Notícias

  • Dyogo: quem acredita no Brasil deve dobrar aposta; é hora certa de se posicionar

    22/11/2017




    ECONOMIA
    Letícia Fucuchima

    São Paulo - O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse nesta quarta-feira, 22, que o Brasil já superou a recessão e está no início de um novo período de crescimento, que deve durar entre 10 a 12 anos. "Começa a descortinar na nossa frente um grande ciclo de crescimento. Quem acredita no Brasil deve dobrar sua aposta; é a hora certa de se posicionar", afirmou durante o CCR Day, em São Paulo.

    De acordo com o ministro, o governo tem, desde o início, apostado em uma estratégia de política econômica "simples, clara e eficiente". Ele destacou as reformas estruturantes - trabalhista, da Previdência e tributária, "que vem a seguir".

    Dyogo Oliveira reforçou que o governo está dedicado a aprovar a reforma da Previdência ainda neste ano, dado o reconhecimento de que a área fiscal continua sendo o maior desafio a ser enfrentado pelo País, com orçamento "extremamente engessado e difícil de ajustar". "Nosso sistema previdenciário é distorcido e injusto. Isso precisa ser corrigido."

    Para além da Previdência, o ministro ressaltou outras medidas que estão sendo tomadas pelo governo para controlar as despesas públicas, como adiar o reajuste de servidores públicos. "Nosso orçamento está inadequado para às necessidades do País, estamos olhando linha por linha e fazendo alterações."

    Na área de investimentos, ele reafirmou a intenção do governo de fomentar a participação da iniciativa privada no setor de infraestrutura. Em relação às concessões e PPPs propostas, o ministro afirmou que os projetos estão sendo estruturados de modo a serem economicamente viáveis, permitindo a competição justa e transparente. "O que é mais importante não é o bid do projeto, é que o processo seja transparente e justo."

    PPI

    O ministro do Planejamento disse que o calendário eleitoral deverá ter pouca influência no cronograma proposto para os leilões do PPI no ano que vem. "Alguns poucos projetos têm sensibilidade política. Não vejo muita interferência", afirmou. Ele cita, por exemplo, os certames de linhas de transmissão, cujo processo já está "bem estruturado". "É quase como comprar pão."

    Dyogo Oliveira afirmou, porém, que a Eletrobras deverá exigir maior esforço político. "Mas estamos comprometidos em avançar com essa agenda", disse, reafirmando que o governo não está "vendendo" a empresa, mas sim "apostando" na estatal.

    Durante palestra, o ministro destacou ainda a carteira de projetos do Programa Avançar, que, segundo ele, não é um programa de "intenções". "Normalmente se faz uma lista de projetos, lança a lista e depois sai tentando viabilizar os projetos. Em virtude das nossas dificuldades fiscais, orçamentárias, pegamos os projetos já em andamento e selecionamos uma carteira prioritária. Não queremos ver o País com canteiro de obras inacabadas."

    O ministro concluiu sua participação no evento reforçando que, em relação a projetos de infraestrutura, o Brasil "opera no gargalo". "Temos projetos para este ano, para o ano que vem, para daqui dez, vinte, trinta anos", disse, destacando o País como a "melhor opção para se investir no mundo".

Filtre Por

Buscar: OK
  • Prévia do PIB sobe 0,58% com reação do comércio

    21/11/2017




    ECONOMIA
    Fabrício de Castro e André Ítalo Rocha, com colaboração de André Ítalo Rocha

    Brasília - A economia brasileira seguiu em recuperação no terceiro trimestre. Segundo os dados do Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br), a atividade econômica teve um crescimento de 0,58% no período, na comparação com o segundo trimestre. Foi o terceiro trimestre consecutivo de alta da economia registrado na série do BC, algo que não ocorria desde 2013.

    Considerado uma espécie de "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB), o IBC-Br serve como parâmetro para avaliação do ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. Apenas em setembro, o índice registrou alta de 0,40% em relação ao mês anterior, após ter cedido 0,37% em agosto. Medido em pontos, o indicador passou de 135,20 para 135,74 pontos em setembro. Em 2017, a alta acumulada do IBC-Br é de 0,43%, considerando a série sem os ajustes sazonais.

