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  • Dyogo: quem acredita no Brasil deve dobrar aposta; é hora certa de se posicionar

    22/11/2017




    ECONOMIA
    Letícia Fucuchima

    São Paulo - O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse nesta quarta-feira, 22, que o Brasil já superou a recessão e está no início de um novo período de crescimento, que deve durar entre 10 a 12 anos. "Começa a descortinar na nossa frente um grande ciclo de crescimento. Quem acredita no Brasil deve dobrar sua aposta; é a hora certa de se posicionar", afirmou durante o CCR Day, em São Paulo.

    De acordo com o ministro, o governo tem, desde o início, apostado em uma estratégia de política econômica "simples, clara e eficiente". Ele destacou as reformas estruturantes - trabalhista, da Previdência e tributária, "que vem a seguir".

    Dyogo Oliveira reforçou que o governo está dedicado a aprovar a reforma da Previdência ainda neste ano, dado o reconhecimento de que a área fiscal continua sendo o maior desafio a ser enfrentado pelo País, com orçamento "extremamente engessado e difícil de ajustar". "Nosso sistema previdenciário é distorcido e injusto. Isso precisa ser corrigido."

    Para além da Previdência, o ministro ressaltou outras medidas que estão sendo tomadas pelo governo para controlar as despesas públicas, como adiar o reajuste de servidores públicos. "Nosso orçamento está inadequado para às necessidades do País, estamos olhando linha por linha e fazendo alterações."

    Na área de investimentos, ele reafirmou a intenção do governo de fomentar a participação da iniciativa privada no setor de infraestrutura. Em relação às concessões e PPPs propostas, o ministro afirmou que os projetos estão sendo estruturados de modo a serem economicamente viáveis, permitindo a competição justa e transparente. "O que é mais importante não é o bid do projeto, é que o processo seja transparente e justo."

    PPI

    O ministro do Planejamento disse que o calendário eleitoral deverá ter pouca influência no cronograma proposto para os leilões do PPI no ano que vem. "Alguns poucos projetos têm sensibilidade política. Não vejo muita interferência", afirmou. Ele cita, por exemplo, os certames de linhas de transmissão, cujo processo já está "bem estruturado". "É quase como comprar pão."

    Dyogo Oliveira afirmou, porém, que a Eletrobras deverá exigir maior esforço político. "Mas estamos comprometidos em avançar com essa agenda", disse, reafirmando que o governo não está "vendendo" a empresa, mas sim "apostando" na estatal.

    Durante palestra, o ministro destacou ainda a carteira de projetos do Programa Avançar, que, segundo ele, não é um programa de "intenções". "Normalmente se faz uma lista de projetos, lança a lista e depois sai tentando viabilizar os projetos. Em virtude das nossas dificuldades fiscais, orçamentárias, pegamos os projetos já em andamento e selecionamos uma carteira prioritária. Não queremos ver o País com canteiro de obras inacabadas."

    O ministro concluiu sua participação no evento reforçando que, em relação a projetos de infraestrutura, o Brasil "opera no gargalo". "Temos projetos para este ano, para o ano que vem, para daqui dez, vinte, trinta anos", disse, destacando o País como a "melhor opção para se investir no mundo".

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  • Banco Mundial propõe fusão de programas sociais no País

    21/11/2017




    ECONOMIA
    Adriana Fernandes e Lu Aiko Otta

    Brasília - Diagnóstico do Banco Mundial sobre o sistema de proteção social do Brasil recomenda a fusão dos programas sociais para acabar com o acúmulo de benefícios que ocorre hoje no País. Pela proposta, o Bolsa Família, o Salário-Família, as aposentadorias rurais e o Beneficio de Prestação Continuada (BPC) seriam reunidos em um único programa de assistência social.

    O banco concluiu que o governo tem uma série de programas sobrepostos e mal articulados e poderia obter resultados melhores gastando menos. O maior problema hoje é que muitos programas têm funções semelhantes, mas são implementados isoladamente. Isso faz com que milhões de famílias fiquem aptas a receber múltiplos benefícios, alerta o relatório "Um ajuste justo - propostas para aumentar eficiência e equidade do gasto público no Brasil", divulgado nesta terça-feira, 21.

