Notícias

  • Rodovia privatizada tem R$ 30 bi em investimento parado

    23/07/2017




    ECONOMIA
    Alexa Salomão e Lu Aiko Otta

    São Paulo e Brasília - As concessionárias de rodovias federais amargam uma intrincada lista de problemas. Apesar de cada empresa ser um caso particular e muitas serem vítimas de suas próprias decisões equivocadas, especialistas em infraestrutura apontam dois traços em comum no imbróglio: a solução dos entraves depende do poder público e sua protelação custa caro - paralisa R$ 30,5 bilhões de investimentos na melhoria e expansão de estradas, segundo estimativa da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR).

    "É raro encontrar uma concessionária que não tenha alguma discussão relevante com órgãos públicos afetando decisões de investimentos", diz a advogada Letícia Queiroz, especializada em infraestrutura. Há indefinições contratuais por divergências entre órgãos públicos; morosidade do governo para tomar decisões; dificuldade para garantir crédito e até investigação na Operação Lava Jato.

    Sob a gestão de 21 concessionárias estão 10 mil km de estradas federais pedagiadas consideradas a espinha dorsal do sistema de transporte nacional. A BR-163, no Centro-Oeste, rota de escoamento de grãos; a Via-40, que liga Brasília à Minas Gerais; e as Auto Pistas Planalto Sul e Litoral Sul, trechos da BR-116 e da BR-101, no Paraná e Santa Catarina, são algumas delas.

    O Estado entrou em contado com todas e comprovou a diversidade de problemas regulatórios. "As dificuldades costumam variar de acordo com a etapa em que a concessão foi feita", diz Cláudio Frischtak, da Inter.B Consultoria Internacional de Negócios. A primeira etapa, por exemplo, ocorreu nos anos 1990 e termina nos próximos quatro anos. A preocupação é de que maneira a concessionária entrega a estrada, pois os contratos não preveem prorrogação. Algumas empresas, porém, alegam que há obras que não podem esperar, e se propõem a fazê-las em troca de um tempo a mais na concessão. Cerca de R$ 6 bilhões de investimentos dessa ordem foram engavetados porque o governo prefere relicitar.

    É o caso da CCR, na Nova Dutra, que liga Rio a São Paulo. A concessão termina em 2021, mas a empresa defende obras na via, incluindo a construção de uma nova subida da Serra das Araras para melhorar o trajeto que tem quase um milhão de usuários diários. A empresa promete R$ 3,5 bilhões em investimento, mas o governo diz que é preciso trocar o concessionário e modernizar os contratos.

    Gatilho. Nas concessões de segunda etapa, há temor em relação à reação do Tribunal de Contas da União (TCU), que tem questionado as obras liberadas pela Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT). Realizadas no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, previu poucas obras e, em troca, garantiu aos motoristas tarifas baixíssimas. Ficou célebre o pedágio de R$ 0,99 que saiu vencedor na disputa pela Fernão Dias, que liga Minas Gerais a São Paulo.

    Os contratos, porém, preveem que quando o fluxo de veículos atinge um determinado volume, é possível fazer obras de ampliação, recebendo aportes do governo ou ganhando permissão para elevar a tarifa. O dispositivo é conhecido como "gatilho de investimento".

    Empresas dessa etapa têm R$ 12 bilhões engatilhados para novas obras, mas não disparam R$ 1. "Enquanto o TCU não der ok à ANTT, nada anda", diz Cesar Borges, presidente da ABCR. As empresas também têm expectativa em relação ao resultado da segunda revisão quinquenal (a cada cinco anos) dos contratos.

    A situação é dramática na terceira etapa. Realizada no governo de Dilma Rousseff, a meta era induzir o crescimento, abrindo rotas. As empresas tinham de fazer duplicações mesmo sem demanda. Em troca, receberiam crédito, com taxas de juros subsidiadas do BNDES.

    O mercado diz que são as concessões da "tempestade perfeita", porque deu tudo errado. Afora o fato de o Brasil ter entrado na recessão, vencedores do leilão eram ligados a construtoras investigas na Lava Jato. O BNDES cortou o crédito. Descontando parte do que foi feito, estima-se que elas represem R$ 12, 5 bilhões em investimentos.