    Para o economista João Fernandes, da Quantitas Asset, a alta do IBC-Br em setembro está ligada ao cenário positivo da indústria e do comércio. "O crescimento do comércio tem sido impulsionado pelo processo de redução de dívidas das famílias, pela reversão do mercado de trabalho e pelos efeitos da política monetária", explicou o economista, em referência ao atual ciclo de cortes da Selic (a taxa básica de juros da economia).

    De fato, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a indústria registrou um crescimento de 0,2% em setembro e acumula, no ano, um crescimento de 1,6%. Já o comércio cresceu 0,5% em setembro e 1,3% no acumulado do ano.

    Por outro lado, Fernandes afirma que o setor de serviços ainda não reagiu. Segundo ele, isso é esperado, porque o setor, historicamente, demora mais para responder às oscilações da economia, tanto nos momentos de retração quanto nos de expansão. "O consumidor tende a substituir mais facilmente o seu consumo de bens do que o de serviços", avaliou. Os serviços registraram queda de 0,3% em setembro e de 3,7% no acumulado dos três primeiros trimestres.

    O economista Alexandre Espírito Santo, da Órama Investimentos e professor da PUC-Rio, afirmou que o fato de o consumo das famílias ainda ser o único impulso para a retomada da economia tem feito o IBC-Br oscilar nos últimos meses. O indicador, que subiu em setembro, havia recuado em agosto.

    "A saída da recessão está sendo muito lenta porque, do ponto de vista da demanda, o empresário ainda não voltou a investir e o governo não tem condições de aumentar gastos. Então, a recuperação está muito concentrada no consumo das famílias", disse.

    Na visão do próprio BC, embora o consumo seja importante para essa recuperação, a retomada dos investimentos produtivos no País seria o próximo passo para garantir um crescimento sustentável. A instituição projeta alta de 0,70% para o PIB em 2017 e avanço de 2,2% em 2018. "O investimento será o principal impulso em 2018", avaliou Fernandes, da Quantitas. "Não há mais espaço para crescer baseado só em consumo." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Banco Mundial diz que Brasil gasta mal e sugere medidas para cortes nas contas

    21/11/2017




    ECONOMIA
    Lu Aiko Otta e Adriana Fernandes

    Brasília - Um País que gasta muito e mal e que precisará fazer escolhas duras para ajustar suas contas, sob pena de mergulhar novamente na espiral da inflação e do baixo crescimento. Esse é o retrato que emerge de estudo elaborado pelo Banco Mundial. Intitulado "Um ajuste justo - propostas para aumentar eficiência e equidade do gasto público no Brasil", procurou mapear medidas que permitam ajustar o gasto brasileiro à regra do teto para o crescimento das despesas. Para não rompê-lo, será necessário reduzir os gastos na proporção de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) a cada ano, o equivalente a R$ 983,4 bilhões, a valores registrados no segundo trimestre deste ano pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    O documento, que traz uma ampla radiografia dos gastos e programas sociais do governo, sugere um conjunto de medidas que poderiam aliviar a pressão sobre o caixa federal no equivalente a 7,07% do PIB até 2026, sem prejudicar os mais pobres nem trazer perdas para a produtividade da economia. Algumas delas, porém, exigem contrariar grupos com forte influência no governo e no Congresso Nacional, como os servidores públicos, que ganham os salários mais altos. "Não queremos ser intrusivos", disse o economista-chefe do Banco Mundial, Antonio Nucifora. "O papel do relatório é estimular o debate."

    As sugestões envolvem também um enxugamento de 1,29% do PIB nos gastos de Estados e municípios, elevando o potencial de economia a 8,36% do PIB. O banco é taxativo no seu diagnóstico: os programas governamentais beneficiam os ricos mais do que os pobres. E apesar do alto volume de gastos públicos, a política fiscal tem tido pouco sucesso na redução da desigualdade e da pobreza.