    Os técnicos do banco também recomendam a integração do FGTS e do Seguro-Desemprego. Com isso, quem perder o emprego poderia ter acesso ao seguro do governo somente após o esgotamento dos seus saldos do FGTS. Os saques do fundo seriam limitados a um valor máximo mensal equivalente a 70% do último salário.

    A expectativa é que a medida tenha potencial para reduzir em 95% as despesas com o seguro-desemprego. Com essa economia, avalia o banco, o governo poderia aumentar o período máximo de pagamento do seguro-desemprego para até sete meses para os trabalhadores que realmente necessitam do benefício. A elevação da remuneração do saldo do FGTS para taxas de mercado deveria fazer parte dessa reforma, segundo o relatório.

    O Banco Mundial também propõe a eliminação do Abono Salarial. No seu lugar, seria criado um novo subsídio salarial pago aos empregadores que contratassem indivíduos em seu primeiro emprego ou trabalhadores desempregados há mais de sete meses. O subsídio seria equivalente a 10% do salário por 12 meses.

    Pelos cálculos do relatório, essas reformas estimulariam o emprego e gerariam economia de até 1,3% do PIB ao longo da próxima década.

    Bolsa Família

    A unificação dos programas sociais teria como modelo de gestão o Bolsa Família, apontado pelo banco como o único programa bem-sucedido. Todas as pessoas em situação de pobreza estariam aptas a receber não mais do que uma transferência de renda condicionada à renda. Os técnicos avaliam que uma reforma cuidadosa geraria economia sem aumentar a pobreza.

    Uma medida de curto prazo proposta é a transformação do salário-família em um benefício condicionado à renda domiciliar. A medida, diz o banco, incentivaria os beneficiários do Bolsa Família a migrarem para empregos formais.

    Chamam a atenção no relatório os dados que mostram que o BPC não beneficia os mais pobres. De acordo com o relatório, 70% dos benefícios são destinados aos 60% mais ricos. Por outro lado, somente 12% vão para os 20% mais pobres da população. Com o abono salarial, o problema é o mesmo: 67% dos benefícios são direcionados aos 60% mais ricos.

    O BPC é um programa que o governo Michel Temer quis mudar na reforma da Previdência, mas acabou ficando de fora da proposta, na versão mais enxuta que o Palácio do Planalto negocia com os aliados políticos. O banco prevê que o custo das pensões do BPC deve triplicar até 2035 devido, principalmente, à indexação dos benefícios ao nível e aos ajustes do salário mínimo.

  • BC reafirma que dará transparência a acordos com instituições financeiras

    21/11/2017




    ECONOMIA
    Fabrício de Castro

    Brasília - O Banco Central reafirmou nesta terça-feira, 21, por meio de nota, que "sempre e sem exceções, fará a publicação, em seu sítio eletrônico na internet, da íntegra dos acordos administrativos em matéria de supervisão (APS) por ele firmados, no prazo máximo de cinco dias após sua assinatura".

    Isso está previsto da Lei nº 13.506 - a chamada "Lei da Leniência com o BC" - e na Circular nº 3.857, que regulamenta a aplicação do acordo administrativo.

    "A publicação abrangerá todas as informações relativas ao acordo, incluindo a descrição das condutas infracionais e demais aspectos fáticos", diz o BC. "Unicamente deixarão de ser publicadas as informações cuja publicação, em virtude da existência de sigilo legal, a exemplo do sigilo bancário, for proibida por lei", acrescenta a instituição.

    O BC reafirmou ainda que o Ministério Público, nestes casos, receberá todas as informações sobre o acordo, inclusive as cobertas pelo sigilo bancário e por outras espécies de sigilo.