    A Galvão Engenharia, que levou a BR-153, é o caso extremo. Os acionistas foram presos, não recebeu um centavo do BNDES, não conseguiu nem construir praças da pedágio, mas já gastou R$ 220 milhões só na manutenção da estrada. "Podemos vender, devolver e até pedimos a caducidade, mas qualquer alternativa depende de definição legal que ainda não existe", diz Paulo Coutinho, presidente da concessionária. O governo organizou um grupo em busca de solução para essas empresas, mas ainda não chegou a uma definição.

    As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Filtre Por

Buscar: OK
  • Fiesp volta expor o pato amarelo em protesto contra o aumento de impostos

    21/07/2017




    ECONOMIA
    Caio Rinaldi

    São Paulo - A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) voltou a expor o pato amarelo inflável, um dos principais símbolos das manifestações pelo impeachment de Dilma Rousseff (PT), em sua sede em São Paulo, na Avenida Paulista. A iniciativa é uma reação à decisão do governo federal, anunciada ontem e já em vigor nesta sexta-feira, 21, de elevar as alíquotas do PIS e da Cofins sobre combustíveis.

    Na quinta-feira, 20, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, se disse "indignado" com a medida, e avaliou que a elevação de tributos deve agravar a crise num momento em que a economia dá sinais de recuperação. A campanha da Fiesp tem como tema "Não vou pagar o pato", em alusão a tarifas que poderiam ser elevadas para cobrir o rombo no orçamento federal.

    "Aumento de imposto recai sobre a sociedade, que já está sufocada, com 14 milhões de desempregados, falta de crédito e sem condições gerais de consumo", comentou Skaf em nota. O presidente da Fiesp ainda disse que a entidade patronal mantém suas bandeiras, "independentemente de governos". "Somos contra o aumento de impostos porque acreditamos que isso é prejudicial para o conjunto da sociedade. Não cansaremos de repetir: Chega de Pagar o Pato. Diga não ao aumento de impostos! Ontem, hoje e sempre". Paulo Skaf é do PMDB e aliado do presidente Michel Temer.

    Nesta sexta-feira, a Fiesp organiza um seminário sobre infraestrutura no setor de Telecomunicações.

  • Anac aumenta teto das tarifas do Aeroporto de Brasília

    21/07/2017




    ECONOMIA
    Luci Ribeiro

    Brasília - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) reajustou os tetos das tarifas aeroportuárias do contrato de concessão do Aeroporto Internacional de Brasília. Conforme a decisão, publicada no Diário Oficial da União, algumas tarifas terão aumento de 0,8735% e outras, de 2,9986%.

    A taxa de embarque, por exemplo, será de R$ 28,03 para voos domésticos e de R$ 49,61 para voos internacionais. O aumento poderá ser praticado pela concessionária em 30 dias.

  • Anac executa seguro garantia de Viracopos

    21/07/2017




    ECONOMIA
    Renée Pereira

    São Paulo - A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) executou o seguro garantia do Aeroporto de Viracopos, em Campinas, pelo não pagamento da outorga referente ao ano de 2016. A parcela fixa, de R$ 174 milhões (sem juros e multa), venceu em julho do ano passado e até hoje não foi honrada, segundo a agência. Em nota, a Anac afirmou que a seguradora tem até 1º de agosto para fazer o pagamento.

    No caso dos aeroportos, o valor da outorga definia o vencedor do leilão. Ganhava quem aceitava pagar o maior valor ao governo federal - no caso de Viracopos, a vencedora aceitou pagar 159% a mais. Pelas regras do edital de licitação, os valores oferecidos pelos vencedores seriam pagos em parcelas anuais, ao logo do prazo de concessão de cada aeroporto. Além da outorga, as empresas também se comprometeram a pagar um porcentual da receita ao governo.

    Procurada, a concessionária do Aeroporto de Viracopos - formada pelas empresas Triunfo Participações e Investimento (TPI), UTC, Egis e Infraero - afirmou que está negociando a situação para evitar a execução até o dia 1º de agosto. Apesar do atraso de um ano, a empresa afirma que mantém R$ 188 milhões depositados desde dezembro de 2016 num conta denominada "outorga". "A transferência de tais valores para a conta do Fundo Nacional da Aviação Civil (Fnac) depende de uma liberação por parte do BNDES, gestor da conta. Estas negociações estão em curso."

    Fontes ouvidas pela reportagem explicam que o bloqueio está associado à uma transação comercial que não teve o aval do banco de fomento. A preocupação era de que a operação poderia prejudicar as garantias e influenciar na capacidade de pagamento do financiamento concedido à concessionária.