    O estudo foi encomendado pelo próprio governo, que tenta interromper o processo de crescimento acelerado das despesas e garantir o cumprimento do recém-criado teto de gastos em meio ao delicado quadro político do País às vésperas das eleições de 2018.

    A medida com mais impacto é a reforma da Previdência, que poderia levar a uma economia de gastos correspondente a 1,8% do PIB. "A Previdência é o motor do desequilíbrio fiscal", resumiu o diretor do Banco Mundial para o Brasil, Martin Raiser.

    Mantida a situação atual, aponta o estudo, daqui a 13 anos os pagamentos com aposentadorias e pensões estarão ocupando todo o limite do teto de gastos do governo federal. Não vai sobrar dinheiro para salários, manutenção de escolas e hospitais e muito menos para investimentos. Em 2080, o rombo da Previdência corresponderá a 150% do PIB brasileiro.

    Além disso, o banco diz que o sistema previdenciário atual é injusto, pois 35% dos subsídios previdenciários beneficiam os 20% mais ricos, enquanto 18% beneficiam os 40% da camada mais pobre da população.

    O Banco Mundial defende a proposta do governo negociada com o Congresso em maio deste ano e que já foi desidratada para conseguir o apoio da base governista. Mas alerta que, mesmo se a proposta integral fosse aprovada, o problema não estaria resolvido. Seria preciso avançar e atacar, por exemplo, os privilégios da Previdência para os servidores, que custam caro e atendem à parcela mais rica da população.

    "O conceito de direitos adquiridos deve ser revisto", defende o relatório. Ele sugere também que o governo se articule com o Judiciário para evitar que os efeitos de uma reforma não sejam depois diluídos por decisões contrárias.

    De todos os países pesquisados pela instituição, o Brasil é onde os servidores públicos federais têm maior vantagem salarial em relação a pessoas que desempenham funções semelhantes na iniciativa privada: 67% a mais, ante uma média de 17% no mundo. A sugestão é reduzir esse prêmio pela metade, o que traria uma economia de 0,9% do PIB.

    Depois da Previdência, a segunda maior economia calculada pelo Banco Mundial viria do ataque a outra "vaca sagrada" dos programas federais: o Simples Nacional, regime tributário diferenciado e simplificado. Segundo o relatório, não foram identificados impactos positivos do programa no mercado de trabalho ou no desempenho das empresas. Além disso, o programa inibe o crescimento das empresas e ajuda a manter vivos empreendimentos que não são eficientes. Finalmente, pelo diagnóstico traçado pela instituição, o Simples beneficia pessoas físicas de alta renda que recolhem impostos como se fossem empresas.

    Segundo Raiser, o Estado brasileiro é mais ou menos do tamanho de um Estado europeu médio. Mas, no velho continente, os gastos governamentais com programas sociais ajudam a reduzir a desigualdade. Isso não ocorre no Brasil. "A realidade é que os pobres se beneficiam muito menos dos gastos públicos", disse. Ele acrescenta que, por atender principalmente às pessoas de renda média e alta, esses programas são passíveis de ajuste.

    Pelas projeções do relatório, o Brasil vai precisar de ajuste fiscal de 5% do PIB no resultado primário. Para chegar lá, o governo terá que fazer um corte cumulativo de quase 25% nas despesas primárias federais em proporção do PIB, o que reduziria o orçamento federal aos níveis do princípio da década de 2000.

    Se o Brasil não conseguir reverter a tendência, os resultados serão a perda de confiança dos investidores (nacionais e internacionais), a desvalorização da taxa de câmbio e o aumento da inflação, o que levaria o País de volta aos tempos críticos dos anos 1980 e início dos anos 1990.

    Segundo o Banco Mundial, as reformas terão que abranger mais de um mandato presidencial e exigirão um diálogo extenso, incluindo Estados, municípios, movimentos sociais, sindicatos, associações empresariais e muitos outros grupos.

    Compras públicas

    O governo brasileiro poderia economizar entre R$ 24 bilhões e R$ 35 bilhões nas compras públicas apenas com mudanças de procedimentos que hoje resultam em preços mais elevados e geram desperdício. É o que aponta o relatório elaborado pelo Banco Mundial.

