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  • Presidente em exercício da Câmara diz que MP do Refis será votada na quarta-feira

    19/09/2017




    ECONOMIA
    Igor Gadelha e Daiene Cardoso

    Brasília - Presidente em exercício da Câmara, o deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG) afirmou nesta terça-feira, 19, que pautará para esta quarta-feira, 20, a votação no plenário da Casa da medida provisória (MP) que cria o novo Refis. O peemedebista disse que os líderes da base aliada ainda negociam os últimos pontos do texto, para que possa ir à votação. A proposta precisa ser aprovada na Câmara e no Senado e sancionada pelo presidente da República até 11 de outubro, quando perde a validade.

    Como mostrou o Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) na última quarta-feira, 13, acordo entre parlamentares e equipe econômica já estabeleceu em 70% o desconto máximo que contribuintes que aderirem ao Refis terão nas multas.

    O porcentual acordado é maior do que o previsto no texto original enviado pelo governo na MP, de 50%, e menor do que os 99% propostos pelo relator da MP, deputado Newton Cardoso Júnior (PMDB-MG), em seu parecer sobre a matéria aprovada em comissão especial.

    Não é a primeira vez que o governo tem de ceder à pressão dos parlamentares, muitos deles devedores do Fisco, para afrouxar as condições de parcelamento dos débitos. Da outra vez, o governo foi obrigado a deixar o Refis perder a validade pelo tanto que foi desfigurado no Congresso. Desta vez, a previsão inicial era arrecadar R$ 13 bilhões, mas as mudanças feitas pelo relator derrubaram essa expectativa para R$ 420 milhões.

    Pelo acordo entre os parlamentares, o desconto máximo de 70% será para contribuintes que pagarem à vista o valor remanescente, após a entrada. Para aqueles que optarem pelo parcelamento, o acordo prevê descontos menores: de 50%, quando parcelarem a dívida em 145 meses e 25%, em 175 meses. No texto inicial da MP, os descontos no parcelamento eram de 40% nos dois prazos.

    Já nos juros que incidirão sobre as dívidas, parlamentares e governo acordaram em manter os porcentuais previstos no texto original da MP. O desconto máximo nos juros que incidem sobre as dívidas que os contribuintes poderão ter será de 90%, quando o pagamento for à vista, de 80%, quando for parcelado em 145 meses, e de 50%, no parcelamento de 175 meses.

    Em troca da negociação de juros e multas, parlamentares aceitaram manter em 25% o desconto máximo nos encargos legais, inclusive nos honorários, como previsto no texto original da MP. O relator e líderes criticavam o desconto menor nos encargos e honorários, cuja parcela da arrecadação vai para a Fazenda Nacional.

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  • França reduz previsões de déficit orçamentário com melhora da economia

    19/09/2017




    ECONOMIA


    Paris - O governo da França reduziu hoje suas previsões de déficit orçamentário para 2017 e 2018, após tomar medidas de austeridade em meados do ano e à medida que a economia cresce em ritmo mais forte do que o esperado.

    O Ministério de Finanças francês disse agora prever déficits orçamentários equivalentes a 2,9% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano e a 2,6% no próximo. Logo após o presidente Emmanuel Macron tomar posse, em maio, as projeções divulgadas foram de déficits de 3% e de 2,7% em 2017 e 2018, respectivamente.

    Diante da melhora econômica observada nos últimos três trimestres, a França também revisou para cima sua previsão de avanço do PIB este ano, de 1,6% para 1,7%. Para 2018, a expectativa é de que o crescimento se mantenha em 1,7%. Fonte: Dow Jones Newswires.

  • 'Somos favoráveis à desregulamentação do resseguro', diz presidente do IRB

    19/09/2017




    ECONOMIA
    Aline Bronzati, Daniela Amorim e Mariana Durão

    Rio - O presidente do IRB Brasil Re, José Cardoso, afirmou que o ressegurador é favorável à desregulamentação do setor de resseguros brasileiro, apesar de ainda existir reserva de mercado para agentes locais, que começou a reduzir de forma gradual. "Estamos preparados para competir com quaisquer outros players", disse o executivo.