  • Correção: Banco Mundial diz que Brasil gasta mal e sugere medidas para cortes

    21/11/2017




    ECONOMIA
    Lu Aiko Otta e Adriana Fernandes

    Brasília - A matéria publicada anteriormente tinha uma incorreção no primeiro parágrafo do texto. O valor correto equivalente para redução de gastos é de R$ 9,834 bilhões, e não de R$ 983,4 bilhões, como havia sido informado. Segue abaixo o texto corrigido.

    Um País que gasta muito e mal e que precisará fazer escolhas duras para ajustar suas contas, sob pena de mergulhar novamente na espiral da inflação e do baixo crescimento. Esse é o retrato que emerge de estudo elaborado pelo Banco Mundial. Intitulado "Um ajuste justo - propostas para aumentar eficiência e equidade do gasto público no Brasil", procurou mapear medidas que permitam ajustar o gasto brasileiro à regra do teto para o crescimento das despesas. Para não rompê-lo, será necessário reduzir os gastos na proporção de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB) a cada ano, o equivalente a R$ 9,834 bilhões, a valores registrados no segundo trimestre deste ano pelo IBGE.

    O documento, que traz uma ampla radiografia dos gastos e programas sociais do governo, sugere um conjunto de medidas que poderiam aliviar a pressão sobre o caixa federal no equivalente a 7,07% do PIB até 2026, sem prejudicar os mais pobres nem trazer perdas para a produtividade da economia. Algumas delas, porém, exigem contrariar grupos com forte influência no governo e no Congresso Nacional, como os servidores públicos, que ganham os salários mais altos. "Não queremos ser intrusivos", disse o economista-chefe do Banco Mundial, Antonio Nucifora. "O papel do relatório é estimular o debate."

    As sugestões envolvem também um enxugamento de 1,29% do PIB nos gastos de Estados e municípios, elevando o potencial de economia a 8,36% do PIB. O banco é taxativo no seu diagnóstico: os programas governamentais beneficiam os ricos mais do que os pobres. E apesar do alto volume de gastos públicos, a política fiscal tem tido pouco sucesso na redução da desigualdade e da pobreza.

    O estudo foi encomendado pelo próprio governo, que tenta interromper o processo de crescimento acelerado das despesas e garantir o cumprimento do recém-criado teto de gastos em meio ao delicado quadro político do País às vésperas das eleições de 2018.

    A medida com mais impacto é a reforma da Previdência, que poderia levar a uma economia de gastos correspondente a 1,8% do PIB. "A Previdência é o motor do desequilíbrio fiscal", resumiu o diretor do Banco Mundial para o Brasil, Martin Raiser.

    Mantida a situação atual, aponta o estudo, daqui a 13 anos os pagamentos com aposentadorias e pensões estarão ocupando todo o limite do teto de gastos do governo federal. Não vai sobrar dinheiro para salários, manutenção de escolas e hospitais e muito menos para investimentos. Em 2080, o rombo da Previdência corresponderá a 150% do PIB brasileiro.

    Além disso, o banco diz que o sistema previdenciário atual é injusto, pois 35% dos subsídios previdenciários beneficiam os 20% mais ricos, enquanto 18% beneficiam os 40% da camada mais pobre da população.

    O Banco Mundial defende a proposta do governo negociada com o Congresso em maio deste ano e que já foi desidratada para conseguir o apoio da base governista. Mas alerta que, mesmo se a proposta integral fosse aprovada, o problema não estaria resolvido. Seria preciso avançar e atacar, por exemplo, os privilégios da Previdência para os servidores, que custam caro e atendem à parcela mais rica da população.

    "O conceito de direitos adquiridos deve ser revisto", defende o relatório. Ele sugere também que o governo se articule com o Judiciário para evitar que os efeitos de uma reforma não sejam depois diluídos por decisões contrárias.

    De todos os países pesquisados pela instituição, o Brasil é onde os servidores públicos federais têm maior vantagem salarial em relação a pessoas que desempenham funções semelhantes na iniciativa privada: 67% a mais, ante uma média de 17% no mundo. A sugestão é reduzir esse prêmio pela metade, o que traria uma economia de 0,9% do PIB.