    Ao analisar compras de R$ 155 bilhões realizadas pelos diversos órgãos do governo federal entre 2012 e 2014, os técnicos constataram, por exemplo, que há uma concentração de 80% da compra de automóveis no último trimestre do ano. "No caso de veículos, por exemplo, o final do ano coincide com o lançamento de novos modelos que são mais caros", diz o estudo. Uma causa provável é a liberação de recursos no fim do ano.

    Além de comprar no período menos favorável do ano, os órgãos da administração pública compram poucas unidades de forma isolada. A prática mais recomendável, no caso, seria fazer uma compra grande, para aumentar o poder de barganha e obter descontos.

    Em vez disso, os preços dos automóveis sedan para cinco pessoas variaram de R$ 55 mil a R$ 120 mil. Um mesmo fornecedor chegou a cobrar 40% a mais pelo mesmo produto, dependendo do órgão comprador.

    Também no caso dos equipamentos de informática, os técnicos acreditam que há espaço para uma forte economia se as compras forem concentradas. Principalmente porque a quantidade de fornecedores é grande e a competição tende a levar os preços para baixo.

    Outra sugestão é que seja adotada a computação em nuvem ("cloud computing") para os sistemas menos sensíveis da administração. Isso traria economia com infraestrutura, licenciamento de programas e mão de obra. Não seria desejável, porém, que essa solução fosse adotada para toda a administração pública.

    O relatório propõe que a compra de automóveis, bens de informática e outros materiais menos complexos seja padronizada e a compra, realizada de uma só vez, de forma centralizada. Aquisições adicionais poderiam ser feitas depois, se devidamente justificadas.

    O estudo ressalta que as mudanças independem de alterações na lei. A economia dependeria de planejamento e estratégia de compra.

  • Petrobras anuncia queda de 2,6% no preço da gasolina e alta de 0,6% no diesel

    21/11/2017




    ECONOMIA


    São Paulo - A Petrobras anunciou um novo reajuste para os combustíveis, com queda de 2,6% no preço da gasolina nas refinarias e alta de 0,6% no preço do diesel. Os novos valores valem a partir da quarta-feira, dia 22.

    A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho. Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores.

    Em vez de esperar um mês para ajustar seus preços, a Petrobras agora avalia todas as condições do mercado para se adaptar, o que pode acontecer diariamente.

    Além da concorrência, na decisão de revisão de preços, pesam as informações sobre o câmbio e as cotações internacionais.

  • Governo ataca privilégios na Previdência

    21/11/2017




    ECONOMIA
    Idiana Tomazelli, Adriana Fernandes e Igor Gadelha

    Brasília - A propaganda lançada pelo governo para reunir maior apoio à reforma da Previdência dá as pistas de como está sendo conduzida a negociação do texto "enxuto". A campanha frisa o que permanece no texto, como a fixação de uma idade mínima para aposentadoria e a unificação das regras para servidores públicos, e indica o que já foi descartado, como as propostas de mudança na Previdência rural.

    Na campanha publicitária, centrada no corte de privilégios e na manutenção de direitos, o governo silencia justamente sobre pontos que ainda provocam divisão entre as lideranças políticas. Entre eles, a limitação para o acúmulo de benefícios, abrindo espaço para que mais concessões possam ser feitas em troca dos votos.

    A criação de um teto de dois salários mínimos (equivalente hoje a R$ 1.874,00) para o acúmulo de pensão e aposentadoria é um dos alvos da pressão dos parlamentares. O deputado Pauderney Avelino (DEM-AM), um dos principais articuladores do governo, defende a revisão desse limite para três salários mínimos (o que corresponde hoje a R$ 2.811,00).

    Segundo apurou o Estadão/Broadcast, o relator da reforma da Previdência, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), tenta convencer o governo a aceitar a mudança nesse limite, que já havia sido flexibilizado na primeira rodada de negociações, em abril, antes do estouro da crise política.

    A proposta original do governo era vedar qualquer tipo de acúmulo, mas o apelo dos parlamentares fez com que a equipe econômica aceitasse a exceção para quem ganha menos. A expectativa é que o relator apresente ainda esta semana o texto da proposta mais enxuta para permitir a votação na primeira semana de dezembro.

