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  • Dyogo: quem acredita no Brasil deve dobrar aposta; é hora certa de se posicionar

    22/11/2017




    ECONOMIA
    Letícia Fucuchima

    São Paulo - O ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, disse nesta quarta-feira, 22, que o Brasil já superou a recessão e está no início de um novo período de crescimento, que deve durar entre 10 a 12 anos. "Começa a descortinar na nossa frente um grande ciclo de crescimento. Quem acredita no Brasil deve dobrar sua aposta; é a hora certa de se posicionar", afirmou durante o CCR Day, em São Paulo.

    De acordo com o ministro, o governo tem, desde o início, apostado em uma estratégia de política econômica "simples, clara e eficiente". Ele destacou as reformas estruturantes - trabalhista, da Previdência e tributária, "que vem a seguir".

    Dyogo Oliveira reforçou que o governo está dedicado a aprovar a reforma da Previdência ainda neste ano, dado o reconhecimento de que a área fiscal continua sendo o maior desafio a ser enfrentado pelo País, com orçamento "extremamente engessado e difícil de ajustar". "Nosso sistema previdenciário é distorcido e injusto. Isso precisa ser corrigido."

    Para além da Previdência, o ministro ressaltou outras medidas que estão sendo tomadas pelo governo para controlar as despesas públicas, como adiar o reajuste de servidores públicos. "Nosso orçamento está inadequado para às necessidades do País, estamos olhando linha por linha e fazendo alterações."

    Na área de investimentos, ele reafirmou a intenção do governo de fomentar a participação da iniciativa privada no setor de infraestrutura. Em relação às concessões e PPPs propostas, o ministro afirmou que os projetos estão sendo estruturados de modo a serem economicamente viáveis, permitindo a competição justa e transparente. "O que é mais importante não é o bid do projeto, é que o processo seja transparente e justo."

    PPI

    O ministro do Planejamento disse que o calendário eleitoral deverá ter pouca influência no cronograma proposto para os leilões do PPI no ano que vem. "Alguns poucos projetos têm sensibilidade política. Não vejo muita interferência", afirmou. Ele cita, por exemplo, os certames de linhas de transmissão, cujo processo já está "bem estruturado". "É quase como comprar pão."

    Dyogo Oliveira afirmou, porém, que a Eletrobras deverá exigir maior esforço político. "Mas estamos comprometidos em avançar com essa agenda", disse, reafirmando que o governo não está "vendendo" a empresa, mas sim "apostando" na estatal.

    Durante palestra, o ministro destacou ainda a carteira de projetos do Programa Avançar, que, segundo ele, não é um programa de "intenções". "Normalmente se faz uma lista de projetos, lança a lista e depois sai tentando viabilizar os projetos. Em virtude das nossas dificuldades fiscais, orçamentárias, pegamos os projetos já em andamento e selecionamos uma carteira prioritária. Não queremos ver o País com canteiro de obras inacabadas."

    O ministro concluiu sua participação no evento reforçando que, em relação a projetos de infraestrutura, o Brasil "opera no gargalo". "Temos projetos para este ano, para o ano que vem, para daqui dez, vinte, trinta anos", disse, destacando o País como a "melhor opção para se investir no mundo".

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  • Prorrogada MP do Microcrédito e a que amplia prazo de adesão ao Refis do Funrural

    22/11/2017




    ECONOMIA
    Luci Ribeiro

    Brasília - O Congresso Nacional prorrogou por sessenta dias a vigência das Medidas Provisórias 802 e 803, conforme atos publicados no Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira, 22. A MP 802 dispõe sobre o Programa Nacional de Microcrédito Produtivo Orientado e a MP 803 estendeu até o dia 30 de novembro o prazo de adesão ao Programa de Regularização Tributária Rural (PRR), que ficou conhecido como Refis do Funrural.

    Em tramitação no Congresso, o Refis do Funrural foi instituído pela Medida Provisória 793/2017. O programa permite o parcelamento de débitos de produtores rurais pessoas físicas e adquirentes de produção rural à seguridade social com condições facilitadas. O parcelamento abrange dívidas no âmbito da Receita Federal e da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional.