    Depois da Previdência, a segunda maior economia calculada pelo Banco Mundial viria do ataque a outra "vaca sagrada" dos programas federais: o Simples Nacional, regime tributário diferenciado e simplificado. Segundo o relatório, não foram identificados impactos positivos do programa no mercado de trabalho ou no desempenho das empresas. Além disso, o programa inibe o crescimento das empresas e ajuda a manter vivos empreendimentos que não são eficientes. Finalmente, pelo diagnóstico traçado pela instituição, o Simples beneficia pessoas físicas de alta renda que recolhem impostos como se fossem empresas.

    Segundo Raiser, o Estado brasileiro é mais ou menos do tamanho de um Estado europeu médio. Mas, no velho continente, os gastos governamentais com programas sociais ajudam a reduzir a desigualdade. Isso não ocorre no Brasil. "A realidade é que os pobres se beneficiam muito menos dos gastos públicos", disse. Ele acrescenta que, por atender principalmente às pessoas de renda média e alta, esses programas são passíveis de ajuste.

    Pelas projeções do relatório, o Brasil vai precisar de ajuste fiscal de 5% do PIB no resultado primário. Para chegar lá, o governo terá que fazer um corte cumulativo de quase 25% nas despesas primárias federais em proporção do PIB, o que reduziria o orçamento federal aos níveis do princípio da década de 2000.

    Se o Brasil não conseguir reverter a tendência, os resultados serão a perda de confiança dos investidores (nacionais e internacionais), a desvalorização da taxa de câmbio e o aumento da inflação, o que levaria o País de volta aos tempos críticos dos anos 1980 e início dos anos 1990.

    Segundo o Banco Mundial, as reformas terão que abranger mais de um mandato presidencial e exigirão um diálogo extenso, incluindo Estados, municípios, movimentos sociais, sindicatos, associações empresariais e muitos outros grupos.

    Compras públicas

    O governo brasileiro poderia economizar entre R$ 24 bilhões e R$ 35 bilhões nas compras públicas apenas com mudanças de procedimentos que hoje resultam em preços mais elevados e geram desperdício. É o que aponta o relatório elaborado pelo Banco Mundial.

    Ao analisar compras de R$ 155 bilhões realizadas pelos diversos órgãos do governo federal entre 2012 e 2014, os técnicos constataram, por exemplo, que há uma concentração de 80% da compra de automóveis no último trimestre do ano. "No caso de veículos, por exemplo, o final do ano coincide com o lançamento de novos modelos que são mais caros", diz o estudo. Uma causa provável é a liberação de recursos no fim do ano.

    Além de comprar no período menos favorável do ano, os órgãos da administração pública compram poucas unidades de forma isolada. A prática mais recomendável, no caso, seria fazer uma compra grande, para aumentar o poder de barganha e obter descontos.

    Em vez disso, os preços dos automóveis sedan para cinco pessoas variaram de R$ 55 mil a R$ 120 mil. Um mesmo fornecedor chegou a cobrar 40% a mais pelo mesmo produto, dependendo do órgão comprador.

    Também no caso dos equipamentos de informática, os técnicos acreditam que há espaço para uma forte economia se as compras forem concentradas. Principalmente porque a quantidade de fornecedores é grande e a competição tende a levar os preços para baixo.

    Outra sugestão é que seja adotada a computação em nuvem ("cloud computing") para os sistemas menos sensíveis da administração. Isso traria economia com infraestrutura, licenciamento de programas e mão de obra. Não seria desejável, porém, que essa solução fosse adotada para toda a administração pública.

    O relatório propõe que a compra de automóveis, bens de informática e outros materiais menos complexos seja padronizada e a compra, realizada de uma só vez, de forma centralizada. Aquisições adicionais poderiam ser feitas depois, se devidamente justificadas.

    O estudo ressalta que as mudanças independem de alterações na lei. A economia dependeria de planejamento e estratégia de compra.