    Uma segunda concessão no limite para acúmulo de benefícios enfrenta forte resistência da área econômica. O governo entende que o teto de dois salários mínimos integra a cesta de medidas que combatem privilégios, pois beneficia cerca de 70% dos que acumulam benefícios. Mas lideranças políticas avaliam que o ganho em termos de votos compensa a nova flexibilização.

    A campanha indica que a minirreforma vai incluir idade mínima, regra de transição como aprovada na comissão (com pedágio de 30% sobre o tempo que falta hoje para aposentadoria e elevação da idade mínima ao longo de 20 anos), a unificação das regras para servidores e a manutenção do tempo mínimo de contribuição em 15 anos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • KC-390 da Embraer chega aos EUA para testes em voo

    21/11/2017




    NOTICIA,
    Karin Sato

    São Paulo - O novo jato de transporte militar e reabastecimento Embraer KC-390 iniciará uma série de testes em voo nos Estados Unidos. Os ensaios visam à certificação. A aeronave deixou o Brasil no último sábado, tendo já chegado às instalações da Embraer em Jacksonville, Flórida. Segundo a empresa, nas próximas duas a três semanas, a aeronave realizará testes nos sistemas de aviônicos, de medição de ruído externo e operações com vento cruzado. Desde o início da campanha de testes em voo, em outubro de 2015, os dois protótipos do KC-390 demonstraram altas taxas de disponibilidade, acumulando mais de 1.450 horas de voo. A Capacidade Operacional Inicial (IOC) deve ser atingida até o final deste ano e a primeira entrega está programada para acontecer em 2018. Jackson Schneider, presidente e CEO da Embraer Defense & Security, disse que o KC-390 estabelece "novos padrões no mercado" e que a campanha de testes em voo está progredindo "extremamente bem". "Estamos muito satisfeitos com a maturidade que este produto já alcançou e totalmente confiantes de que sua certificação será alcançada conforme previsto", relatou. A Embraer informou que o KC-390 é capaz de executar diversas missões, como transporte de carga, lançamento de tropas ou de paraquedistas, reabastecimento aéreo, busca e salvamento, evacuação aeromédica e combate a incêndios, além de apoio a missões humanitárias. A aeronave pode transportar até 26 toneladas de carga a uma velocidade máxima de 470 nós (870 km/h), além de operar em ambientes hostis, inclusive a partir de pistas não preparadas ou danificadas.

  • Está pronta a MP para criar depósito voluntário

    21/11/2017




    ECONOMIA
    Adriana Fernandes, Fernando Nakagawa e Lorenna Rodrigues

    Brasília - O governo tem pronta uma Medida Provisória (MP) para criar os depósitos voluntários remunerados. Esse instrumento permite o enxugamento de liquidez no sistema financeiro sem necessidade de uso de títulos públicos. Os bancos depositam voluntariamente no BC parte do dinheiro em troca de uma remuneração.

    O novo instrumento de política monetária do Banco Central (BC), que vem sendo estudado há algum tempo, pode também reduzir a dívida bruta do governo - principal indicador de solvência hoje das contas públicas. Os depósitos são uma alternativa às chamadas "operações compromissadas" - operações de compra (ou venda) de títulos com compromisso de revenda (ou recompra) dos mesmos títulos em uma data futura - que o banco faz hoje para gerenciar a liquidez de recursos no mercado. É dessa forma que a política de juros no País é administrada.

    Os depósitos não entram no cálculo da dívida bruta. As operações compromissadas entram. Em 2016, quando o governo Dilma incluiu a criação dos depósitos em projeto encaminhado ao Congresso, a proposta foi mal recebida. O volume de compromissadas é de R$ 1,2 trilhão.

    A avaliação na época foi a de que esse instrumento poderia ser usado como uma forma de retomar o uso da contabilidade criativa e reduzir no "tapetão" a dívida bruta, que está em trajetória de forte crescimento por conta dos sucessivos e elevados déficits das contas públicas.