  • Rússia contesta e diz que Brasil já foi notificado sobre suspensão da importação

    22/11/2017




    ECONOMIA
    Camila Turtelli

    São Paulo - O Serviço Federal de Vigilância Veterinária e Fitossanitária da Rússia, Rosselkhoznadzor, contestou a informação divulgada pelo governo brasileiro de que o País ainda não foi notificado oficialmente da suspensão de compras de carnes bovina e suína brasileiras a partir de 1º de dezembro. Em nota publicada nesta quarta-feira, 22, o departamento russo afirma que na segunda-feira, 20, enviou uma carta oficial ao Ministério da Agricultura do Brasil sobre a decisão de restringir a importação.

    "Cópias de protocolos de pesquisa também foram anexadas ao documento, as quais mostram a detecção de ractopamina em produtos brasileiros", relata o órgão.

    O serviço federal russo diz que a nota divulgada nesta quarta foi necessária para explicar informações que "apareceram em vários meios de comunicação sobre a não notificação do Brasil da introdução de restrições".

    O Kremlin diz que na terça-feira, 21, foram realizadas negociações com o Brasil, na qual um representante do ministério brasileiro informou que a carta foi recebida.

  • Planejamento autoriza nomeação de aprovados em concursos para INSS e Anvisa

    22/11/2017




    ECONOMIA
    Luci Ribeiro

    Brasília - O Ministério do Planejamento autorizou a nomeação de 100 candidatos aprovados em concurso público para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e de 78 para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). As portarias com as autorizações estão publicadas no Diário Oficial da União (DOU).

    O provimentos dos cargos - de técnico do Seguro Social para o INSS e técnico administrativo para a Anvisa - está condicionado à existência de vagas na data da nomeação dos candidatos e deverá ocorrer a partir de novembro de 2017, não podendo ocorrer após 31 de dezembro de 2017.

    De acordo com as portarias, a responsabilidade pela verificação prévia das condições para a nomeação dos candidatos será dos presidentes dos dois órgãos.

  • BNDES abre salas de informação sobre privatização de distribuidoras da Eletrobras

    22/11/2017




    ECONOMIA
    Luci Ribeiro

    Brasília - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) avisa no Diário Oficial da União (DOU) que estão abertas as salas de informação da privatização das seis distribuidoras da Eletrobras que atuam no Norte e no Nordeste. Os potenciais investidores podem acessar o espaço no site do BNDES, que é gestor do processo de privatização.

    Pelo cronograma do governo, a previsão é que o leilão das empresas ocorra entre o fim de março e o começo de abril. Serão privatizadas as distribuidoras dos Estados do Acre (Eletroacre), Amazonas (Amazonas Distribuidora), Rondônia (Ceron), Piauí (Cepisa), Roraima (Boa Vista) e Alagoas (Ceaal).

    O BNDES ressalta nos avisos que as condições de desestatização das empresas, já aprovadas pelo Conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (CPPI), ainda serão submetidas à deliberação do órgão competente do titular das ações e que o PPI poderá, a seu critério, rever as regras fixadas. Assim, tanto CPPI quanto a Eletrobras poderão alterar as condições, não sendo as regras atuais "vinculantes".

    No caso da Amazonas Distribuidora, o BNDES destaca que o procedimento de desverticalização da empresa "ainda está em progresso e, portanto, sujeito à sua conclusão como condição da desestatização da distribuidora". A desverticalização consiste na separação dos ativos de distribuição de energia da empresa do sistema de geração.

  • IPO da BR Distribuidora poderá render até R$ 7,5 bilhões à Petrobras

    22/11/2017




    NOTICIA,
    Fernanda Guimarães

    São Paulo - A oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) da BR Distribuidora poderá girar até R$ 7,5 bilhões, se houver demanda para todos os lotes extras e se a ação for precificada no teto da faixa indicativa de preço, que está entre R$ 15 e R$ 19. A Petrobras irá vender entre 25% a 33,75% da companhia, porcentual que dependerá dos lotes que serão vendidos no mercado. A apresentação aos investidores, o chamado roadshow, começa nesta quarta-feira, 22, e irá até o dia 13 de dezembro, quando a ação será precificada no âmbito da oferta. A oferta será apenas secundária, ou seja, todo os recursos levantados no IPO irão para o caixa da Petrobras. O lote principal é formado por 291.250.000 ações ordinárias, montante que poderá ser acrescido do lote suplementar, de até 15% do principal, ou 43.687.500 ações. Há ainda o lote adicional, caso haja demanda, de até 20% do lote principal, o que significa até 58.250.000 ações. As ações da BR serão listadas no Novo Mercado, segmento de mais elevadas práticas de governança corporativa da B3, sob o código BRDT3. A previsão é de que as ações comecem a ser negociadas na B3 no dia 15 de dezembro. São coordenadores da oferta Citi, Banco do Brasil, Bradesco BBI, Itaú BBA, JPMorgan, Morgan Stanley e Santander. Para o final do ano, são esperados ainda os IPOs do Burger King Brasil e Neoenergia.