  • Simples, desoneração da folha e PSI deveriam acabar, diz Banco Mundial

    21/11/2017




    ECONOMIA
    Adriana Fernandes e Lu Aiko Otta

    Brasília - Para o Banco Mundial, programas como o Simples Nacional, a Zona Franca de Manaus, o Inovar Auto, o Programa de Sustentação de Investimentos (PSI) e a desoneração da folha de pagamentos não aumentaram a eficiência da economia brasileira. Portanto, sua eliminação não traria prejuízos nesse campo, ao passo que poderia trazer uma economia de 2,03% do Produto Interno Bruto (PIB) para o governo.

    "No entanto, a eliminação de programas de apoio às empresas pode ser não realista e não desejada: não realista, pois os grupos de interesse que atualmente se beneficiam do apoio desses programas são poderosos; não desejada, pois através de um projeto melhorado, parte dos recursos públicos alocados para apoiar empresas pode ser reprogramada para ajudar o setor privado do Brasil a se ajustar e a se tornar mais competitivo", diz o relatório "Um ajuste justo - propostas para aumentar eficiência e equidade do gasto público no Brasil", divulgado nesta terça-feira, 21.

    Todos esses programas são baseados não em gastos diretos do governo, e sim em descontos ou isenções de impostos, que são tecnicamente classificados como "gastos tributários".

    O nível desses benefícios no Brasil correspondeu a 4,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2015, maior do que a média dos 53 países pesquisados. "Mas a maioria dos programas é ineficaz e beneficia empresas estabelecidas e ineficientes em detrimento da produtividade e da geração de empregos."

    Muitos dos programas de apoio a setores da economia jamais tiveram seus resultados avaliados. O relatório diz que o trabalho é dificultado pela resistência da Receita Federal em fornecer dados.

    O Simples, diz o relatório, é "caro e potencialmente distorcivo". Estudos não comprovaram que ele tenha ajudado a criar empregos ou no desempenho das empresas. Tampouco há sinais que ele tenha ajudado a formalizar empresas.

    Segundo o Banco Mundial, evidências internacionais comprovam que esforços para aplicar a lei dão mais resultado do que estímulos à regularização. Para o relatório, o Simples ajuda a manter as empresas pequenas. Além disso, boa parte das empresas são, na realidade, profissionais de alta renda que recolhem impostos como empresas.

    Criado na esteira da crise de 2008 e 2009, o Programa de Sustentação do Investimento (PSI) "não induziu investimentos ou emprego, nem teve um impacto positivo na produtividade." No entanto, o programa continuará a pesar sobre as contas públicas. No ano que vem, gerará gastos de 0,4% do PIB. Em 2026, estará em 0,1% do PIB. O relatório chama atenção para estudos segundo os quais o dinheiro do PSI foi investido em outros ativos financeiros, de forma que aumentou o lucro das empresas que o receberam.

    Já a desoneração da folha, que o governo agora tenta reverter, conseguiu preservar empregos. Porém, o custo de cada vaga preservada "foi muito alto, superior ao triplo do salário pago ao trabalhador".

    Condenado pela Organização Mundial do Comércio (OMC), o Inovar Auto teve resultados "questionáveis" sobre a produção, a produtividade e o emprego. O estudo compara o desempenho das fábricas de automóveis, beneficiadas com o programa, com o de máquinas agrícolas, que não foram atendidas. Os resultados são semelhantes. A decisão da OMC, diz o relatório, abriu uma oportunidade para buscar uma revisão. "As políticas automotivas deveriam ser menos protecionistas e apoiar a modernização tecnológica."

  • BoE sinaliza com mais altas de juros para combater inflação no Reino Unido

    21/11/2017




    ECONOMIA


    Londres - Um grupo de dirigentes do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) afirmou esperar que a instituição eleve gradualmente os juros nos próximos dois anos, para manter o controle sobre a inflação.