    Mas fontes em Brasília destacam que o problema foi intensificado pela dificuldade da UTC - que esta semana entrou em recuperação judicial - de aportar recursos no aeroporto e, assim, sobrecarregar os demais sócios com os compromissos firmados.

    De acordo com a Anac, além da outorga de 2016, os pagamentos de 2017 também estão atrasos: a parcela fixa venceu em 11 de julho e a variável (% da receita), em 15 de maio. "As providências cabíveis para as obrigações não cumpridas são as previstas no contrato e envolvem a aplicação de sanções (multas) e/ou providências administrativas, o que já está sendo feito pela agência", afirma a Anac, em nota. A pena máxima seria a caducidade da concessão.

    Em relação às parcelas de 2017, a concessionária afirma que o pagamento será feito após a solução da outorga de 2016, "possivelmente ainda neste exercício de 2017, com o prazo até 31 de dezembro".

    Demanda

    O Aeroporto de Viracopos foi leiloado em 2012, com lance de R$ 3,8 bilhões e necessidade de investimentos da ordem de R$ 8 bilhões (inicialmente eram R$ 11 bilhões, que foram reduzidos com otimização do projeto original).

    No meio do caminho, no entanto, a concessionária teve uma série de percalços, como atrasos nas obras e a operação Lava Jato, que envolveu uma das sócias do grupo, a UTC. Outra acionista, a TPI, também está com dificuldade financeiras por causa da crise econômica e do alto endividamento. Nos últimos meses, a empresa teve de vender importante ativos para honrar compromissos.

    Além disso, com a forte recessão que assolou o País nos últimos anos, houve uma frustração de crescimento da demanda nos aeroportos, que estão operando bem abaixo da capacidade. Em Viracopos, por exemplo, a movimentação de passageiros havia caído quase 40% no ano passado em relação a 2014, segundo dados da Anac.

    As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Governo abre crédito suplementar para bancar serviços da dívida interna

    21/07/2017




    ECONOMIA
    Luci Ribeiro

    Brasília - O Ministério do Planejamento destinou um crédito suplementar de R$ 6 bilhões para bancar encargos financeiros da União. O reforço será usado em operações especiais do serviço da dívida interna, incluindo juros e amortizações. A portaria com o recurso extra está publicada no Diário Oficial da União (DOU).

    Passaportes

    Outra portaria da pasta remaneja R$ 102,385 milhões da rubrica 'encargos financeiros da União' para o Ministério da Justiça. O valor consiste em recurso adicional à Polícia Federal para que retome a confecção de passaportes, suspensa por falta de verba. O projeto autorizando o aporte foi recentemente aprovado pelo Congresso e sancionado pelo presidente Michel Temer.

  • Receita regulamenta tributação de rendimentos obtidos por investidor-anjo

    21/07/2017




    ECONOMIA
    Luci Ribeiro

    Brasília - A Secretaria da Receita Federal publicou no Diário Oficial da União (DOU) instrução normativa que dispõe sobre a tributação dos rendimentos decorrentes dos contratos de participação com aportes de capital efetuados pelos chamados investidores-anjo, para incentivar a inovação e a produção de microempresa ou empresa de pequeno porte.

    Entre outras disposições, a IN estabelece que, "ao final de cada período o investidor-anjo fará jus à remuneração correspondente aos resultados distribuídos, conforme definido no contrato de participação, não superior a 50% dos lucros da sociedade que receber o aporte de capital". Além disso, o investidor-anjo poderá exercer o direito de resgate do valor do aporte depois de decorridos, no mínimo, 2 anos do aporte de capital ou em prazo superior estabelecido no contrato de participação.

    Os rendimentos que resultarem desses aportes estarão sujeitos à incidência do imposto sobre a renda retido na fonte, calculado mediante quatro alíquotas, definidas conforme o prazo do contrato de participação: 22,5%; 20%; 17,5%; e 15%.

  • Com aumento do imposto sobre combustíveis, previsão de inflação sobe

    21/07/2017




    ECONOMIA
    Daniela Amorim, Thaís Barcellos e Maria Regina Silva

    Rio e São Paulo - O aumento do PIS/Cofins sobre combustíveis levou o mercado a rever as projeções para a inflação deste ano. Ontem, logo após o anúncio das medidas, economistas já estimavam um impacto de 0,51 ponto porcentual no índice de preços.