  • Meirelles tem reunião com Frente Parlamentar da Agropecuária

    22/11/2017




    ECONOMIA
    Eduardo Rodrigues

    Brasília - O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, estava reunido por volta das 9h45 desta quarta-feira, 22, com os integrantes da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) da Câmara dos Deputados. O encontro começou às 9h30 e, portanto, antecede a reunião com o presidente Michel Temer e governadores, marcado para as 11h no Palácio do Planalto.

    Às 16h, Meirelles recebe o relator da Reforma Tributária, deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) e depois participa do encerramento do Congresso de Contencioso Tributário e FGTS. À noite, o ministro ainda vai ao jantar oferecido por Temer no Palácio do Alvorada para deputados da base aliada.

  • Pescadores invadem Planejamento em protesto contra cancelamento de registros

    22/11/2017




    ECONOMIA
    Eduardo Rodrigues

    Brasília - O edifício principal do Ministério do Planejamento, em Brasília, foi novamente invadido por manifestantes na manhã desta quarta-feira, dia 22. Desta vez, são pescadores que protestam contra o cancelamento de registros de pesca.

    Os manifestantes romperam a portal principal do prédio e ocupam a portaria. Os funcionários que conseguiram entrar no edifício tiveram que acessá-lo pela garagem.

    No último dia 17 de outubro, o ministério também havia sido ocupado por integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem-terra que reclamavam contra "o desmonte da política de reforma agrária".

  • Petrobras protocola documentos da oferta da BR Distribuidora na CVM

    22/11/2017




    NOTICIA,
    Karin Sato

    São Paulo - A Petrobras realizou o protocolo de documentos relacionados à oferta pública de distribuição secundária de ações ordinárias de emissão da BR Distribuidora, perante a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). A petroleira informou ainda que divulgou, nesta quarta-feira, 22, o aviso ao mercado e o prospecto preliminar referentes à oferta, a ser realizada no Brasil, em mercado de balcão não organizado, com esforços de colocação das ações no exterior. O preço de venda das ações será fixado após a apuração do resultado do procedimento de coleta de intenções de investimento junto a investidores institucionais, a ser realizado no Brasil e no exterior, conforme o bookbuilding. A Petrobras lembrou ainda que a oferta está sujeita à concessão dos registros pela CVM e às condições de mercado. "Este fato relevante tem caráter exclusivamente informativo, nos termos da legislação em vigor, e não deve ser considerado como um anúncio de oferta das ações. Não será realizado nenhum registro da oferta ou das ações em qualquer agência ou órgão regulador do mercado de capitais de qualquer outro país, exceto no Brasil, junto à CVM", diz o comunicado. "As ações oferecidas não foram, nem serão registradas nos termos da U.S. Securities Act of 1933, conforme alterada, e não podem ser oferecidas ou vendidas nos Estados Unidos sem o devido registro ou uma isenção de registro aplicável", acrescenta.

  • Livro reforça importância do método de consultor

    22/11/2017




    ECONOMIA
    Cátia Luz

    São Paulo - Após escrever sobre a trajetória dos empresários Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Beto Sicupira, fundadores da Ambev, e sobre Abilio Diniz, que transformou o Grupo Pão de Açúcar em um gigante do varejo, a jornalista Cristiane Correa escolheu Vicente Falconi para compor a trilogia de exemplos marcantes do capitalismo brasileiro.

    "Em Sonho Grande, abordei a formação de uma cultura empresarial vencedora. Com Abilio, quis falar de um dos mais bem-sucedidos self-made men do País. Com o Falconi, reforço a importância do método. A maior parte das pessoas se interessa pela estratégia. Mas uma boa ideia sem uma boa execução não vale nada", explica Cristiane.