    Há pouco mais de um mês, o IRB Brasil Re listou suas ações em bolsa, dando o último passo em seu processo de privatização, que colocou os maiores bancos do País no controle do ressegurador.

  • FenaPrevi: aprovação da reforma da Previdência depende de ambiente político

    19/09/2017




    ECONOMIA
    Aline Bronzati, Daniela Amorim e Mariana Durão

    Rio - A aprovação da reforma da Previdência Social depende de ambiente político, mas deve acontecer neste governo, a despeito de o presidente da República, Michel Temer, enfrentar a sua segunda denúncia por parte da Procuradoria-Geral da República (PGR). Essa é a percepção do presidente da Federação Nacional das Empresas de Vida e Previdência (FenaPrevi), Edson Franco.

    "É uma questão de ambiente político para se colocar em votação. Temos expectativa e que a Reforma da Previdência ocorra ainda neste governo, talvez, não neste ano", afirmou ele, durante coletiva de imprensa, na 8ª Conseguro, conferência do setor de seguros promovida pela Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), no Rio.

    De acordo com ele, já há um consenso na sociedade e no executivo sobre a necessidade da Reforma da Previdência Social.

  • BNDES anunciará consultorias para modelar privatização de distribuidoras de gás

    19/09/2017




    ECONOMIA
    Vinicius Neder

    Rio - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deverá publicar em um mês o resultado da licitação que escolherá as duas consultorias responsáveis por fazer a modelagem da privatização das distribuidoras de gás de Pernambuco, a Copergás, e de Mato Grosso do Sul, a MS Gás. Segundo o chefe do Departamento de Desestatização do BNDES, Fernando Camacho, o cronograma prevê realizar os leilões de privatização no fim do segundo trimestre de 2018, no máximo em julho ou agosto.

    "Estamos finalizando os resultados das licitações", disse Camacho nesta terça-feira, 19, a jornalistas, na Fundação Getulio Vargas (FGV), no Rio.

    Segundo o executivo, os resultados só não foram anunciados ainda porque a licitação de escolha das consultorias está em fase de análise de documentação exigida e de apresentação de recursos.

    Desde que o BNDES reestruturou a Área de Desestatização, no ano passado, o banco vem atuando em programas de privatização junto aos Estados, no âmbito do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), do governo federal. O programa de privatização das companhias estaduais de gás foi lançado em maio, ainda na gestão de Maria Silvia Bastos Marques.

    Inicialmente, nove Estados manifestaram interesse em aderir: além de Pernambuco e Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Bahia, Santa Catarina, Sergipe, Rio Grande do Norte e Paraíba. Segundo Camacho, por enquanto, apenas Pernambuco e Mato Grosso do Sul seguiram adiante no processo.

  • Governo trata reforma da Previdência como tema prioritário, diz Guardia

    19/09/2017




    ECONOMIA
    Aline Bronzati, Daniela Amorim e Mariana Durão

    Rio - O governo federal mantém a aprovação da reforma da Previdência como tema prioritário, segundo o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Eduardo Guardia. A expectativa da equipe econômica é que a discussão seja retomada em outubro.

    "Nossa disposição é trabalhar fortemente para aprovar a reforma. A gente tem uma boa reforma que está na Câmara dos Deputados. Continuamos tratando a reforma da Previdência como tema prioritário dentro do governo. Precisa ser aprovada, é importante para o País", afirmou Guardia a jornalistas, após participar da 8ª Conseguro, feira do setor de seguros promovida pela Confederação Nacional das Empresas Seguradoras (CNseg), no Rio.

    O secretário frisou que o governo não conta com a reforma para fechar contas deste ou do próximo ano, mas para garantir uma trajetória sustentável para as contas públicas.

    "A Previdência é uma trajetória insustentável de crescimento de despesa que precisa ser enfrentada. Se a reforma não for feita, o gasto continuará crescendo e não terá dinheiro para outra coisa. Não estamos preocupados com 2017 e 2018, é questão de longo prazo", defendeu.

    Quanto às dificuldades para alcançar a meta fiscal deste ano, que prevê um déficit de R$ 159 bilhões, Guardia diz que a equipe econômica está confiante na previsão para as receitas não recorrentes, como a concessão de usinas da Cemig, a adesão ao Refis e a 14ª Rodada de Licitação de blocos de exploração e petróleo.