    Em depoimento por escrito aos parlamentares, Michael Saunders, Ian McCafferty e Gertjan Vlieghe, três membros do Comitê de Política Monetária, afirmaram esperar um crescimento modesto na economia do Reino Unido, o que deve levar a mais quedas no desemprego e a um impulso no crescimentos dos salários.

    "Uma previsão do tipo seria consistente com mais um modesto aperto da política monetária no período da projeção", disse Vlieghe. Saunders disse esperar que qualquer elevação nos juros seja gradual e limitada.

    A declaração dos dirigentes é dada após o BoE neste mês elevar os juros pela primeira vez em uma década. A maioria dos dirigentes, entre eles o presidente, Mark Carney, disse que a elevação era necessária para conter a inflação, impulsionada pelo recuo na libra desde o voto pela saída da União Europeia, o chamado Brexit, no ano passado. A inflação anual estava em 3% em outubro, bem acima da meta de 2% do BoE.

    Os dirigentes advertiram que a decisão do Reino Unido de sair da UE deve pesar sobre a capacidade da economia para produzir bens e serviços nos próximos anos, conforme a economia se ajusta a sua nova relação comercial com a UE e o restante do mundo. Os investidores antecipam que o BC britânico eleve sua taxa básica de juros para 1% até o fim de 2020, do patamar atual de 0,5%. Fonte: Dow Jones Newswires.

  • Demanda por crédito sobe 5,3% em outubro ante setembro, diz Serasa

    21/11/2017




    ECONOMIA
    Maria Regina Silva

    São Paulo - A procura por crédito por parte de consumidores no País cresceu 5,3% em outubro em relação a setembro, conforme a Serasa Experian. No confronto com o décimo mês de 2016, o crescimento foi de 5,4%. Já no acumulado do ano até outubro, a alta foi de 4,6%.

    O resultado interanual (5,4%) foi o sexto aumento consecutivo. Segundo os economistas da Serasa, o movimento mostra a volta dos consumidores ao mercado de crédito sob influências da redução da inflação, queda do juro básico, início de um processo de recuperação gradual do emprego formal e aumento da confiança.

    Ainda na comparação com outubro de 2016, houve expansão em todas as faixas de renda. Para os consumidores que recebem até R$ 500 por mês o aumento na demanda por crédito foi de 20,2%. Para os que ganham entre R$ 500 e R$ 1.000, a alta foi de 1,9%.

    Em relação a consumidores que recebem entre R$ 1.000 e R$ 2.000, o crescimento foi de 1,4%. Para aqueles que ganham de R$ 2.000 a R$ 5.000 mensais, o avanço foi de 12,8% e, para os que recebem entre R$ 5.000 e R$ 10.000, o incremento foi de 23,7%.

    Já a faixa que compreende renda mensal superior a R$ 10.000, a demanda por crédito cresceu 22,1% em outubro na comparação com igual mês de 2016.

  • Banco Mundial sugere fim do ensino superior gratuito no Brasil

    21/11/2017




    ECONOMIA
    Lu Aiko Otta e Adriana Fernandes

    Brasília - Para cortar gastos sem prejudicar os mais pobres, o governo deveria acabar com a gratuidade do ensino superior. Essa é uma das sugestões apresentadas no relatório "Um ajuste justo - propostas para aumentar eficiência e equidade do gasto público no Brasil", elaborado pelo Banco Mundial.

    A ideia é que o governo continue subsidiando os estudantes que estão entre os 40% mais pobres do País. Porém, os de renda média e alta poderiam pagar pelo curso depois de formados. Durante a faculdade, eles acessariam algum tipo de crédito, como o Fies.

    Essa proposta se baseia no fato que 65% dos estudantes das instituições de ensino superior federais estão na faixa dos 40% mais ricos da população. Como, após formadas, essas pessoas tendem a ter um aumento de renda, a suspeita dos técnicos é que a gratuidade "pode estar perpetuando a desigualdade no País".