    "A alta surpreendeu bastante. Esperávamos em torno de R$ 0,10 para gasolina", diz o economista Leonardo França Costa, da Rosenberg Associados. A alíquota do PIS/Cofins para a gasolina mais que dobrará, passando dos atuais R$ 0,3816 por litro para R$ 0,7925 por litro. "Ainda assim, o cenário para inflação segue tranquilo. Mesmo se vierem outros aumentos, o IPCA ainda pode fechar abaixo do centro da meta de 4,5%", pondera.

    O economista -sênior do banco de investimentos Haitong, Flávio Serrano, alterou sua projeção do IPCA para o ano de 3,6% para 3,7% em virtude da alta da alíquota. Ele esperava um aumento de R$ 0,30 por litro da gasolina, mas a alta foi de R$ 0,41.

    Na manhã desta quinta-feira, 20, antes do anúncio das medidas do governo federal para conter o rombo no Orçamento, a prévia da inflação oficial no País surpreendeu positivamente o mercado. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) teve deflação de 0,18% em julho, a maior queda de preços em 14 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    A taxa acumulada em 12 meses desacelerou de 3,52% em junho para 2,78% em julho, a mais baixa desde março de 1999. As famílias gastaram menos com os alimentos consumidos em casa, como batata-inglesa, tomate e frutas. Também houve redução nas despesas com combustíveis: tanto a gasolina quanto o etanol ficaram mais baratos.

    "Os alimentos acumulam um aumento de 0,11% nos últimos 12 meses, ou seja, praticamente zero. Nos 12 meses anteriores, encerrados em julho de 2016, a alta de preços acumulada era de 13,3%. Foi uma desaceleração muito forte, com impacto enorme sobre a inflação, porque os gastos com alimentação e bebidas respondem por cerca de 25% da despesa das famílias", apontou o analista Everton Carneiro, da RC Consultores.

    Assim que o resultado do IPCA-15 foi divulgado começou a se cogitar no mercado uma queda ainda mais forte na taxa básica de juros, a Selic, podendo chegar em dezembro abaixo de 8%. Mas o aumento das alíquotas de PIS/Cofins para combustíveis impôs uma cautela maior nas projeções. "O quadro benigno ainda prevalece, porém a discussão que tende a começar é em relação à taxa terminal para Selic, se será na faixa de 8%, ou menor que essa marca. Talvez a estimativa de ficar abaixo de 8% tenha morrido", diz o economista Leonardo França Costa, da Rosenberg Associados.

    Antes da divulgação dos aumentos, a Rosenberg cogitava a possibilidade de diminuir sua projeção para Selic no encerramento deste ano, já que o IPCA-15 de julho voltou a surpreender o mercado com um resultado menor que o previsto. Agora, a consultoria prefere manter a expectativa de juros em 8% no fim de 2017. "Também mantemos a previsão de corte de um ponto porcentual no encontro da semana que vem. O quadro para inflação ainda segue favorável."

    O Comitê de Política Monetária do Banco Central decide os rumos da Selic nos dias 25 e 26 de julho. A taxa básica de juros está atualmente a 10,25% ao ano.

    Recessão

    Em julho, o IPCA-15 trouxe reduções de preços de Alimentação e bebidas (-0,55%), Transportes (-0,64%) e Artigos de residência (-0,55%). Everton Carneiro, da RC Consultores, lembrou que o freio nos preços dos produtos alimentícios tem ligação com a recessão econômica, mas, sobretudo, com a safra recorde de grãos prevista para este ano.

    Assim como houve ajuda relevante das lavouras em 2017, o movimento pode se inverter no futuro, caso as condições climáticas sejam adversas. "A queda na inflação é menos estrutural do que alguns do mercado consideram. É difícil acreditar que vá ficar comportada por muitos anos, porque a inflação é muito volátil no Brasil", alertou o analista da RC Consultores.

    O Goldman Sachs pondera ainda que a inflação de serviços segue em nível elevado mesmo com a profunda recessão e a alta taxa de desemprego no País. Segundo a instituição, os serviços tiveram alta de 5,5% nos 12 meses encerrados em julho.