    "A cada bimestre, a gente projeta receita e fixa a despesa. A gente vem fazendo isso. Tem eventos importantes que estamos aguardando", disse Guardia, lembrando que a disputa jurídica com a estatal mineira sobre a venda de usinas está sendo cuidada pela Advocacia Geral da União.

    Segundo ele, a arrecadação com cada um dos eventos não recorrentes foi calculada de forma realista e equilibrada, mas ainda é preciso aguardar os desdobramentos de cada um.

    "Não se tem reajuste de meta, a meta já foi aprovada pelo congresso e essa meta que a gente tem até o fim do ano, R$ 159 bilhões de déficit", lembrou. "Vamos ter que monitorar cada evento desse. São eventos importantes, relevantes", completou.

    Quanto à questão da devolução de R$ 180 bilhões pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) ao Tesouro Nacional, Guardia disse que as discussões ainda estão em andamento.

    "É outro tema que está em discussão, exige conversas com o BNDES. Esse diálogo está sendo feito. Foi feita capitalização de mais de R$ 500 bilhões de reais no passado, já houve devolução de parte desses recursos, e o governo solicita parte adicional. Então essa conversa está em curso", contou.

    Quanto ao montante requisitado pelo governo ao banco de fomento, Guardia sinaliza que há espaço para negociação. "Essa é a nossa estimativa do que é necessário. Precisamos sentar e conversar com o BNDES. Tudo pode ser discutido com o BNDES. O que colocamos é que nesse horizonte de tempo (2017 e 2018) estamos falando de R$ 180 bilhões", explicou ele.

    Quanto à recuperação econômica, o secretário da Fazenda disse que não há cronograma para divulgar uma nova meta de crescimento do País, mas que é fato que analistas do mercado financeiro vêm revendo as projeções de crescimento para cima.

    "A notícia positiva é que estamos revendo e apontando para um crescimento maior, neste ano e no ano que vem. Inclusive é muito relevante olhar para o ano que vem. Vários analistas importantes estão falando em crescimento em torno de 3%", apontou.

  • Indicador Antecedente Composto sobe 0,7% em agosto, dizem FGV e Conference Board

    19/09/2017




    ECONOMIA


    São Paulo - O Indicador Antecedente Composto da Economia (IACE) para o Brasil, divulgado nesta terça-feira, 19, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV) e pelo The Conference Board (TCB), subiu 0,7% entre julho e agosto para 107,7 pontos. Das oito séries componentes, seis contribuíram para a alta do indicador, com destaque para o Índice de Ações Ibovespa e para a Taxa referencial de swaps DI pré-fixada - 360 dias, que variaram 7,5% e 6,8%, respectivamente.

    O Indicador Coincidente Composto da Economia (ICCE, FGV/TCB) do Brasil, que mede as condições econômicas atuais, subiu 0,6% no mesmo período, para 100,1 pontos. As variações semestrais do ICCE permanecem no terreno positivo pelo sétimo mês consecutivo.

    "A leitura dos Indicadores Antecedente e Coincidente em agosto reforça a percepção que o ciclo recessivo que teve início no segundo trimestre de 2014 foi de fato superado", afirma Paulo Picchetti, pesquisador do Ibre/FGV. "A intensidade do padrão de crescimento de agora em diante está condicionada à agenda de reformas capazes de reduzir incertezas dos agentes econômicos, de forma a viabilizar um novo ciclo robusto de investimentos", diz Picchetti.

    O Indicador Antecedente Composto da Economia agrega oito componentes econômicos que medem a atividade econômica no Brasil. Cada um deles vem se mostrando individualmente eficiente em antecipar tendências econômicas.

    A agregação dos indicadores individuais em um índice composto filtra os chamados "ruídos", colaborando para que a tendência econômica efetiva seja revelada.