    A pedido do governo, a criação dos depósitos também foi incluída, em projeto do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), que trata do relacionamento do Tesouro Nacional com o BC. No projeto, que tramita na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o BC fica autorizado a acolher depósitos voluntários à vista ou a prazo das instituições financeiras. Pelo projeto, o BC regulamentará depois a remuneração, condições, prazos e formas de negociação de depósitos voluntários.

    Segundo apurou o Estadão/Broadcast, o BC na regulamentação da proposta vai fixar limite para o uso dos depósitos. A ideia é deixar claro que o instrumento de política monetária será usado com "parcimônia". O BC vai definir depois a forma de remuneração dos bancos. As operações compromissadas continuarão sendo usadas pelo BC.

    Apesar do risco de a mudança não ser bem-recebida pelas agências de classificação de risco, o entendimento hoje é que a equipe atual conseguiu credibilidade com a mudança da política econômica e baniu o risco de maquiagem na contabilidade pública. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Conselho da Oi discutirá nesta quarta-feira novos termos para recuperação

    21/11/2017




    NOTICIA,
    Circe Bonatelli

    São Paulo - Os membros do conselho de administração da Oi discutirão, no encontro desta quarta-feira, 22, às 9h30, no Rio de Janeiro, se aprovam novos termos para atualizar o plano de recuperação judicial da tele. Segundo fontes próximas do assunto, a nova versão em análise representa uma flexibilização das propostas defendidas inicialmente pelo acionista mais influente da Oi, Nelson Tanure, após enfrentar resistência da diretoria, do agente regulador e de credores. A maior novidade do novo plano, se aprovado pelo conselho, será a possibilidade de entregar até 65% das ações da Oi para os credores que possuem títulos internacionais emitidos pela companhia (bondholders). Esse porcentual será alcançado se forem cumpridos os mecanismos previstos no novo plano para aporte de recursos e conversão de dívidas. Nas propostas anteriores, esse patamar não passava de 25%. De acordo com os novos termos, a capitalização pode totalizar R$ 11 bilhões, sendo R$ 3 bilhões pela conversão das dívidas em ações e R$ 8 bilhões pela injeção de novos recursos. Nesse caso, o aporte dos bondholders subirá de R$ 3,5 bilhões previstos na versão anterior para até R$ 5,5 bilhões na nova versão. Já o desembolso dos acionistas seguirá em R$ 2,5 bilhões, como já sugerido antes. Além disso, a capitalização será automática após a aprovação do plano em assembleia e não dependerá de chamamento por parte do conselho de administração. Potencial "O valor de aporte dos bondholders subiu porque foi percebido que existe demanda de mercado. Os investidores enxergam grande potencial na Oi", comentou uma fonte. Segundo ele, as sinalizações de interesse teriam partido de fundos relevantes, como Aurelius, Golden Tree, além daqueles que compõem o G6, grupo que já mantinha conversas próximas com representantes de Tanure. Outra novidade é que aquele credor que assinar o termo de compromisso (PSA, na sigla em inglês) para aprovar o plano de recuperação da Oi na assembleia e participar da injeção de recursos só receberá o pagamento da comissão quando a capitalização for efetivada. A companhia ainda terá o direito de optar pelo pagamento em dinheiro ou em ações. A versão anterior do plano previa pagamento antecipado das comissões, em dinheiro, fato que enfrentou grande resistência da diretoria da Oi. A preocupação dos executivos é que o caixa da companhia ficaria desfalcado, inviabilizando investimentos. "É uma evolução. Essa proposta tem parte das coisas que a diretoria já falava, como o pagamento de fees só junto com o aumento de capital", apontou outra fonte. O valor das comissões é de 8% da capitalização dos bondholders de R$ 3,5 bilhões a R$ 5,5 bilhões. Portanto, devem ficar em torno de R$ 280 milhões a R$ 440 milhões. Para que seja apreciado na assembleia geral de credores marcada para 7 de dezembro, o novo plano deve ser protocolado até 27 de novembro, conforme determinação judicial. Portanto, a reunião do conselho será decisiva para o andamento das negociações, que até aqui não encontraram consenso.