    O Brasil tem aproximadamente 2 milhões de estudantes nas universidades e institutos federais, ao passo que nas universidades privadas são 8 milhões de estudantes. Porém, o custo médio de um aluno numa faculdade privada é de R$ 14.000,00 por ano. Nas universidades federais, esse custo salta para R$ 41.000,00 e nos institutos federais o valor é ainda maior: R$ 74.000,00 ao ano.

    Esse gasto, diz o estudo, é "muito superior" ao de países como a Espanha e a Itália, por exemplo. No entanto, o valor agregado em termos de conhecimento dos estudantes não é muito diferente do das faculdades privadas. Esse critério considera o que o aluno aprendeu em comparação ao que se esperava que ele tivesse aprendido.

    Os gastos do governo com ensino superior são equivalentes a 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) e crescem, em termos reais, 7% ao ano, acima da média mundial. "As despesas com ensino superior são, ao mesmo tempo, ineficientes e regressivas", diz o relatório.

    Uma reforma poderia economizar aproximadamente R$ 13 bilhões ao ano nas universidades e institutos federais. No nível estadual, a economia poderia ser de R$ 3 bilhões.

    Além da cobrança de mensalidades, o estudo sugere que os gastos por aluno tenham como limite o valor gasto pelas instituições mais eficientes. As menos eficientes teriam, assim, de ajustar suas despesas à nova realidade.

    Se as escolas do ensino fundamental e médio atingissem o nível das melhores do sistema, o desempenho na prova do Índice de Desenvolvimento do Ensino Básico (Ideb) subiria 40% para o nível fundamental e 18% no médio. No entanto, aponta o relatório, o Brasil gasta perto de R$ 56 bilhões a mais do que seria necessário para ter o atual desempenho.

    A principal proposta para enxugar gastos nessas esferas é aumentar a quantidade de alunos por professor. O estudo diz que a quantidade de estudantes está caindo devido à redução das taxas de natalidade, nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. A proposta é não repor os professores que deixam o sistema. Só com isso, a economia seria de R$ 22 bilhões.

    Saúde

    Enquanto no ensino fundamental a nova realidade do crescimento demográfico está esvaziando salas, nos postos de saúde a tendência é contrária: a demanda por atendimento aumenta devido ao envelhecimento da população.

    Também nesse caso, o estudo sugere soluções para ajudar a reduzir os gastos que, segundo o banco, não trariam prejuízo ao atendimento. Se todo o sistema atingisse o nível das unidades mais eficientes, poderiam ser economizados R$ 22 bilhões. Entre as propostas, está o fechamento de hospitais de pequeno porte, que custam proporcionalmente mais do que os grandes, se for considerado o valor por atendimento prestado.

    O relatório sugere também o fortalecimento do atendimento primário que filtraria os casos mais complexos para enviar aos hospitais. E que o atendimento dos casos mais simples possa ser feito por profissionais de saúde não médicos, deixando-os liberados para os casos mais complexos.

    O governo poderia ter ganhos também com acréscimo na arrecadação tributária, da ordem de 0,3% do PIB, se fosse eliminada a dedução no Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF). Segundo o relatório, esse mecanismo beneficia os mais ricos de maneira "desproporcional" e "constitui um subsídio para as despesas de saúde privada."

  • Vendas do comércio têm alta de 0,4% em outubro, diz Boa Vista SCPC

    21/11/2017




    ECONOMIA
    Maria Regina Silva

    São Paulo - As vendas do comércio varejista no País tiveram alta de 0,4% em outubro na comparação com setembro, com ajuste sazonal. O resultado representa desaceleração em relação ao nono mês do ano, quando subiu 1,5%. De acordo com a Boa Vista SCPC, no confronto com outubro de 2016, sem ajuste, houve crescimento de 5,6%. Porém, no acumulado de 12 meses terminados em outubro o índice caiu 1,0%, conforme o Indicador Movimento do Comércio.

    Diante do cenário que inclui queda do juro básico, expansão do crédito e melhora da renda e do desemprego, a Boa Vista espera que a tendência de retomada prossiga nos próximos meses.