  • CNseg: setor de seguros ultrapassa R$ 1 tri e pode alavancar novo ciclo no Brasil

    19/09/2017




    ECONOMIA
    Aline Bronzati, Daniela Amorim e Mariana Durão

    Rio - O setor de seguros já superou R$ 1 trilhão em ativos e está pronto para alavancar o próximo ciclo virtuoso no País, defendeu nesta terça-feira, 19, o presidente da Confederação Nacional das Empresas Seguradoras (CNseg), Marcio Coriolano. "Nos últimos dois anos, o País passou por dificuldades titânicas e impressionou a todos com sua enorme capacidade de superação. O sistema de seguros brasileiro pode contribuir de forma importante para a reversão cíclica e tem condições de suportar e alavancar novos ciclos virtuosos", destacou ele, durante discurso de abertura na 8ª Conseguro, conferência do setor de seguros promovida pela CNseg, no Rio.

    Segundo Coriolano, apesar do tamanho do setor de seguros superar outros segmentos da economia, o segmento precisa ampliar sua presença e também ser melhor compreendido pela sociedade, mas depende de estímulo de políticas públicas e econômicas assertivas. Isso porque, conforme ele, a contratação de apólices junto à iniciativa privada como, por exemplo, de seguro saúde e de previdência privada, desonera o governo e evita novos gastos públicos. Lembrou ainda que as reservas técnicas das seguradoras contribuem para o financiamento da dívida pública e que ainda estimulam novos investimentos.

    O presidente da CNseg lembrou também que o setor de seguros é movido por melhor distribuição de renda e que mais camadas da população brasileira precisam ter acesso ao mercado assim como em países mais desenvolvidos. Ele cobrou ainda, durante plateia de autoridades, incluindo o secretário executivo do Ministério da Fazenda, Eduardo Guardia, maior participação do setor de seguros no processo de retomada da economia brasileira. "Nosso propósito é nos mostrarmos francamente, para a sociedade praticar reflexão da nossa capacidade de contribuir com um novo Brasil", concluiu Coriolano.

    Projeções

    A CNseg revisou para baixo as projeções para o crescimento do mercado de seguros neste ano e espera que o setor cresça entre 6% e 7,% ante intervalo de alta de 8% a 10%, de acordo com o presidente da entidade. A mudança nas expectativas, segundo ele, tem como pano de fundo o desempenho dos planos de previdência privada ao longo de 2017 e ainda o setor de saúde, que tem sido palco de uma migração de planos mais caros para soluções de custo mais baixo e, consequentemente, menos prêmio.

    "O mês de julho ficou no mesmo patamar de junho, o que pode ser uma boa notícia uma vez que a desaceleração no crescimento vista até então foi estabilizada. A taxa anual indica crescimento de cerca de 7%. Apesar de ser menor, o mercado de seguros continua resiliente", explicou Coriolano, durante coletiva de imprensa.

    Sobre o setor de Previdência, o presidente da Federação Nacional das Empresas de Vida e Previdência (FenaPrevi), Edson Franco, explicou que o desempenho dos planos neste ano foram impactados pela piora da confiança no País em maio, após as delações de executivos da JBS e da J&F, e ainda pela redução dos juros básicos do País, a Selic, que tornam os fundos de renda variável e de multimercados mais atrativos que a previdência.

    Ele disse ainda que no ano passado o setor se recuperou depois de passar um momento mais difícil e que a manutenção deste patamar em 2017, a despeito de um crescimento menor, é uma boa notícia.

  • Aneel: seca deve levar ao acionamento da bandeira vermelha em outubro

    19/09/2017




    ECONOMIA
    Anne Warth

    Brasília - O diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Romeu Rufino, disse que a seca deve levar ao acionamento da bandeira vermelha no mês de outubro. Atualmente, vigora a bandeira amarela. Para decidir formas de atender à demanda de forma mais barata e eficiente, integrantes do governo e de órgãos do setor elétrico vão se reunir nesta terça-feira, 19, em reunião extraordinária do Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE), em Brasília.

    De acordo com Rufino, não está descartada a possibilidade de que seja acionado o segundo patamar da bandeira vermelha, que adiciona R$ 3,50 a cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos. No primeiro patamar, a taxa da bandeira vermelha é de R$ 3,00 a cada 100 kWh. Na bandeira amarela, a cobrança é de R$ 2,00 a cada 100 kWh, e na bandeira verde, não há taxa extra.