  • Presidente do BC da Austrália vê pouco incentivo para elevar juros

    21/11/2017




    ECONOMIA


    Sydney - A concorrência e seus efeitos nos preços e o excesso de capacidade manterão a inflação na Austrália contida por algum tempo, o que oferece pouco incentivo para uma alta nos juros, na avaliação do presidente do Banco Central da Austrália (RBA, na sigla em inglês), Philip Lowe. "A continuada capacidade ociosa na economia e uma perspectiva contida para a inflação significam que não há um argumento forte para um ajuste no curto prazo na política monetária", afirmou Lowe nesta terça-feira.

    As declarações são o mais recente sinal de que o BC manterá sua política por um período prolongado, apesar de decisões de outros bancos centrais globais de elevar os juros e retirar apoio a suas economias.

    A fala também representa um abrandamento no tom do RBA, que argumentava há tempos que a inflação ganharia força com o tempo, conforme o mercado de trabalho fica com menos capacidade ociosa e as pressões sobre o salário avançam. As declarações são dadas um dia após o Fundo Monetário Internacional (FMI) dizer que as taxas australianas podem ter de seguir em níveis recordes de baixa por mais tempo para apoiar o crescimento econômico, a inflação e o emprego. Lowe disse que a inflação deve seguir fraca, por ora.

    A concorrência entre varejistas australianas aumenta antes da chegada da Amazon. O comércio online é um fator citado por economistas e banqueiros centrais pelo mundo para o retorno lento da inflação, apesar do melhor desempenho econômico.

    Lowe admitiu que algum progresso foi feito na economia rumo ao pleno emprego e a um crescimento mais forte dos preços neste ano, mas o RBA segue sem atingir os dois objetivos. Qualquer mudança na política monetária deve levar algum tempo, embora se a economia continuar a melhorar como esperado a próxima mudança nos juros deve ser para cima, não um corte, comentou o presidente do BC.

    As expectativas no mercado são de que um aperto monetário ocorra mais perto de 2019 que de 2018. Os juros seguem no mesmo patamar desde agosto de 2016. O RBA hesita em cortá-los mais por temer um boom nos preços do setor imobiliário e um maior endividamento dos proprietários de residências. As medidas regulatórias introduzidas no início do ano para desacelerar o crescimento dos preços das moradias tiveram algum sucesso, o que ajuda a equilibrar os riscos políticos, na avaliação de Lowe.

    Os dados de inflação do terceiro trimestre mostraram-se mais modestos que o previsto. O RBA ainda cortou suas projeções para os preços, no início deste mês.

    O dólar australiano, porém, avançava nesta manhã, menos pelo tom do discurso de Lowe e mais em uma recuperação após semanas de recuos. Às 8h46 (de Brasília), o dólar recuava a 1,3195 dólar australiano. Fonte: Dow Jones Newswires.

  • BC da Turquia anuncia medidas após lira atingir mínima histórica ante dólar

    21/11/2017




    ECONOMIA


    Istambul - O Banco Central da Turquia apertou sua política monetária hoje com novas medidas para tentar conter a desvalorização da lira turca, que mais cedo atingiu nova mínima histórica ante o dólar em meio a tensões políticas com os EUA.

    O BC turco anunciou que irá suspender sua linha de crédito do mercado monetário interbancário para operações de um dia a partir desta quarta-feira e, em vez disso, passar a financiar bancos utilizando a chamada taxa overnight de liquidez tardia. A decisão vai elevar o custo médio de financiamento em 0,25 ponto porcentual, a 12,25%.

    A instituição também dobrou os limites interbancários intraday, igualmente com o propósito de sustentar a moeda local.

    As medidas vieram depois que a lira atingiu nova mínima histórica em relação ao dólar, apesar de o BC ter começado ontem a fazer leilões de contratos cambiais a prazo. Às 8h43 (de Brasília), o dólar subia a 3,9572 liras turcas, depois de chegar a ser negociado a 3,9785 liras mais cedo.