    Lançado nesta terça-feira, 21, no Rio de Janeiro, o livro Vicente Falconi - O que Importa é o Resultado aborda como um professor de engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais revolucionou a gestão no País. Nos anos de 1980, Falconi começou a trazer para o Brasil conceitos inspirados na eficiência de empresas japonesas. O modelo, que combina disciplina e foco financeiro, baseado em liderança e estabelecimento de metas, foi adotado por empresas como AB InBev, Sadia (hoje BRF), Petrobrás, Gerdau e Kraft Heinz.

    Falconi também atuou no setor público, como na definição da meta de consumo de energia recebida por cada família brasileira na época do risco do apagão, em 2001. Para Cristiane, a força do método de Falconi está na simplicidade, o que acabou aproximando o consultor dos fundadores da AB InBev. "É um método que pode ser resumido na designação PDCA (da sigla em inglês para "planeje, faça, cheque e aja"). Baseado no bom senso e na busca da verdade, traz o problema ao centro da mesa e serve para empresas de qualquer tamanho", explica. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

  • 'Guru' da gestão no País, Falconi mira a China

    22/11/2017




    ECONOMIA
    Mônica Scaramuzzo

    São Paulo - Considerado o "guru" da gestão de empresas, entre elas as do trio de bilionários brasileiros Jorge Paulo Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles, sócios das gigantes AB InBev e Kraft Heinz, Vicente Falconi desembarca na China para negociar parceria com uma consultoria local também especializada em gestão, a Hejun Consultancy.

    Falconi pretende ampliar a internacionalização de seu negócio. Com subsidiárias no México e Estados Unidos e atuação em mais de 30 países, a Falconi Consultores de Resultados quer fincar os pés de vez na China. Hoje, Falconi participa de um evento na Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) e de uma rodada de conversas com empresários. No dia seguinte, lança na Hejun a versão em chinês de seu livro O Verdadeiro Poder, considerado uma cartilha de gestão pelos empresários.

    O método de gestão começou a ser formulado por Falconi no início dos anos 1980, durante uma viagem ao Japão. "Quero deixar claro que melhoria de gestão não significa necessariamente corte de custos. Fazemos, primeiro, uma avaliação da empresa. Se uma companhia quer reduzir custos, avaliamos quais são os desperdícios", diz. Desperdício, segundo Falconi, é tudo aquilo que o cliente não percebe como valor.

    Gestão eficiente pode ser aplicada em diversas áreas, desde setor público como privado. Em alguns casos, as empresas terão de investir mais e não cortar custos, explica o professor. Um diagnóstico da Falconi em uma empresa pode ser feito em duas semanas ou durar até quatro meses, dependendo do tipo de mudança que uma companhia deseja. Replicar o modelo de gestão Falconi para outros países requer uma certa flexibilidade. "O livro é bom, mas não resolve tudo", diz Falconi.

    As conversas para uma possível parceria com a Hejun, que fatura por ano US$ 1 bilhão ainda estão em fase inicial, mas devem avançar a partir desta semana. "Surgiu uma oportunidade (de negociar a parceria), que não foi nada planejada. Eles traduziram o nosso livro e nos chamaram para conversar. Vamos discutir como podemos trabalhar juntos", disse Falconi ao Estado. "Se faturarmos um décimo do que eles (Hejun) faturam, teremos um crescimento expressivo", brinca, ao comparar a receita das duas companhias.

    Crescimento. A meta da Falconi é elevar sua receita para R$ 500 milhões até 2021. A consultoria, que hoje fatura R$ 300 milhões, tem uma equipe de 800 pessoas, incluindo 10% de profissionais estrangeiros. Álvaro Guzella e Viviane Martins, diretores-executivos da Falconi, explicam que um modelo de gestão dos Estados Unidos precisa ter nuances diferentes quando aplicado países europeus ou latino-americanos. Nos Estados Unidos, dizem eles, os americanos são muito pragmáticos no detalhamento de execução de um plano. Já para os europeus, a questão hierárquica pesa menos, ao contrário do México, onde se preza pelo respeito hierárquico. "O Brasil talvez seja menos rigoroso na execução do plano, mas tem mais jogo de cintura e é mais flexível", diz Viviane.

    Gestão pública. Questionado pelo Estado sobre qual tipo de choque de gestão o Brasil precisa, Falconi foi enfático: "O País precisa de uma reforma política e reduzir o tamanho do Estado." O choque de gestão, segundo ele, seria uma segunda etapa. "É preciso acabar com funções duplicadas e reduzir gastos em todas as esferas. Custo com vereadores em um município pequeno é um desperdício. É preciso rever isso." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.