    "O regime hidrológico é desfavorável, o custo da energia é crescente e o custo de acionamento das térmicas mais caras, dentro ou fora da ordem de mérito, vai elevar o custo da geração de energia", afirmou Rufino. "É possível que no mês que vem possamos acionar a bandeira vermelha no patamar 2? É possível."

    Na semana passada, o preço da energia no mercado à vista (PLD) atingiu o teto de R$ 533,82, o que, por si só, já indicaria o acionamento da bandeira vermelha. Dependendo da quantidade de termelétricas mais caras a serem acionadas, o custo do sistema pode levar ao acionamento do segundo patamar da bandeira vermelha.

    Rufino disse que não há nenhum risco de desabastecimento, mas ressaltou que o custo da energia deve ficar mais caro nos próximos meses em razão do regime de chuvas, que não tem sido favorável há meses.

    "O cenário não é favorável. O solo está com umidade muito baixa e a previsão de chuvas não é muito significativa. Isso significa que a afluência de águas para os reservatórios não tem um bom sinal", afirmou.

    Para atender ao consumo sem que haja um forte aumento na conta de luz, o governo deve elevar a importação de energia oriunda da Argentina e do Uruguai. Se houver sobras nos países vizinhos, é possível que menos termelétricas sejam ligadas, reduzindo o custo global da energia no País. Rufino reconheceu, porém, que outras ações terão que ser adotadas.

    "A importação tem um limite e por si só não vai resolver a questão. É uma somatória de ações. Vamos colher, em cada uma dessas ações, a ajuda que é bem-vinda no sentido de racionalizar a vertente econômica", disse Rufino.

    O governo também estuda a possibilidade de realizar uma campanha publicitária de incentivo à economia de energia. "Então o sinal é: use a energia de maneira consciente e eficiente, de maneira a contribuir que tenhamos a necessidade de despachar o menor número de térmicas possível", afirmou.

    De acordo com relatórios meteorológicos que chegam ao governo, o solo da Amazônia está seco, o que impede a formação de nuvens que, depois, se convertem em chuvas no Sudeste e Centro-Oeste, onde estão os principais reservatórios das hidrelétricas do País.

    Para piorar a situação, o mercado de curto prazo de energia não está funcionando dentro da normalidade em razão de centenas de liminares judiciais sobre risco hidrológico (GSF, na sigla em inglês). Esse cenário não incentiva a entrada de agentes para atender a demanda de forma mais barata, como as usinas de biomassa, pois a guerra judicial impede o recebimento do pagamento integral pela energia gerada.

    Estimativas apontam que as usinas de biomassa poderiam contribuir com algo entre 600 e 900 megawatts (MW) adicionais ao Sistema Interligado Nacional (SIN).

  • GetNet, do Santander, faz ofensiva à PagSeguro e começa a vender 'maquininha'