    Mais recentemente, a fraqueza da lira tem sido influenciada por tensões políticas entre Ancara e Washington. Ontem, o vice-primeiro-ministro turco, Bekir Bozdag, classificou um caso contra Reza Zarrab - um operador de ouro turco-iraniano acusado de tentar evadir sanções dos EUA impostas ao Irã - de conspiração contra a Turquia. Detido nos EUA desde o ano passado, Zarrab deverá começar a ser julgado na próxima semana.

    Segundo Tim Ash, estrategista sênior de soberanos para mercados emergentes da BlueBay Asset Management, as medidas de hoje do BC turco foram insuficientes e vieram muito tarde.

    Em sua última reunião de política monetária, em outubro, o BC da Turquia manteve todas suas principais taxas de juros inalteradas. O próximo encontro da instituição está marcado para 14 de dezembro, mas alguns analistas acreditam que o BC poderá ter de agir antes.

    "Se a desvalorização da moeda (turca) continuar, o banco poderá ser obrigado a anunciar um aumento de juros significativo", comentou Gokce Celik, economista-chefe do QNB Finansbank. Fonte: Dow Jones Newswires.

  • BC vai reter lucro de reservas internacionais

    21/11/2017




    ECONOMIA
    Adriana Fernandes, Fernando Nakagawa e Lorenna Rodrigues

    Brasília - O lucro obtido pelo Banco Central (BC) com as reservas internacionais - atualmente em U$ 380,472 bilhões - não será mais transferido ao Tesouro Nacional. O ganho ficará numa espécie de colchão em separado no BC para ser "consumido" quando a variação cambial das reservas representarem prejuízo ao banco.

    A equipe econômica pegou carona em projeto do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), que deve ir à votação nesta terça-feira, 21, na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, para incluir a mudança. O BC busca acabar com a polêmica criada durante o governo Dilma Rousseff sobre transferências bilionárias de lucros, que abriram caminho para operações da chamada "contabilidade criativa" e financiamento do Tesouro pelo BC, o que é proibido pela legislação.

    Em 2016, muitos economistas questionaram que indiretamente a folga no caixa teria ajudado a pagar as chamadas "pedaladas fiscais", o que foi negado oficialmente pelo governo na época, mas gerou debate no mercado e nos meios acadêmicos. A polêmica levou o então ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, a fazer uma proposta semelhante, que não avançou por causa do processo de impeachment da presidente Dilma.

    Pela regra atual, o lucro obtido com a variação cambial das reservas tem de ser repassado ao Tesouro em reais depois de aprovado o balanço pelo BC. O prejuízo é bancado pelo Tesouro com a transferência de títulos ao BC. O projeto de Ferraço barra as transferências de grandes valores do Tesouro ao BC.

    O banco vai reter o lucro numa espécie de colchão (a reserva de resultado) no caso de ele ser decorrente de ganhos com as reservas internacionais e operações de intervenção no câmbio com contratos de swap cambial.

    Na exposição de motivos do projeto é alegado que esse modelo tem causado distorções. A primeira relacionada ao fato de que lucros e prejuízos das operações cambiais têm grande valor absoluto - pelo fato de o BC ter acumulado um grande volume de reservas - e são bastante voláteis. E, como o BC não vende as reservas, mantendo-as em seu balanço, esses ganhos e perdas não se realizam na prática.

    Pelo projeto, quando as reservas gerarem resultado negativo, o buraco será coberto com os recursos do colchão. Se o dinheiro não for suficiente, o prejuízo será coberto com patrimônio do BC até o limite de 1,5% do seu ativo. Só em último caso, o Tesouro cobrirá o prejuízo com a emissão de títulos para o BC.

    O lucro operacional continuará sendo transferido normalmente, assim como o prejuízo operacional, será bancado pelo Tesouro. Segundo um integrante da equipe econômica, a proposta aumenta a transparência. A mudança no relacionamento do Tesouro com o BC afasta o risco de utilização dos recursos para ampliar indiretamente o espaço fiscal para despesas.

    Segundo Ferraço, que está licenciado do cargo, o projeto é terminativo, ou seja, depois de aprovado pela CAE não precisa ir ao plenário, segue direto para aprovação pela Câmara. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.