    As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Com aumento do imposto sobre combustíveis, previsão de inflação sobe

    21/07/2017




    NOTICIA,
    Daniela Amorim, Thaís Barcellos e Maria Regina Silva

    Rio e São Paulo - O aumento do PIS/Cofins sobre combustíveis levou o mercado a rever as projeções para a inflação deste ano. Ontem, logo após o anúncio das medidas, economistas já estimavam um impacto de 0,51 ponto porcentual no índice de preços. "A alta surpreendeu bastante. Esperávamos em torno de R$ 0,10 para gasolina", diz o economista Leonardo França Costa, da Rosenberg Associados. A alíquota do PIS/Cofins para a gasolina mais que dobrará, passando dos atuais R$ 0,3816 por litro para R$ 0,7925 por litro. "Ainda assim, o cenário para inflação segue tranquilo. Mesmo se vierem outros aumentos, o IPCA ainda pode fechar abaixo do centro da meta de 4,5%", pondera. O economista -sênior do banco de investimentos Haitong, Flávio Serrano, alterou sua projeção do IPCA para o ano de 3,6% para 3,7% em virtude da alta da alíquota. Ele esperava um aumento de R$ 0,30 por litro da gasolina, mas a alta foi de R$ 0,41. Na manhã desta quinta-feira, 20, antes do anúncio das medidas do governo federal para conter o rombo no Orçamento, a prévia da inflação oficial no País surpreendeu positivamente o mercado. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo - 15 (IPCA-15) teve deflação de 0,18% em julho, a maior queda de preços em 14 anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa acumulada em 12 meses desacelerou de 3,52% em junho para 2,78% em julho, a mais baixa desde março de 1999. As famílias gastaram menos com os alimentos consumidos em casa, como batata-inglesa, tomate e frutas. Também houve redução nas despesas com combustíveis: tanto a gasolina quanto o etanol ficaram mais baratos. "Os alimentos acumulam um aumento de 0,11% nos últimos 12 meses, ou seja, praticamente zero. Nos 12 meses anteriores, encerrados em julho de 2016, a alta de preços acumulada era de 13,3%. Foi uma desaceleração muito forte, com impacto enorme sobre a inflação, porque os gastos com alimentação e bebidas respondem por cerca de 25% da despesa das famílias", apontou o analista Everton Carneiro, da RC Consultores. Assim que o resultado do IPCA-15 foi divulgado começou a se cogitar no mercado uma queda ainda mais forte na taxa básica de juros, a Selic, podendo chegar em dezembro abaixo de 8%. Mas o aumento das alíquotas de PIS/Cofins para combustíveis impôs uma cautela maior nas projeções. "O quadro benigno ainda prevalece, porém a discussão que tende a começar é em relação à taxa terminal para Selic, se será na faixa de 8%, ou menor que essa marca. Talvez a estimativa de ficar abaixo de 8% tenha morrido", diz o economista Leonardo França Costa, da Rosenberg Associados. Antes da divulgação dos aumentos, a Rosenberg cogitava a possibilidade de diminuir sua projeção para Selic no encerramento deste ano, já que o IPCA-15 de julho voltou a surpreender o mercado com um resultado menor que o previsto. Agora, a consultoria prefere manter a expectativa de juros em 8% no fim de 2017. "Também mantemos a previsão de corte de um ponto porcentual no encontro da semana que vem. O quadro para inflação ainda segue favorável." O Comitê de Política Monetária do Banco Central decide os rumos da Selic nos dias 25 e 26 de julho. A taxa básica de juros está atualmente a 10,25% ao ano. Recessão Em julho, o IPCA-15 trouxe reduções de preços de Alimentação e bebidas (-0,55%), Transportes (-0,64%) e Artigos de residência (-0,55%). Everton Carneiro, da RC Consultores, lembrou que o freio nos preços dos produtos alimentícios tem ligação com a recessão econômica, mas, sobretudo, com a safra recorde de grãos prevista para este ano. Assim como houve ajuda relevante das lavouras em 2017, o movimento pode se inverter no futuro, caso as condições climáticas sejam adversas. "A queda na inflação é menos estrutural do que alguns do mercado consideram. É difícil acreditar que vá ficar comportada por muitos anos, porque a inflação é muito volátil no Brasil", alertou o analista da RC Consultores. O Goldman Sachs pondera ainda que a inflação de serviços segue em nível elevado mesmo com a profunda recessão e a alta taxa de desemprego no País. Segundo a instituição, os serviços tiveram alta de 5,5% nos 12 meses encerrados em julho. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Lucro da Colgate-Palmolive cai a US$ 524 milhões no 2º trimestre