    Dois setores registraram alta em outubro na comparação com setembro. A categoria de supermercados, alimentos e bebidas subiu 0,4% no mês na série dessazonalizada. Sem ajuste, a variação acumulada cresceu 1,2%. O segmento de combustíveis e lubrificantes também apresentou avanço mensal de 1,2%, enquanto a taxa acumulada em 12 meses cedeu 3,2%.

    Já o setor de móveis e eletrodomésticos apresentou declínio de 3,1% em outubro em relação a setembro, acumulando variação negativa de 1,5% em 12 meses.

    O segmento de tecidos, vestuários e calçados registrou retração mensal de 0,3% nas vendas. Na comparação acumulada em 12 meses, houve recuo de 3,2%.

  • Cosan quer recomprar US$ 200 milhões em ações em circulação na Bolsa de NY

    21/11/2017




    NOTICIA,


    São Paulo - A Cosan Limited - holding responsável pela gestão de ativos da empresa brasileira, que é sócia da Raízen e controladora da Rumo-ALL - lançou nesta segunda-feira, dia 20, uma oferta de recompra nos Estados Unidos, na Bolsa de Nova York, para até US$ 200 milhões de ações ordinárias por preço de US$ 9,23 a US$ 9,65. Eventuais compradores terão até o dia 19 de dezembro para se manifestarem. No fechamento do pregão da Nyse do último dia 17 de novembro, a cotação da ação era de US$ 8,39. Caso a oferta seja completamente subscrita, a Cosan recomprará, dependendo do preço de aquisição, entre 12,3% e 12,8% das ações dessa classe em circulação, tendo por base o total de papéis desta Segunda-feira. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Valor de mercado da chinesa Tencent supera o do Facebook

    21/11/2017




    NOTICIA,


    Pequim - Gigante chinesa do setor de tecnologia, a Tencent Holdings atingiu um marco hoje: o valor de mercado da empresa é agora superior ao do Facebook. Um dia após sua capitalização de mercado superar US$ 500 bilhões, a companhia por trás do aplicativo de mensagens WeChat subiu mais 2,4% nesta terça-feira, o que fez seu valor de mercado avançar a US$ 523 bilhões. Caso a Tencent integrasse o índice S&P 500, seria a quinta empresa mais valiosa nele, em valor de mercado. Ela superaria o Facebook, com valor de mercado de US$ 519 bilhões, e ficaria um pouco abaixo da Amazon, com US$ 543 bilhões, de acordo com os preços do fechamento da segunda-feira, aponta o FactSet. A Tencent, que realizou sua oferta pública inicial de ações em junho de 2004, levou mais de 13 anos para chegar a US$ 500 bilhões, sendo a primeira companhia asiática do setor de tecnologia a romper essa marca. Apenas outras três empresas atingiram esse patamar mais rápido - Facebook, Cisco Systems e a controladora do Google, Alphabet. Em comparação, a Apple levou mais de três décadas para valer US$ 500 bilhões, em 2012 - ela superou os US$ 900 bilhões neste mês pela primeira vez. A Tencent, maior produtora de videogames em receita, é mais conhecida na China por seu WeChat e por aplicativos de mensagens e de pagamentos no celular, instalados em quase todos os computadores e smartphones no país. A companhia tem também avançado no exterior, ao por exemplo comprar a desenvolvedora de jogos Epic Games e ter uma fatia minoritária na companhia de videogames Activision Blizzard. Ela ainda comprou recentemente uma fatia de 12% na companhia de mídia social Snap, tornando-se uma das maiores acionistas dela. Na semana passada, a Tencent divulgou mais um balanço forte para o terceiro trimestre. "A Tencent é um ecossistema, como Google ou Apple", disse Muzhi Li, analista sediado em Hong Kong da Arete Research. "Ela tem muitos ativos que ainda não transformou em dinheiro, como anúncios, pagamentos e conteúdo, por isso os investidores têm grandes expectativas com a ação." Fonte: Dow Jones Newswires.