juntos. "Fui informado pelo Aloysio (Nunes, ministro das Relações Exteriores) que já escolhemos dois consulados para começar o programa: Vancouver e Amsterdã", disse.

    Macri

    Em discurso de abertura da 50ª Cúpula do Mercosul, o presidente da Argentina, Mauricio Macri, também citou a situação da Venezuela e disse que espera que o país liberte os presos políticos e encontre a paz.

    Segundo Macri, serão reforçados os grupos de contato com os venezuelanos para "mediar o novo processo de diálogo e negociação entre as partes em conflito". Ao final cúpula, que está sendo realizada hoje em Mendoza, na Argentina, os chefes dos países membros do bloco irão assinar um documento em que reclamarão da situação da Venezuela. O texto será firmado por Macri, Temer, Horacio Cartes (Paraguai) e Tabaré Vázquez (Uruguai). A Venezuela está suspensa do grupo desde dezembro de 2016.

    O Mercosul iniciou a aplicação ao país do Protocolo de Ushuaia em abril passado, numa reunião de chanceleres ocorrida na Argentina logo após a Corte Suprema haver assumido os poderes da Assembleia Nacional. Naquele encontro, ficou acertado que seria dado o passo seguinte, que seria fazer consultas à Venezuela. No entanto, elas não foram realizadas.

    O Brasil passa a ocupar nesta sexta-feira, por seis meses, a presidência do Mercosul e pretende agilizar os preparativos para aplicar a cláusula democrática contra a Venezuela diante do avanço da proposta de realização da assembleia constituinte, da dura repressão às manifestações da oposição e do crescimento do número de presos políticos.

    Em seu discurso inicial, Macri destacou também alguns avanços de sua presidência no bloco durante o primeiro semestre deste ano e afirmou que acredita que a participação do Mercosul no mercado mundial deve aumentar significativamente.

    Segundo ele, uma das prioridades de sua gestão foi o foco em ampliar e buscar novos acordos comerciais.

  • IPO do Carrefour prova que Brasil é forte e caminhará para frente, diz Abilio

    20/07/2017




    NOTICIA,
    Fernanda Guimarães

    São Paulo - A oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) do Carrefour Brasil, que movimentou mais de R$ 5 bilhões, representando a maior abertura de capital na Bolsa brasileira desde 2013, demonstra a força do Brasil e que o País irá andar para frente, a despeito das incertezas do atual ambiente, disse nesta quinta-feira, 20, o empresário e acionista do Carrefour Brasil, Abilio Diniz. Abilio disse que gosta muito de dirigir empresas de capital aberto, dada a maior transparências dessas companhias e fiscalização feita pelo mercado. O empresário lembrou ainda o IPO que realizou há mais de 20 anos, do Grupo Pão de Açúcar (GPA), quando era um dos principais acionistas. "Companhia aberta é companhia transparente, sem segredos", disse em discurso em cerimônia da estreia do Carrefour Brasil na B3. Segundo ele, o grupo francês passa agora por um momento transformacional, impulsionado também pela chegada do novo presidente global, Alexandre Bompard. "E eu acredito que não faremos mais do mesmo, porque não dá para fazer mais do mesmo e esperar resultados diferentes", salientou. Abilio disse que sempre admirou o Carrefour e que está satisfeito de ter feito parte desse processo do oferta inicial de ações. "Fazer o IPO não foi fácil e colocamos toda a nossa força", disse. Além disso, como acionista do grupo, disse querer ajudar para a grandeza da companhia. Além de acionista, Abilio também é membro do conselho de administração do grupo.

  • Meirelles está no Planalto em reunião com Temer e Dyogo Oliveira

    20/07/2017




    ECONOMIA
    Eduardo Rodrigues

    Brasília - O Ministério da Fazenda confirmou por volta das 12h30 desta quinta-feira, 20, que o ministro Henrique Meirelles está no Palácio do Planalto em reunião com o presidente Michel Temer e o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira.

    O encontro não estava na agenda do ministro, mas a equipe econômica tenta fechar com o presidente o tamanho do aumento de impostos e o ainda possível corte no Orçamento. Havia expectativa de que o anúncio dessas medidas ocorresse ainda nesta quinta, mas, segundo o Broadcast apurou, há possibilidade de isso acontecer apenas na sexta-feira, dia 21.

  • Listagem do Carrefour chama atenção do País para mercado de capitais, avalia B3

    20/07/2017




    NOTICIA,
    Fernanda Guimarães

    São Paulo - A abertura de capital do Carrefour Brasil, que movimentou R$ 5,1 bilhões, deixa em evidência o mercado de capitais no Brasil, disse o diretor executivo de Operações, Clearing e Depositária da B3, Cícero Vieira, em cerimônia de comemoração do início da listagem da varejista na Bolsa brasileira. "Essa é uma extraordinária divulgação do mercado de ações no Brasil. Além disso, o Carrefour demonstra a vantagem de fazer um planejamento por meio de emissão de ações", frisou Vieira. O executivo destacou que a B3 fez a lição de casa e que realizou investimentos da ordem de R$ 1 bilhão, que permitiram à companhia, segundo ele, atingir o "estado da arte em tecnologia". O ex-pregão da Bolsa está cheio para a comemoração nesta quinta-feira, 20, e enfeitado com todas as marcas do Carrefour.

  • ExxonMobil é multada por violar sanções relacionadas a conflito na Ucrânia

    20/07/2017




    NOTICIA,


    Nova York - A ExxonMobil foi multada em US$ 2 milhões pelo Departamento do Tesouro por violar as sanções relacionadas com a Ucrânia, quando o CEO da empresa ainda era Rex Tillerson, o atual secretário de Estado dos Estados Unidos. De acordo com o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, os presidentes das subsidiárias dos EUA assinaram contratos legais com Igor Sechin, presidente da Rosneft. A ExxonMobil afirmou que a multa foi "fundamentalmente injusta" e que seguiu a "orientação clara" da Casa Branca e do Departamento do Tesouro porque a atividade se relacionava com os negócios da Rosneft, e não com o negócio pessoal de Sechin. Fonte: Dow Jones Newswires.

  • Justiça do Equador ordena prisão de mais 2 envolvidos no caso Odebrecht

    20/07/2017




    NOTICIA,


    Quito - O pai e um sócio do ex-ministro de eletricidade do Equador, Alecksey Mosquera, vinculados à rede de corrupção que a Odebrecht estabeleceu para conseguir obras públicas no país, serão presos, de acordo com a Corte Nacional de Justiça. Os novos implicados no caso são Marco Mosquera e o empresário Santiago Játiva. O ex-ministro permanece detido desde abril, acusado de ter recebido US$ 1 milhão da Odebrecht. Todos os envolvidos no caso estão sendo investigados por lavagem de dinheiro. Fonte: Associated Press.