    21/07/2017




    NOTICIA,


    Nova York - A Colgate-Palmolive divulgou hoje que seu lucro líquido caiu para US$ 524 milhões (US$ 0,59 por ação) no segundo trimestre do ano, de US$ 600 milhões (US$ 0,67 por ação) no mesmo período de 2016. Com ajustes, o ganho por ação ficou em US$ 0,72, em linha com a previsão de analistas consultados pela FactSet. Já a receita da multinacional americana recuou levemente no último trimestre, a US$ 3,83 bilhões, ficando abaixo da projeção do mercado, de US$ 3,90 bilhões. Nos negócios do pré-mercado em Nova York, a ação da Colgate tinha forte queda de 2,25% por volta das 8h30 (de Brasília). Fonte: Dow Jones Newswires.

  • Minha Casa puxa expansão do mercado imobiliário

    21/07/2017




    ECONOMIA
    Circe Bonatelli

    - O mercado imobiliário deu sinais de recuperação na primeira metade de 2017, com avanço nos lançamentos e nas vendas de imóveis pelas principais construtoras do País. O crescimento, porém, é marcado por um desequilíbrio. Enquanto os negócios seguem aquecidos no setor popular, com empreendimentos do programa Minha Casa Minha Vida (MCMV), o setor de médio e alto padrões ainda enfrenta barreiras e encolhe.

    Levantamento do Estadão/Broadcast com base nos relatórios operacionais de oito empresas listadas na Bolsa (Cyrela, Even, Eztec, Gafisa, Rodobens, MRV, Direcional e Tenda) mostra que os lançamentos totalizaram R$ 5,14 bilhões no primeiro semestre, 10% mais que no mesmo período do ano passado. As vendas líquidas atingiram R$ 5,19 bilhões, alta de 16%.

    Os dados não consideram empresas como Tecnisa, Rossi e PDG Realty, que divulgarão seus números nas próximas semanas, com o balanço financeiro.

    O avanço no semestre foi encabeçado por MRV, Tenda e Direcional, cujos projetos estão enquadrados no MCMV. Os lançamentos das três companhias alcançaram R$ 3,70 bilhões, alta de 22% na comparação anual, além de responderem por 72% dos lançamentos do grupo de companhias listadas. As vendas do trio atingiram R$ 3,33 bilhões, alta de 22% e equivalente a 64% dos negócios do grupo.

    Em parte, a bonança do setor se deve à atualização das regras do MCMV, que ampliou de R$ 6,5 mil para R$ 9 mil o limite da renda dos consumidores que podem adquirir uma moradia do programa. Outro fator positivo é a oferta de financiamento com taxas reduzidas, graças a recursos do FGTS: a taxa gira em torno de 7% a 8% ao ano - para a compra de moradias com preços mais altos as taxas ficam em torno de 10% ao ano.

    No médio e alto padrão, o cenário é distinto. Os lançamentos consolidados de Cyrela, Even, Eztec, Gafisa e Rodobens foram de R$ 1,44 bilhão no semestre, retração de 13% ante 2016. As vendas totalizaram R$ 1,85 bilhão, alta de 7%. "A perspectiva permanece desafiadora, numa combinação de baixa oferta de crédito barato, queda nos preços e volume elevado de estoques", afirma o analista Gustavo Cambaúva, que assina relatório do banco BTG Pactual.

    O presidente da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (Abrainc), Luiz Antônio França, vê chances de uma recuperação continuada do setor, mas pondera que a volta de um crescimento mais firme ainda é incerta.

    As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • Ação do Carrefour estreia com queda na bolsa

    21/07/2017




    NOTICIA,


    - Em sua estreia na B3, nesta quinta-feira, 20, as ações da rede varejista Carrefour fecharam com queda de 0,67%, a R$ 14,90 O recuo foi maior do que o registrado pelo Ibovespa (principal índice da Bolsa), que teve baixa de 0,37%. Segundo analistas, há uma expectativa em relação aos resultados do segundo trimestre da companhia, que serão divulgados em meados de agosto e que devem levar a uma nova precificação do ativo. Apesar da baixa, os papéis da companhia foram um dos mais negociados ontem, na B3. A ação teve o maior giro financeiro, com quase R$ 510 milhões, e foi a segunda em número de negócios, atrás apenas de Itaúsa. Principal concorrente do Carrefour, o Grupo Pão de Açúcar encerrou o dia com seus papéis em alta. As ações da varejista subiram 1,76%, a R$ 66,03. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.