    19/09/2017




    NOTICIA,
    Aline Bronzati

    São Paulo - A GetNet, empresa do Santander que credencia lojistas para a captura de transações com cartões, inicia uma ofensiva para crescer entre pequenos estabelecimentos e pessoas físicas e de quebra concorrer com a PagSeguro, do UOL. Na mira da adquirente, estão profissionais liberais, motoristas de aplicativos e taxistas, para os quais começa a vender suas máquinas (POS, na sigla em inglês) ao invés de apenas alugá-las, principal modelo de atuação até então. A iniciativa, que entra em operação nesta semana, adiciona uma nova fonte de receitas à GetNet e ainda contribui para atenuar a captação de clientes pela Moderninha, da PagSeguro, que tem atraído lojistas com o discurso de máquina sem aluguel e sem taxa de adesão. Ao menos, posiciona a GetNet como uma nova opção para esses comerciantes. Com a venda da máquina, a empresa reforça a disputa, principalmente, nos pequenos varejistas e profissionais autônomos uma vez que boa parte dos grandes estabelecimentos já contam com isenção de mensalidade pelo elevado volume capturado nos terminais POS. Também serve de blindagem, dizem executivos, à concorrência uma vez que a comercialização de terminais pode impactar os ganhos com aluguel de máquinas, fonte de recursos que responde por cerca de um terço das receitas das credenciadoras no Brasil. Entretanto, mais do que reforçar a concorrência pelos pequenos e proteger as receitas com o empréstimo das máquinas, a adquirente do Santander quer pegar uma fatia deste mercado uma vez que a maioria dos clientes da PagSeguro, segundo uma fonte de mercado, são novos usuários do mercado de cartões. Ou seja, até então, não aceitavam plásticos de débito e crédito em seus estabelecimentos. Tanto é que não é apenas a GetNet que está de olho neste nicho. A Cielo, líder do setor de adquirência no Brasil, já toca um projeto piloto de venda de máquinas, antecipa o presidente da empresa, Eduardo Gouveia, ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado. Enquanto isso, a Rede, do Itaú Unibanco, avalia o assunto. A fintech Taki também já adotou o modelo de comercialização de POS no Brasil. "No final do dia, é a concorrência que dita as regras e não o líder de mercado. A venda de POS no Brasil é a primeira mudança que traz um impacto importante para players do setor de cartões", avalia o especialista em meios de pagamentos Edson Santos. "A adoção da venda de máquinas criou uma condição de mercado que novos players podem utilizar", acrescenta. A versão da "Vermelhinha", nome dado às máquinas da GetNet, que será vendida terá custo à vista de R$ 718,70 ou em 12 vezes de R$ 59,90 e, assim como a concorrente, não terá taxa de adesão. Apesar de o valor cobrado superar o da PagSeguro, o terminal conta com tecnologia do 3G, que vem integrada ao equipamento e não precisa de celular para funcionar, além do wi-fi e ainda a possibilidade de uma máquina adicional em caso de pane, sendo três anos de garantia contra 5 anos da concorrente. O presidente da GetNet, Pedro Coutinho, que no passado classificou o modelo de venda de máquinas como "outro negócio", afirma, em entrevista exclusiva ao Broadcast, que o lançamento completa o portfólio da empresa. "A decisão de comprar e alugar depende da escola do consumidor, é ele que decide no final. Nosso foco é buscar soluções e resolver a vida do cliente", explica o executivo. A venda de máquinas da GetNet já teve início para clientes do banco Santander, que também poderão junto com a aquisição do POS contratar o pacote de serviços bancários da instituição, e deve ser expandida para lojistas em geral até o final deste ano. Com mais de 11% de mercado, a GetNet mira alcançar 15% do setor de adquirência até o final deste ano, conforme já disse o próprio presidente do Santander, Sérgio Rial. Apesar de trabalhar com um cenário de recuperação em ritmo lento do comércio, a aposta da empresa, afirma Coutinho, para crescer está calcada na venda integrada com serviços bancários com o Santander e ainda a entrega de serviços como, por exemplo, fez recentemente na área de e-commerce, na qual integrou a oferta de soluções. O presidente da GetNet reforça ainda que o foco da companhia é orgânico e que não estão nos planos da empresa aquisições ou uma abertura de capital. Sobre a possibilidade de o Santander comprar a fatia de 11,5% nas mãos de acionistas minoritários da empresa, ele diz que é um assunto para o Conselho de administração do banco.

  • Receita prepara norma sobre operações para combater sonegação e corrupção

    19/09/2017




    ECONOMIA
    Luci Ribeiro

    Brasília - A Receita Federal informou que abriu nesta terça-feira, 19, consulta pública sobre a proposta de uma instrução normativa (IN) que obrigará pessoas físicas e jurídicas a informar à Administração Tributária todas as operações com valores iguais ou superiores a R$ 30 mil, cuja liquidação ocorra em espécie.

    Segundo a Receita, a adoção da medida "decorre da experiência verificada em diversas operações especiais que a Receita Federal tem participado ao longo dos últimos anos, quando operações em espécie têm sido utilizadas para esconder operações de sonegação, de corrupção e de lavagem de dinheiro, em especial quando os beneficiários de recursos ilícitos fazem aquisições de bens ou de serviços e não tencionam ser identificados pela autoridade tributária".

    Pela proposta da IN, essas operações serão reportadas em formulário eletrônico disponível no site da Receita. As sugestões para o aprimoramento da norma poderão ser encaminhadas até 6 de outubro.